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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

(clique nas imagens para ampliar.)

Com a aproximação de mais um aniversário (31º), a obra pode considerar-se que se encontra a meio e se tudo decorrer como o previsto, em 2013, no 32.º aniversário da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito teremos a inauguração das novas instalações.

Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
NIB: 003507020001137293062
ou, se for no estrangeiro, através do:
IBAN: PT50003507020001137293062, código CGDIPTPL.
A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

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Despois de alguns artigos de enquadramente ao modo de falar dos povos de Riba Côa, incia-se agora a publicação de um léxico, que contém alguns das palavras e expressões populares usadas na região. Para além dos termos colhidos em trabalho de campo, ouvindo as gentes falarem entre si, também se colheram frutos de alguns pomares alheios, nomeadamente de monografistas que editaram livros fazendo referência ao léxico raiano.

ABAFADIÇO – calmoso; encalorado – tempo abafadiço.
ABAIXAR – fazer as necessidades no campo – abaixar as calças.
ABALADA – saída; partida do lugar onde se está – estou de abalada.
ABALADIÇA – última rodada bebida numa súcia de amigos ( a que antecede a abalada).
ABALAR – ir embora; partir. As pessoas nunca usavam a expressão ir embora, mas sempre abalar: «Esse bruto deixou abalar a égua» (Joaquim Manuel Correia). Mais para norte, em Figueira de Castelo Rodrigo, traduz-se por «mal vestido» (Júlio António Borges).
ABALDEAR – tornar baldio. Diz-se que uma propriedade é abaldeada quando se toma por passagem, o que pode fazer com que se torne caminho público.
ABALOFADO – inchado; gordo; balofo.
ABALROAR – deitar abaixo; deixar ao desmazelo; devassar.
ABANADELA – abanão; safanão; sacudidela.
ABANCAR – sentar para demorar.
ABANDALHAR – descuidar; perder a dignidade. Uma pessoa que veste mal é abandalhada.
ABANO – utensílio de junco entrelaçado, de forma circular, seguro por cabo de madeira, que serve avivar o lume.
ABANTESMA – fantasma; espectro. José Pinto Peixoto, da Miuzela, refere abentesma.
À BARBA LONGA – à custa dos outros; de borla.
ABARBATAR – deitar as mãos a qualquer coisa; apanhar; surripiar; tirar algo a alguém.
ABARBEITAR – dar barbeito à terra, ou seja, lavrá-la e deixá-la em repouso. José Pinto Peixoto refere aberbeitar.
ABARROTAR – encher o mais possível; atulhar; atestar. Diz-se que a panela está a abarrotar quando demasiado cheia, a deitar fora. Uma pessoa abarrota-se quando come em excesso, à tripa-forra.
ABASBAR – encher demasiado (Júlio António Borges).
ABEBOREIRA – figueira que dá abêboras.
ABÊBORA – abebra (ou abêbera); figo temporão. Clarinda Azevedo Maia registou outras variantes: bêbora, bebra, breba.
ABELHANA – avelã (Júlio António Borges) – do Castelhano (avellana).
ABELOIRA – dedaleira, planta existente em montes e bordas de caminhos (Júlio Silva Marques). Borboleta (José Pinto Peixoto).
ABERTA – intervalo na chuva. Lá vem uma aberta para enganar a esperta (adágio).
ABESPA – vespa; abelha brava. Também se diz: bespa, abêspera, abêspora, abespra.
ABETOIRO – abeloira; planta frequente na serra.
ABINADA – diz-se de uma aldeia anexa a outra do ponto de vista eclesiástico (Clarinda Azevedo Maia recolheu esta expressão nas Batocas). A palavra derivará de «binar», que significa, em linguagem eclesiástica, dizer duas missas no mesmo dia, o que acontece ao sacerdote que tem a seu cargo duas paróquias.
ABOBORO – abóbora pequena, ainda muito tenra. «E este aboboro é pró caldinho» (Joaquim Manuel Correia).
ABÓBRA – abóbora.
ABOBRADA – aboborada; papas doces de abóbora com leite.
