You are currently browsing the daily archive for Terça-feira, 20 Novembro, 2012.

Chegou às salas de cinema nacionais a quarta longa-metragem do realizador sabugalense Joaquim Sapinho intitulada «Deste Lado da Ressurreição». O filme teve a sua estreia mundial na selecção oficial do Festival de Cinema de Toronto no Canadá na secção Visions dedicada aos filmes que em cada ano contribuíram para a expansão das possibilidades poéticas do cinema.

Rafael (Pedro Sousa, campeão júnior de surf do Guincho) é um jovem surfista perdido no mundo, desenquadrado de tudo e de todos. Com uma grande violência interior, que se reflecte no seu corpo e na maneira como surfa, busca um sentido para a sua vida. E será ali, entre a praia do Guincho, o Convento dos Capuchos e a serra de Sintra, que vai finalmente encontrar o seu lugar…
«Deste Lado da Ressurreição» é a quarta longa-metragem de Joaquim Sapinho, depois de «Corte de Cabelo» (1995), «A Mulher Polícia» (2003) e «Diários da Bósnia» (2005). A película teve a sua estreia mundial na selecção oficial do Festival de Cinema de Toronto no Canadá, na secção Visions, dedicada aos filmes que, nesse ano, contribuíram para a expansão das possibilidades poéticas do cinema.
O filme foi escolhido como um dos dez melhores do ano na revista nova-iorquina «Film Comment» e teve antestreia nos EUA nas mais prestigiadas cinematecas do país: a Harvard Film Archive (Cinemateca da Universidade de Harvard) e Anthology.
Realizador: Joaquim Sapinho.
Argumento: Joaquim Sapinho, Mónica Santana Baptista.
Intérpretes: Pedro Sousa, Joana Barata, Pedro Carmo, Sofia Grillo, João Cardoso, Guilherme Garcia, Luís Castro.

Página oficial. Aqui.
jcl (com Rosa Filmes)

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Na manhã de hoje, 20 de Novembro, o Destacamento Territorial da Guarda da GNR, através da Investigação Criminal, deteve dois homens, de 21 e 23 anos de idade, residentes na cidade da Guarda, pelos crimes de tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas.

Segundo um comunicado da GNR os suspeitos, que já estavam a ser investigados há algum tempo no âmbito de um Inquérito criminal, foram detidos no decurso de buscas às suas residências, onde lhe foram apreendidas armas e estupefacientes.
As armas encontradas foram: uma pistola de calibre 6,35 mm, uma espingarda de calibre 14, uma carabina com carregador de calibre 22, duas carabinas de ar comprimido, um aerossol de defesa com gás pimenta. Foram ainda apreendidas 146 munições paras as referidas armas e nove cartuchos de calibre 12 e de 22 mm.
Quanto ao produto estupefaciente foram apreendidas 1,4 gramas de haxixe, 164 sementes de cannabis, um moinho para cannabis.
Também hoje de manhã a GNR de Gouveia e de Fornos de Algodres, detive um homem de 40 anos de idade, residente no concelho de Fornos, igualmente por crime de posse ilegal de armas. A detenção do suspeito, ocorreu no decurso de uma busca domiciliária, autorizada judicialmente, altura em que lhe foram apreendidas três espingardas de calibre 12, uma pistola de calibre 6,35 mm, duas cartucheiras, cinco armas brancas (catanas, punhal e navalha), um monóculo de precisão para arma pressão, 49 detonadores pirotécnicos, um stick de gelamonite 33, 120 cartuchos de calibre 12, quatro munições 6,35 mm, diversos laços em aço para caça ao javali, diversos costilos de várias dimensões utilizados na captura ilegal de aves.
Foi ainda apreendido ao suspeito outro material relacionado em denúncias apresentadas no posto da GNR local e que se presume ser proveniente de furtos, designadamente: uma motosserra, uma moto roçadora, uma electro bomba, um rolo de 100 metros de rede ovelheira.
plb

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, anunciou no dia 14 de Novembro na Assembleia da República a assinatura do despacho de abertura do concurso público de apoio às artes.

