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No dia 10 de Junho, a partir das 15 horas, o Largo de Santa Catarina, na Rebolosa, volta a receber os acordeonistas e tocadores de realejo da região, evento que já alcança a 10ª edição.

A organização, a cargo da Junta de Freguesia e da associação local, espera mais de 20 acordeonistas, na sua maior parte oriundos das diversas terras do concelho do Sabugal.
O Festival de Acordeão da Rebolosa afirmou-se já como um dos grandes eventos da Raia, contando sempre com a adesão de muitos tocadores, que alo exibem a sua arte, e de muito público, que gosta de ouvir os acordes da música tradicional.
Como habitualmente, após a actuação dos tocadores amadores, haverá uma segunda parte com a actuação de um profissional do acordeão. Este ano será Rui Alves o artista convidado.
plb

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No dia 9 de Junho (sábado), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro o espectáculo «Farfalle» (borboleta), pelo Teatro de Piazza o D’Occasione (Itália).

O espectáculo é uma extensão do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e é apresentado em duas sessões: 16h00 e 21h30. Teatro e multimédia para toda a família.
Tudo é contado com música e imagens por dois bailarinos. A cenografia é formada por um tapete branco com duas asas. As imagens são projectadas em diferentes planos: o plano horizontal do tapete e o vertical das duas asas oblíquas. Alguns objectos estilizados decoram o cenário. O público é convidado a participar, a entrar dentro do cenário, a movimentar-se entre as imagens que reagem aos seus gestos, aos seus movimentos. As imagens envolvem-no.
Com «Farfalle», a TPO continua a experiência sobre as potencialidades expressivas relacionadas com a utilização de novas linguagens digitais (computação gráfica/tecnologias interactivas) associadas à dança, à música e ao movimento.
«Farfalle» tem a direcção de Francesco Gandi e Davide Venturini e a interpretação de Anna Balducci e Erika Faccini.
Esta actividade é apresentada no âmbito da Rede 5 Sentidos.

Canções de protesto dos novos tempos
Pedro Esteves Trio é a proposta musical do TMG para a noite do próximo dia 8 de Junho no Café Concerto. O músico Pedro Esteves vem apresentar o disco de estreia «Mais um dia», acompanhado por Filipe Raposo nos teclados e por António Quintino no contrabaixo. Uma fusão de baladas com canções de protesto dos novos tempos. Um espectáculo com boa música e cheio de bom humor e ironia.
A propósito do seu primeiro trabalho, o Jornal de Letras escreveu sobre Pedro Esteves: «Ele tem a timidez de Chico Buarque, a delicadeza de Fausto, o gosto pelos arranjos de José Mário Branco, o prazer da escrita de Sérgio Godinho (…) “Mais um dia” é um hino à arte de fazer canções, como sempre, como dantes».
O espectáculo está marcado para as 22h00 e a entrada é livre.

Cinema no Pequeno Auditório
A 13 de Junho (quarta-feira), o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «O tio Boonme que se lembra das suas vidas anteriores», de Apichatpong Weerasethakul. A sessão está marcada para as 21h30 no pequeno auditório.
Na história, tio Boonme resolve passar os seus últimos dias de vida no campo, rodeado das pessoas que ama. Esta é a quinta longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul, o filme complementa o projecto Primitiv, ligado à ideia de extinção e da recordação de vidas passadas.
Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

Histórias de Manuel António Pina
Na quarta, dia 13 de Junho, o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo o espectáculo «Histórias que me contaste tu no país das pessoas de pernas para o ar», criadas a partir de livros escritos pelo sabugalense Manuel António Pina.
O espectáculo é apresentado em duas sessões: às 10h e às 14h30 na Sala de Ensaios e tem por destinatárias as crianças dos jardins-de-infância.
Os dois livros «Histórias que me contaste tu» e «No país das pessoas de pernas para o ar» de Manuel António Pina inspiraram as criadoras Tânia Cardoso e Joana Manaças, que fizeram este espectáculo onde uma é bailarina e a outra contadora de histórias. Os contos têm finais improváveis e o mundo às avessas domina todas as narrativas. Trata-se de uma produção do Teatro Maria Matos, apresentado no TMG através da Rede 5 Sentidos.
plb (com TMG)

Há dias prometi a mim próprio que um dia escreveria um artigo sobre um termo que me fascina especialmente. É um conjunto de sons, como tantos outros. Mas acho que consigo explicitar tudo o que me faz lembrar…

