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Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

ÀS TRÊS PANCADAS – atabalhoadamente; acção sem regra.
ASTRO – sol.
ATABAFAR – sufocar; respirar com dificuldade. «Atabafa esse riso, ouviste?» (Joaquim Manuel Correia).
ATABALHOADO – desorganizado; desajeitado. Júlio António Borges acrescenta: amalucado; tolo.
ATABALHOAR – fazer à pressa, com descuido.
ATABICAR – atafulhar; encher por completo; entalar.
ATACA – cordão de sola (atacador), próprio para apertar as botas (Júlio António Borges).
ATACADOR – cordão de apertar o calçado.
ATACAR – apertar o calçado.
ATADILHO – atilho; baraço; cordel (José Pinto Peixoto). Fita das ceroulas; liga das meias (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
ATADO – indivíduo pouco activo; acanhado.
ATADOR – homem que nas ceifas tem a tarefa de atar os molhos.
ATADURA – ligadura para feridas (Francisco Vaz).
ATAFAIS – arreios, correias com que se aparelham as bestas.
ATAFAL – indivíduo desajeitado; mal vestido; maltrapilho (Rebolosa). Retranca da albarda do burro. Pano de cobrir os machos; roupa mal feita (Júlio António Borges).
ATAFONA – moinho manual ou de tracção animal. A mó de baixo é fixa, com um olhal no centro, por onde passa o veio que a liga à mó andadeira (de cima), esta tem na face superior um furo onde se encaixa o pau que serve de manípulo.
ATAGALHO – nagalho; cordel; guita (Francisco Vaz).
ATAGANHAR – apertar o pescoço, estrangular.
ATALAIA – local alto e descampado (Rebolosa).
ATAMAR – acalmar; apaziguar. «Prantou-lhe um arganel de aço no focinho para lhe atamar o cio» (Carlos Guerra Vicente).
ATANAZAR – inquietar; atormentar (José Pinto Peixoto). Joaquim Manuel Correia refere atenezar.
ATANEGRIDO – muito cansado (Júlio António Borges).
ATARANTADO – atrapalhado; desorientado.
ATARNAGUIDO – indivíduo muito ocupado, atarefado (José Pinto Peixoto). Júlio António Borges escreve atanarguido.
ATAROLADO – mal cozido; escaldado.
ATAROLAR – cozer ligeiramente. Atarolam-se as batatas antes de irem ao forno, acompanhando a carne ou o peixe na assadeira.
ATARRACADO – baixo e forte.
ATARRACAR – bater os cravos para os aconchegar à ferradura (Júlio António Borges).
ATARRAZAR – fazer depressa, com ânsia.
ATAZANAR – aborrecer; chatear.
ATEIMAR – teimar, insistir.
ATENTAR – fazer cair em tentação; chatear, enervar. Não me atentes!
ATERNEGUIDO – deprimido (Júlio Silva Marques). Cheio de trabalho (Leopoldo Lourenço).
ATERNIGAÇÃO – desgosto; inquietação (Júlio António Borges).
ATERRAR – cobrir com terra. Aterrar o milho: cobrir os caules.
ATER-SE – fiar-se; confiar. Ficar atido a…
ATIDO – convencido; fiado; a pensar em…
ATILHAR – tapar, cobrir os cortiços (Clarinda Azevedo Maia – Vale de Espinho).
ATILHO – baraço; cordel. Atacador das botas. Francisco Vaz dá-lhe o significado de: molho, feixe.
ATINADO – indivíduo com juízo; prudente; bem comportado.
ATINAR – acertar; adivinhar.
ATIRADEIRA – fisga (Vitor Pereira Neves).
ATIRADIÇO – atrevido; corajoso; lançado na vida. O rapaz é atiradiço.
ATISCAR – ver – termo da gíria de Quadrazais (Franklim Costa Braga).
ATOLAMADO – doido; tolo (Júlio António Borges).
ATÓLICO – em grandes dificuldades; abismado, estupefacto (de atónito?). «Vimo-nos atólicos para secar o trigo» (Carlos Guerra Vicente).
ATONDAR – estontear; endoidecer (Júlio António Borges).
ATONGADO – mal vestido; desajeitado; mal apresentado (Júlio António Borges).
A TOQUE DE CAIXA – depressa; com rapidez.
ATOUCAR – atar o lenço da cabeça com as pontas para cima, na forma de touca (Clarinda Azevedo Maia – Batocas).
ATOUCINHADO – gordo; anafado (de toucinho).
ATULHADO – muito cheio; repleto.
ATRAVANCAR – bloquear; impedir passagem; estorvar; atravessar. Júlio António Borges refere atrabancar, a que dá o sentido de: pôr tudo a monte.
ATRO – outro (referente a pessoa) – termo da gíria de Quadrazais (Franklim Costa Braga).
ATUNGADO – desastrado (Júlio António Borges).
ATURQUESAR – afligir; aborrecer (Júlio António Borges).
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

