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«Imagem do Dia» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Equipa do Boavista treina no Sabugal
Clique na imagem para ampliar

Data: 2 de Agosto de 2012.
Local: Centro Comercial Ricardos – Big Mat.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: A equipa de ciclismo profissional do Boavista andou a treinar no concelho do Sabugal para preparar a Volta a Portugal em Bicicleta. A autocaravana e os ciclistas boavisteiros fizeram uma breve paragem para recuperar forças no Centro Comercial Ricardos correspondendo, possivelmente, ao apelo e reconhecimento da marca «BigMat» que teve uma equipa profissional no último Tour de France. Em breves declarações para o Capeia Arraiana destacaram as dificuldades da subida para Sortelha e o esforço financeiro para manter a equipa do Boavista na caravana ciclista nacional.
jcl

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Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

ARTAFÍCIOS – ferramentas de um ofício (Carlos Guerra Vicente).
ARTEIRO – aquele que usa arteirice; velhaco; manhoso; astuto. Júlio António Borges acrescenta: aprumado; pronto. Por sua vez Maria Leonor Buescu, referindo-se à linguagem de Monsanto (Penamacor), traduz por: alegre, vivo.
ARTELHO – junta ou união dos ossos (Leopoldo Lourenço); tornozelo.
ARTIFE – pão – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor). Artife branqueoso ou artife gírio – pão trigo; artife facho – pão centeio.
ARTLÃO-BOGAS – figa; dedos em forma de esconjuro (Pinharanda Gomes).
A SALTO – passar a fronteira fora dos locais não autorizados, furtando-se ao seu controlo. Assim, com a ajuda de passadores, ou engajadores, se fez a maior parte da emigração para França.
A SECO – sem comer. Trabalhar a seco: trabalhar sem o direito a alimentação fornecida pelo patrão. Comer de seco: comer sem prato, colher e garfo, recorrendo apenas a pão e a conduto.
ASILAR – prejudicar (Leopoldo Lourenço).
ASSADOR – caldeiro de latão, ou de barro, com o fundo furado, próprio para assar castanhas ao lume. Nalgumas localidades (como na Rapoula do Côa) chamam-lhe moderno.
ASSADURA – lombo de porco (próprio para assar). Mais a Sul (Monsanto) designa o pedaço de carne que se dá de presente por ocasião da matança (Maria Leonor Buescu).
ASSANHAR – enfurecer; atiçar os cães.
ASSARAMAGAR – fazer depressa e mal (Clarinda Azevedo Maia – Forcalhos).
ASSARAMPANTADO – assustado; espantado; atrapalhado.
ASSARAMPANTAR – atrapalhar; espantar.
ASSEDAR – fase da cultura do linho em que se faz a triagem da estopa, usando-se o sedeiro ou rastelo.
ASSEDEIRO – utensílio para limpar o sedeiro do linho (Luísa Lasso Pedroso Charters).
ASSENTADOR – instrumento feito com uma tira de couro, usado pelos barbeiros para dar fio à navalha de barbear.
ASSENTO – juízo; senso (Leopoldo Lourenço).
ASSÊ QUE SIM, ASSÊ QUE NÃO – parece que sim, parece que não. Creio que… (Joaquim Manuel Correia).
ASSERRUNCHADO – apertado (Júlio António Borges).
ASSOALHADO – recozido por demasiada exposição ao sol. A melancia está assoalhada.
ASSOBRADADO – com sobrado (piso de cima de casa térrea, junto ao telhado, feito de madeira e que serve para arrumos). Casa assobradada – que tem sobrado.
ASSOLDADADO – aquele que trabalha a soldo, sob contrato. Também se diz soldadado. Geralmente as soldadas eram válidas por um ano. O contrato era verbal, mas valia como se fosse acto formal, sendo cumprido à risca por ambas as partes. A feira de S. Pedro, no Sabugal, era a ocasião em que os proprietários contratavam pastores e ganhões, que se agrupavam ao redor da fonte de D. Dinis, munidos de vara ou de agilhada.
ASSOLDADAR – contratar a soldo (à soldada).
ASSOLDADAR-SE – submeter-se a um patrão, sob contrato, por um determinado período. Assoldadavam-se os pastores, ganhões e outros trabalhadores rurais, normalmente pelo período de um ano.
ASSOMAR – espreitar; aparecer. Cair (Clarinda Azevedo Maia – Aldeia da Ponte).
ASSOVAR – incitar o cão a morder (Leopoldo Lourenço); o m. q. açugar ou atiçar.
ASSOVELAR – furar com sovela. Espicaçar; provocar; estimular.
ASSUCHIAR – alargar as poças quando se planta uma árvore, tornando o terreno mais leve para as novas raízes (Júlio António Borges).
ASSUQUIR – comer – termo da gíria de Qadrazais (Nuno de Montemor).
ASSURPALHADO – diz-se do céu coberto de nuvens (Clarinda Azevedo Maia – Batocas). Também se usa a expresão leite assurpalhado, com o significado de leite coalhado – em estado de ser usado para fazer queijo.
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