José Carlos MendesNa minha meninice, como já disse muitas vezes, fiquei muitas vezes fascinado com sons que ouvia. Para mim, sons; para os adultos, palavras indiscutíveis.
Hoje, à distância, até acho estranho como é que para mim não tinham a qualidade de palavras – pois se eu me criara ali, no meio daquela gente magnífica, a ouvir estes termos toda a vida, ainda curta… – como explicar que para mim não fossem palavras e correspondessem como que a um estádio prévio, anterior às palavras.
Ou como entender hoje que naquele tempo outras palavras ditas me entrassem pelos ouvidos significando outra coisa completamente diferente.
Nem sei, porque nunca discuti isso com ninguém, se com outros miúdos acontecia o mesmo ou coisa parecida. Mas comigo era frequente. Era como se os meus avós, pais e tios e amigos deles às vezes falassem outra língua. E eu espantado.

Os potes
Um caso que costuma fascinar quem ouve a história é aquela dos potes. Eu explico. Na loja do Senhor Tó Pinto, que funcionava muito como tertúlia daqueles tempos, digamos, juntavam-se algumas pessoas que discutiam problemas seus e do Povo e do País (o «Povo», na minha terra significa muitas vezes a aldeia: «Nunca mais cá chega a electricidade ao Povo» queria dizer que a electricidade nunca mais chegava ao Casteleiro). A loja do Sr. Tó Pinto era um «comércio» (um estabelecimento comercial), mas havia muitas horas vagas e muito espaço para se sentarem ou em pé discutirem a partir dos títulos do «Século» muitas coisas que eu ouvia com atenção sem participar.
E uma expressão que muitas vezes ouvia metia-me cá uma confusão…
Era o caso de o meu pai e outros tertuliantes dizerem muitas vezes no meio dos seus debates que «… partimos daí potes».
Claro: isso era o que entrava nos meus ouvidos.
Mas não era o que saía das bocas deles. E eu – sei lá porquê – não perguntava o que queriam dizer com aquela de partirem tantos potes… logo eu que era um curioso do caneco e dizem que queria saber tudo…
É que, de facto, como percebi anos mais tarde (era mesmo burro, caramba: só alguns anos depois, já adolescente, é que entendi a expressão), o que eles diziam era simplesmente:
– Partimos da hipótese…

«Aquaisqui»
Agora, então, o «aquaisqui». Presumo que toda a gente sabe que estas sílabas são a tradução fonética da forma como as pessoas dizem (melhor: diziam; e os mais velhos ainda hoje dizem) o «quase». Que, claro, era seguido da palavra «que», ficando «quase que».
Primeiro a questão gramatical, depois a questão da pronúncia.
Em termos sintácticos, isto não está sequer errado. Ou melhor, tem uma justificação – e depois o Povo adoptou a fórmula e pronto, estava criada essa nova e espantosa palavra «aquaisqui».
Vamos por partes, então.
Quando eu digo (e é correcto): «Já tenho quase dez maçãs colhidas», não posso meter nesta frase nenhum «que».
O tal «que» entra (e pode entrar – é uma fórmula que se admite também como certa) em frases nas quais a seguir ao «quase» venha um verbo.
Exemplo: «Aquaisque le partias a pata» – por «Quase que lhe partias a pata», fórmula que se aceita, embora seja mais vernáculo retirar o «que»: «Quase lhe partias a pata».
Mas o Povo quer (queria) lá saber disso.
Ora do «quase» rapidamente se passou ao «aquais». Vá se lá saber de onde veio o «a» inicial…
E do «quase que» foi um saltinho até ao «aquaisqui», o «aquaisque» ou o «aquais», conforme as situações do liguajar.
Tão engraçada como esta, só mesmo aquela outra palavra: «assêqui». É o que o Povo diz para querer dizer talvez: «eu sei que». Mas num sentido bem diferente da certeza do «eu sei»: «assêqui» diz-se para significar: «parece que», «consta que».
Simples, meu caro Watson??

Melhor que esta, só quando no Casteleiro a mãe diz para o filho que está a fazer uma asneira:
– Ó garoto do diabo, carrai taten tàti?
«Carrai taten tàti». Consegue ler? Sabe traduzir? É:
– «Que raio te tenta a ti».
Ou seja:
– O que é que te deu?

Divirtam-se. O Povo, aqui representado na foto por utentes do Lar do Casteleiro, é um exímio construtor de linguajares. Riquíssimos e que, se quisermos, além de nos encantarem, nos dão muito que pensar para explicar os percursos dos fonemas e das estruturas.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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