«Hoje, sempre que vos apareça no ecrã da televisão um economista com funções governamentais – não duvideis: eis a face explícita do mal, aquele que levou a Europa à decadência e se prepara para, alegremente, destruir o planeta»; Miguel Real.

António EmídioO jornal Público trazia uma notícia no dia 8 deste mês de Outubro, em grandes parangonas, que dizia o seguinte: «Empresa de que Passos foi gestor dominou fundo gerido por Relvas». Como este há dezenas e dezenas de casos em Portugal, fica então demonstrado mais uma vez, se fosse preciso, que os partidos políticos são correias de transmissão do poder económico. Somos livres querido leitor(a), (já fomos mais) mas isso não impede de cairmos no desemprego, na pobreza e na miséria Sabe porquê? Porque quem manda hoje são os «negócios», as grandes empresas com o seu poder económico, nós temos que ir atrás dos interesses e manobras do Grande Capital Financeiro e dos governantes que a ele se enfeudam, uma elite ignorante e incapaz, que a única capacidade que teve foi entrar para um partido político e servir-se a si mesma, em vez de servir os cidadãos. Esta pequena elite formou então o Estado Neoliberal, cujo procedimento é a acumulação de capital, por isso passa a vida a apoderar-se da riqueza produzida pelos cidadãos que trabalham, conseguindo isso através de impostos e coimas. Com tanto dinheiro nas arcas públicas (que o há!!) aumenta o número daqueles que querem viver do Estado, é essa pequena elite, mas que cada vez cresce mais. Como são ignorantes e incapazes só causam problemas e não têm soluções para nada, então, a primeira coisa que fazem é culpar o cidadão comum, acusando-o de não trabalhar, de ganhar muito, de se reformar cedo, de comprar o que não precisa e, mais uma dúzia de atoardas. Esta é a escola dos senhores que nos governam presentemente.
Fazendo jus agora ao título do artigo, quero dizer que o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, o senhor Mitt Romney apresenta-se como um «homem de negócios», sendo este o maior trunfo em relação a Obama. Esta é a cultura e ideologia empresariais, também conhecida por Neoliberalismo. O fanatismo empresarial é de tal ordem que um dos maiores especuladores do sector imobiliário norte-americano, Donald Trump, fez uma proposta de modificar a Constituição dos Estados Unidos, acrescentando-lhe que só os cidadãos que tenham nascido nos Estados Unidos e tenham tido experiência como homens de negócios ou gestores de empresas privadas, possam ser presidentes dos Estados Unidos.
Um estudo feito nos próprios Estados Unidos mostra que os piores presidentes foram precisamente os homens de negócios que tiveram êxito no sector privado, não há regra sem excepção, a excepção foi Harry Truman. Os piores foram Herbert Hoover, George Bush pai, George Bush filho e Jimmy Carter, estes tiveram «êxito» nos negócios. A aplicação dos modos e princípios de trabalho e orientação de uma empresa privada no sector público, são ineficazes e perigosos. Muitas das grandes empresas privatizadas continuam a ser «alimentadas» pelo Estado, tendo os accionistas e patrões lucros chorudos já que os gastos são mínimos. Os nossos impostos vão para as mãos desses senhores. É assim o Neoliberalismo.

Frau Merkell vem a Portugal no dia 12 de Novembro, segundo as gazetas, escusado será dizer que vem mandar apertar mais o cinto. Era de toda a conveniência que viesse ou no dia 1 de Novembro ou no dia 1 de Dezembro…

O prémio Nobel da Paz este ano foi para a União Europeia, para o ano será para a Troika.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

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