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António Martins, natural do Soito, é um dos promotores do empreendimento turístico no espaço rural, Casas de Campo Carya Tallaya, sito em Vale das Éguas, concelho do Sabugal, recentemente inaugurado e já em pleno funcionamento. Trata-se de um projecto concebido e executado pela família de Fernando Proença, em que todos (esposa, filhos, genros e netos) desempenharam o seu papel para criar um espaço de qualidade, que alia a ruralidade e a rudeza da construção tradicional ao charme e ao conforto das casas modernas, dando lugar a um autêntico paraíso que interessa descobrir. Estivemos à conversa com António Martins acerca deste projecto arrojado e inovador, que pretende potenciar o filão turístico na região.

– Como nasceu a ideia de construir um espaço de turismo rural em Vale das Éguas, uma das mais pequenas e, porventura, menos conhecidas aldeias do concelho do Sabugal e da região?
– Tudo começou aqui há uns anos com a aquisição por parte da família de umas casas tradicionais, que estavam em ruínas, com a ideia de as recuperarmos para casas de férias, para uso familiar. Entretanto, com a construção da mimosa praia fluvial de Vale das Éguas que destacou a aldeia no mapa do concelho e com o avanço do projecto das Termas do Cró, que ficam ali ao lado, começámos a pensar em conceber um projecto de turismo rural apelativo, tirando partido daquelas e de outras potencialidades da região. Com base nas ideias que concebemos encomendámos a elaboração de um projecto arquitectónico, e avançámos depois com a construção, mantendo a traça arquitectónica das casas, mas garantindo-lhe as comodidades da vida moderna.
– E receberam apoios de outras entidades?
– Com vista a obtermos apoio financeiro, pois tratava-se de um investimento avultado e de um empreendimento com interesse para a região, submetemos uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, o chamado PRODER, no âmbito da Medida 3.1 (Diversificação da Economia e Criação de Emprego) e da Acção 3.1.3 (Desenvolvimento de Actividades Turísticas e de Lazer), tendo esta candidatura sido aprovada para receber o financiamento correspondente.
– Por quanto tempo se porlongaram as obras?
– Depois da aprovação do projecto pelas diversas entidades e da obtenção da licença de construção, as obras prolongaram-se por dois anos. Não tínhamos pressa, mas houve necessidade de cumprir escrupulosamente as exigências por parte do PRODER, de acordo com legislação específica daquele programa. Mas o que esteve sempre em mente foi o querer construir um espaço inovador, e julgo que o conseguimos. Pelo menos tem sido este o feedback que temos recebido desde a entrada em funcionamento. Sentimos que temos clientes que vieram em função do encanto do espaço e em simultâneo descobriram um concelho com enorme potencial turístico que lhes era desconhecido.
– Foi arrojado investir na aldeia com maior taxa de envelhecimento do país, não acha?
– Essa fragilidade de Vale das Éguas pode ser vista de modo positivo, pois a aldeia oferece a tranquilidade e o sossego que muita gente procura quando opta por viajar para o espaço rural em detrimento das zonas balneares e dos espaços lúdicos no ambiente urbano. Saliente-se ainda o interesse da paisagem envolvente com a proximidade do rio, a
harmonia da rusticidade do conjunto das construções e localização geográfica privilegiada, dada a centralidade de Vale das Éguas para aqueles que querem fixar residência temporária num espaço e local, para daí partir à descoberta do vasto e diversificado património histórico–natural da região. Carya Tallaya beneficia das potencialidades da região, nomeadamente da contiguidade ao rio Côa e da magnífica praia fluvial de Vale das Éguas, das vizinhança das Termas do Cró, da proximidade e centralidade em relação às Aldeias Históricas, nomeadamente Sortelha, da Reserva Natural da Serra da Malcata, dos vários castelos e locais históricos da região e da própria Espanha que fica a dois passos.
– Apostaram, do ponto de vista comercial, em parcerias com outras entidades, de modo a aproveitarem essas potencialidades?
– O empreendimento foi inaugurado há poucas semanas, e estamos empenhados na sua divulgação, ao mesmo tempo que estabelecemos contactos com diversas entidades públicas e privadas, no sentido de juntarmos esforços e criar sinergias. Uma das principais apostas é em relação às Termas do Cró, tendo tido já contactos preliminares com a empresa municipal que gere as termas. Há ao mesmo tempo outras vias que vamos explorar, promoção/venda de artesanato ou produtos locais e regionais, colaboração com restaurantes, para divulgação da nossa gastronomia, colaboração com algumas empresas já estabelecidas no concelho na área dos desportos colectivos e/ou radicais e estamos receptivos a novos desafios para criar oportunidade de mais-valias para eventuais parcerias que possam vir a ser estabelecidas.
– Porquê Carya Tallaya?
