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Manuel Meirinho assume a presidência do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) a partir do dia 1 de Maio de 2012.

A tomada de posse de Manuel Meirinho como presidente do ISCSP está marcada para o dia 30 de Abril, segunda-feira, pelas 10h30, e contará com a presença do Magnífico Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra.
A foto que apresentamos foi retirada do sítio da Internet do ISCSP, onde se notícia a tomada de posse do professor do Soito, concelho do Sabugal, que assim regressa a tempo inteiro às lides universitárias, deixando o lugar de deputado na Assembleia da República, como aliás o Capeia Arraiana deu devida nota.
No dia 2 de Maio o guardense João Prata, assume o lugar de Manuel Meirinho no grupo parlamentar do PSD, substituindo aquele que foi o cabeça de lista pelo círculo da guarda nas eleições legislativas. Trata-se de um regresso, uma vez que João Prata foi deputado durante a última legislatura.
plb

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Guardo uma rodada de amigos em cada terra por onde a vida me conduziu. A mor parte vêm do tempo da candonga, em que éramos comparsas na façanha de cruzar a raia evitando os encontros com os fuscos e carabineiros que nos queriam aliviar-nos as costas.

Uma noite entretive-me na taberna da Benvinda, em Nave de Haver, onde a turba da terra se juntava, beberricando vinhaça, batendo a sota e falando na vida. Moços de lavoura, pastores assoldadados e contrabandistas, eram os melhores fregueses da venda, onde imperava uma forte zoeira até horas tardias.
Estava ali de carava com o meu amigo Zé Laio, natural daquele povo, contrabandista de nomeada, vergalhudo e arrojado como poucos. Tínhamo-nos mancomunado para a lide e sabíamos que quanto mais tarde botássemos o carrego ao costado melhor sucesso teríamos na faina. A Guarda alapardava-se nos locais de passagem da raia desde o cair da noite, de orelha fita, à espera que algum cargueiro lhe passasse ao redor. Mas à medida que a noite avançava atacava-lhes a soneira a que, não raro, os guardas sucumbiam. Por isso o Zé Laio preferia alombar com os fardos quando a noite já ia longa e o amanhecer não tardava. Eu, que era um admirador da sua matreirice, guiava-me por ele.
A certa hora, seguindo a nossa ariosca, despedimo-nos da bisca e dos amigos e saímos da taberna. Metemos por uma quelha e atingimos o curral onde os carregos nos esperavam. Já alombados, seguíamos cosidos à sombra das casas, quando, ainda dentro do povo, o Zé Laio acusou uma forte dor de ventre, por lá devida ao fartanço de vinho e de churros que emborcara. Não aguentou e agachou-se ao redor de um muro a dar de corpo, ficando eu de alerta.
Atarantei-me quando esgutei o zoar de botas cardadas e mirei o luzir dos botões de uma farda. Era um fusco que se aproximava. Mandei o fardo para lá da parede e dei um assobio abafado, para avisar o Zé Laio que o perigo rondava.
O guarda, que ouviu o silvo, veio ao meu encontro, ao mesmo tempo que o meu amigo se me juntava. Para não levantar suspeitas, fingi que procurava algo no solo, no que o Laio me imitou prontamente.
– Olha, que melros – disse o guardilha, que era o Belarmino, por nós bem conhecido – que fazeis a esta hora da noite?
– Vimos da taberna, e aqui saltou-me a naifa das mãos quando ia a debulhar uma maçã. Andamos à cata dela… – disse eu, matando-lhe a curiosidade.
O Belarmino, que era um homem daimoso, riu-se da parte, e quis ser prestável.
– Se aí caiu, aí tem que estar… Eu vos dou uma ajuda.
– Bem-haja, mas tenha cautela, que a naifa tem a folha aberta – avisei-o.
E o prestável fiscal amagou-se, a apalpar a terra na ânsia de bulir na navalha perdida. Tal rondou na parte ensombrada pela parede, que a um momento tocou no monte do Laio, e berrou surpreso:
– Porra!
Ao que o Zé Laio reagiu:
– Ah ladrão, que já te cortáste!
E largámos dali à desfilada, rindo-nos da parte. Só já quase ao nascer do Astro retornámos para resgatar os fardos e avançar com eles para Espanha, levando-os ao seu destino.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

