You are currently browsing the daily archive for Sábado, 25 Agosto, 2012.

Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

BABADOIRO – babete (Duardo Neves).
BABANCA – palerma; lorpa; ingénuo; simples (Leopoldo Lourenço).
BABEIRO – babete (Aldeia Velha).
BABONA – jogo infantil em que se esconde um anel nas mãos, cabendo aos jogadores adivinhar quem o tem, entoando uma cantilena (Júlio António Borges).
BABOSO – parvo; apaixonado (Júlio António Borges).
BACELO – vara de vide para plantar; videira nova. Segundo Manuel Santos Caria, de Pêga, também se diz bravio e americano.
BACHICAR – borrifar com água; respingar; salpicar. Adérito Tavares, de Aldeia do Bispo, e José Prata, de Aldeia da Ponte, escrevem pachicar.
BACHUCAR – vascolejar; aspergir; respingar (Pinharanda Gomes); o m. q. bachicar.
BAÇÓ – moela de galinha. Também se diz morçó. Em Monsanto dizem meçó e moiçó, segundo Maria Leonor Buescu.
BACÓCO – garoto gordo e baixo (Júlio António Borges).
BACORADA – coisa suja; porcaria; javardice; asneira.
BACORICE – porcaria; javardice; o m. q. bacorada.
BÁCORO – porco pequeno; leitão. Pessoa suja. Também se diz bácro e báquero.
BADABOI – relaxado; mandrião (Joaquim Manuel Correia).
BADAGONEIRO – maltrapilho; sem gosto no vestir; vadio (Joaquim Manuel Correia). Desmazelado (Francisco Vaz). Fem.: esbodegada, trapalhona (José Pinto Peixoto).
BADALÃO – pessoa que fala demais (Clarinda Azevedo Maia – Lageosa da Raia).
BADALAR – falar de mais e sem razão; tagarelar.
BADALHOCO – porcalhão; sujo.
BADALO – pessoa que fala demais; tagarela. Dar ao badalo: tagarelar.
BADAMERDAS – pessoa reles, sem préstimo. Não passas de um badamerdas.
BADANA – ovelha velha ou carne da mesma. Duardo Neves, de Alfaiates, traduz por: velha, sem valor. Por sua vez Francisco Vaz, também de Alfaiates, e José Pinto Peixoto, da Miuzela, traduzem por: pessoa sem carácter. Também se usa o masculino com significado de ovelha: «Os pastores levavam os badanos para as arribas do Águeda» (Carlos Guerra Vicente).
BADANAL – desordem, confusão (José Pinto Peixoto).
BADANECO – indivíduo reles; fraco; sem préstimo. Também se diz badameco. Nas Terras do Campo (Monsanto) chamam feijão-badaneco ao feijão frade (Maria Leonor Buescu).
BADIL – pá de tirar a cinza ou de mexer o lume (Clarinda Azevedo Maia – Batocas).
BADORRO – carneiro ou ovelha fica para trás do rebanho (Clarinda Azevedo Maia – Batocas). O m. q. madorro ou chalano.
BAETA – pano de lã grosseira (Júlio António Borges).
BAGAÇO – restos das uvas que ficam no lagar após ser escoado o vinho; o m. q. engaço, bagulho ou balsa. Aguardente destilada a partir dos restos das uvas.
BAGALHOÇA – dinheiro (Júlio António Borges).
BAGANHA – cápsula que contém a linhaça (semente do linho). Júlio António Borges acrescenta: «carne sem sabor, por ser nova».
BAGAROSA – cadeia – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor).
BAGÉ – diminutivo de Maria José (Quadrazais).
BAGEM – vagem do feijão.
BAGIJA – diminutivo de Maria Luísa (Quadrazais).
BAGINA – vagem do feijoeiro. Também se diz: baige, vaige, beigina, veigina. Com as vagens do feijão faz-se o saboroso caldo de baginas.
BAGULHO – o que resta dos cachos pisados e espremidos no lagar (Júlio António Borges e Clarinda Azevedo Maia); o m. q. balsa, bagaço ou engaço.
BAIA – interjeição, muito usada na raia, que exprime afirmação, concordância (do Castelhano). Baia! Baia!: exclamação de despedida que pode ter conteúdo irónico, idêntico ao ora, ora (Clarinda Azevedo Maia).
BAIANO – casaco mal feito (Júlio António Borges).
BAILE D’AGARRADO – dança em que o par baila agarrado (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
BAILO – baile (Nave de Haver);
BAIXAR AS CALÇAS – fazer as necessidades fisiológicas no campo.
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

