No verão de 2009, já lá vão três anos, os turistas que visitaram o Castelo do Sabugal tiveram ao seu dispor bicicletas para percorrem a cidade. O projecto «Bicôas – Passeios a Rodar», da iniciativa da empresa municipal Sabugal+ depressa definhou e com ele as bicicletas, que nunca mais foram vistas.

O projecto BICÔAS (bicicletas do côa) afigurou-se como uma iniciativa inovadora e pensada para dinamizar a cidade. Os visitantes poderiam alugar as bicicletas e assim rodarem em busca de um Sabugal diferente, visto a partir de um transporte ecológico, que ao mesmo tempo lhes proporcionava a melhoria da condição física.
Foram até definidos percursos, passando pelos pontos históricos de maior interesse da cidade, sendo um deles a barragem do Sabugal, no sentido de aproveitarem o nosso ar puro à beira-rio e contemplarem as nossas paisagens.
Bicôas Castelo SabugalAs bicicletas estavam no Castelo do Sabugal, onde se disponibilizavam para aluguer, acompanhadas por um regulamento de utilização (a febre camarária da produção de regulamentos já se fazia sentir), que obrigava ao preenchimento de uma ficha de inscrição e de um termo de responsabilidade.
Os preços eram convidativos: 2 euros à hora, 3,50 euros por manhã ou tarde, e 5 euros ao dia. Estiveram disponíveis durante uns meses, sem grande sucesso em termos de utilização, mas depois desapareceram para local incerto e das Bicôas não mais se ouviu falar.
Onde andam as Bicôas (que eram bicicletas de qualidade), é a questão que importa levantar.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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