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, anunciou, na Assembleia da República, a abertura do Concurso Público de Apoio às Artes e o desbloqueamento das verbas relativas ao último trimestre de 2012.
«Trata-se de uma mudança de paradigma, para reforçar as parcerias no sector cultural, com as autarquias e com a sociedade civil», afirmou o Secretário de Estado numa audição das Comissões parlamentares de Educação Ciência e Cultura e de e Orçamento, Finanças e Administração Pública para apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2013.
O Secretário de Estado anunciou assim a abertura dos concursos em todas as modalidades: concursos anuais, bienais, quadrienais e pontuais. Os montantes para a totalidade dos apoios relativos a 2013 – incluindo também os apoios à internacionalização – ultrapassam os 11 milhões de euros, valor semelhante ao de 2012. Os concursos dirigem-se às entidades artísticas nacionais de caráter profissional e que desenvolvem o seu trabalho em todo o território nacional.
O Secretário de Estado informou também que a Direcção-Geral das Artes (DGArtes) vai proceder ao processamento dos pagamentos das verbas correspondentes a Outubro, Novembro e Dezembro de 2012, às entidades artísticas apoiadas.
O Secretário de Estado da Cultura anunciou igualmente que, em 2013, o Orçamento do Estado para o sector é de 189,7 milhões de euros, semelhante ao do ano de 2012.
jcl (com Assembleia da República)

A encruzilhada em que hoje o concelho do Sabugal se encontra tem um nome: despovoamento.

Se na década de 50 a população rondava os 43.500 residentes, a frieza dos últimos censos diz-nos que são agora apenas 12.500. Esta é a verdadeira questão que condiciona o futuro sustentável do concelho.
Todos sabemos que o despovoamento está ligado à estrutura económica das regiões. No Sabugal, como em todo o Interior, fixar populações deverá ser a obra maior e o objectivo assumido de todas as políticas nacionais, regionais e locais. Parece evidente, pelos números, que tudo o que se tem feito falhou. Ganhos pontuais, como pequenas empresas com criação de alguns postos de trabalho, não alteram em nada a realidade. Falharam os diagnósticos, as receitas, as perspectivas e as estratégias. Esta é a realidade crua.
Por tudo isto, temos que ser muito claros: É urgente inverter este caminho, é urgente a mudança! Mas qual é a receita?
Aprendemos que não há receitas milagrosas. Mas a experiência também nos ensina que perante as adversidades uma coisa simples é possível: é necessário romper com aquilo que parece uma fatalidade, assumindo rupturas e procurar novos paradigmas. E uma coisa básica pode e deve ser feita que passa pelo questionar qual o futuro que queremos, quais os caminhos possíveis, que potencialidades temos, que apostas devemos fazer. Enfim, falta debater seriamente o futuro do Concelho e deixarmos cair as pequenas questiúnculas com que nos deleitamos diariamente.
Os protagonistas locais devem aos sabugalenses uma atitude séria e clara face a esta realidade. Devem assumir este debate, apresentar propostas, estratégias fundamentadas e dizer claramente quais as suas apostas. O presente prova que até aqui todos falharam. Provavelmente porque as estratégias nunca existiram, provavelmente porque o objectivo imediato tem sido o poder pelo poder, provavelmente porque as verdadeiras estratégias nunca vingaram eleitoralmente.
Penso que chegou o tempo de se assumir a ruptura em nome do futuro do Concelho do Sabugal. De debater seriamente como evitar o rumo fatal que os números nos transmitem. De dar oportunidade a novos caminhos, chamem-lhe utopias ou outra coisa qualquer. E todos têm que ser chamados a este combate.
Chegados a uma encruzilhada, temos que optar por onde seguir. Reflectir e fundamentar a escolha.
Em minha opinião é urgente o debate. É urgente a mudança. Porque o tempo escasseia!
António José Marques

(Presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro)

Morreu hoje, no exacto dia em que cumpria 70 anos de idade o sabugalense Horácio Fernandes, vítima de doença prolongada.

