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O comando territorial da Guarda da GNR divulgou que na semana passada foram efectuadas várias detenções e apreensões, na sequência de buscas domiciliárias, pelos crimes de posse ilegal de armas e de tráfico de estupefacientes. Uma das buscas aconteceu numa residência sita numa localidade do concelho do Sabugal.

Na manhã do dia 17 de Outubro, militares da GNR do Núcleo de Investigação Criminal da Guarda detiveram cinco indivíduos, quatro homens de 18, 20, 23 e 54 anos de idade e uma mulher de 28 anos, três deles residentes na cidade da Guarda e um no concelho do Sabugal, pelos crimes de posse ilegal de armas e tráfico de estupefacientes.
Os suspeitos já estavam a ser investigados há algum tempo por crimes de furto qualificado e receptação de material furtado, tendo sido detidos em cumprimento de mandados de buscas domiciliárias. Foi-lhes apreendido o seguinte material:
– Uma espingarda caçadeira de calibre 12, que tinha sido furtada numa residência, e cinco cartuchos do mesmo calibre;
– Dez armas brancas (sabres, facas e navalhas);
– 32 detonadores e 17,50 metros de cordão detonante;
– 34 gramas de haxixe, uma balança de precisão, um moinho de estupefacientes e 40 euros em dinheiro;
– Uma consola e alguns videojogos.
Presentes ao Tribunal Judicial da Guarda ficaram com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do Inquérito.
Ainda em 17 de Outubro, militares da GNR detiveram em Figueira de Castelo Rodrigo um homem de 47 anos de idade, residente naquele concelho, por crime de posse ilegal de armas. O suspeito já estava a ser investigado pelo crime de ameaças, sendo detido no cumprimento de mandados de busca domiciliária. No momento da busca foram encontradas na sua residência três armas (uma caçadeira, uma arma de recreio e uma pistola de alarme transformada para o calibre 6,35 mm), que lhes foram apreendidas, bem como 139 cartuchos de calibre 12 com chumbo, bala e zagalote, 35 munições de calibre 22mm e 14 munições de calibre 6,35mm.
Presente ao Tribunal Judicial de Figueira de Castelo Rodrigo, ficou com a medida de Coação de Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do Inquérito.
plb

No Casteleiro, até há 40 anos, durante três ou quatro meses em cada ano, muita gente, desde que tivesse um pedaço de terra à beira da ribeira, tinha uma tarefa muito interessante – mas muito, muito trabalhosa: dedicava-se ao cultivo e tratamento do linho, desde a semente até ao lençol branquinho, às camisas ou às toalhas e panos.

A Humanidade já conhecerá o linho há nada menos do que 5.000 anos A. C. e na Península haveria milho em 2.500 A.C.. Com o linho fazia-se roupa e diversas peças de uso doméstico, como camisas ou lençóis, e até religioso, como toalhas de altares.
Tudo começava pela sementeira. O linho deve ser semeado em terreno húmido e com bastante água. Isso, semear o linho, acontecia em Março e Abril. Mas o linho tem um ciclo natural rápido: três a quatro meses depois, estava pronto a arrancar e… começar uma infindável série de operações até obter o tecido de linho.
Depois de semeado, o linho exige muita rega, muita água.
(Note. Eu estou a escrever como se ainda se cultivasse o linho no Casteleiro. Mas não. Já desde os anos 70 que a tarefa rareou na minha terra e hoje nem existe).
O que era o linho? Que aspecto tinha?
Deve haver leitores que se calhar nunca o viram a não ser já costurado…
O aspecto da planta é o dos cereais, de palha. A altura é um pouco menor do que a do centeio ou do trigo.
De resto, a «seara» de linho era idêntica a qualquer outra das searas que bem conhecemos.
Mas não é ceifado: é arrancado (com raiz e tudo).

Começa agora o cabo dos trabalhos
O linho dava muito trabalho. Sobretudo depois de ser arrancado. Se não, leia: arrancar, levar para a ribeira para curtir, enterrado na água e tapado com areia durante quinze dias, estender na areia para secar em molhitos encostados uns aos outros, levar para casa… e aí outra série de tarefas infindáveis e duras, até à fiação e à feitura / costura das peças desejadas: lençóis, toalhas etc..
Logo para começar, era preciso bater o linho de forma bem forte, com uma maça própria, de madeira e durante muito tempo. Havia até quem passasse dias inteiros a bater o linho num passeio de pedra que lá havia ou num banco de pedra. Bater muito. Quase até à exaustão.
Segue-se outra operação dura: esfregar à mão para limpar até saírem as praganas todas.
Depois, o linho era espadelado – com um instrumento específico chamado mesmo espadela. Essa operação era feita contra um cortiço, mas, fazem-me notar, sem bater na cortiça para não partir o linho.
É que, nestas operações de preparação do linho, ainda há mais isso: tarefas duras e feitas com cuidadinho, para que o produto não fosse adulterado…
Agora, atenção: do linho-caule saem pelo menos dois produtos finais: o linho ele mesmo, produto fino, mais delicado, e a estopa, mais grosseira, menos limpa de fibras, digamos.
Onde se faz essa bifurcação? Depois de espadelado, o linho era ripado «até ficar muito fininho e molinho». E separado: para um lado o que havia de ser o linho propriamente dito, mais fino, e para outro lado, os «tumentos», mais grosseiros, de que haveria de resultar a estopa.

