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A direcção da Associação de Pais e Encarregados de Eduação do Sabugal (APEES) solicitou a publicação de uma carta aberta aos pais da comunidade estudantil do concelho do Sabugal, onde se apela à ajuda para a criação de uma sala para crianças com necessidades educativas especiais. Publicamos na íntegra a referida carta aberta.

APEES

No mês de Junho do corrente ano, apresentou a APEES (Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal), ao agrupamento de escolas do Sabugal (ao seu director), e ao município do sabugal (á sua vice presidente), um projecto que a APEES pretende levar a cabo para a comunidade estudantil do concelho do Sabugal, projecto a que foi dado uma importância primeira, tendo o agrupamento já disponibilizado uma sala e o município material escolar.
Este projecto surge, depois da APEES, ter constatado a lacuna da falta de um espaço que reunisse, todas as condições para a aprendizagem, integração e autonomia das crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE), um espaço que para alem da aprendizagem, possa ser um espaço motivador, um espaço de reunião para estas crianças, mas sobretudo um espaço onde estes possam desenvolver competências de autonomia e responsabilidade para a sua vida futura.
Concluído um levantamento pelas técnicas do ensino especial que trabalham na APEES, verificou-se que as crianças com NEES no concelho de Sabugal, para este ano lectivo que vai começar (2012-2013) é de 47 crianças, este projecto pretende congregar em um único espaço de aprendizagem varias áreas temáticas e do comportamento, permitindo em um mesmo local trabalhar com um numero de 6 a 8 crianças durante um dia inteiro, permitindo às técnicas (terapeuta da fala, motricidade, psicóloga, entre outros) desenvolver as suas actividades com o real valor que estas crianças merecem.
Este projecto necessita de um valor considerável de investimento, montante este que a APEES não possui, pretendemos assim levar a cabo uma recolha de fundos, onde o chamamos a aliar-se a esta construção:
Para o efeito foi criada uma conta solidária no credito agrícola, balcão do sabugal com o NIB- 0045 4025 4025 2279 23726, onde de forma muito sincera e agradecia contamos com a sua generosidade.
Dada a extrema importância deste projecto e certos do vosso apoio, agradecemos desde já, em nome da associação, mas sobretudo em nome de toda a comunidade, este não é um projeto da APEES, mas sim um projeto de todos.
O vosso empenho, mas sobretudo a atenção dada bem como o vosso contributo é para nós de um valor inestimável.
O nosso Muito Obrigado.

Sabugal, 30 de Agosto 2012
A Direção da APEES:
Ana Gonçalves, António Castilho, David Carreira, Carlos Robalo, Ester Saldanha

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A Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda, no concelho de Almeida, organiza um Festival de Pára-quedismo com quatro grupos de saltos no dia 16 de Setembro. Os pará-quedistas vão ser transportados por uma aeronave que levará voo do aeródromo da Dragoa, na Ruvina, para depois saltarem sobre o Largo de Santa Eufêmea na Freineda. A angariação de donativos para as populares festas da freguesia raiana tem decorrido ao longo do ano em diversos encontros de convívio e confraternização. O Capeia Arraiana esteve presente num desses momentos…