ABOCANHAR – enxovalhar o próximo; difamar; censurar. Duardo Neves registou abocanar, a que atribui o significado anterior, dando a abocanhar o significado de «apanhar e lambuzar os alimentos; comer à maneira dos cães». Já José Prata refere que o gado bravo se escapava de Espanha para Portugal, abocanhando as colheitas.
ABONADO – rico; abastado (termo recolhido por Clarinda Azevedo Maia nos Forcalhos).
ABORNAR – arrefecer a sopa (Francisco Vaz).
ABRANGAR – vergar com o peso da carga; puxar para baixo o ramo de uma árvore (Duardo Neves).
ABRANGER – dar, chegar ao pé. Abranger pão para carregar o carro: diz-se quando se carrega o carro após a ceifa para transportar os molhos do centeio para a eira.
ABRASINADO – abrasado; cheio de calor (Júlio António Borges).
ABRIGADA – lugar soalheiro, resguardado do vento.
ABRIR O SOL – aparecer o sol por entre as nuvens.
ABROLHAR – brotar; rebentar. Clarinda Azevedo Maia recolheu este termo nos Forcalhos, usado com o significado de: mortificar; cobrir de espinhos.
ABRUNHO – murro; soco.
ABUISSE – desejo vão, que se não quer ou não se pode concretizar (Duardo Neves).
ABURRIMENTO – aborrecimento (do Castelhano).
ABURRIR – aborrecer (do Castelhano).
ACABADOTE – velho; um tanto acabado.
ACAÇAPAR – agachar, abaixar. Também se diz acachapar.
ACACHINAR – matar (os coelhos) com uma pancada na cabeça.
AÇAFATAR – mexericar; falar da vida alheia: lá anda ele a açafatar.
AÇAFATE – pequeno cesto de verga, de bordo baixo. Também se diz safate.
AÇAFATEIRO – intriguista, que açafata (sobretudo usado no feminino: açafateira).
ACAGAÇADO – amedrontado, assustado.
ACAMALHOAR – virar a terra em camalhão (leiva de terra virada pelo arado ou pela charrua); lavrar.
ACAMBOAR – meter ao cambão (cabo de madeira que liga à canga); rebocar. Duardo Neves traduz assim: «acto de ligar duas ou mais juntas de vacas a puxar pelo mesmo carro ou charrua; prestar ajuda».
ACAREAR – dar careio; dar guarida; recolher; cuidar. Clarinda Azevedo Maia refere acariar, que traduz por: «juntar, reunir, ir em busca de».
ACARRANJA – transporte do centeio para a eira no carro das vacas, onde formará a meda. Também se diz acarreja.
ACARRANJAR – fazer a acarranja; carregar; transportar. Também se diz acarrejar e acarjar.
ACARRAR – alapardar; esconder e ficar imóvel. Descanso das ovelhas na hora de maior calor, normalmente à sombra de uma árvore. «O javali acarrou numa densa mancha de matos» (Dr Framar, in Caçadas aos Javalis).
ACARRETAR – transportar em carro de tracção animal. Também se diz acartar.
ACEITA – buraco no solo aberto pela toupeira (termo recolhido por Clarinda de Azevedo Maia em Vale de Espinho).
ACELGA – planta comestível parecida com a beterraba, com a diferença de não lhe engrossar a raiz. Usada para fazer sopa.
ACENDALHAS – lenha miúda, usada para se acender o lume (Júlio António Borges).
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual a cada domingo vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a Vale Mourisco, aldeia anexa de Águas Belas, freguesia da margem esquerda do rio Côa. Nos próximos domingos serão editados os poemas relativos às aldeias anexas de Águas Belas: Espinhal e Quinta do Clérigo.

VALE MOURISCO

O nome em duplicado leva a marca
Fundindo o infiel com o cristão
Conceito que mais une que demarca
Pois todos somos netos de Abraão.

A terra nas colheitas não é parca
Desfazendo-se em frutas e em pão
É curto o horizonte que se abarca
Mas todo com sinais de promissão

Dêem-lhe, embora, o nome de moçárabe
Mistura de cristão com sangue árabe
Assim se erigiu a lusa pátria

O nome, Vale Mourisco é um exemplo
O agros, por sagrado, vira Templo
A Terra Patrum é que gera a Mátria

«Poetando», Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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