You are currently browsing the daily archive for Quarta-feira, 23 Maio, 2012.

Tinha acabado o ano escolar no Outeiro de São Miguel, colégio situado num ermo a poucos quilómetros da Guarda, e fui para férias do Verão para a minha aldeia, o Vale da Senhora da Póvoa. É então que o meu Avô me comunica que no próximo ano me ia matricular no Externato Secundário do Sabugal para frequentar o 4.º Ano do Liceu.

José Jorge CameiraOu por estar perto da aldeia, ou porque tinha lá amigos que lhe recomendaram esse colégio dirigido pelo Dr. Diamantino, que tinha já fama de competente, disciplinador e com um bom grupo de Professores.
De princípio o assunto não me agradou muito, porque estava perto da minha Aldeia e o meu Avô poderia controlar melhor os meus passos e o pior de tudo seria a possibilidade de ele aparecer de repente por lá. Ora eu naquela idade queria, desejava, precisava de rédea solta…
Pensando melhor depois, aceitei a ideia, porque seria uma espécie de dois em um: era uma rambóia no Sabugal e outra aos fins de semana no Vale… Mas que boa vida de aventura eu iria ter!
O Sabugal é hoje cidade, mas é povoado que ficou pertença do Reino de Portugal pelo Tratado de Alcanizes, ao tempo do Rei D. Dinis, em pleno Século XIII. Por ser perto de Espanha, teve imensas estórias de contrabando de e para Espanha: para lá ia o café, o bacalhau, tabaco das marcas Porto, Definitivos e Kentucky e de lá vinha aquele saboroso pão formato quadrilátero além de outras coisas… era o tempo que 1 Escudo valia 2,5 Pesetas.
Famosas aldeias são deste concelho – Quadrazais, Fóios (terra do meu amigalhaço Ismael Sanches Vaz), Soito (das laranjadas e das castanhas)…
O Castelo é o ex-libris –«Castelo de Cinco Quinas só há um em Portugal ; fica nas margens do Côa, na vila do Sabugal».
À volta da Vila corre preguiçoso o Rio Côa – o único Rio de Portugal que vai para Norte, desaguando no Rio Douro. Por coincidência, ou talvez não, tem muitas semelhanças com o Castelo de Beja. O de Beja tem apenas «4 quinas», mas os documentos históricos dizem que a sua primeira reconstrução conhecida foi no tempo de D. Dinis, rei este que tem muito a ver com o Sabugal.
Chegou Outubro, fui para o Sabugal. Estava a papinha feita: ficaria hospedado na casa da Dona Jesus Alexandrino, uma casarona com quintal mesmo ao lado do Externato, com cama e comida prontinha na mesa. Na casa havia mais dois colegas estudantes do mesmo colégio, o Joaquim Corte e a Leopoldina de Santo Estevâo que haveria de casar com o Manuel Félix do Vale, já falecido.
Foram feitas as apresentações no Externato, mas eis que começam cedo as «confusões» – boas, entenda-se…
No Colégio conheci vários colegas, entre outros que já esqueci o nome: Orlindo Metaio, o Zé Rente, o Ferreira, o Zé Carlos Mendes, um gajo grandalhão e já com ares de intelectual…
Raparigas, algumas ainda lembro o nome: Hortênsia Malaquias, a Milice, Alice, a Lena Ermidinha, Isaura, as duas Fernandinhas.
O Zé Rente, lidei com ele os dois anos que estive no Colégio e tive uma admiração especial por ele: teve um acidente quando era mais novo – fez uma imitação de pistola em madeira e ao experimentá-la, o fulminante atingiu um dos olhos e cegou. Mas isso nunca o impediu de ser um exímio jogador de bola. Pegava na bola numa baliza e ia fazer golo na outra, sempre com toques de bola, saltitando no sapato dele… A fintar, era arte e finura em pessoa.
Mas tivemos as nossas makas: queria ser líder, mas eu também queria!
Casou com uma colega do Externato, a Vitória Pinto de Santo Estevão.

