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A GNR do Comando Territorial da Guarda deteve dois homens por tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas, e três homens e três mulheres por furtos em residência.

As detenções por tráfico de droga e posse de armas aconteceram no dia 24 de Outubro. Os suspeitos, de 41 e 55 anos de idade, residentes em Foz Côa e Moncorvo, respectivamente, já estavam a ser investigados, sendo detidos em flagrante delito quando transaccionavam produtos estupefacientes nas imediações do Agrupamento Escolar de Foz Côa, onde um deles trabalhava. Posteriormente, em cumprimento de mandados de buscas domiciliárias, efectuadas às suas residências, em Moncorvo e Foz Côa, foram-lhes apreendidas 240,16 gramas de haxixe, 13,79 gramas de liamba, 62 comprimidos de metadona, 20 sementes de cannabis, uma pistola de calibre 6,35mm e 15 munições, duas armas de ar comprimido, 484 euros e um cheque no valor de 400 euros, quatro telemóveis e diverso material destinado à venda dos produtos estupefacientes.
Presentes ao Tribunal Judicial de Foz Côa ficaram com a medida de coação, um com apresentações diárias e o outro com apresentações semanais nos Postos Territoriais das áreas de residências e ainda com proibições de contactarem com consumidores e de frequentarem locais de consumo de estupefacientes, bem como proibidos de se ausentarem dos concelhos de residência sem informarem o instrutor do Inquérito.
Na tarde de 22 de Outubro a GNR deteve em Almeida três homens, de 22, 23 e 42 anos de idade, e três mulheres, de 18, 36 e 57 anos, todos estrangeiros, por crime de furto em residência. Os suspeitos, que tinham furtado diversos objectos em ouro de uma residência no concelho de Freixo de Espada-à-Cinta, foram interceptados por uma patrulha da GNR quando se preparavam para abandonar o País numa viatura.
Segundo o comunicado semanal da GNR, os identificados dificultaram a fiscalização ao veículo e as revistas pessoais, pelo que já não lhes foram encontrados na sua posse os objectos entretanto furtados, mas apenas dois mil euros em dinheiro. Na sequência da detenção foi possível o reconhecimento dos membros do grupo pelos proprietários da residência e por outros populares, que os terão visto num estabelecimento de restauração e bebidas em Moncorvo.
Os mesmos foram entregues ao Núcleo de Investigação Criminal de Moncorvo para apresentação ao Tribunal Judicial de Freixo de Espada-à-Cinta e aplicação de eventuais medidas de coação.
plb

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A delegação da Guarda da Fundação INATEL proporcional uma acção formativa sobre arquivos, que será ministrada no Arquivo Distrital da Guarda, no dia 17 de novembro de 2012.

A formação é dirigida especialmente às associações culturais filiadas na INATEL, procurando dar resposta aos objetivos de envolver, sensibilizar e mobilizar todos os elementos pertencentes a ranchos folclóricos, grupos etnográficos, bandas filarmónicas, coros, grupos de teatro amador e outras associações para a importância da preservação e valorização dos seus acervos documentais constituídos por fotografias, mapas e postais antigos, partituras, revistas e jornais de época e outra documentação.
Para a INATEL esta formação será uma oportunidade única para as associações beneficiarem do conhecimento e experiência técnica do Arquivo Distrital da Guarda e do Arquivo Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo sobre as condições para um correto armazenamento e tratamento da documentação de cada associação, como sejam, registos textuais, fotográficos, sonoros, videográficos de grande valor cultural, histórico e etnográfico.
Sabendo à partida que as associações culturais não possuem recursos técnicos, humanos e financeiros que lhes permitam fazer destes documentos verdadeiros arquivos, no sentido de futuras contribuições para a construção e preservação da memória e da história local, são objetivos da Fundação INATEL:
a) Numa primeira fase, sensibilizar para a importância dos acervos associativos, no contexto de pequenas ações de formação;
b) Numa segunda fase, implementar um trabalho no terreno de avaliação, estudo e sistematização com vista à constituição de arquivos organizados nas associações.
Aliando estas intenções à missão do Arquivo Distrital da Guarda, centrada na preservação e valorização do património arquivístico adquirido e na promoção e otimização da gestão da informação dos sistemas de arquivo das entidades públicas e privadas locais, propomos uma formação especificamente pensada para os vários agentes associativos, a ter lugar nas instalações do Arquivo Distrital da Guarda (Largo General Humberto Delgado, 6300-694 Guarda), no dia 17 de Novembro.
As sessões serão orientadas por Levi Coelho, diretor do Arquivo Distrital da Guarda, e por Nuno Seixas, responsável pelo Arquivo Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.
plb (com INATEL da Guarda)

Fez há pouco 38 anos. Era o dia 2 de Outubro de 1974. O «meu» avião veio de Luanda e aterrou em Lisboa. Era um dos dois Boeings 744 da tropa. Tinha acabado o pesadelo. O maior pesadelo de sempre. Do Casteleiro a Buco Zau. Nada de muitos pormenores: só um cheirinho. Esta é uma parte não despicienda do património psicológico de cada uma das nossas aldeias.