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A vizinhança dum estado poderoso constitui históricamente um factor de risco, agra-vado enormemente se ao poderio se juntam ambicões expansionislas.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaA hegemonia sofre-se sempre; e, mesmo quando se fazem solenes e bem intencionadas declaracões de não intervenção, há o domínio económico, a exploração da matéria-prima, a atracção sobre a mão-de-obra mais qualificada e a tendência para a colocação dos excedentes de menor qualidade.
Pode enjeitar-se ou repudiar-se o absorcionismo politico-administrativo mas não deixarão de sobrevir as formas larvadas ou até invisíveis de dominação.
O que normalmente salva os pequenos países, rodeados de grandes potências. ou confinando com elas, são os jogos de equilíbrio de poderes entre aquelas.
Nós, portugueses, tanto como ao nosso temperamento, na verdade indomável, devemos a sobrevivência como nação independente, já lá vão quase nove séculos, ao receio de a Inglaterra, potência marítima, se ver desprovida de bases de apoio no Continente, e de a França, inimiga desde a divisão do império de Carlos Magno da parte germânica daquele colosso, temer o peso da Ibéria, se unificada, na balança dos Áustrias.
Mas, quando em vez dum vizinho poderoso, a história encurrala qualquer povo entre várias potências, o mais natural é que passe obrigatóriamente a ser parte do momentaneamente mais forte ou entao seja esquarecjada a benefício de todos.
As sucessivas partilhas da Polónia, os colapsos da Boémia, da Morávia, da Eslováquia, da Sérvia, do Montenegro, da Croácia, da Bósnia, a incerta sorte da Catalunha, do Milanado, da Alsácia-Lorena, em dados períodos históricos, não apresentam outra génese.
A Finlândia, situada entre a Rússia e a Suécia, vem intercalando as fases de independência com as de parcelas daqueles impérios.
A partir da guerra dos trinta anos, ou mais concretamente da sua fase nórdica, passou a Rússia a ser praticamente a única responsável pelos infortúnios do país das renas.
Da Finlândia preparou Lenine a Revolução, o que não o impediu de utilizar o País como moeda de troea na paz de Brest-Litowsque.
Como se sabe, ao dealbar da insurreição, vivia ele no exílio suiço.
Kroupskaia, a sua companheira, relata assim o que aconteeeu nesse dia 3/16 de Março (a dupla datação põe em confronto o calendario russo com o gregoriano) de 1917:
«Depois do almoço, no momento em que Ilicht (Lenine chamava-se Vladilir Ilicht Oulianov) se preparava para ir para a biblioteca, enquanto que eu acabava de arrumar a louça, Bronksi apareceu sobressaltado:
– Vocês não sabem nada? A revolução está em marcha na Rússia.»
Atabalhoadamente deu-lhes conta dos telegramas que acabavam de chegar em edição especial. Quando Bronksi se calou, foram à Praça ver os textos afixados.
Impõe-se a partida. Mas só os alemães lhe podem permitir o regresso à Rússia. Pois bem, pactuará com o verdadeiro inimigo, na circunstância, da sua Pátria.
Através dos socialistas alemães, é posto em contacto com o quartel-general do Kaiser, onde tudo se prepara com vista ao imediato regresso de Lenine e o seu corpo de agita-dores para a decomposição do espírito de resistência.
Pela Alemanha, depois pela Suécia, os proscritos na Helvécia chegam à Finlândia.
Dali e depois duma breve incursão a São Petersburgo é que dirige o ataque final.
Para além do mais, vai atacar o problema dos alígenos – polacos, estónios, letões e lituanos – que querem ver-se independentes; dos ucranianos, que exigem reformas, e até dos arménios que, apesar de viverem ainda aterrorizados pelo medo dos turcos, de que pouco antes haviam saído, não esquecem que são uma nação.
Mas a Finlândia é que seria a verdadeira moeda de troca.
Ali ficaria até à I Revolução de Outubro, até à conquista do poder.
Ouçamos o testemunho de Estaline:
«Então fomos acusados de espiões a saldo da Alemanha Imperialista.
As autoridades requereram a presença de Lenine e Zinoviev para serem julgados. Alguns, entre os quais Kanenev. aconselharam a obediência. Mas eu que conhecia o estado de espírito da reacção e sabia, por isso, os perigos que corriam os dois responsaveis bolchevistas se se apresentassem, convenci-os do contrário.
Fui eu quem tratou do disfarce de Lenine, colando-lhe a barba e o bigode e fazendo-lhe um penteado que o tornava irreconhecivel. Depois, ajudado por Sergio Aliliev, em casa de quem a cena se passou, acompanhei Lenine, através de ruas pouco frequentadas, até à gare marítima. O nosso dirigente, dali a pouco estava na Finlândia, onde ficou até à Revolução de Outubro, donde nos enviava conselhos, instruções e textos teóricos que nos projectaram para a vitória.»
Depois, apesar da grande indignação da França e da Inglaterra, assina separadamente a paz com a Alemanha, sua protectora como já vimos e que lhe forneceu os meios financeiros para manter a agitação.
O tratado foi assinado em Brest-Litovsk, em cinco de Março de 1918 e as condções impostas pelos alemães ao governo dos sovietes, as mais humilhantes e draconianas da história russa: instalação de forças de polícia alemã nos Países Bálticos, submissão da Polónia russa aos alemães, cessão de territórios à Turquia então aliada da Alemanha, um enorme tributo de guerra, evacuação da Ucrânia e da Finlândia.
Enfim, mais uma vez a Finlândia era usada ao sabor dos interesses das potências vizinhas.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

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