O Faustino (nome fictício) era um colega vivaço, sempre bem disposto, voluntarioso, fortalhaço, sempre rindo e um ás a jogar às damas. Ninguém no Sabugal o derrotava no tabuleiro do AltoBar!
Foi neste café que aconteceu uma estória engraçada.
A rapaziada bebia cerveja Sagres, a tal que custava 7 escudos.
Um dia foi uma risada geral quando um emigrante que chegou de «vacanças» e todo vaidoso pediu uma «bièrre» e cobraram-lhe 10 escudos. É que a «bièrre» é mais cara! – disse o empregado.
O Faustino logo nos primeiros dias disse a todos da turma, perante a minha estupefacção:
– Ei, malta, temos um novo colega, o Zé Jorge, temos que celebrar a vinda dele para o Externato! Na próxima segunda-feira, todos para minha casa à noite.
A recepção à minha chegada ao Sabugal foi assim programada o que deu ensejo que nesse fim de semana eu tivesse «subtraído» dois garrafões de vinho nas barricas da minha casa no Vale da Senhora da Póvoa.
Na noite da segunda-feira lá fui eu, éramos 12 ao todo. Já os tinha visto no Externato e só isso.
Quando entrei na casa do Faustino estava uma grande lareira acesa, grandes brasas que iluminavam uma grande sala. Sobre aquele braseal, várias galinhas assavam e estavam preparadas também chouriças. Pão… e, mesmo a calhar, os meus garrafões de vinho tinto.
Foi uma noitada de comer e beber, como eu nunca tinha tido na vida. Uma farra completa!
Alguém disse para irmos dar uma volta pela vila para refrescar a cabeça do tintol, depois voltarmos para a segunda demão.
Assim foi: passear, cantar, fazer barulho, pedradas nos gatos, alguns até com ruidosos traques que provocavam grandes gargalhadas! Alguém dava um, alguém respondia com outro.
Ora fazer algazarra a essa hora e naqueles tempos, a coisa tinha que dar para o torto. Podia ser coisa subversiva ou coisa de comunistas!
De repente lá em cima na rua principal e junto à Igreja ouvimos os apitos da GNR (os policias odiados de então) e os avisos habituais da bófia:
– Parem em nome da Lei! Ou vão todos presos!!!
É o páras!! Páro, o tanas… ai, pernas para que vos quero…
Nós os 12 começámos a correr pelas ruas fugindo aos GNR’s, cada um para o seu lado, e para agravar a situação, estávamos atordoados pela pinga e de barriga cheia de petiscos.
Lembro-me que fugia deles e sentia um preguinho do salto do meu sapato esquerdo que entrava e saía dentro do meu calcanhar, mas não havia hipótese: tinha de correr e muito!
Estava eu correndo com outro e chegados aquele pequeno jardim atrás do edifício onde era na altura as Finanças, ouvimos um voz forte e autoritária:
– EI , QUEM VEM LÁ?
Por instinto, julgando ser um dos polícias, eu e o meu colega jogámo-nos por aquela ribanceira que vai dar lá muito em baixo ao Rio Côa. Caímos no meio das silvas, rebolámos, ficámos todos arranhados, rasgados…
Inabanão, ouvimos alguém rir: era o Faustino que estava escondido e ouvindo os nossos passos, gritou daquela maneira! Mesmo na altura do perigo, ele gozava com a situação…
As correrias continuaram e eram 5 da matina entrei no meu quarto na casa da Dona Jesus Alexandrino.
A coisa não terminou assim. De manhã a ramona da GNR foi prender 11 moços, debalde procuraram o décimo segundo, que era eu…
Não fui dentro porque era novo na vila, ninguém me conhecia e os 11 não piaram!!
Acreditem: pelas 11 da manhã pedalava eu na bicicleta do Joaquim Corte junto ao local onde estavam de cana os meus colegas. Passaram algumas horas no xelindró e quando saíram, começámos logo de imediato a arranjar OUTRO MOTIVO para uma festança igual. O vinho das pipas da minha casa na aldeia estava garantido!