– O nome Carya Tallaya, com ligeira adaptação, foi o topónimo adoptado por surgir em vários documentos históricos como sendo uma povoação antiga, fortificada num cabeço fronteiro ao rio Côa, do qual derivou Vale das Éguas. Ao atribuirmos este nome ao projecto pretendemos homenagear a história, uma vez que se trata de um projecto de «reconciliação» com o nosso passado, embora na ideia de valorizar o presente. O nome Carya Tallaya, estando associado, como disse, a uma antiga povoação fortificada, remete para as ideias de força, protecção, segurança e conforto. Por outro lado, adoptámos como logótipo o símbolo da flor dente-de-leão, que pela sua natureza e características consegue ser em simultâneo uma planta bela, sensível e coesa, uma das mais altruístas da natureza, cuja semente se propaga com o vento, desnudando-se para que sua beleza se estenda pela Mãe Natureza.
– Falemos agora no conceito arquitectónico das Casas, que mantêm a traça rústica exterior, mas cujo interior tem excelentes comodidades.
– Procurámos juntar o rústico ao contemporâneo para acolhermos as pessoas «em casa», garantindo-lhes um regresso às origens com o melhor conforto possível, podendo assim beneficiar de um merecido descanso e uma revigorante estadia. O projecto está voltado para quem procura paz e tranquilidade, e deseja quebrar a rotina das responsabilidades e compromissos sócio laborais, daí a importância que demos à comodidade no interior das habitações.
– Nota-se que houve ali mão sábia…
– Sim houve mão sábia, muito planeamento e criatividade em que se aliou o desejo e muito esforço de toda a família ao saber e conhecimento dos técnicos. Aproveito para enaltecer e destacar o grande empreendedor Fernando Proença, pelo facto de ser o grande promotor deste projecto, na medida em que só foi possível de concretizar, graças à sua vontade de realizar este investimento na aldeia à qual preside há mais de duas décadas, onde além de todo o significativo contributo para a causa comum, junta agora este investimento privado. Mas sim… o empreendimento teve na sua concepção e construção a colaboração de duas arquitectas, Bernadette Canelas (responsável de projecto) e Rute Póvoa Prazeres (arquitecta de interiores e decoração), ficando a execução da obra a cargo da Construções Aires & Irmão, Lda. A ideia foi inovar com uma criatividade ímpar para a região, dando uma personalidade própria aos interiores, primando pelo conforto e funcionalidade. Muito do mobiliário (roupeiros, camas, kitchenett`s) e muito do design de interiores (tectos falsos, casas de banho, iluminação, candeeiros) foram criados em exclusivo para Carya Tallaya, tendo em conta os propósitos do projecto, encantar e surpreender muito pela positiva e pela originalidade, os nossos hóspedes.
– Quantas casas ficaram disponíveis para alojamentos?
– Disponibilizamos quatro casas – três apartamentos T2 e um T1. Cada uma tem o seu encanto e a sua sedução, pelo contraste entre a traça tradicional do seu exterior e a decoração contemporânea e acolhedora do interior. Estão todas elas equipadas com lareira e aquecimento central, kitchenette em regime self-catering, apetrechada com todos os utensílios e demais equipamento, como frigorífico, micro-ondas, placa vitrocerâmica e máquina de lavar louça. Estão preparadas para uma lotação de 14 pessoas (sete quartos) com garantia de todo o conforto e comodidade. Poderá ser aumentada a lotação para mais 6 pessoas, em camas extra ou sofá cama, mantendo a comodidade. Apesar das áreas exteriores serem comuns, as casas são completamente independentes, o que garante uma privacidade absoluta. O exterior contempla uma horta biológica, jardim, piscina com tratamento de água sem recurso a químicos, ainda um espaço social, com alpendre, lareira para recepções e convívio entre os hóspedes.
– E servem refeições?
– Servimos pequenos-almoços em regime de self-catering. Os produtos regionais para esta refeição são deixados no frigorífico e o pão é colocado pela manhã à porta da casa. O espaço não dispõe de restaurante e não serve refeições, no entanto é possível encomendar com antecedência mínima de 24 horas. As refeições serão entregues nas próprias casas, sendo para isso disponibilizada uma lista de menus para escolha da ementa.
– Garantem portanto, a quem venha, um serviço de qualidade?
– Com toda a certeza. É nosso lema: Se algo não estiver do seu agrado, pedimos que nos comunique sem demora. Mas se gostou, não se incomode a dizer-nos, comente-o com um amigo. Em certos momentos, cumulativamente ao acolhimento, serão proporcionadas algumas outras actividades, como a apresentação/exposição de trabalhos artísticos das mais diversificadas áreas, que poderão variar da escultura, à pintura, ao artesanato, à musica, teatro, fotografia, etc. Actualmente e até ao final do verão está patente no espaço comum do empreendimento uma exposição de escultura do autor João José Oliveira, do Soito, digna de ser visitada. Aproveito para referir que estamos disponíveis para acolher trabalhos e realizar exposição de outros autores das mais diversas áreas artísticas.