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

A tarde daquele dia 11 de Agosto esteve mui caliente mas o pôr-do-sol trouxe consigo um ar fresco que aconselhava a alguns agasalhos. No Largo da Igreja Matriz da Freineda, junto à fachada da casa que, durante meses, serviu de quartel ao general Wellington, duque inglês que comandou as tropas que defendiam Almeida das invasões francesas, os panelões já estavam ao lume. Na mesa ao lado cerca de uma dezena de quilos de arroz alinhavam na formatura ao lado do sal e das latas do feijão.
«Temos por tradição organizar almoços e jantares para angariar dinheiro de forma a fazer face às despesas», começa por nos explicar José António Reis, um militar da Força Aérea que nunca vira a cara quando se trata de promover a sua terra. «Este jantar vai ser servido com carne de vitela oferecida pelo ganadero Emilio, de La Alamedilla, a quem estamos muito gratos porque já em diversas ocasiões fez questão de mostrar que é um grande amigo da nossa terra», acrescenta o nosso anfitrião. A seu lado Emilio ouvia atentamente e aproveita para meter a sua cucharada: «Já fui mordomo da Carroça. É mais uma fiesta inventada pelo Gonçalves que mete garrafón e paletas porque no dia 17 faltava qualquer coisa. A mi me gusta essa fiesta!»
Enquanto se acrescentavam mais umas mesas e uns bancos corridos porque, afinal, as previsões foram ultrapassadas e era necessário acomodar cerca de uma centena de freinedenses que aderiram à «prova da vitela do Emilio» era tempo do aperitivo numa adega mais conhecida por «Bodega do Reis». O espaço tornou-se apertado para tantos amigos que se sentaram em roda da mesa presidida pelo Pedro, filho do Jordão das Batocas. «Não falho um encerro. Ainda hoje estive em Vilar Formoso. Vivam as Capeias», brinda o Pedro secundado por todos os presentes.
A noite terminou com o jogo do galo onde os participantes de olhos vendados (mas pouco) tentavam acertara num ovo que dava direito a levar para casa um galo vivo oferecido pela Comissão de Festas. Os mordomos (casais) de Santa Eufêmea (de acordo com a grafia da Freineda) em 2012 são: Carlos Tavares, Mário Rocha, Edgar Gonçalves, Licínio Gonçalves, Carlos Pereira e João Pedro.
Mas… ainda falta falar dos pára-quedistas? Claro que sim. A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. No dia 16 de Setembro a Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas. As festas da Freineda obrigaram a antecipar para 8 e 9 de Setembro, em Vila Nova da Barquinha, a Taça de Portugal de Pára-quedismo com Precisão de Aterragem.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O Capeia Arraiana associa-se à Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda apoiando este momento inédito em terras raianas.
jcl

No dia 16 de Agosto, foram inauguradas na Miuzela as instalações definitivas da Associação de Cultura Prof. Dr. José Pinto Peixoto, insigne cientista natural dessa freguesia do concelho de Almeida. Coube ao escritor e investigador Célio Rolinho Pires, natural de Pêga proferir no acto uma conferência, que nos transmitiu que publicamos na integra, embora, dada a sua extensão, dividida em três textos que publicamos em dias sucessivos.