Um mês depois da aventura em que interveio a autoridade, apareceu novo motivo para uma festança entre os que estudávamos no Sabugal: o Faustino avisou que fazia anos e que tinha de haver festa!
– E tu ó Zé Jorge, não te esqueças de trazer uns garrafões de vinho, mas roubados, assim até sabe melhor a pinga…
Assim foi. Na tal sala da casa dele comemos um belo guisado de coelho e disse que foram roubados em Vila Boa. O Faustino avisou logo que era tudo para nós comermos, ela não iria comer por estar com uma grande dor de barriga!
Era um guisado feito numa panela de ferro das antigas e o cheiro entrava pelos narizes. Apiguilhado pelo vinho do Sr Tenente (o meu Avô do Vale), então foi o máximo. Ganda comezaina, cum catano! Não meteu barulho nas ruas, senão haveria outra «séjour» detrás das grades…
Estava a panela bem raspada, até houve quem passasse pão por dentro para aproveitar o molho como gulodice, quando o Faustino pediu silêncio. Aí vem discurso, pensámos!
– Oiçam, vocês lembram-se daquela gata velha em casa da minha avó, lá no cimo das escadas, cega dum olho, deitava pus amarelado, era um nojo, a velhota pedia-me muitas vezes para a matar?
– FOI ESSA GATA QUE VOCÊS ACABARAM DE COMER!!!
E começou rindo desavergonhadamente, segurando até a barriga…
Bem. Imagine-se a malta a sair correndo para a rua e todos enfiando o dedo bem fundo na goela para vomitar! Eu também. E injuriando o gajo… que ainda se ria perdidamente!

José Jorge Cameira

«Estórias de um filho de Vale de Lobo e da Moita»
mailto:jjorgepaxjulia4@hotmail.com

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Há abismos que as chuvas de abril e maio não atestaram nem o sol da Primavera consegue aclarar quomodo são cavados entre a realidade e o desejável.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Há, de facto, abismos que se abrem entre o que se ouve, entre o que nos explicam nas televisões, rádios ou jornais e a vida que, paralelamente, vivemos.
Não há, então, um só abismo. Há vários… Há a abismal ousadia de dizer (alguns dos que, tranquilamente, dizem) que estes dias, abismais, ainda não são os piores dias.
E há, claro, um abismo profundo entre os que pensam (sem nada dizerem) e aquilo que alguns imaginam que eles podem, realmente, pensar ou dizer. Poder-se-á, para esses, imaginar maiores desgastes físicos e emocionais?
Eis, assim, um outro abismo feito de angústia e de escassez de esperança. Se eles falassem (os que nada dizem) falariam, certamente, do excesso de angústia e do défice de expectativas.
Entretanto vão-nos dizendo (alguns dos que dizem) que sim, que nos entendem e que nos escutam. Mas o que eles dizem entender não é o que lhes é pedido. O que se lhes pede, o que se lhes exige são novos dias para quem, há muito, espera um novo dia. Há, aqui, portanto, mais um abismo entre o que é pedido e o que é concedido.
Há, ainda, quem diga que não, que não nos entende, que não consegue perceber o que nos aflige, que não se pode ceder e que, muitas das queixas são fitas e, até, podem ser chantagens. Mas a maioria dos queixosos pensam como quase todos embora, sim, seja verdade que há um quase que falta ao todo e esse quase pareça concordar com quem fala de fitas ou de chantagens.
Eis, então, exposto, um outro abismo. Este, não entre mandantes e mandados, mas entre nós e nós. Entre o quase que falta ao todo e os que temem um fim indigente. Entre os aflitos e os que chamam aos aflitos fiteiros ou chantagistas. Entre os tementes e os que, prefasiando alguns dos que mandam, falam de oportunismos.
Ora, definitivamente, não. Não é o ritmo nem o tom das conversas (dos que dizem) que nos convencem, que evitam o desespero que nos desconcerta, que nos isentam do que nos deprime, que silenciam o que nos atordoa, que nos aplanam abismos.
Ainda assim, talvez quem manda deva reflectir. É que há ainda uma outra espécie de abismo. O abismo aberto entre o comportamento de quem ordena e a reacção daqueles de quem se espera que obedeçam. Quem manda nem sempre demonstra muita cultura democrática, sobretudo quando tenta calar (apesar das angustias e dos défices de expectativas) manifestações de desagrado com intimidações exageradas.
Esse é, afinal, o mais perigoso dos abismos. É o abismo fundeado na degradação da democracia. E, claro, assim sim, poder-se-á caminhar para dias ainda mais difíceis se não for aberta a possibilidade de ouvir os argumentos de quem interpela, daqueles que, no fundo, também têm o direito de dizer e, até, de anular, de aplanar abismos.
Há, pois, quem revele desprezo e insensibilidade suficientes para fazer desejar séria avaliação independentemente da ideia que se tenha do conceito de razoabilidade.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

JOAQUIM SAPINHO

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