Como está agendado há muitos anos, no último sábado do mês de Junho decorre em Gouveia o Encontro dos Antigos Alunos. Assim aconteceu nesta data o vigésimo sétimo evento, com a particularidade de se verificar a presença de muitos alunos das últimas décadas do século passado. Alguns participaram com algum sacrifício, por se encontrarem desempregados, enquanto a velha guarda já se encontra aposentada. Espera-se que este facto seja uma alavanca para nos próximos encontros surgirem os mais novos.

Também é significativo a Assembleia Geral ter eleito para os corpos sociais um elenco diretivo jovem, que vai contar com o apoio incondicional das anteriores direções.
Na Eucaristia, o Padre José Cristino, coadjuvado pelo Padre Carlos Jacob, falou da sua experiência como assistente hospitalar, em que os valores humanos e espirituais de muitos doentes se vêm nos momentos mais críticos e se necessita tanto da Fé como suporte para vencer as dificuldades. Nesta Casa também se ensinaram esses valores a mais de mil alunos que passaram pelos bancos das salas de aulas e por esta capela.
O almoço, servido no refeitório que nos é tão familiar, foi um importante momento para trocarmos conhecimentos e alicerçar amizades. Foi oportunidade para ouvir alguns alunos sobre as motivações que os conduziram a este convívio.
Assim, António Jacinto Fonseca de Freches (Trancoso, 1966-1969) afirmou que «o fundo deste encontro é a amizade e a formação para a vida. Aqui, passámos um dos melhores períodos da nossa juventude. Aqui, aprendemos vivências. Temos de ser solidários para esta Obra, principalmente neste período complicado».
José Lazaro de Fiães (Trancoso, 1972-1974) escreveu, embora tenha passado por esta Casa pouco tempo, que este «foi um local onde encontrei um abrigo, graças ao Padre Cristino. Soube de Encontro através do Facebook. Não podia faltar, não só para agradecer, mas também para conviver. A esta Casa devo muito como pessoa e cidadão. Obrigado.»
Manuel Cabral, de Cubos (Mangualde, 1990-1994), diz que vem «para encontrar velhos amigos e principalmente conhecer os alunos que nos antecederam».
José Barros Figueiredo de Cabanas de Viriato (1960-1966), afirma que vem «para reencontrar amigos. Também não esqueço que foi aqui o princípio da formação como homem».
Ricardo Lacerda, de Torre de Moncorvo, 1996, diz que está aqui «para reviver e confraternizar com os amigos».
António José Dias dos Santos de Aldeia de S. Sebastião (Almeida,1966-1974), afirma que «este encontro é algo que nos liga, que nos une muito a esta Casa, que é um pouco de nós. Proporciona-nos ver antigos companheiros de estudo e devemos manifestar a nossa gratidão».
Pedro Costa, de Seia (1995-2000), diz que «este encontro é um reencontro».
José Fonseca de Fornotelheiro (Celorico da Beira, 1966-1971) veio para «ver a malta e conviver».
A tarde foi ocupada num jogo de futebol entre as Velhas Glórias da Escola Apostólica de Cristo Rei, arbitrado por um juiz estrangeiro.
A tarde aproximava-se do fim. Tivemos mais uma jornada de convivência, de saudade e de recordações. Numa troca de abraços fraternos íamos partindo enquanto decorria o lanche-convívio. Lançávamos os últimos olhares para a exposição e álbuns fotográficos, onde cada um de nós tinha ali a sua história, uma história coletiva.
António Alves Fernandes, Aldeia de Joanes

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