Deixem ainda que, a título de hipótese, ou de exercício meramente académico, (penso não ser proibido!), e com base em três nomes de rios (hidrónimos) declaradamente romanos, em alguns topónimos bem conhecidos, complementados pela cultura popular no que, ainda, ao Cancioneiro do Alto-Coa se refere, me atenha ao que considero ser uma unidade espacial importante, espécie de pequeno país lusitano, a que nós beirões do Alto-Coa pertencemos, e aferir assim de hipotéticos avanços, faseados no tempo, de forças invasoras, provavelmente romanas. Vejamos.
O Rio Zêzere, a poente, que começa por definir o vale da Amesendinha a partir de Belmonte, mais não é, em termos etimológicos (José Pedro Machado) que o rio de César, querendo talvez significar que o espaço para além dele (adentro da hipótese que coloco – o lado poente…) é romano. Mas mais a norte, próximo de Famalicão da Serra, temos também a Ribeira do Quêcere, um afluente do Mondego, que é também o nome de César com pronúncia clássica, ou seja, o C a valer Q. Os entendidos sabem disso. Em termos delimitativos penso que o Rio Noémi, cujo significado desconheço, e que vos é aqui bem próximo, bem poderá ser o prolongamento da ribeira do Quêcere até ao Coa, a fechar o quadrilátero a norte. Mas, certo, certo, é que do lado leste temos um outro nome romano – o rio Cesarão – igualmente um rio de César, cujo aumentativo, poderia ter, tal como hoje, um sentido depreciativo ou pejorativo. Este rio, vindo de Aldeia da Ponte, a que se junta a ribeira das Chulreiras (ou Churras – ovelhas) de Aldeia Velha, fecha do lado leste o polígono ao desembocar no Coa entre Porto de Ovelha e Badamalos, como vocês sabem. A Sul, e mais uma vez, o Cancioneiro do Alto-Coa, a propósito do topónimo Malcata, seja a povoação seja a serra, diz-nos que «aí tocam armas ou caixas nem que seja para espantar os pardais». Este verso condiz, reparem bem, com o étimo de Malcata que é Male Capta, ou seja, espaço mal conquistado, querendo significar que aí, por esse lado sul, as populações do polígono em análise resistiram por largo tempo ao inimigo invasor de modo a que o fenómeno ficasse registado na linguagem. Mas há mais: o termo Coa, de um ponto de vista semântico, é francamente indígena, autóctone, a contrastar com os nomes romanos anteriores, quer considerado como cuda ou coda, com o significado de crina ou cauda de cavalo, quer seja cola – serpente. Ainda hoje o verbo colear, de cola, significa exactamente isso – serpear, serpentear. Portanto o rio Coa é pertença de povos que, entre eles, teriam o rito ou o culto da Serpente, e isto condiz ainda com o que consta do Ora Maritima de Avieno (século IV AC) ao falar dos Sefes e dos Draganes, adoradores da Serpente e do Dragão, eventualmente do Lagarto. Mas mais ainda: os dois topónimos – sabugal velho, nas imediações de Aldeia Velha e o sabugal novo (o actual) não terão nada a ver com os sabugueiros, penso, mas sim com a passagem dos sabujos em dois momentos históricos diferentes. Interessante de referir que o ponto exacto do sabugal velho não é no castro da Senhora dos Prazeres, junto da capela, mas em baixo, na ribeira das Chulreiras onde aliás existe uma cruz gravada numa pedra. Sabugal, em termos etimológicos, será assim um composto de sabujos + callis. Callis é o mesmo que a calle espanhola e significa rua, quelha, passagem estreita…Temos por aí muitos topónimos com esse nome… Sabujo, segundo o Dicionário da Língua portuguesa, significa “cão de montaria”, o que condiz com a cultura lusitana em que os perros ou cães estão em relação com os malfeitores, os prevaricadores, os traidores, os inimigos, como tenho proposto nos meus trabalhos. Portanto, estes cães, ou perros, ou sabujos, serão assim, originariamente, os romanos, os invasores, vindos de leste pelas Calçadas da Guinea, Dalmacia, e até de algumas derivações da Colimbriana que, segundo o Dr. Eurico Palos, passaria no alto do Barreiro aqui na Miuzela. Mas também pela via romana que ia de Mérida a Braga passando pela Idanha-a-Velha, Vale da Senhora da Póvoa e Centum Cellas de Belmonte… Isto converge, ainda, com os «cães de fila» do Cancioneiro do Alto-Coa que não terão nada a ver com a bondade ou maldade dos habitantes do Sabugal mas sim com os invasores de outras eras. Demasiadas coincidências! Não acham? Nada de extravagante quanto a esta minha interpretação para o étimo do Sabugal! Portugal não deriva também de portus-calle, ou seja, a passagem do porto?
Penso que a investigação, ao nível da História, pois é disso que se trata, terá abusado do método analítico e desprezado a síntese que pressupõe uma visão global, abrangente e multidisciplinar para a descoberta da verdade. Não me parece que o microscópio seja o aparelho indicado para a investigação histórica. Ao fim e ao cabo, tudo funciona como um puzzle em que as peças que não encaixam sobram necessariamente.
Finalmente, contextualizado que está, penso, o tema que aqui me trouxe, será tempo de vos falar do Porto Mancal que não pode, de modo algum, ser analisado fora da temática das Pedras que tratei nos meus três livros já publicados sobre o assunto. Não faria sentido, todavia, não sei se vocês teriam paciência para ouvir, mesmo que resumidamente, tudo o que ao tempo escrevi (1995, 2001, 2011) respectivamente em Os Cabeços das Maias, O País das Pedras e Na Rota das Pedras.