Na Europa, o signo imperial nasceu sob a égide dos filhos da Loba. Recordemos a origem, mantendo a narração latina.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaProca, rex albanorum duos filios, Numitorem et Amulium, habuit. Numitori regnum legavit, sede Amulius pulso fratre, regnivit. Deinde, cum eumsobole privare cuperet. Rheam Silviam, eius filium, Vestae sacerdotem fecit Haec tamen Romulum er Remum uno partu edidit. Tune Amulius ipsa in vinculo, conjecit, parvulos alveo imposuit et abjecit in Tiberim que forte tunc exundaverat. Sed, relabente flumine, eos aqua in sicco reliquit. Vastae tunc in iis locis solitudines erant. Tradunt lupam ad vagitum infantiam acurrisset: EOS LINGUA LAMBISSE, MATRISQUE MINISTERIUM SUSCEPISSE.
É afinal, a velha história.
Amulei destronou o irmão e cativou-lhe a filha. Todavia, esta, mesmo virgem de Vesta, concebeu de Marte e assim nasceram Rómulo e Remo.
Deitados à àgua do Tibre, sobreviveram; e uma loba, atraída pelos vagidos, perfilhou-os, tomou o mester de mãe…
Crescidos, fundaram a cidade. Rómulo traçou-lhe os limites. Remo saltou-os, dizendo: assim entrarão os inimigos em Roma.
Rómulo, lembrado possivelmcnte do exemplo do tio-avô, já que não deveria conhecer a história de Caim e Abel, liquidou-o, dizendo: assim morrerão os inimigos da cidade.
Não há mulheres, mas o rapto das sabinas findará a quarentena.
Houve necessariamente luta e os sabinos estão quase a veneer. Rómulo eleva a sua arma aos céus e promete um templo a Jupiter, que permanece impassível.
Mas as sabinas lançam-se entre os combatentes e fazem as pazes.
Raptae mulieres, crinibus passis, ausae sunt se inter tela volantia inferre: et, hinc fratres, inde viros deprecate, pacem conciliarunt…
A população crescia, o território tornava-se exíguo.
A pequena cidade tinha de lutar pela sobrevivência, começando obviamente pelos vizinhos.
Nebulosamente, passam os reis lendários: além de Rómulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Sérvio Túlio: os dois Tarquínios, já históricos. Anno trecentesimo trigesimo quinto ab urbe condita, Veientes contra romanos rebellaverunt. Dictator contra ipsos missus est Furius Camilus…
Como este, muitos outros heróis celebra a história, ainda nimbada de lenda: Coriolano, Cincinato, os trigemini Horácios, Cevola, Menénio Agripa, o diplomata, inventor e narrador da fábula dos membros revolados contra o estômago:
Olim, humana membra, cum ventrem otiosim viderent, ab eo discordarunt et conjuratio-nem adversus eum fecerant…
Os séculos rodam e uma potência concorrente emerge do outro lado do Mediterraâneo. Seguem-se as guerras púnicas. Caio Duilio obtém a primeira vitória naval; mas Aníbal estava já para surgir com o seu eterno ódio aos romanos, jurado na infância com as mãos em cadáver esventrado. Conquistador de Sagunto, vencedor em Canas e no Transimeno, acabaria vencido em Zama pela pertinácia de Cipião Emiliano e do delenda est Cartago.
As Espanhas e o Norte de África caíam assim sob o jugo romano que a terceira guerra púnica estenderia para Oriente.
Mais tarde vêm César e Augusto e com eles o Império continua a crescer.
Anno Urbis conditae sescentesimo nonagesimo tertio, o primeiro que mais tarde será imperador, é eleito cônsul com Lúcio Bibulo. Destacado para a Gália e a Ilíria com dez legiões, vence os helvécios que ao tempo se chamavam sequanos, conquista as três Gálias, avança para além do canal… Domuit omenm Galliam, que inter Alpes, flumen Rhodanum. Rhenum et OceanDum est et circuit, patet ab his et tricies centena milia passuum. Britannis mox bellum intuit…
Com o seu sucessor Augusto, as conquistas continuam, anexando-se o Egipto, a Can-tábria, a Dalmácia, a que outros juntarão a Judeia, a Arménia e os planaltos do Irão.
A excessiva grandeza do império e sobretudo a helenização de Roma no pior sentido do termo, cultivavam já o gérmen da decadência. Gracia victa ferum victorem coepit…
A cultura grega, que se impôs em Roma pela sua superioridade, trouxe também a degradação moral.
Juvenal, nas suas sátiras, atribui a esta grecização da cidade e do Império a raiz de todos os males.
Antes do furacão dos bárbaros são estes ventos, ou antes estas brisas de supercivi-1ização, de aspecto negativo que prepararão o aviltamento.
Eram os erotomanos que impunham à sociedade romana a sua decadência. Daí a interrogação de Umbritius:
Que faz em Roma quem como eu não sabe mentir nem efeminar-se? Eu que não posso suportar uma Roma grecizada?
Não há nada, para eles, estes celerados gregos, que esteja ao abrigo da sua lubricidade, nem mães de família, nem filhas virgens, nem o filho imberbe, à falta de melhor, a sua lubricidade satisfazer-se-ia com a avó do seu melhar amigo, ou com o avô…
Após sucessivas arremetidas, os bárbaros que começaram como servidores, passaram a aliados, depois até a condutores, acabaram por submergir todo o Ocidente do Império.
Foi quando Odoacro, chefe dos hérulos, depôs Augustulo, até no diminutivo do nome apenas arremedo da imperial autoridade.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.158.554 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES