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No primeiro fim-de-semana de Maio, dias 4, 5 e 6, vai realizar-se no concelho do Sabugal um encontro de agentes de viagem com o propósito de efectuar um levantamento das potencialidades turísticas da Região Beirã. (ACTUALIZADO)

O Encontro insere-se num Projecto de Desenvolvimento Turístico que visa promover e dar a conhecer as vertentes em que a região se destaca, sejam gastronómica, hoteleira, taurina, religiosa, histórica, paisagística e lúdica, entre outras.
O Encontro de Agentes de Viagem tem o seguinte Programa:

Sexta-Feira, 4 de Maio
21h00 – Chegada ao Sabugal com dormida no RaiHotel

Sábado, 5 de Maio
10h00– Visita guiada ao Museu Municipal e Castelodo Sabugal
11h30 – Porto de Honra na Casa do Castelo
12h30 – Partida para a aldeia do Casteleiro
13h00 – Almoço no Restaurante Gourmet Casa daEsquila.
15h00 – Visita guiada à Quinta dos Termos.
16h00 – Visita guiada a Sortelha. Actuação do Rancho de Folclórico de Sortelha. Lanche no Salão da Junta de Freguesia.
18h00 – Visita guiada à aldeia de Vila do Touro
20h00 – Jantar no restaurante O Pelicano
22h00 – Prova de vinhos Quinta dos Currais naCasa Villar Mayor. Prova de vinhos Gravato e Adega Cooperativa de CasteloRodrigo com Sessão de Fados de Coimbra.
24h00 – Chegada ao Sabugal com dormida no Hospedaria Robalo

Domingo, 6 de Maio
10h00 – Visita guiada às Termas do Cró.
11h00 – Visita às Casas Carya Tallaya.
12h30 – Visita ao Centro Histórico de Alfaiatescom passagem pelo Santuário de Sacaparte.
13h00 – Chegada Nascente do Côa.
13h30 – Porto de Honra noCentro Cívico de Fóios.
14h00 – Almoço no Restaurante Trutalcôa/Viveirodas Trutas.

A iniciativa está a ser organizada por pessoas interessadas em que o concelho do Sabugal progrida aproveitando o filão turístico.
Estão a prestar apoio a Câmara Municipal do Sabugal, Empresa Municipal Sabugal+, Juntas de Freguesia do Concelho, Casa de Turismo Rural de Villar Maior, Palheiros do Castelo, Casa Carya Tallaya, Casa da Villa-Turismo de Habitação/Sabugal, Vinhos Quinta dos Termos, Vinhos Gravato, Adega Cooperativa de Castelo Rodrigo, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Geral deDepósitos.
plb

Era a brincar, mas ia saindo a sério. Um sapateiro do Casteleiro, meio com os copos, meio na paródia, tinha o hábito de fazer esse número de expulsar os diabos do corpo imaginário de uma vítima… Mas havia quem acreditasse e depois lhe pedisse mesmo que o fizesse a sério… e ele fazia.

O Ti’ Luís Pinto era sapateiro. Um homem muito bem disposto, muito alegre, dentro dos padrões de uma aldeia isolada dos idos de 50 – década de 50 do século XX: lá por alturas de 1950 e poucos.
Era uma pessoa cheia de problemas mas que os vencia por recurso a dois patamares de comportamento: por um lado, enfrascava-se nas tascas até mais não; por outro, de tudo fazia uma brincadeira.
A miudagem adorava passar lá uns minutos na sua lojita de sapateiro, a ouvir as histórias e as brincadeiras de alguém já velho (devia ter aí uns quarenta anos – velhíssimo).

