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Tal como vai acontecendo um pouco por todo o lado também nos Fóios se realizou um extraordinário magusto a que chamamos «transfronteiriço».

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaFoios e Eljas são duas localidades geminadas desde 1995 e todos os anos realizam, alternadamente, um magusto. Foi no passado sábado dia 3 que aconteceu o de 2012.
Os elementos da Junta de Freguesia dos Fóios e do Ayuntamiento de Eljas programam, atempadamente, o magusto visto que ser de grande envergadura.
Para além dos duzentos quilos de castanhas e dos cem litros de jeropiga, da responsabilidade dos Fóios, nuestros hermanos preocupam-se, igualmente, com os produtos de «Su Pueblo», como seja o vinho, o mel e as azeitonas.
Este ano a animação musical foi da responsabilidade dos «Lagarteiros» – assim designados porque noutros tempos comiam os lagartos – e correu tudo na perfeição.
É que em Eljas há um grupo de jovens, muito bem organizadas, que nos divertem com as tradicionais sevilhanas que são muito apreciamos nesta bonita zona raiana.
O baile foi abrilhantado pelo «Homem Orquetra» que veio pela primeira vez aos Fóios. Animou de tal maneira o baile que os responsáveis pela capeia, do próximo ano, o contrataram para estar nos Fóios no dia 20 de Agosto de 2013.
Foi, na verdade, um dia de muita animação a ponto de muitos dos «nuestros hermanos» dizerem que o pavilhão estava a abarrotar, tal como eles costumam dizer do outro lado da fronteira.
À noite ouvi também dizer a algumas pessoas dos Fóios que os mais de duzentos espanhóis, sobretudo espanholas, animaram extraordinariamente os Fóios tendo esgotado muitos produtos nos comércios e enchido os restaurantes, tanto ao meio dia como à noite.
Afinal, com estas actividades, é mesmo isso que se pretende. Animar os pueblos e fazer funcionar a economia.
TURISMO É FUTURO.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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A Guarda Nacional Republicana deteve um homem por resistência e coacção a militares, outro por crime de roubo em residência, e ainda três caçadores furtuitos de javalis.

No dia 30 de Outubro, militares do Posto Territorial de Trancoso detiveram um indivíduo de 40 anos de idade, residente naquele concelho, por crime de resistência e coação sobre militares da Guarda Nacional Republicana, na sequência de uma situação de violência doméstica, naquela localidade. O homem foi detido após ter infligido agressões com um pau à esposa, difamando-a e injuriando-a na presença dos militares, que igualmente injuriou e difamou aquando da sua identificação e consequente detenção. Presente ao Tribunal Judicial de Trancoso ficou com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do inquérito.
Na tarde de 3 de Novembro, militares do Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel e do Posto de Foz Côa, detiveram um indivíduo, de 23 anos de idade, desempregado, residente em Foz Côa, por crime de roubo. O suspeito, que possui antecedentes criminais pela prática de diversos furtos a jovens, ameaçou com uma arma branca um menor de idade, obrigando-o a ir à sua residência de onde lhe furtou um computador portátil. Apurou-se ainda que horas antes tinha também furtado um telemóvel a um outro jovem. Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa foi-lhe aplicada a medida coação de Termo de Identidade e Residência.
Durante o passado fim-de-semana, o Comando Territorial, através do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente levou a efeito uma operação de fiscalização da caça no distrito, com particular incidência nos terrenos cinegéticos ordenados. Foram fiscalizados 45 caçadores, tendo sido detidos três homens, com 42, 65 e 67 anos de idade, dois residentes no concelho de Foz Côa e outro no Sabugal, por crimes relativos à caça. Os detidos caçavam javalis por processos não autorizados, tendo-lhes sido apreendidas quatro armas de caça, 26 cartuchos, uma viatura e dois javalis que, entretanto, já tinham abatido. Os mesmos vão ser presentes aos Tribunais Judiciais de Foz Côa e do Sabugal para aplicação de eventuais medidas de coação.
plb

Recebemos do presidente da concelhia do CDS-PP, Francisco Paula, o seguinte comunicado ao abrigo do direito de resposta a uma notícia publicada pelo Capeia Arraiana na passada sexta-feira, 2 de Novembro.

CDS-PP«
Em relação à vossa notícia publicada hoje (dia 2 de Novembro de 2012) assinada “plb” e com o título “CDS pode candidatar Victor Cavaleiro no Sabugal”, na qualidade de Presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS-PP Sabugal, compete-me fazer algumas correcções que julgo serem pertinentes:
1- Ao contrário do que induz a leitura do artigo em causa, o CDS-PP indicará em momento tido como oportuno quais os candidatos que o representarão nas próximas eleições Autárquicas, quer à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia da àrea do Municipio do Sabugal.
Até esse momento o CDS-PP distância-se de toda e qualquer notícia que envolva nomes de pessoas enquanto seus candidatos.
2- A Comissão politica do CDS-PP Sabugal nunca estabeleceu qualquer contacto com as estruturas locais do Partido Social Democrata no sentido de ser efectuada qualquer coligação para o processo eleitoral em causa.
3- A estrutura politica do CDS-PP Sabugal é um organismo autónomo e politicamente independente, onde os assuntos que a sí lhe dizem respeito são discutidos internamente e debaixo da participação democrática dos seus militantes.
4- Enqunto Presidente eleito da Comissão Politica local do CDS-PP, compete-me pessoalmente, não só defender as estruturas locais deste partido politico, como esclarecer qualquer dúvida que sobre si recaiam.
Assim, ao abrigo do direito de resposta e de rectificação, (artigo 24º da Lei de Imprensa) mas acima de tudo no sentido de colaborar com o esclarecimento da verdade, o qual será certamente também do vosso interesse enquanto orgão respeitável de comunicação social local, exige-se que seja devidamente corrigida a vossa notícia,
Aproveito a oportunidade para me colocar pessoalmente ao vosso dispor para qualquer esclarecimento adicional sobre este assunto e para lembrar que qualquer notícia sobre o CDS-PP Sabugal carecerá sempre da minha confirmação enquanto Presidente da sua Comissão politica.
Com os melhores cumprimentos
Francisco Paula
»
Admin do CA