Por uma vez, e sem exemplo, por causa da efeméride do meu regresso da guerra, hoje saio da rotina desta rubrica e falo «de mim», mas sobretudo de nós, os que por lá passámos. Claro que o meu caso é igual a muitos. Mas é do meu que sei falar. Das marcas, dos traumas, das dores de espírito eternas e fundas. Tão fundas que ainda duram e durarão em mim e em todos nós.
Eu, como tantos jovens da minha terra, tínhamos ido à guerra colonial.
No meu caso, o destino foi uma vilória no meio da floresta virgem do Maiombe, em Cabinda, a 14 km do Congo Brazzaville e a 21 do Congo Kinshasa.
Não vou contar desgraças da guerra. Isso, já está tudo espremido. Foram dias do diabo. 27 meses. Sempre a pensar que podia ser o último segundo. G3, granadas, bazookas, HK 21, lança-granadas-foguete… de tudo. E sempre tudo a rebentar, a disparar, a lembrar que não era treino mas coisa séria. Tudo marcadinho na memória até agora.
Mas não é por aí que quero ir, hoje.
Vou fixar o leitor e prendê-lo a dois ou três pormenores – menores, uma ova, são mas é «pormaiores», melhor: «pormáximos»: também cá estão até hoje.

Esta palavra Mendes
Há coisas que fora daquele contexto não têm qualquer importância. Mas ali tudo ganhou de repente tanto peso psicológico…
Por exemplo – e só para começar este desvio inabitual em quem fala da sua guerra, dos seus traumas de guerra –, a questão de como me chamo e de como me chamam.
O meu nome de baptismo é assim: josé carlos mendes. Pus em minúsculas de propósito, para dizer que aqui se trata apenas de palavras, cada uma por si, sem reportarem à pessoa.
Antes da tropa, em todo o lado, o meu nome era apenas duas palavras. E assim voltou a ser depois daqueles malditos 37 meses. Zé Carlos.
Mas na tropa o meu nome não era esse, não, senhores: era Mendes.
Mendes.
Que estranho.
Aquilo na tropa não é (pelo menos não era) a brincar. Sim, para todos menos para mim, eu era agora Mendes.
Eu ouvia:
– … Mendes.
Ouvia «Mendes», mas não reagia logo.
Só depois é que o meu cérebro traduzia:
– Eh, pá, agora Mendes é igual a Zé Carlos.
E era então que respondia.
Ora aqueles décimos de segundo de atraso na resposta do cérebro foram tão importantes que me marcaram para o resto da vida: é uma situação que me incomodou sempre. Quando me lembro, essa memória ainda me arrasta outra vez para os cenários da tropa.
Muitos e cada um mais complexo que o outro.
Primeiro em Mafra em Julho de 1971, depois em Lamego, na Amadora (á espera de embarque), viagem para Luanda em 2 de Agosto de 1972 (nove horas de avião com o batalhão todo), por fim em Cabinda, junto do Rio Luáli (o que significa rio do ouro – e onde de facto havia, diziam, pepitas de ouro, e onde, sintomaticamente, fui encontrar um fazendeiro de Penamacor, Viriato de seu nome).
Claro que a questão do nome pelo qual me chamavam, visto no conjunto, não tem qualquer gravidade, se comparada com as emboscadas, os tiros, o fogo de reconhecimento, a defesa imediata ou a Curva da Morte, a caminho de Sangamongo e do Chimbete.
… Poupo os leitores a esses momentos horríveis…
Mas chamarem-me Mendes foi tão diferente que acabou por me marcar de forma surpreendente. Estranhamente, isso acabou por ganhar força dentro de mim.

Anotações finais
O Casteleiro e as nossas aldeias estão seguramente cheias de pessoas com memórias destas. Mas poucos falam delas. E menos ainda têm um local onde exprimir essas «mágoas» da vida real. Nesse aspecto, esta é uma história do Casteleiro mas é mais do que isso: é uma história do País todo.
Vejam como simplesmente o nosso nome, uma coisa que ao leitor parece tão simples, no meio das conhecidas misérias daquela desgraçada guerra, acabou por me marcar para sempre. Claro que tudo ali ganhava uma dimensão enorme porque corríamos perigo de vida e isso é que marcava cada segundo.
E, milagre dos milagres, passados estes anos todos, tudo está tão nítido cá dentro. Tudo, em cada pormenor.

… Desculpem ter trazido isto para aqui, mas não pude evitar, por uma vez. É que tudo aquilo ainda dói muito. Basta-me ouvir aqui passar um Puma (é um heli pesado da tropa) e volta tudo ao de cima. E passam aqui tanta vez…
Estive 20 anos sem falar do assunto, tal era o trauma. Um dia, a pedido, escrevi umas crónicas no «Notícias da Amadora». Depois, de forma esparsa, contei coisas destas há uns tempos aqui, aqui, aqui e aqui.
Se tiver algum interesse, dê um olhinho.
E nunca esqueça o mais importante: o meu caso é apenas um em muuuuuitos milhares.

Nota
O ‘Capeia’ tem muitas visitas
– Quero deixar aqui um registo sobre as estatísticas deste blogue, porque vale a pena chamar a atenção do leitor. Trata-se das estatísticas principais de leitura e de popularidade. Registei-as no dia 25 de Outubro, às 10.30 h, e são as seguintes: 1- ESTATÍSTICAS: Visitas únicas – 1 885 159; Páginas lidas – 2 797 800. 2 – VISITANTES: On-line – 12 (em simultâneo naquele momento). 3 – ENTRADAS MAIS POPULARES: 1 – A casa onde nasceu Manuel António Pina; 2 – Praça Manuel António Pina; 3 – Casteleiro: o cultivo do linho; 4 – Sabugal tem fábrica de caldeiras a biomassa; 5 – Palace Hotel de Penamacor já está a funcionar.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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