Grosso modo, e de forma sucinta, com estes meus livros, pretendi demonstrar, e penso tê-lo conseguido, que as Pedras, ou algumas Pedras, seja no tocante às muitas formas que apresentam, seja no que respeita às marcas nelas gravadas, não são um fruto da erosão provocada por ventos, mares que nunca existiram, chuvas, líquenes, como alguns pretendem, mas sim um resultado da acção do homem pela via do martelo e do escopro e do pistolo, pertencendo por isso à época e à cultura do ferro. Mais, ao inserirem-se em um contexto espacial de um determinado tipo de povoamento, no geral disperso, e de cultura (lusitana, penso), essas formas, essas marcas, têm um determinado significado que propus nos meus livros atrás referidos. E é aqui, neste tipo de interpretação proposta por mim que residirá porventura, alguma novidade, algum atrevimento, talvez pioneirismo, como lhe queiram chamar. Não há ninguém aqui, penso, que por esses barrocais fora, não tenha já tropeçado com o que parecem ser cabeças, cágados, figuras antropomórficas, zoomórficas, sulcos, poças, umas maiores, outras menores, etc, etc. No tocante à detecção do fenómeno são muitos os autores que a ele se referem. Entre outros, o nosso quase conterrâneo (da Ruvina), Dr. Joaquim Manuel Correia, já no século XIX, nas suas «Memórias sobre o Concelho do Sabugal», um grande livro, escrevia: «No limite da Ruvina cujo solo é todo granítico, existem grandes rochedos, a que chamam barrocos, que dão à paisagem um aspecto áspero e rude, mas onde há muito que observar porque nalguns existem vestígios incontestáveis de em tempos remotos o homem ter neles assinalado a sua passagem…Referimo-nos às fossas ou pias existentes nos barrocos, algumas denominadas cúpulas pelos especialistas». Leite de Vasconcelos chama-lhes covas ou covinhas. Eu chamo-lhes tão simplesmente poças, como toda a gente, por aqui, lhes chama!. Mas também as constituições dos bispados, o próprio S. Martinho de Dume (Século VI) a estas Pedras se referem ao proibirem certos cultos, por sinal bem tardios, por parte dos cristãos, que tarde ou nunca deixaram de venerar e honrar. Daí, e ainda, as muitas cruzes que por aí existem nos barrocais com vista à sua cristianização. Tratei disso abundantemente nos meus livros.
Uma das conclusões a que cheguei nos meus trabalhos, e a que já atrás aludi, é a relação directa e intrínseca dos nomes dos terrenos em que certas Pedras se situam, ou seja, os topónimos rústicos, com a função que essas Pedras tiveram em determinado momento histórico, certamente antes do advento do Cristianismo e da dita romanização. E é aqui que começa, ou melhor, continua, para mim, a história do vosso Porto Mancal que passarei a contar-vos pois, como disse no início, foi esta a principal razão que aqui me trouxe.
Conheci as sepulturas do Porto Mancal (6) aí pelos fins da década de 90 por intermédio do meu amigo, Sr. António Fernando, ao tempo penso que secretário da Junta de Freguesia da Miuzela, que fez o favor de me levar até lá, que observei e fotografei com a ideia de virem a integrar o meu livro «O País das Pedras», o que aconteceu, e que viria a ser publicado em 2001. Propus ao tempo, e mantenho, que essas sepulturas, como no geral as que se encontram abandonadas pelos nossos campos, quase sempre descontextualizadas, serviriam para expor o defunto, honrá-lo, venerá-lo, perfumá-lo, consoante o seu estatuto social ou guerreiro, antes da cremação – à semelhança, aliás, do que aconteceu com os funerais de Viriato, segundo os textos. Sabendo eu, no entanto, da relação dos topónimos com o fenómeno cultural do que aí se passava, ou à volta, dei em reflectir sobre o étimo de Mancal e proceder a outro tipo de observações, certo de que iria encontrar outros elementos, para além das sepulturas, em convergência com o seu significado. E não me enganei. Mancal vem de manco (mancus,a,um – lat.). Manco, como toda a gente sabe, é aquele que coxeia, a quem eventualmente falta uma perna; mas, na origem, manco era aquele a quem faltava qualquer coisa, fosse uma perna, um braço, uma das mãos, o nariz, ou até outras coisas em sentido ético e moral que eu agora não digo. Nesse sentido, o termo francês, «manquer», que muitos de vocês conhecem melhor que eu, estará mais próximo da sua verdadeira origem semântica pois significa tão somente faltar (seja o que for). O texto de Estrabão acerca da justiça lusitana também ajudou: «Os lusitanos cortam as mãos dos prisioneiros e consagram as direitas aos deuses; aos condenados à morte precipitam-nos e os parricidas são apedrejados e expulsos para além das montanhas e dos rios». Uma fotografia aérea do local gentilmente cedida pelo Sr. Dr. Eurico Palos, que ampliei, foi-me decisiva no sentido de poder reconstruir a área em que se situam as sepulturas, de formato ostensivamente fálico, eventualmente dividida em duas partes: uma afecta ao poder civil e militar (digamos) e a outra que seria o campo dos mortos, separados os dois espaços por uma divisória ou parede assinalada ainda hoje por um montão de pedras de que faz parte a da entrada com olhal para varal. Quanto às sepulturas, uma poça para trave mestra, mais ou menos ao meio do conjunto fúnebre, diz-nos que se tratava de uma área coberta, o que é natural. Um escudo derrubado, próximo e a sul, com o valor de sentido proibido, significa que o espaço das sepulturas era uma área interdita, o que também é natural. Um portado a norte sugere a saída dos despojos fúnebres rumo às aras crematórias, masculina e feminina, no barroco contíguo ao caminho velho e que corre junto ao muro norte do campo dos mortos. Na cabeça do acampamento, a poente, restos de muros de pedra solta atestam da existência de eventuais habitações, pelo menos duas, a justificar, no futuro, trabalhos de escavações arqueológicas.
Extra-muros, ou seja, fora da área vedada pelas paredes e alguns cavalos de frisa intervalados, na crença de que os condenados manchavam com o sangue a «civitas» ou o acampamento, tinham vez as execuções pela decapitação ou aplicação de outro tipo de penas, eventualmente a amputação de membros, a cegueira, e outras, bem em consonância com o significado e a semântica do termo Mancal. Daí os patíbulos executórios – o feminino a poente, e mais alto no terreno, assinalado por uma cabeça de mulher e com um símbolo feminino a meio de espécie de terreiro. O masculino situa-se lá ao fundo, a nascente, junto das aras crematórias. Um símbolo vélico, espécie de triângulo rectângulo, a nascente, e bem visível do fundo da ladeira, dos lados da ribeira do Noémi, atesta do grupo social e militar dominante – os vélites – a quem estaria confiado aquele espaço. As Eiras Velhas, o caminho dos Mortórios, surgem já na parte final do meu trabalho, como um complemento e como que por exclusão de partes, a justificar e a confirmar toda a semântica e todo o contexto fúnebre e sacrificial do Porto Mancal
Mas o texto do meu livro «Na Rota das Pedras», as fotos, e, seguramente, uma visita ao local, falarão muito mais do que aquilo que eu vos disse ou possa dizer.