Pode obter aqui e aqui mais e melhor informação acerca das Casas de Campo Carya Tallaya.
plb

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António Martins, natural do Soito, é um dos promotores do empreendimento turístico no espaço rural, Casas de Campo Carya Tallaya, sito em Vale das Éguas, concelho do Sabugal, recentemente inaugurado e já em pleno funcionamento. Trata-se de um projecto concebido e executado pela família de Fernando Proença, em que todos (esposa, filhos, genros e netos) desempenharam o seu papel para criar um espaço de qualidade, que alia a ruralidade e a rudeza da construção tradicional ao charme e ao conforto das casas modernas, dando lugar a um autêntico paraíso que interessa descobrir. Estivemos à conversa com António Martins acerca deste projecto arrojado e inovador, que pretende potenciar o filão turístico na região.

(Clique nas imagens para ampliar.)

plb

Vamos comparar como era dantes numa e noutra destas nossas duas aldeias. Pelo olhar de dois padres (curas), proponho hoje um exercício comparativo. Podemos ficar a conhecer melhor as duas aldeias que cercam a Serra d’ Opa. Estamos em 1758. Trata-se da organização paralela das respostas que os dois padres deram aos serviços de Lisboa / Marquês de Pombal, através do «interrogatório» de um Padre chamado Luís Cardoso.

Primeira constatação: o Casteleiro era anexa de Sortelha, em termos religiosos, e dependia dessa sua então sede de concelho em termos civis; o Vale tinha autonomia religiosa. Mas havia cura (padre responsável) em ambas as freguesias.
Um apontamentozinho pessoal: gosto mais da caneta de aparo mais fino do Padre Olival: dá melhor leitura. Publicamos hoje nesta peça a 1ª página. Quanto às respostas do padre do Casteleiro, já publiquei uma no «Capeia» e podem ser consultadas no «Viver Casteleiro» – ver link aí em baixo.
Mas acho que aquele cura (Padre Olival) era mais analfabeto que o do Casteleiro. Escreve, por exemplo, que há «sento» e doze fogos no Vale (assim mesmo: sento). Mesmo para o século XVIII, é obra… O outro, o Padre Leal, escreve bem a palavra e diz que no Casteleiro há «cento e cinquenta e dois fogos».
Portanto, e já agora: o Casteleiro tinha mais gente. Mas o Vale é mais rico: ao cura, o Vale assegurava uma renda anual de 200 mil réis e o Casteleiro apenas 20. Coitado do Padre Leal… Custa-me aliás a crer tamanha disparidade de rendimentos. Pode haver aqui ou dualidade de critérios ou erro de um deles. Acho estranho.
Depois, verifique-se que ambas as terras «pertencem a El Rei». Não têm nem senhores nem donatários.

