No próximo dia 25 de Abril (quarta-feira), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) celebra o seu sétimo aniversário. Para comemorar, convidou Rodrigo Leão a apresentar em concerto o seu último disco de originais: «A Montanha Mágica». O concerto está marcado para as 21h30 no Grande Auditório.

Dono de uma das mais interessantes discografias do nosso país, o músico e compositor Rodrigo Leão tem conhecido o sucesso dentro e fora do de Portugal, facto que lhe tem permitido ter convidados de peso nos seus discos, como aconteceu com Ryuichi Sakamoto, Stuart Staples (Tindersticks) ou Beth Gibbons (Portishead). Na década de 80, o seu visionário trabalho na Sétima Legião lançou pistas que ainda hoje são exploradas pela pop portuguesa.
Fez também parte dos Madredeus, grupo com que começou por explorar o mundo e com quem gravou três álbuns que angariaram aplausos em todo o mundo. Logo depois, Rodrigo Leão aventurou-se a solo com enorme sucesso. O seu mais recente disco, editado em 2011, chama-se «A montanha mágica» e é esse o trabalho que o músico português traz ao TMG no dia 25.
No seu novo disco Rodrigo Leão decidiu recuar até uma ideia de infância que se traduz nos títulos – «A praia do Norte», «O Baloiço», «Aviões de Papel» ou, para citar apenas mais um, «O Navio Farol» -, mas também e sobretudo na abordagem musical, nos arranjos. Proeza só ao alcance de quem muito sabe, A Montanha Mágica soa a um tempo diferente e igual, fluído e permanente, difuso como algumas memórias, mas tão real como as palavras impressas num livro. Esse efeito tem origem na pausa que Rodrigo impõe agora ao seu aplaudido Cinema Ensemble para se concentrar no essencial.
Acompanham Rodrigo Leão (teclados e baixo) em palco os músicos Celina da Piedade (acordeão, metalofone, voz), Viviena Tupikova (violino), Bruno Silva (viola de arco), Carlos Tony Gomes (violoncelo) e João Eleutério (guitarra).
Logo depois do concerto, o Teatro Municipal da Guarda promove uma sessão comemorativa do seu sétimo aniversário que terá lugar no Café Concerto e é aberta a todo o público que se queira juntar à celebração.

«Famílias ao Teatro» no Pequeno Auditório
Famílias ao Teatro com a oficina / espectáculo «O Vento» é a nova criação das Visões Úteis. Uma iniciativa que o TMG apresenta no próximo sábado, dia 21 de Abril, em duas sessões à escolha: às 15h00 e às 18h00.
Mais do que um espectáculo de teatro, esta é uma actividade onde o teatro se faz com o público e onde o público é convidado a participar. Trata-se de um formato dinâmico e sempre experimental que resulta num espectáculo que não é só para ver, é também para fazer. Ambas as sessões do dia dividem-se em dois momentos: uma oficina de 45 minutos e um espectáculo também de 45 minutos logo a seguir. Na oficina, o público participante fica a conhecer o espectáculo por dentro e nas diferentes artes que se cruzam em cena, como a luz, o som, o gesto e o movimento, e ensaia uma acção que vai interpretar, decidindo depois um entre dois finais possíveis para a história. Na primeira sessão, a oficina começa às 15h00, sendo o espectáculo às 15h45. Na segunda sessão, a oficina começa às 18h00 e o espectáculo é às 18h45.
As oficinas destinam-se a crianças dos 4 aos 10 anos, que deverão ser acompanhadas por um adulto. O restante público que não quiser participar nas oficinas pode assistir depois aos espectáculos que as sucedem. Os bilhetes, em ambos os casos, custam 3€. «O vento é movimento. Move coisas, move-se nos corpos. Torna-se visível nas coisas e nos corpos. Nas paisagens. O vento é uma força abundante que alimenta e às vezes transborda.
Esta é a ideia que sustém o projecto: o espectáculo precisa da força do público para se mover, para este ser o vento que faz tudo acontecer. O Vento é desafio e mudança. Cada evento-espectáculo é realmente único e depende verdadeiramente da articulação entre actores e público, ambos intérpretes. O Vento nunca pára de criar e de se reinventar.», refere o texto de apresentação desta oficina/ espectáculo. A direcção da iniciativa é de Inês de Carvalho, a dramaturgia é de Alberta Lemos, Ana Vitorino e Carlos Costa e a interpretação de Ana Vitorino e Carlos Costa. No Café Concerto, dia 19 de Abril