As escolas capitulares, que, como já vimos, funcionavam junto das sés catedrais, e os colégios sustentados nos conventos, com a natural evolução e o também aperfeiçoamento que se tenta imprimir a todas as obras, podem considerar-se o embrião para essas resplandescentes lâmpadas da cultura que, no século XIII, começaram a surgir e pronto se disseminaram por toda a Cristandade – as universidades.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs historiadores chamam-lhes irmãs, segundo o espirito, das catedrais. E a designação vale perfeitamente, na medida em que umas e outras assinalaram, de acordo com a sua índole e feição, duas das mais luminosas criações do génio humano.
A instituição tem uma raiz corporativa, união de mestres e discípulos para formarem uma comunidade do espírito: universidas magistrorum et scholiarium…
Para além da abrangência de todos os interessados, há também uma globalização de matérias…. rio de ciência, de todas as ciências que rega e fecunda, o terreno da Igreja ou lâmpada que resplandece na casa de Deus.
Na fase inicial, essa universitas de disciplinas divide-se par secções: as faculdades que eram quatro, a saber; Teologia, Decretais, Medicina e Artes, cada uma dirigida por um decano, e no conjunto pelo reitor, inicialmente o chefe da Faculdade das Artes, que, ao tempo, congregava um grande número de especialidades, ao ponto de, sózinha, contar o dobro ou mesmo o triplo dos alunos das outras, todas juntas…
Arrancando nos fins do século XII, princípios do seculo XIII, embora uma ou outra surgissem ainda no primeiro quartel do XII (caso, por exemplo de Montepilher, que parece datar de 1125), as universidades cedo constituiram uma rede bastante densa.
Em França, para alem da de Paris, possivelmente modelo para as demais, encontram-se várias outras. Efectivarnenle, Orleaes, Tolosa, Lião, Narbone, faziam gala das suas escolas já famosas por volta de 1250 da nossa era.
Na Itália, sabe-se da existência duma espécie de universidade ambulante, a Studium Curiae, que acompanhava a corte pontifícia; encontramos as de Salemo e Bolanha (esta gloriosa desde 1111), a de Napoles e Palermo, a de Pavia e Pádua (sendo de frisar que nesta ensinou o nosso Santo António).
Na Inglaterra, existiam Oxford e Cambridge, daquela destacada. No Império Alemão, as de Praga e Carcóvia, de Viena e Heidelberg. Na Península temos duas: Coimbra, em Portugal, e Salamanca, em Leão e Castela.
Esta última celebrizou-se mesmo no rifoneiro, já que Quod Deus non dat, Salamantica non prestal, o que o nosso Malhadinhas traduzia por Salamanca, a uns cura, a outros manca…
Como assinala um historiador da especialidade, em todo o mundo cristão se tornaram célebres estas cidadelas da inteligência. Conheciam-se os nomes dos professores que ali ensinavam e o aparecimento dum professor de grande fama era suficiente para arrastar multidões de alunos.
Mas as universidades também se especializavam. Para ser bom médico, era preciso estudar em Salemo. Os juristas saíam de Bolonha. Mas ninguem se fartava de ser bom teóIogo, se não tivesse estudado em Paris.
Todavia, o que os mestres e alunos apreciavam era o saber pelo saber, estando longe da concepção da república dos professores, na construção de Thibaudet.
A universidade, pela sua cultura e pela sua frequência, pelo seu espírito e até pelos seus patronos, valia como universalizante.
Os alunos não se circunscreviam a cidadãos da área geográfica ou sequer do país de implantação. Os nossos monarcas, por exemplo, sempre patrocinaram, atraves da concessão de numerosas e vultosas bolsas de estudo, a saída de estudantes para Bolonha ou Paris, Viena ou mesmo Heidelberg.
E portugueses houve que enriqueceram com suas magistrais lições o currículo das mais famosas cátedras do seu tempo.
De resto, entre nós, o aparecimento da Universidade suscitou o maior entusiasmo.
Camões toma o facto por extraordinário e dedica-lhe uma das mais sonoras estrofes de «Os Lusíadas». Vem no Canto III, quando se fala de um rei poeta:
Eis, depois, vem Dinis bem parece
Do bravo Afonso estirpe nobre e dina
Com quem a fama grande se escurece
Da liberdade alexandrina,
Com este o reino próspero floresce
Alcançada já a paz áurea, divina,
Em constituicões, leis e costumes,
Na terra franquila claros lumes…

Fez primeiro em Coimbra exercitar-se
O valoroso ofício de Minerva,
E de Helicona as musas fez passar-se
A pisar do Mondego a fértil erva
Quanto pode de Atenas desejar-se
Tudo o soberbo Apolo aqui reserva
Aqui as capelas tecidas de ouro
Do bácaro e do sempre verde louro…

Os nossos mestres tinham universal prestígio. Um chegou a Papa sob o título de João XXI. De outro se dizia que assegurara a imortalidade per omnes rei publicae cristianas regiones. Outro era novo Cícero…
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

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