Acreditem ou não, encontrei à venda no agora badalado portal OLX senhas de racionamento da Caparica datadas de 1945. Uma mera curiosidade. Mas isso leva-me a voltar à minha linha habitual: ligar o hoje aos ontens da nossa meninice e, neste caso, da geração anterior à minha. O racionamento deixou marcas fortes nessa geração no Casteleiro. De vez em quando, já alguém falava dos tempos do racionamento.

Sempre ouvi falar do tempo em que havia racionamento na minha terra. Muitas vezes isso aparecia logo associado ao contrabando. Nunca percebi muito bem como é que isso era feito: está bem, para a minha casa só podiam vir umas colheres de açúcar por semana. Mas quem é que dizia quantas colheres?
Sempre ouvi dizer que uma sardinha era para três. Mas não sabia que isso se devia ao racionamento. Pensava que era mesmo porque não havia dinheiro para nada.
Hoje sei que se juntava tudo numa só década: a absoluta indigência das populações empobrecidas até ao limite mínimo, por um lado, e, por outro, o racionamento dos bens alimentares (e não só, mas era isso, basicamente, embora a gasolina e a electricidade também sofressem limitações).
A tudo isso somava-se o facto de para muitos bens haver uma espécie de requisição estatal permanente que se destinava a garantir que Portugal exportava para a Alemanha e para a Inglaterra uma determinada quota de pescado e de metais como o volfrâmio, por exemplo.
Tudo junto, deu uma situação de penúria total com as pessoas a terem de se defender com esquemas – cada um como podia.

Guerras e racionamento
O Casteleiro sofreu como todos os recantos do País quando na década de 40 o Estado estabelece a venda de apenas pequenas quantidades de bens de consumo – foi o tempo do chamado racionamento».
Vamos por partes. Nesses dias duros da década de 40, a Guerra Civil na Espanha (1936-39) e a II Guerra Mundial (1939-45) deixaram na penúria os países afectados, directa ou indirectamente – como foi o caso de Portugal.
Mas essa não foi a primeira vez que gerações portuguesas conheceram os mecanismos do racionamento. Não. N a1ª República, e também depois da Guerra (I Guerra Mundial, 1914-18), também foi decretado o regime de racionamento de alguns bens. De facto, a História regista que até 1921 houve falta de produtos, designadamente de açúcar.

Faltam produtos e dinheiro
Mas a época a que me vou referir é a das guerras em Espanha e na Europa (1936-45). Não havia que comer. O Estado requisitava produtos e levava-os a título de confisco. Pouco restava para as famílias que faziam a sua jeira de agricultura. Para as outras, nada havia. Eram os tempos em que a sardinha que era pescada no nosso mar ia direitinha quase toda para a Alemanha. Eram os tempos em que se havia dinheiro se comprava uma sardinha para três – história sempre repetida com o peso e a carga que se imagina da parte de quem passou pela situação e ainda se lembra dessa angústia.
Esta situação levava a que muitas pessoas produzissem e escondessem a produção a fim de sobreviverem. A GNR fiscalizava, mas nem tudo podia ver. Foi em 1943 que o regime procedeu à criação da Intendência Geral dos Abastecimentos (IGA), um organismo especial: a Intendência, como lhe chamavam. Era nos postos da Intendência que as pessoas recebiam as senhas de racionamento.
O contrabando veio ajudar e cresceu muito.

O racionamento
As famílias do Casteleiro não tinham dinheiro para comprar. Mas mesmo que tivessem, só podiam comprar muito pequenas quantidades de produtos alimentares essenciais. De que bens se fala quando se fala de racionamento nesses anos terríveis? Açúcar, azeite, leite, pão, milho, arroz, bacalhau, massa, sabão, óleo, manteiga, café, cacau, cereais, farinhas, mercearias em geral: tudo era contadinho.
As pessoas que tinham terras procuravam defender-se cultivando.
É contado que todos os bocadinhos de terra acabam por ser cultivados: quem tem e quem pode socorre-se dos legumes e dos cereais para se alimentar a si e aos filhos.
Era assim no Casteleiro e era assim no resto do país rural.
Produzia-se muito. Portugal não tem em muitas regiões solos muito ricos, sendo que a produção de searas é ainda mais rara.
Mas, mesmo assim, muita dessa produção era confiscada pelo Estado.
Ia para a tropa e para exportar para a Inglaterra e para a Alemanha, segundo se conta.
No Casteleiro, plantam-se mais legumes para consumo, criam-se coelhos, galinhas e porcos – quem pode defende-se assim.
Mas falta sempre a muitas famílias o pão e outros bens. O racionamento de pão é rigoroso. «Até o pão não escapa e passa a ser reduzido, o branco, a 120 gramas por dia e por pessoa ou, em alternativa, o pão escuro a 180 gramas. A batata é meio quilo por semana e por pessoa» (leio no «Coisas do Arco da Velha», que também acrescenta algo que corre nos contos de antigamente do Casteleiro: «A fruta e o peixe tornam-se praticamente proibitivos»).

As imagens:
1. A carta de racionamento / 1951 / Braga foi tirada do blog ‘Conta-me como era’.
2. A foto da fila de racionamento em Lisboa e a da carta de racionamento do pão foram captadas no blog ‘Citizen Grave’.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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