Também fazia de «espírita»
A Praça era no Casteleiro desse tempo um dos largos mais frequentados, sobretudo aos domingos à hora de missa (cada um ficava na Praça pelas suas razões, mas da parte masculina de certeza que ver as beldades era razão suficiente).
Nos dias de semana, a Praça também tinha gente, sobretudo ao fim da tarde.
A casa e sapataria do Ti’ Luís Pinto era a menos de 50 metros da Praça.
Como se sabe, nas aldeias desse tempo, ir à tasca beber um copo (um??) era o equivalente a ir tomar um café ali à esquina nos dias de hoje.
O Ti’ Luís Pinto também. E muito. E muitas vezes. E muitos copos.
Na paródia, em certas tardes talvez já bem bebidito (como era habitual), fazia teatro: imaginava um possesso do diabo ali mesmo e procedia ao exorcismo.
Ou seja: a brincar, expulsava o demónio daquele corpo.
E fazia isso com uma lenga-lenga por todos apreciada:

Foge daí,
Espírito mau.
Lagarto, lagartixa, lacrau.
Eu tenho aqui um pau.

(Batia três vezes com o pau no chão: Pum! Pum! Pum!)

Conforme entraste
P’rò corpo deste infeliz,
Assim hás-de sair,
Nem que seja pelo nariz.

(Pum! Pum! Pum!)

Com ossos de defunto,
Um bocado de presunto,
Cinco réis de mel coado,
Um paninho bem molhado,

Óleo de noz,
Borras de algeroz,
Azeitonas de cabrito,
Línguas de periquito,

Eu te afugento,
Rabugento,

Para onde não haja
Nem ar,
Nem rei nem roque,
Nem eira nem beira,

Nem pipas,
Nem batoque,
Nem gatas aluadas.

(Pum! Pum! Pum!)

O teatro da expulsão do diabo de um corpo ficava feito. Só que o Ti’ Luís Pinto começou a ganhar a fama… e sabemos como isso é contagioso nas aldeias.
Havia depois pessoas que à socapa lá iam a casa pedir-lhe o favor de expulsar o mafarrico que lhes tinha tomado conta do corpo. Ele tentava desmobilizar a coisa e dizia que era tudo uma brincadeira dele. Mas as pessoas insistiam.
Então, malandreco, o Ti’ Luís Pinto lá fazia o jeito.
E parece que o trabalhinho era bem feito – pois nunca se ouviu falar de qualquer reclamação!

Nota:
À falta de melhor, ilustra-se este texto com uma foto do Festival das Bruxas de Vilar de Perdizes.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

As associações do concelho do Sabugal que celebraram protocolos com o Município para a manutenção de equipas de sapadores florestais, comprometeram-se a garantir o desempenho de funções por parte dessas equipas no quadro da gestão e da defesa da floresta.

Conforme o Capeia Arraiana já noticiou, a Câmara Municipal do Sabugal celebrou protocolos para a manutenção de equipas de sapadores florestais com as seguintes associações: Coopcôa, Acrisabugal, Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, Conselho Directivo do Baldio dos Fóios, Comissão de Compartes da Freguesia de Aldeia Velha e Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito.
As equipas de sapadores florestais terão de cumprir as suas tarefas dentro das exigências inerentes às suas funções específicas.
De acordo com a lei o sapador florestal é um trabalhador especializado, com perfil e formação específica para defender a floresta. Cabe-lhe, entre outras funções específicas, a limpeza da floresta, a gestão dos combustíveis decorrentes dessa limpeza, o acompanhamento da realização de fogos controlados e a realização de queimadas.
O sapador deve ainda exercer funções de sensibilização do público para as condutas que deve ter em matéria de prevenção, nomeadamente acerca do uso do fogo na floresta. Também tem funções de vigilância, neste caso em colaboração com a Guarda Nacional Republicana. Cabe-lhe fazer a primeira intervenção em caso de incêndio, assim como garantir as acções de rescaldo após a extinção dos fogos.
plb

Em Maio, entre os dias 4 e 26, o Teatro Municipal da Guarda volta a apresentar o OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos. Trata-se da quarta edição deste festival que apresenta companhias de vários países com espectáculos de teatro visual, marionetas, teatro de objectos, teatro de sombras e de novo circo.