Jazz com o Rodrigo Amado no Café Concerto
O Rodrigo Amado Motion Trio actua a 19 de Abril (Quinta-feira) no Café Concerto às 22h.
Depois de um primeiro disco muitíssimo bem recebido pela crítica nacional e internacional, o Motion Trio de Rodrigo Amado tem confirmado em concerto que se trata de um dos mais interessantes projectos da cena jazz nacional. Na busca por expandir a sonoridade característica do grupo, o trio fez um convite ao trombonista americano Jeb Bishop para os acompanhar ao vivo. O músico norte-americano é colaborador habitual de Ken Vandermark (tendo sido um dos vectores fundamentais do seu projecto-âncora Vandermark 5) bem como em múltiplos projectos sediados em Chicago como Chicago Tentet de Peter Brötzmann e a Exploding Star Orchestra de Rob Mazurek. O trombonista acrescentou o seu cunho pessoal elevando a música do trio para outro patamar.
Em palco no Café Concerto vão estar Rodrigo Amado (saxofone), Miguel Mira (violoncelo), Gabriel Ferrandi (bateria) e o convidado especial Jeb Bishop (trombone). Trata-se de um concerto em Parceria com o Jazz ao Centro Clube, apresentado no âmbito da rede 5 Sentidos. A entrada é livre!

Concerto de Comemoração do Dia Mundial da Voz
A pretexto do Dia Mundial da Voz, o Conservatório de Música de S. José da Guarda apresenta no próximo dia 20 de Abril (sexta-feira), no Café Concerto, às 22 horas, um espectáculo de música e poesia «em forma de concerto comemorativo».
O espectáculo contará com a participação das classes de Canto e Técnica Vocal do Conservatório de Música da Guarda e com as vozes de Noémia Mateus, Catarina Natário e Rita Pereira, e a colaboração da turma de Técnica Vocal, e do Coro Bomtempo.
Trata-se de uma iniciativa com o apoio do TMG. A entrada é livre.

Exposição de Roberto Chichorro na Galeria de Arte
Durante o mês de Abril, a exposição «Vivência a cores d’um Andarilho» de Roberto Chichorro será visitada por cerca de 400 alunos da Escola Básica 2, 3 de Santa Clara, da Guarda. As visitas guiadas à exposição serão complementadas com actividades pedagógicas orientadas pelo Serviço Educativo do TMG. Recorde-se que a exposição estará patente na Galeria de Arte até 20 de Maio e pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura. Participou é várias exposições individuais e colectivas por todo o mundo, desde 1960. É um dos mais conceituados pintores Africanos da actualidade.
Sobre a sua obra, escreve Álvaro Lobato Faria: «Qualquer obra de Roberto Chichorro poderia começar assim. A construção do seu imaginário decorre do enquadramento de sonhos e memórias de histórias vividas, fragmentadas e esfarrapadas pelo esquecimento, que procura repor numa unidade lógica própria da narração. Sabe-se lá que promessas, que juras ou votos ficariam por cumprir, mas para Chichorro todas as histórias são dignas de serem contadas. Há mais mundos do que este e para que disso tomemos consciência, a imaginação é tão indispensável quanto o olhar, receptivo à descoberta. Aqui, reside uma das marcas da originalidade e da intemporalidade do seu imaginário: ele opera em nós um desenraizamento, obriga-nos a abandonar os lugares-comuns, transporta-nos para algures e daí para nenhures».
plb (com TMG)

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