As duas aldeias
O Vale desse tempo é contornado pela sua ribeira, que vem de Santo Estêvão e vai para a Benquerença mas que só corre durante alguns meses no ano. Portanto, parece-me que o Vale também se deslocalizou um pouco, tal como a minha terra. Mas têm de ser as pessoas do Vale a confirmar essa alteração e a explicá-la, claro. Falando com os mais velhos, em geral obtêm-se pistas que levam a outras pistas… e tal… e as conclusões por vezes surgem.
O Casteleiro, confirmemos, ia até Cantargalo. Portanto, estendia-se pela ribeira (que pode ver na imagem). E só chegava a 30 passos da capela de São Francisco, onde hoje é o largo principal, à beira da actual estrada nacional.
Noto que o Padre Leal, do Casteleiro, não tem os seus paroquianos em grande conta. É que, perguntado pelos serviços de Lisboa «se há memória de que florescessem, ou dela saíssem, alguns homens insignes por virtudes, letras ou armas», o cura tem o desplante de se exprimir assim sobre os meus antepassados: «Nada por ser gente muito rústica e não se lembrarem de memória alguma».
Mas, pelos vistos, as pessoas, tanto do Casteleiro como do Vale, escrevem e lêem: ambas as terras se servem do correio de Penamacor – afirmam os dois curas.
As duas aldeias, como todos saberão, ficam uma de um lado e outra do outro de uma serra. Mas qual é o nome da serra? Para o Padre Olival (do Vale) é a Serra do Pa. Para o Padre Leal é a Serra d’ Opa. Vou pelo da minha terra: como já escrevi, foi assim que sempre ouvi chamar à serra.
No que eles também não se entendem totalmente é na caracterização do «temperamento» (clima, penso) da serra. Diz um, o do Vale, que é «quente e saudável». E diz o outro que «é frio mas saudável».
As duas terras são livres e pertencem a El Rei. Vê-se ao longo das perguntas a repetida preocupação sobre a existência de «senhores» e de «privilégios». E os padres sempre a darem a mesma resposta: «Nada». «É d’ El Rei». «As águas das ribeiras são livres».

Senhora da Póvoa e Santa Ana
Acho estranho que no relatório sobre o Casteleiro não haja uma letra sobre a Senhora da Póvoa. Mas, provavelmente, a Senhora da Póvoa não era ainda conhecida fora do Vale. Ao que li, isso só vai acontecer uns anos depois destes textos, lá mais para o fim do séc. XVIII (terá a imagem original realmente vindo à força da Póvoa, perto do Meimão?).
As romagens do Casteleiro eram efectuadas até meia encosta da Serra d’ Opa, à capela de Santa Ana. Quem ia a estas romagens a Santa Ana? «Somente os moradores do mesmo povo» do Casteleiro, diz o cura da terra.
Pelo contrário, as respostas do Padre Olival deixam claro que há muita devoção por ali: «Tem a Senhora da Póvoa muita gente em romaria em todo o decurso do ano e o maior concurso é na segunda e terça do Espírito Santo».
Duas constatações interessantes:
– primeiro: no Casteleiro, a capela de São Francisco (que à data ficava mesmo no limite da terra, repito) estava «sujeita» ao convento de Santo António, em Penamacor. Faço notar a propósito que, hoje, a maior festa anual é a de Santo António;
– segundo: ora, no Vale, a maior festa já era a da Sra. da Póvoa, mas há anotação de outra devoção: Santo Antão. Registo isso só para recordar que Santo Antão é o padroeiro de Sortelha – a maior festa anual da terra. Coincidência ou influência?

Economia farta para a época
Tenho escrito que havia muita actividade económica na minha terra. Agora acrescento que também no Vale. Leia:
Pergunta do Marquês:
Se tem moinhos, lagares de azeite, pisões, noras, ou outro algum engenho?
Respostas:
1. ValeTem esta ribeira de onde principia até à Benquerença quatro lagares de azeite e quatro moinhos.
2. CasteleiroTem dentro do limite desta freguesia esta ribeira sete moinhos e três lagares de azeite, dois pizoins e algum dia teve também um tinte, porém hoje se acha demolido.
Mas há algo em que o Padre Leal, do Casteleiro, falha. Quando lhe perguntam (como aliás ao do Vale) «se em algum tempo, ou no presente, se tirou ouro das suas areias», respondem ambos: «Nada».
Ora, a verdade é que 35 anos antes da data dos documentos destes padres, mais exactamente em 1723, houve uma tentativa de explorar ouro no Casteleiro. Pode ler isso aqui. E era obrigação do Padre Leal dizer isso ao poder central. O Marquês teria mandado abrir minas – e hoje o Casteleiro seria o El Dorado de Portugal!