Os teares da aldeia
Da fiação ao tear, vai ainda muito trabalho. Logo para começar, o linho era fiado, com roca adequada. Daí passava-se à dobadeira para fazer as meadas e ao argadilho para fazer os novelos.
Sabem o que era uma estriga de linho?
Nada menos do que a quantidade de linho ainda em «rolo», digamos, que as mulheres punham na roca para depois o puxarem com os dedos, molhando-o, lambendo os dedos e dele fazerem os fios, enrolando-os no fuso (fiar é isso).
… Tudo ia depois à barrela em água a ferver com cinza num cesto, até o linho amolecer (o linho era um material muito duro – uma camisa ou um lençol de linho duravam uma vida).
Agora, então, os teares.
Havia na aldeia três ou quatro teares. Peças-chave do processo. Era aí que as artesãs populares, grandes artistas do ramo, exerciam com mestria o seu mester… Eram apreciadas por toda a gente e eram indispensáveis a quem, tendo linho, queria então fazer os lençóis, as camisas (dantes), as almofadas, as toalhas compridas e de rosto, em geral com franjas, os panos para tapar os tabuleiros dos presentes de casamento e similares.
No tear, o fio de linho era manobrado com a ajuda de um pequeno instrumento oval comprido chamado «canela».
As peças de tecido de linho iam por fim para a ribeira durante mais alguns dias para corar ainda mais ao sol – tinham de ser sempre regadas permanentemente.
Só depois é que eram cortadas em casa para fazer as utilidades (roupa de cama e outra, as utilidades para a casa etc.).
Um pequeno registo sensitivo final: o cheirinho dos lençóis de linho daqueles tempos é inesquecível. Perdura uma vida inteira.

1.
Nota sobre as fotos

Havia milhares de fotos que podiam ser seleccionadas para esta peça. Escolhi três:
– roupa de cama em linho,
– uma dobadeira,
– e, numa mesma foto, uma espadela e uma roca, utensílios guardados há décadas e expostos cá em casa.

2.
Aparte

Na sexta, na peça sobre a morte de Manuel António Pina, fiz um comentário. Mas esse texto ficou incompleto. Propositadamente incompleto, porque não era justo falar de outra coisa naquele momento. Mas ficou guardada e vai agora: a foto de MA Pina, da autoria de Kim Tomé, é especial. Muito especial, em meu entender.
Fica aí o aparte, porque é justo. Se quiser voltar lá, clique aqui.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A Zona Empresarial do Sabugal (no Alto do Espinhal) conta agora com a presença da empresa Sopro Radiante, especializada na concepção, fabrico e comercialização de caldeiras a biomassa, o que constitui uma alternativa às habituais caldeiras de aquecimento que usam outras fontes de energia.

Segundo os seus responsáveis, a empresa Sopro Radiante propõe-se encontrar soluções à medida de cada cliente, procurando satisfazê-lo com uma boa relação qualidade/preço e ministrando acções de formação semanais acerca das potencialidades dos produtos que comercializa. Aposta ainda num bom serviço pós-venda.
A empresa fabrica caldeiras de aquecimento de elevado rendimento, cujo combustível é constituído por resíduos sólidos. De construção robusta e fiável, as caldeiras a biomassa são concebidas para produzir água quente para aquecimento central de habitações, assim como de piscinas, estufas, armazéns, e outras instalações.
As caldeiras para além da performance que atingem, são uma aposta ecológica, na medida em que utilizam uma energia renovável, queimando resíduos florestais e da indústria da madeira, como o «pellet» (concentrado de madeira), caroço de azeitona, cascas de nozes, amêndoas, etc… Comparada com a tradicional caldeira a gasóleo ou gás, a caldeira a biomassa permite uma apreciável economia de combustível, que pode chegar aos 60 por cento.
Outra vantagem é a redução da dependência energética, ao não estar sujeito à subida dos preços dos combustíveis fosseis (como o gás e o gasóleo), sendo um recurso produzido localmente.
A caldeira a biomassa contribui ainda para a sustentabilidade da economia local, na medida em que a procura deste recurso incentiva a limpeza das áreas florestais, o que por sua vez reduz o risco de incêndios.
Um dos responsáveis da nova empresa aponta como grande vantagem a eficiência das caldeiras: «a combustão de “pellets” é muito eficiente quando comparada com a lenha, pois tem menor percentagem de humidade o que resulta numa menor libertação de gases poluentes – uma combustão eficiente origina grande poder calorífico. Também é prático, na medida em que o combustível é comercializado em sacos que variam entre os 15 e os 30 quilos, o que facilita não só o armazenamento, mas também o transporte.
Os investidores, António Fernandes, José Manso Ramos e Marco Nunes, possibilitaram já a criação de seis novos postos de trabalho, número que poderá aumentar em breve, dada a evolução positiva do negócio.
A empresa tem em curso uma campanha de retoma de caldeiras a gasóleo, gás ou lenha.
A Sopro Radiante pode ser contactada pelo telefone 271 104 900 ou pelo endereço electrónico soproradiante@sapo.pt.

Fábrica das caldeiras de biomassa - Tó Chouco - Sabugal
(Clique na imagem para ver a reportagem da RTP.)

plb

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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