Horácio Fernandes nasceu nas Quintas de São Bartolomeu e foi ainda menino viver para a então vila do Sabugal, sede do concelho, onde frequentou a escola, tendo por pedagogo o professor Cavaleiro e partilhando o banco da carteira com Fernando Pinto Monteiro, o ex Procurador Geral da República.
Do Sabugal acabaria por partir para Lisboa em busca de emprego, como tantos outros.
Já na capital empregou-se na Polícia Judiciária, onde foi agente, com intervenção no célebre caso Ballet Rose, nome por que ficou conhecido um processo que envolvia figuras públicas em actos de pedofilia e lenocínio. O escândalo provocado por essa investigação levaria Horácio Fernandes a abandonar a PJ, passando então a trabalhar na companhia de seguros Tranquilidade onde fez profissão até atingir a reforma.
Horácio Fernandes, que residia no Mortal, Estoril, era irmão do tenente coronel Orlindo Pereira.
O corpo do falecido será cremado no cemitério de Rio de Mouro – Sintra.
plb

Se eu tivesse uma boa relação com a informática conseguia fazer como alguns colaboradores quando querem que se leia algo já em «arquivo», chamemos-lhe assim, bastando para isso um click numa palavra qualquer, mas como a minha relação é péssima, vou dizer-lhe querido leitor(a) que leia o meu artigo de 19 de Abril de 2011 – «As ideias têm um fim».

António EmídioDigo nesse artigo que muitas ideias políticas já fazem parte do cemitério da História, entre elas a Socialdemocracia. Convivemos com ela durante tês décadas, ou mais, foi durante esse período que a Europa Ocidental conheceu o seu progresso político e económico, e também o baby boom, um aumento explosivo da taxa de natalidade que teve o seu auge em 1964. A Socialdemocracia «monopolizou» a política e a economia da Europa Ocidental desde o final da Segunda Guerra Mundial até princípio dos anos 80 do século passado, mas com a queda do Muro de Berlim e posterior crise da esquerda, originada pelo desaparecimento do chamado Socialismo Real, surge a Globalização Económica com a sua ideologia Neoliberal, ou seja, a circulação de capitais por todo o Mundo, sem controlo, onde a concorrência se transformou em rainha e senhora da actividade económica, o Capitalismo Selvagem sem regras. Toda esta desregulação e livre concorrência ultrapassa os países, os seus governos e os seus parlamentos, sendo assim, a Socialdemocracia tornou-se impotente para controlar este Capitalismo Selvagem sem ética, mas se por acaso tentar reformar todo este estado de coisas, concorrência e desregulação, há uma perca de competitividade das empresas nacionais, ou seja, das dos países onde a Socialdemocracia tentar regular todo este caos económico, originando elevadas taxas de desemprego. A actual desorientação e confusão ideológica da Socialdemocracia vem daí, salários de miséria, ou desemprego, não há alternativa como dizia Margaret Thatcher. Recapitulando: baixos salários em nome do emprego, porque se uma empresa tem o azar de aumentar salários é logo ultrapassada por uma rival que aproveita para baixar o custo do seu produto, menos custos significam mais vendas e mais lucros, a empresa que aumentou salários vai ter mais custos e menos lucros, espera a maior parte dos seus trabalhadores o desemprego. Não é por acaso que os políticos conservadores, os social-democratas reciclados e os grandes empresários, passam a vida a falar na «cultura do esforço» e na «cultura do rendimento», retórica e cinismo, o que eles querem engrandecer com toda esta atitude heróica é a exploração e a intimidação de quem trabalha, Angela Merkel é perita nisto…
O capitalismo Selvagem sente-se ainda obstaculizado na sua luta pela vitória final pelos serviços públicos e pelos direitos dos trabalhadores, a Socialdemocracia sempre preservou os serviços públicos e garantiu os direitos aos trabalhadores. Mas os obstáculos que impedem o Capitalismo Selvagem da vitória são fáceis de resolver, quanto ao primeiro, vão ser-lhe entregues de mão beijada, através de privatizações, a saúde, o ensino, os transportes a segurança social e todo o que der lucro, quanto ao segundo, os direitos dos trabalhadores já não existem.
Quem se atreve pôr fim a isto? Vamos supor que uma força política, uma força de mudança ganhava as eleições num qualquer país da União Europeia submetido ao Diktat Neoliberal, ao Diktat alemão, começava por pôr cobro à violenta austeridade, não permitia o desmantelamento do Estado Social, regulava os mercados e governava para o bem estar de todos. Guerreavam essa força política até à sua destruição, os meios de comunicação social, o capital financeiro, a polícia, Bruxelas, Berlim a NATO e Wall Street, ou seja, toda uma estrutura nacional e internacional. Aliás, a chanceler alemã deu isso a entender quando se deslocou a Portugal, não recebeu os partidos da oposição, para mim esse gesto teve um significado, rejeição e marginalização pura e simples de quem não seguir o Diktat Neoliberal alemão.
Eu ainda recordo bem das primeiras vezes que usei o termo Neoliberalismo aqui nos meus artigos do Capeia Arraiana, chacota geral, hoje vou falar-lhe querido leitor(a) do «Ordoliberalismo», uma escola de pensamento político/económico, conservadora e tipicamente de direita, nascida na Alemanha nos anos 30 e 40 do século passado. Esta escola só se diferencia do Neoliberalismo clássico porque aceita uma certa regulação dos mercados, principalmente dos financeiros, potencia também o sector exportador em detrimento da procura interna, da subida de salários e gasto público. Tem como prioridade a privatização do sector público, põe a maior parte da economia nas mãos dos empresários, os salários são discutidos entre patrões e sindicatos, menos protecção social e, o Keynesianismo é considerado de esquerda, quase a rondar o comunismo. Diferencia também o «Ordoliberalismo» do Neoliberalismo o grau de austeridade para potenciar as exportações, ambos querem reduzir o deficit público do Estado procurando assim a confiança dos mercados, mas para os «Ordoliberais» é preciso um mínimo de estabilidade social, para os Neoliberais não interessa essa estabilidade, o prioritário é o deficit.
Assistimos então querido leitor(a) ao fim da Socialdemocracia, porque muitos partidos social democratas europeus já se reciclaram em «Ordoliberais», na Grécia, na Espanha, na Itália e na França, o discurso da Socialdemocracia já é este, em Portugal ainda é Neoliberal, mas tenhamos esperança! Dentro dele já se ouvem vozes «Ordoliberais»…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A comissão política concelhia do Partido Socialista do Sabugal emitiu um comunicado em que torna pública a sua posição em relação à extinção/anexação de freguesias do concelho, que transcrevemos na íntegra.