Notas especiais sobre o Casteleiro
Permitam agora que me dedique um bocadinho só à minha terra. Para duas chamadas: uma sobre o que chamaria o mistério da Serra da Preza e outra sobre a Mitra e a Comenda, que levavam parte dos rendimentos da terra.
1º – Na serra da Preza, havia uma preza. Nada de mais. Mas antigamente (muito antes pois do século XVIII), alguém teria pensado em canalizar a água desse reservatório pois «queriam em tempo antigo levar essa água por canos onde chamam a Torre dos Namorados, distante dela quatro ou cinco léguas».
Este é como que um projecto antecessor do canal de regadio actualmente existente da Meimoa para Sul, para a Cova da Beira…
2º – O Padre Leal regista que aí para sul, nos limites da freguesia, lá para os lados do Escarigo, os rendimentos da terra são assim divididos: «tem a Mitra duas partes em todos os frutos e a Comenda uma». Mas lá para Gralhais, «das Portellas para baixo, tem a mitra duas partes e a Comenda uma, e das Portellas para cima terá a Comenda duas partes e a Mitra uma, em todos os frutos».
Leio na Wikipedia que «uma comenda é um benefício que antigamente era concedido a eclesiásticos» e que a Mitra é afinal também uma «dignidade ou jurisdição de um prelado eclesiástico».
Por fim, uma nota de humor do Padre do Casteleiro: acho que ele estava a gozar com o Terreiro do Paço quando escreveu que na terra há à beira da ribeira oliveiras e amieiros. Mas que os «amieiros, porém, não dão frutos»… Só pode estar a brincar com os lisboetas da altura e a chamar-lhes ignorantes. Deve ter sido uma pequena vingança, pois é sabido que os padres não queriam responder ao Marquês, o que só fizeram depois de ameaçados.

Se pretende aceder ao texto integral das respostas destes dois curas (o do Casteleiro e o do Vale de Lobo), clique aqui – portal para onde levei um cotejo de ambas.

Finalmente, uma nota de agradecimento: o texto sobre o Casteleiro foi trabalhado e disponibilizado por António Marques aqui e o do Vale por Américo Valente aqui (3º tema).
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Música, teatro e muito humor vêm ao Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) «Uma bizarra salada», com Bruno Nogueira, Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Na próxima Sexta-feira, dia 13 de Julho, o TMG apresenta no Grande Auditório, às 21h30, o divertido espectáculo «Uma Bizarra Salada» que junta em palco o humorista e actor Bruno Nogueira, a actriz Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, numa co-produção do Festival de Almada, Metropolitana e São Luiz Teatro Municipal. «Uma Bizarra Salada» é para maiores de 12 anos e tem a direcção musical de Cesário Costa, direcção e espaço cénico de Beatriz Batarda, desenho de luz de Nuno Meira.
Trata-se de um espectáculo com música, teatro e muito humor que reúne textos de Karl Valentim. O autor «aproveita a metáfora da orquestra – corpo social complexo, mais problemático do que parece quando visto de fora – para questionar o mundo e as suas perplexidades. Um concerto onde as palavras irrompem? Um espectáculo de teatro em que a personagem principal é uma orquestra? Um recital absurdo onde dois comediantes improváveis estilhaçam a ideia simples de construir um espectáculo didáctico? Ninguém sabe. É Uma Bizarra Salada!», refere José Luís Ferreira no texto de apresentação desta singular salada musical.
Os textos reunidos, «reflectem o período de crise financeira profunda vivida na Europa antes da Segunda Grande Guerra. Infelizmente, muito a propósito do momento que vivemos actualmente, surgiu-nos como uma oportunidade pertinente voltar a trazer Karl Valentin à cena e juntar a Orquestra Metropolitana ao teatro do absurdo através da participação de Bruno Nogueira e Luísa Cruz. O humor e a sátira adoptaram as formas mais diversas dependendo dos seus autores e épocas, podendo ser triste, solitário, poético, feérico, filosófico, critico, absurdo ou surrealista. Neste espectáculo vivem-se momentos absurdos e podemos reconhecer a frustração do boicote provocado pelos outros ou por nós próprios», explica por seu turno a encenadora, Beatriz Batarda.

Panelas e rodas de bicicleta no folk de Le Skeleton Band
No próximo sábado, dia 14 de Julho, o TMG apresenta no Café Concerto a banda francesa Le Skeleton Band. Um trio que se formou em 2007 e que viu o seu primeiro álbum – Blues Preacher -, editado nesse mesmo ano, ser aclamado pela crítica musical francesa. A banda trabalha sonoridades folk e blues sempre fazendo-se acompanhar de estranhos objectos musicais, como panelas e rodas de bicicleta, aos quais junta outros mais convencionais, como guitarras, trompete, banjo e percussão.
No final do ano de 2010 a banda resolveu que estava na altura de regressar a estúdio, e gravaram novo disco. Com o título de Bella Mascarade, o novo álbum de Le Skeleton Trio foi editado em Fevereiro. É este o trabalho que a banda francesa vem apresentar ao TMG.
O espectáculo tem início marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

Exposição de Mário Cesariny
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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