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Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

ALOFADA – travesseira; almofada (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
ALOISA – pequena borboleta.
ALOMBAR – carregar às costas, sobre o lombo. Alombou com o carrego.
ALPARGATA – calçado leve, de goma e lona, comprado em Espanha e muito usado pelas mulheres. Também se diz alpergata. Franklim Costa Braga, de Quadrazais, escreve alpragata. Maria José Ricárdio Costa, de Aldeia do Bispo, recolheu alpercata. Nalgumas terras chamam-lhe simplesmente sapata.
ALPENDRADA – parte do curral coberta pelo alpendre, onde se guardam utensílios da lavoura, lenha e palha. Também se chama cabanal.
ALPENDRE – telheiro.
ALPERCATAR – ter cuidado; acautelar.
ALPISTE – arroz – termo jocoso e depreciativo (Clarinda Azevedo Maia – Aldeia da Ponte).
ALPONDRAS – pedras que permitem atravessar a passo uma ribeira; o m. q. poldras.
ALQUEIRE – caixa rectangular de madeira, com um dos lados inclinado, utilizada para medir cereais. Medida de 16 litros (na generalidade do concelho do Sabugal). À semelhança do almude, a medida do alqueire varia de terra para terra – por exemplo, em Pêga equivale a 14 litros. Clarinda Azevedo Maia registou alquêre.
ALQUEIVAR – lavrar a terra para a deixar de pousio. O m. q. abarbeitar.
ALQUERNOQUE – sobreiro (Clarinda Azevedo Maia – Aldeia do Bispo). Também se diz alcornoque.
ALQUEVE – terra alta lavrada, preparada para receber semente. Os dicionários registam alqueive.
ALQUITARRA – alambique portátil; caldeira para fazer aguardente. É composto pela caldeira (onde se coloca o engaço), o capitel (que recebe o vapor vindo da caldeira), o tubo (onde o vapor se liquefaz) e refrigerante (vasilha onde cai a aguardente). Leopoldo Lourenço regista alguitarra.
ALQUITÃO – banco de madeira onde as mulheres se ajoelhavam para lavar a roupa (Soito).
ALQUITREQUE – indivíduo muito mexido; um leva e traz (Rebolosa). Pessoa reles e de pouca importância (Duardo Neves). O m. q. alquitaque (Rapoula do Côa).
ALROTAR – arrotar.
ALROTE – arroto.
ALTANAR – casar – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor).
ALTAR – peito com seios volumosos (Júlio António Borges) – expressão jocosa.
ALTO – carro ligeiro; automóvel (Clarinda Azevedo Maia – Batocas).
ALUADO – lunático; parvo, doidivanas. A um afluente do Côa, que desagua no Sabugal, vindo da Urgueira, chamam ribeiro dos Aluados.
ALUGAR – acomodar uma besta, para nela facilmente montar (Francisco Vaz).
ALUMIAR – iluminar; dar luz. No norte (zona de Lamego) chamam alumios aos relâmpagos que vêm com as trovoadas.
ALUMIEIRA – tocha de palha (de alumiar – dar luz). Com a alumieira se alumiava nas noites escuras e se chamuscavam os porcos na matança.
ALVANAR – aqueduto de pedra por onde escorre a água, nos campos. «Saiu dali e foi refrescar o rosto ao alvanar» (Carlos Guerra Vicente). Mais a sul, em Monsanto, diz-se alvanel (Maria Leonor Buescu).
ALVANDIEIRA – pessoa que anda sempre a passear, que não para quieta (Júlio António Borges).
ALVEDRIO – livre arbítrio; vontade que não encontra constrangimento (Júlio Silva Marques).
ALVEITAR – veterinário amador; curandeiro de animais. José Prata também refere alvitar. Em geral era o ferreiro que nas aldeias exercia também a função de alveitar, por contraposição ao barbeiro, que curava as pessoas.
ALVÉOLA – ave pequena, de cauda comprida, que acompanha os lavradores nas aradas à cata de insectos na terra revolvida, a que também se chamam lavadeira. Também se diz arvéola.Maia para sul, nas chamadas Terras do Campo chamam-lhe lavradeira e lambrandeira (Maria Leonor Buescu).