PSConsiderando que:
• O Poder Local democrático, indissociável da existência de órgãos próprios eleitos democraticamente, é parte da arquitectura do Estado Português;
• As autarquias, em concreto as freguesias, constituem um dos pilares da democracia Portuguesa;
• Estas freguesias têm as suas gentes, a sua origem, a sua história, a sua identidade, os seus usos e costumes;
• As Juntas de Freguesia têm uma importância fulcral para a melhoria da qualidade de vida das populações locais, tanto pela proximidade com os seus munícipes, como pela capacidade de dar resposta célere e eficaz às suas necessidades;
• A identidade coletiva, a coesão social, a história secular das freguesias agora extintas/anexadas não pode ser simplesmente “apagada”;
• A Constituição da República Portuguesa prevê mecanismos de criação e extinção de Freguesias, mas não figuras como a agregação, a reunião ou a aglomeração;
• A agregação de qualquer Freguesia significa a sua perda de identidade, contribui para a desertificação e acentua a perda da relação de proximidade que até aqui tem existido, enfraquecendo a coesão local. Trará menos eficiência e qualidade às populações, eliminará mais um serviço público fulcral e de proximidade que provocará mais despovoamento e desertificação dos territórios;
• A reorganização administrativa imposta pelo Governo ignora a “realidade social e económica, a natureza dos territórios e o enquadramento regional” e atende sobretudo a critérios economicistas;
• A proposta concreta de reorganização administrativa da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), está a deixar revoltados os Srs. Presidentes das Juntas de Freguesias e a População em geral.
Defendemos, por tudo isto, a manutenção das freguesias agora extintas/anexadas.

Consideramos pois, que o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, deveria interpor de imediato, no Tribunal Administrativo uma providência cautelar contra o parecer já emitido pela UTRAT.

Consideramos também, que os Órgãos Autárquicos, Câmara Municipal e Assembleia Municipal (na qual têm assento todos os Srs. Presidentes de Junta de Freguesia), deveriam pronunciar-se, uma vez mais, contra este parecer já emitido pela UTRAT e adotar novas formas de luta contra esta posição que demonstra grande desprezo relativo às populações das freguesias atingidas.
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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