Célio Rolinho Pires

Na manhã de ontem, 29 de Agosto, militares da GNR da Investigação Criminal de Pinhel, apoiados por cães treinados na deteção de droga, detiveram um homem de 50 anos de idade, residente em Foz Côa, pelos crimes de tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas.

O suspeito, que já estava a ser investigado a algum tempo no âmbito de um inquérito a correr termos no Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel, foi detido no decurso de buscas realizadas à sua residência, na cidade de Foz Côa, onde detinha o produto estupefaciente, designadamente, 457,7 gramas de liamba, já dividida em pacotes e pronta para venda, quantidade suficiente para cerca de duzentas doses individuais, bem como cinco plantas de cannabis sativa, com alturas compreendidas entre 90 cm e 190 cm, que cultivava num armazém anexo à residência.
Foi-lhe ainda apreendido: uma pistola de calibre 6,35 mm e dois carregadores, uma espingarda de calibre 22 mm, 16 munições de calibre 6,35 mm, 19 munições de calibre 22 mm e 27 cartuchos de chumbos de calibre 12.
No mesmo dia militares da Equipa de Intervenção Fiscal e do Posto Territorial de Seia, no decurso de uma operação de fiscalização de transporte de mercadorias, que se destinavam à feira semanal de Seia, elaboraram um auto por crime de contrafação de mercadorias, sujeitas a cumprirem com as formalidades legais relativas ao Código da Propriedade Industrial (CPI), de que resultou a apreensão de 294 peças (vestuário, calçado, cintos, malas, relógios e perfumes) de diversas marcas conceituadas no mercado, com o valor total e presumível de 19.060 euros. Em consequência, foi identificado um homem, residente no concelho de Viseu, como sendo o proprietário da mercadoria apreendida.
plb

Existe uma alternativa para o desalento que atravessa a lúcida crónica que o Paulo Leitão publicou a 20 de Agosto!