O Festival começa no dia 4 com «A cerejeira da lua», de António Torrado, pela companhia Lua Cheia Teatro para Todos. Trata-se de um espectáculo de teatro de marionetas com luz negra que nos confronta com a sabedoria oriental em torno da dimensão humana e da importância do sonho. O espectáculo é para maiores de 4 anos e está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.
Segue-se «Smart as a Donkey», da companhia holandesa TAMTAM Theatre, no dia 5 (sábado), numa extensão do FIMFA LX12 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. A companhia utiliza objectos rotineiros, do quotidiano e acrescenta-lhes música e vídeo para contar a história de um burro que afinal não o era. Este espectáculo está classificado para maiores de 6 anos e subirá ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
Na sexta, dia 11, apresenta-se no OVNI a companhia Telón de Azúcar, de Espanha, que leva ao palco do Pequeno Auditório «Crónicas de lo Diminuto», um espectáculo que explora as técnicas do teatro de sombras e de luz negra e que conta a história de uma menina curiosa que certo dia conhece um investigador que lhe fala sobre uma das suas descobertas: os mundos diminutos. Um espectáculo, único em Portugal, para maiores de 4 anos que está marcado para as 21h30.
No dia seguinte, dia 12 (sábado), há novo circo no OVNI com «Debout de Bois», da companhia francesa «La Main d’Oeuvres». Um espectáculo maravilhoso, para maiores de 6 anos, que tem como objecto central um tronco, que serve de parceiro, de instrumento musical e de aparelho de circo. Acrobacias e movimento num universo sonoro e cenográfico feito de pedaços de madeira e de máquinas. Este é um espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos. Sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
O OVNI prossegue no dia 16 (quarta) com «A Nova Bailarina», de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra. Um espectáculo apresentado pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, com movimento, humor e sobre valores e ética. «A Nova Bailarina» tem como destinatárias as crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1º Ciclo e é apresentada na Sala de Ensaios do TMG em duas sessões, às 10h00 e às 14h30. Este espectáculo apresenta-se no âmbito da Rede 5 Sentidos.
O Festival Internacional de Objectos Vivos termina no dia 26 com o espectáculo «Catabrisa», de Joana Providência, Gémeo Luís & Eugénio Roda. Um espectáculo de teatro de sombras, para maiores de 6 anos, que conta a história de um menino e da sua paixão pela aventura e que o TMG apresenta em duas sessões, às 11h00 e às 15h00, na Sala de Ensaios do TMG, integrado na iniciativa Famílias ao Teatro.
O preço dos bilhetes para o festival andam entre os 3 e os 6 euros e estão disponíveis no TMG e na sua bilheteira online.

A «Telefonia de Abril», de Suzana Branco
Na próxima quarta-feira, dia 2 de Maio, o TMG apresenta, através do seu Serviço Educativo, a oficina / acontecimento teatral «Telefonia de Abril», orientada por Suzana Branco. Esta actividade, que decorrerá na Sala de Ensaios, será apresentada em 2 sessões – às 10h00 e às 14h30 – e tem como destinatários os alunos das Escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos e ainda o público sénior.
Em «Telefonia de Abril» uma contadora de histórias desvenda-nos as memórias, sons, cartas, poemas e depoimentos sobre a revolução dos cravos: 25 de Abril.

Exposição na Galeria de Arte
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Vivência a cores d’um andarilho», do pintor Moçambicano Roberto Chichorro. Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura.
A exposição ficará patente na Galeria de Arte do TMG até 20 de Maio e poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

O Núcleo regional da Guarda da associação Quercus, em parceria com a Birds & Nature, com o apoio da autarquia da Guarda, vai organizar um Workshop de Iniciação ao Birdwatching nos dias 12 e 13 de Maio.

