Hoje, somente uns versos.


Para quê
um dia absurdo
quando o teu tempo
é toda a eternidade?
Para quê as flores
Se são as tuas mãos
o mais vibrante jardim!
É no teu regaço
que sossego
o desassossego do mundo
No teu olhar
que me enlaço
no teu abraço
o amor profundo
Para quê
qualquer prenda tonta,
se não consigo ver
no teu sorriso
a vida,
a palavra
que me faz ser
Se não entender
nas tuas lágrimas vertidas
nessas, que vertes às escondidas,
o maior sentido
de existir!?
E serei indigno
se não te disser
que a minha alma tem
o teu nome gravado,
mãe!
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

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