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Em Novembro de 2000, no jornal 5 Quinas, escrevia, «Defendo, assim, que se torna urgente a elaboração de um Plano Estratégico para o concelho (PECS), como um factor essencial do processo de desenvolvimento».
E relembro isto aqui porque a inexistência de uma estratégia para o desenvolvimento do Concelho foi e é ainda uma das principais razões para o estado a que chegámos.
E não podemos ignorar, nem escamotear que foram executivos municipais de maioria absoluta PSD os que nos conduziram a esta situação. Como não podemos esquecer que foram os vereadores da oposição que logo que tiveram condições para impor a elaboração de um Plano Estratégico, fizeram aprovar tal proposta, seguindo-se agora o processo de elaboração do mesmo, logo que selecionada a empresa.
Mas mesmo na ausência de tal Plano havia outro caminho por onde seguir.
E não posso deixar, mais uma vez, de dizer que o Concelho perdeu uma oportunidade de ouro quando não elegeu em 2009 o Toni e os candidatos do PS para liderarem o Município.
O Programa Eleitoral que apresentámos aos eleitores abria uma janela de oportunidade e rompia com a forma de encarar as questões do desenvolvimento do Concelho, tendo como objectivo último «transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses».
Alguns nos chamaram utópicos, dizendo que até eram umas ideias bonitas, mas que não tinham viabilidade de serem concretizadas.
Era verdade que tínhamos sonhado alto! Era verdade que não ia ser fácil pôr em prática algumas das coisas que propúnhamos!
Mas também era, e continua a ser hoje ainda mais verdade, que fazer mais do mesmo não poderia ter outro resultado que o que está à vista!
Esta terra é para crianças, para jovens, para adultos e para idosos!
É uma terra com potencialidades para se afirmar e para se tornar atractiva para novas gentes e novas actividades económicas!
Mas isso obrigará a mudar de rumo e a mudar de liderança municipal.
«O sonho comanda a vida», dizia o poeta. Mas não chega sonhar se os homens não souberem ou não quiserem transformar o sonho em realidade…

Ps 1: Terminei a última crónica prometendo mostrar que a questão dos trabalhadores da SABUGAL + estava salvaguardada na Lei que aprova o regime jurídico da atividade empresarial local e das participações locais (decreto 77/XII). Para isso aqui transcrevo o nº 6 do Artº 62º deste Decreto: «As empresas locais em processo de liquidação podem ceder às entidades públicas participantes os seus trabalhadores contratados ao abrigo do regime do contrato de trabalho, nos termos do disposto no artigo 58.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, na exata medida em que estes se encontrem afectos e sejam necessários ao cumprimento das atividades objeto de integração ou internalização.»

Ps 2: Impossibilitado de estar presente acompanhei na televisão a etapa da Volta que atravessou parte significativa do Concelho e terminou no Sabugal.
Como já o afirmei esta é uma boa aposta do Município, e que, se possível, deve continuar.
Mas não posso deixar de lamentar o espectáculo televisivo que a RTP transmitiu a partir do Largo do Castelo.
Não fora a qualidade da Banda da Bendada e do Grupo de mulheres quadrazenhas, e estaríamos perante uma coisa inenarrável.
As entrevistas mais pareceram momentos de tapar buracos enquanto mais um pretenso «cantor» se preparava, e aquelas bonecas e boneco a que chamam apresentadores, deviam era ter sido atados às galhas de um forcão em tarde de Capeia!
Basta comparar com a qualidade do ano passado para se perceber como a RTP anda a descer de nível!

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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