O Município de Idanha-a-Nova não se limita a queixar-se…

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia Arraiana… e criou em 2011, em conjunto com o Ministério da Agricultura e o Instituto Politécnico de Castelo Branco/Escola Superior Agrária, uma Incubadora de Empresas de Base Rural tendo como objectivo inicial dinamizar a Herdade do Couto da Várzea, bem como o empreendedorismo agro-silvo-pastoril no concelho de Idanha-a-Nova e na região da Beira Interior Sul.
A incubadora tem como objectivos: (i) Constituir um mecanismo de acesso à terra, que contribua para a ampliação e consolidação da agricultura local, regional e nacional; (ii) Criar condições para o aparecimento de empresas de base rural produtivas e sustentáveis
que venham a estimular indirectamente outros sectores da economia; (iii) Contribuir para o rejuvenescimento do sector primário no território e do seu tecido empresarial dando prioridade aos jovens agricultores; (iv) Promover a ligação entre o meio científico e a comunidade, fundamentalmente através da concretização de ideias em negócios inovadores;
Os projectos prioritários a desenvolver incidem em áreas como: produção agrícola, integrada, biológica (Hortícolas, pomares, cereais, outras); olival; produção de plantas aromáticas e medicinais; produção de cogumelos; produção de sementes e propágulos (variedades regionais ou outras de interesse para bancos de germoplasma); produção, comercialização e embalamento de produtos locais; produção animal tradicional e biológica; engorda e acabamento de animais; produção de plantas ornamentais; desenvolvimento de projectos de investigação agro-pecuária; projectos de Turismo em Espaço Rural; Outros serviços (consultoria agrícola, comercialização de materiais agrícola — máquinas, sistemas rega, entre outros).
Neste momento já foram atribuídos terrenos em regime de arrendamento a 29 jovens agricultores, tendo 19 optado pela cultura do mirtilo, tendo sido apresentadas mais algumas dezenas de candidaturas.
Saliente-se que os terrenos da Herdade do Couto da Várzea pertencem ao Ministério da Agricultura e o Município paga 50 mil euros por ano pelo arrendamento da área.

Eis um exemplo de como se contribui para inverter a situação de desertificação e perda de competitividade do interior beirão.
Claro que não pretendo que a ideia seja imitada pelo Município do Sabugal.
Mas há muitas mais hipóteses a explorar neste campo. E não posso deixar de lembrar aqui algumas propostas que o programa eleitoral do Toni apresentava:
– Criar o Programa «Sabugal, Terra de Gado», apoiando o desenvolvimento de um sector agro-pecuário e silvo-pastorício e criando uma Empresa de capitais mistos (públicos e privados) de Gestão de Espaços de Pastagem.
– Criar o Programa «Sabugal, Terra de Floresta», apoiando o desenvolvimento de um sector florestal e criando uma Empresa de capitais mistos (públicos e privados) de Gestão Florestal.
– Criar, em parceria com as Associações de Caça e Pesca, o Programa «Sabugal, Terra de Caça e de Pesca», de apoio ao desenvolvimento da actividade da caça e da pesca.
– Dinamizar do processo de certificação de produtos tradicionais como a carne de vaca, a truta, os enchidos, o cabrito, o mel ou o queijo de cabra.
– Apoiar o desenvolvimento de um sector agro-industrial de transformação e comercialização dos produtos agrícolas.
– Apoiar o desenvolvimento de um sector de aquacultura de peixes do rio Côa, com destaque especial para a truta.

Muitos nos acusaram de utopia! Em Idanha-a-Nova preferem sonhar e concretizar os seus sonhos!

PS 1: Dia 28,sexta-feira, realiza-se mais uma Sessão da Assembleia Municipal. Os temas em debate, de que saliento a pronúncia sobre a agregação de freguesias, são mais um motivo que deveria levar os sabugalenses a estarem presentes, como espero que vá acontecer.

PS 2: Quem tem o desplante de dizer que há mais cigarras que formigas neste país é, no mínimo, quem já perdeu o norte! Mas, tenho a certeza, o povo português saberá dar-lhe a resposta, não tarda nada!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Anúncios