O Capitalismo sem regras posto em marcha por Milton Friedman e seus acólitos, choca com o Liberalismo de economistas como Keynes e até Adam Smith, estes nunca desvincularam a economia da sua dimensão política, social e moral.

António EmídioOs valores sociais e morais já desapareceram por completo dos actuais governantes liberais, melhor dizendo, neoliberais, só assim se compreende que queiram um relançamento económico, um crescimento baseado num retrocesso social e laboral, importando-se pouco ou nada, com os problemas humanos das pessoas.
Esta Europa, Portugal incluído, claro, está a afastar-se de uma economia regulada, de uma Social-Democracia em que tanto contava o capital como a mão-de-obra, e com o Estado a arbitrar os conflitos, lançando leis justas tanto para um lado como para o outro. Era um modelo socialmente justo.
Se um indivíduo ou uma nação, orientam toda a sua vida, todos os aspectos da sua vida, simplesmente para o dinheiro, isso não é vida, é morte! É o que nos acontece presentemente, porque os homens que administram o actual Capitalismo desregulado, só têm como objectivo multiplicar os seus lucros, sabendo que esta liberalização absoluta dos mercados e as privatizações, vão contra a população trabalhadora, ou seja 90 por cento das pessoas, só assim se compreende que os ricos sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
O espírito liberal está no seu estertor, foi uma época destas, a época do laissez-faire, que tanto dano causou às classes trabalhadoras, a causa do surgir de pensamentos socialistas, comunistas, social-democratas e anarquistas, de teóricos sociais como Marx, Proudhon e outros. Agora, no actual momento histórico que atravessamos, o mesmo laissez-faire de meados do século XIX está de volta, o que irá dar origem a conflitos, na medida em que os poderosos, ébrios de lucro, não aceitam a justiça, e onde não há justiça há violência.

O dono da Zara (marca de roupa), é tão rico que com a sua fortuna comiam nove milhões de famílias durante um ano! É talvez por causa de coisas destas que Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, mandou as pessoas, principalmente os católicos a estarem quietinhos e deixarem-se roubar à vontade, mais um entrave à fé, como o é a Macroestrutura da Igreja Católica… Por aqui me fico, receio ter de mandar um qualquer inquisidor para um sítio desagradável…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

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