A grande diversidade paisagística, da Serra da Estrela, a existência de diferentes ecossistemas, nomeadamente zonas húmidas, florestas, montanha, praias fluviais, escarpas, zonas agrícolas, entre outras, levaram à organização da iniciativa.
A Quercus e a Birds & Nature, pretendem promover a reflexão sobre as potencialidades turísticas que os recursos ornitológicos representam, e que valorizam e promovem o património natural em benefício das comunidades, dos operadores económicos e da experiência proporcionada aos visitantes.
Esta formação inclui temas como a iniciação ao Birdwatching, a identificação de grupos específicos de aves, a identificação de aves de determinadas áreas geográficas e assuntos como a fotografia ou a ilustração de aves.
O Workshop compreende uma parte prática e uma parte teórica; esta última, no entanto, incide essencialmente em aspectos como o trabalho de identificação com fotografias e o treino de audição de cantos e vocalizações.
Este curso tem uma duração de dois dias (um dia no caso dos workshops), decorrendo habitualmente durante um fim-de-semana. A carga horária usual é de 12 horas. O Workshop de Identificação das Aves da Serra da Estrela, de um dia e meio (cerca de 3 horas de parte teórica e cerca de 9 horas de parte prática)
Com o objectivo de obter um elevado nível de aprendizagem e de participação. O workshop é limitado a 25 participantes.
O preço de inscrição é de 40 euros, e inclui o acompanhamento técnico permanente do formador, o manual do Workshop, a checklist das espécies a observar, o certificado de participação, a disponibilização de binóculos, telescópios e guias de campo, bem como seguro de acidentes pessoais.
plb (com Quercus – Núcleo Regional da Guarda)

Manuel Meirinho assume a presidência do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) a partir do dia 1 de Maio de 2012.

A tomada de posse de Manuel Meirinho como presidente do ISCSP está marcada para o dia 30 de Abril, segunda-feira, pelas 10h30, e contará com a presença do Magnífico Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra.
A foto que apresentamos foi retirada do sítio da Internet do ISCSP, onde se notícia a tomada de posse do professor do Soito, concelho do Sabugal, que assim regressa a tempo inteiro às lides universitárias, deixando o lugar de deputado na Assembleia da República, como aliás o Capeia Arraiana deu devida nota.
No dia 2 de Maio o guardense João Prata, assume o lugar de Manuel Meirinho no grupo parlamentar do PSD, substituindo aquele que foi o cabeça de lista pelo círculo da guarda nas eleições legislativas. Trata-se de um regresso, uma vez que João Prata foi deputado durante a última legislatura.
plb

Guardo uma rodada de amigos em cada terra por onde a vida me conduziu. A mor parte vêm do tempo da candonga, em que éramos comparsas na façanha de cruzar a raia evitando os encontros com os fuscos e carabineiros que nos queriam aliviar-nos as costas.