Periodicamente surge ali uma esperança de independência quase sempre afogada em tragédia. Recordemos uma das mais tristes.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaNaquele ano de 1830, a Polónia parece forte: exércitos bem treinados, finanças robustas, agricultura próspera.
A opinião pública europeia aprova as ambições de independencia e a coragem dos polacos roçava já pela lenda.
Infelizmente, falta-lhes um lider. O general Klopicki e o seu colaborador Krukowiecsi, que mais tarde o substitui, são antigos oficiais de Napoleão, esgotados pelas arrasantes campanhas do grande corso.
E, em 1831, enquanto que a Bélgica, definitivamente libertada passa, com o apoio da Inglaterra e da França, a reino independente, a Polónia é esmagada pela Rússia, após uma resistencia épica.
Em sete de Setembro, os exércitos do Czar apoderam-se de Varsóvia.
C’est la curée, la nouvelle (et non derniére) curée sur l’infortuné pays qui ne sait ni trembler ni ceder.
Mantemos no original a narrativa dum especialista.
E mais uma vez, a Polónia será submetida a uma repressão terrivelmente bárbara e os soldados russos vont déchirer à belles dents le pays vaincu, comme un quartier de chevreuil, sous les yeus indiferents de l’Europe. Et tandis qu’ils brulent des maisons, qu’ils fusillent des otages, le maréchel francais Sebastiani, a ce mot tristement célebre que resume la cruauté des temps: L’ordre regne à Varsovie (Mais urna vez utilizámos em directo a linguagem de Michel de Saint Pierre).
Depois em 1867, Alexandre II, ao tempo Czar de todas as Rússias, visitava a corte francesa, convidado por Napoleão III.
A visita suscitaria reparos nas bancadas do parlamento gaulês, indignado (e diga-se que com razão) já pela quarta partiIha da Polónia, decretada pelo Congresso de Viena, já pela opressão que se lhe seguiu.
Em consequência, o deputado Mr. Charles Fauquet, futuro presidente da Câmara e, mais tarde, do Conselho de Ministros, saudou, com estas palavras de reprimento, o visitante:
– Majestade, viva a Polónia!
Periodicamente, esquartejada pelo vizinho, de Leste, Sul e Oeste, aquele país é, por certo, o que, não só na Europa, mas por todo o Mundo, tem suscitado maior número de frases históricas. Quem se não lembra, por exemplo, da frase dirigida por Frederico II, da Prussia, à grande Catarina, da Russia:
– Quando Augusto bebe (referia-se a Frederico Augusto), toda a Polónia se embebeda.
Ou do finis Poloniae, dedicado ao herói nacional, Thadée Kosciusko, dado como morto em batalha, em 10 de Outubro de 1704; de «a ordem reina em Varsóia», pronunciada no Palais-Bourbon, a 16 de Setembro de 1913, pelo Marechal Sebastiani, ministro dos Negócios Estrangeiros; ou o Polónia Restituta, nome dado pelo Marechal Pilsudski, na véspera da ressurreição do estado mártir, em 1919, segundo as cláusulas do tratado de Versalhes.
Já neste século a Polónia de Casimiro, de Segismtndo, de Sobieski, de Estarislau Leszczynski, de Pilsudski, de Paderewski, sofreu o jugo dos soviéticos, mais duro do que o de todos os czáres e antigos dominadores, russos, alemães, austríacos ou suecos.
Mas não é menos verdade que a histórica resistência dos polacos a todos os tiranos se mantém indefectível.
Nos últimas décadas, apesar de a Igreja não ser deste Mundo, a eleição de Joao PauIo II e a sua peregrinação à terra patrum fortificaram ainda mais aquela fé que derruba montanhas. Tal como a nomeação, para Cardeal-Arcebispo de Paris, de um polaco de ascendencia judaica, Monsenhor Lustiger, filho de um mártir de Auschwitz.
Nao foi a Igreja que suscitou o aparecimento do Solidariedade e de Lech Walesa. Mas sem a sua benção silenciosa e longínqua, Varsóvia teria então sofrido golpes tão rudes como os de Praga e Budapeste.
A prudência russa teve as suas razões. A heresia polaca, relativamente à filosofia económica e social do bloco comunista, só foi tolerada porque os senhores do Kremlin temeram uma reacção espiritual que podia alastrar de Berlim às fronteiras do Cambodja.
Não é necessário recordar o massacre de Katin, a exterminação do ghetto de Varsóvia, ou a inssurreição popular de 1944, para se saber que o povo polaco é indomável: que prefere a miséria ou a morte à escravidão e que nada inveja da ocidental sociedade de consumo.
Os polacos sabiam que o Ocidente de então se assemelhava aos persas vencidos pelos gregos, aos gregos vencidos por Roma, ao desaparecimento do Império Romano do Ocidente, e, mil anos depois, ao de Bizâncio; ao da França em 1789, ou da Rússia, em 1917.
Aqui como na Roma de Juvenal, a única preocupação de governantes e governados eram panem et circenses.
Na Po1ónia havia outro espírito.
Em consequência dele e só por ele, foi o primeiro dos países de leste a libertar-se da tutela russa e das imposições do marxismo.
A fé católica e a influência do maior papa dos últimos séculos assumiram-se como elemcntos determinados, cadinhando a coragem de um povo ciclicamente submetido às mais duras provas.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
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Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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