ALVER – desafogado; espaçoso. «Casa alver» (Júlio Silva Marques).
ALVORÁRIO – doidivanas; maluco (José Prata).
ALVORADA – descarga de foguetes lançada pela manhã nos dias festivos. Segundo José Prata, raramente se excedem as cinco dúzias de foguetes. Também se chama alvorada ao rufo do tambor em dia de festa: «O povo acompanha o batalhão nos vivas e aclamações e o tambor toca uma alvorada» (Joaquim Manual Correia).
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

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Conhecida por campo de batalha da Europa, a Bélgica, logo por este nome, aliás de bem trágicos ressaibos, mostra a sua face de estado martirizado.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaJúlio César no De Bello Gallico, considerava-a uma parte da França, quando escrevia:
Gallia est omnis divisa in partes tres quarum unam incollunt belgae, alteram aquitani, tertiam quae ipsorum lingua cetlae, nostra gali apelluntur. Hi omnes, lingua, institutis, legibus,inter se differunt. Gallos ad Aquitanis, Garumna flumen, a belgis, Matrona et Sequana dividt. Horum omnia fortissimi sunt belges, proptera quod a cultuadque humanitate Províncias longissime absunt, minimeque ad eos mercatores saepe comeant, atque ea quae animos effeminant, important. Poximique sunt germanis, qui trans Rhenunm incolunt, qui buscum continenter bellum gerunt.
Quem souber latim, verificará que César os tratou de hostis à civilização e terrivelmente corajosos.
Mas nem a heroicidade os libertou, ou talvez fosse até aquela virtude, que os perdeu.
Mal romanizada, passaria ao império carolíngio, cujas vicissitudes de sucessão partilhou, não escapando a nenhuma das mil e uma quesílias que os sucessores directos e indirectos, ou os simples herdeiros espirituais do Imperador da Barba Florida ao longo dos séculos se têm empenhado em cultivar.
E nem sequer o conflito Europa Insular/Europa Continental a deixou indemne.
Dependente da França pelo ducado da Borgonha, na Guerra dos Cem Anos que efectivamente durou 116 (de 1337 a 1453), tomou o partido da Inglaterra, país de que dependia para o abastecimento das suas indústrias de lanifícios, e isto marcou-a profundamente.
Quando o eixo do conflito se desvia para as duas maiores nações saídas do desmembramento do Império Carolíngio, França e Alemanha, a Bélgica torna-se então e autenticamente na arena da Europa.
Com Carlos V, nascido, de resto, no seu território, vemo-la passar para o ramo espanhol, sofrendo uma dominacão bem feroz levada a cabo pelos tércios de Dom João de Áustria, bastardo do imperador. Daqui transitou para o Reino dos Países Baixos, suportando uma sujeição que, embora mais humana, prima mesmo assim pela exploração, mais evidente no plano económico.
Depois, quer nas campanhas napoleónicas, quer na guerra franco-prussiana, quer nos grandes contlitos mundiais de 1914/1918 ou 1939/1945 o seu território retalhado e martirizado, torna-se palco das mais sangrentas e decisivas batalhas.
Bastará lembrar Waterloo, os lamaçais das trincheiras, as Ardenas…
E genericamente, mau grado uma ou outra intervenção libertadora, os belgas pouco mais tem ouvido do que declarações de pias ou bombásticas intenções, quase sempre tão quixotecas como a daquele nosso director de pequeno semanário de província que, impressionado pela notícia de que o Kaiser invadira o fraco e novel estado não se pôde conter que não exclamasse:
– O quê, o leão vai degolar o cordeiro? Deixem-me regressar à vila que o meu jornal se encarregará de destruir o Kaiser e a Alemanha.
De qualquer modo, a heroicidade e o espírito tenaz, laborioso e inventivo, do seu povo e da sua casa reinante tem triunfado sobre todas estas vicissitudes e sobre a dualidade racial, religiosa e linguística que opõe valões e flamengos.
Nascido na actual formulação apenas em 1830 e duma secessão com a Holanda, seu parceiro e dominador nas antigas Províncias Unidas, obteve uma casa reinante que, embora de raíz alemã, se soube identificar com os ideais de independência e do progresso.
Elemento de ligação, como já se referiu, entre as duas comunidades básicas do país (que comporta também cidadãos de língua alemã) os seus monarcas impuseram ainda a Belgica ao mundo.
A sua acção humanitária na Bacia do Congo, criando a antiga co1ónia, a hoje independente República do Congo, já chamada Zaire, e que, para além de ter elevado a Bélgica ao estatuto de país colonizador, prestou assinaláveis serviços à causa da humanidade, nomeadamente no combate à escravatura, que ali tinha um dos seus mais importantes centros de abastecimento, nunca será suficientemente realçada.
Pena foi que – com a independência, precoce, como a generalidade das que ocorreram na Africa ao Sul do Saará, levasse ao poder indivíduos ainda mal saídos da idade da pedra que tiveram como preocupações únicas o enriquecimento pela corrupçãao, a redução dos concidadãos à classe de servos e o apagamento dos sinais da colonização – se enjeitassem os nomes de Leopoldoville, Albertville ou Elisabteville, rematando em ingratidão.
Mas a lição histórica manter-se-á e demonstra como uma pequena nação sabiamente conduzida pode ter um enorme papel na história mundial.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

O economista americano Paul Krugman divulgou um Manifesto onde contesta a abordagem que tem sido feita à crise económica da zona euro e aponta soluções diferentes das seguidas pelos governos europeus.

O Prémio Nobel da Economia há muito que critica a política económica restritiva que se pratica na Europa sob a batuta da chanceler alemã Angela Merkel.
Ainda antes de divulgar o Manifesto, Paul Krugman publicou no New York Times, onde é colunista, um artigo intitulado «Grécia, como vítima», em que afirmou que «as origens do desastre estão mais a norte, em Bruxelas, Frankfurt e Berlim, onde responsáveis criaram um sistema monetário profundamente – talvez fatalmente – defeituoso».
Aos sucessivos avisos, o professor da Universidade de Princeton juntou, de parceria com Richard Layard, o «Manifesto for Economic Sense», onde defende que as políticas adoptadas estão a contribuir para um aprofundamento da recessão, uma vez que estão excessivamente centradas na austeridade.
O documento, que pode ver aqui, rebate a ideia de que a crise tem origem no endividamento público irresponsável. A crise foi antes causada pelos empréstimos excessivos no sector privado, especialmente pelos bancos: «O colapso da bolha levou a quedas na produção e, portanto, nas receitas fiscais. Assim, os grandes défices públicos que vemos hoje são uma consequência da crise, e não a sua causa».
Quando a bolha imobiliária explodiu o sector privado contraiu-se, o que prejudicou a economia, na medida em que «a despesa de uma pessoa é a receita de outra». O resultado foi a depressão, que por sua vez agravou as dívidas públicas.
Em vez de incentivar os gastos para equilibrar a balança, num momento em que o sector privado reduzia as despesas, os governos cortaram investimentos e aumentaram impostos, penalizando ainda mais as pessoas.
Krugman defende que é preciso reduzir o desemprego antes que se torne endémico, e assim inviabilize a efectiva redução do défice público.
Quanto à resposta que os governos têm dado, o documento defende que os cortes resultam na contracção da economia, pelo que é imperioso procurar outro caminho.
O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deveria analisar os argumentos de Krugman e de Layard, pois talvez assim concluísse que tem de abandonar a ortodoxia monetarista para salvar a economia portuguesa.
A política de austeridade excessiva atrofia a actividade económica, provoca desemprego e contribui, afinal, para o decréscimo da receita e o aumento da despesa pública, agravando défice.
Era bom que os países do sul exigissem, a uma só voz, uma Europa solidária que assuma a crise como um problema de todos, porque também todos contribuíram para ela.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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