Uma noite entretive-me na taberna da Benvinda, em Nave de Haver, onde a turba da terra se juntava, beberricando vinhaça, batendo a sota e falando na vida. Moços de lavoura, pastores assoldadados e contrabandistas, eram os melhores fregueses da venda, onde imperava uma forte zoeira até horas tardias.
Estava ali de carava com o meu amigo Zé Laio, natural daquele povo, contrabandista de nomeada, vergalhudo e arrojado como poucos. Tínhamo-nos mancomunado para a lide e sabíamos que quanto mais tarde botássemos o carrego ao costado melhor sucesso teríamos na faina. A Guarda alapardava-se nos locais de passagem da raia desde o cair da noite, de orelha fita, à espera que algum cargueiro lhe passasse ao redor. Mas à medida que a noite avançava atacava-lhes a soneira a que, não raro, os guardas sucumbiam. Por isso o Zé Laio preferia alombar com os fardos quando a noite já ia longa e o amanhecer não tardava. Eu, que era um admirador da sua matreirice, guiava-me por ele.
A certa hora, seguindo a nossa ariosca, despedimo-nos da bisca e dos amigos e saímos da taberna. Metemos por uma quelha e atingimos o curral onde os carregos nos esperavam. Já alombados, seguíamos cosidos à sombra das casas, quando, ainda dentro do povo, o Zé Laio acusou uma forte dor de ventre, por lá devida ao fartanço de vinho e de churros que emborcara. Não aguentou e agachou-se ao redor de um muro a dar de corpo, ficando eu de alerta.
Atarantei-me quando esgutei o zoar de botas cardadas e mirei o luzir dos botões de uma farda. Era um fusco que se aproximava. Mandei o fardo para lá da parede e dei um assobio abafado, para avisar o Zé Laio que o perigo rondava.
O guarda, que ouviu o silvo, veio ao meu encontro, ao mesmo tempo que o meu amigo se me juntava. Para não levantar suspeitas, fingi que procurava algo no solo, no que o Laio me imitou prontamente.
– Olha, que melros – disse o guardilha, que era o Belarmino, por nós bem conhecido – que fazeis a esta hora da noite?
– Vimos da taberna, e aqui saltou-me a naifa das mãos quando ia a debulhar uma maçã. Andamos à cata dela… – disse eu, matando-lhe a curiosidade.
O Belarmino, que era um homem daimoso, riu-se da parte, e quis ser prestável.
– Se aí caiu, aí tem que estar… Eu vos dou uma ajuda.
– Bem-haja, mas tenha cautela, que a naifa tem a folha aberta – avisei-o.
E o prestável fiscal amagou-se, a apalpar a terra na ânsia de bulir na navalha perdida. Tal rondou na parte ensombrada pela parede, que a um momento tocou no monte do Laio, e berrou surpreso:
– Porra!
Ao que o Zé Laio reagiu:
– Ah ladrão, que já te cortáste!
E largámos dali à desfilada, rindo-nos da parte. Só já quase ao nascer do Astro retornámos para resgatar os fardos e avançar com eles para Espanha, levando-os ao seu destino.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

As escolas capitulares, que, como já vimos, funcionavam junto das sés catedrais, e os colégios sustentados nos conventos, com a natural evolução e o também aperfeiçoamento que se tenta imprimir a todas as obras, podem considerar-se o embrião para essas resplandescentes lâmpadas da cultura que, no século XIII, começaram a surgir e pronto se disseminaram por toda a Cristandade – as universidades.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs historiadores chamam-lhes irmãs, segundo o espirito, das catedrais. E a designação vale perfeitamente, na medida em que umas e outras assinalaram, de acordo com a sua índole e feição, duas das mais luminosas criações do génio humano.
A instituição tem uma raiz corporativa, união de mestres e discípulos para formarem uma comunidade do espírito: universidas magistrorum et scholiarium…
Para além da abrangência de todos os interessados, há também uma globalização de matérias…. rio de ciência, de todas as ciências que rega e fecunda, o terreno da Igreja ou lâmpada que resplandece na casa de Deus.
Na fase inicial, essa universitas de disciplinas divide-se par secções: as faculdades que eram quatro, a saber; Teologia, Decretais, Medicina e Artes, cada uma dirigida por um decano, e no conjunto pelo reitor, inicialmente o chefe da Faculdade das Artes, que, ao tempo, congregava um grande número de especialidades, ao ponto de, sózinha, contar o dobro ou mesmo o triplo dos alunos das outras, todas juntas…
Arrancando nos fins do século XII, princípios do seculo XIII, embora uma ou outra surgissem ainda no primeiro quartel do XII (caso, por exemplo de Montepilher, que parece datar de 1125), as universidades cedo constituiram uma rede bastante densa.
Em França, para alem da de Paris, possivelmente modelo para as demais, encontram-se várias outras. Efectivarnenle, Orleaes, Tolosa, Lião, Narbone, faziam gala das suas escolas já famosas por volta de 1250 da nossa era.
Na Itália, sabe-se da existência duma espécie de universidade ambulante, a Studium Curiae, que acompanhava a corte pontifícia; encontramos as de Salemo e Bolanha (esta gloriosa desde 1111), a de Napoles e Palermo, a de Pavia e Pádua (sendo de frisar que nesta ensinou o nosso Santo António).
Na Inglaterra, existiam Oxford e Cambridge, daquela destacada. No Império Alemão, as de Praga e Carcóvia, de Viena e Heidelberg. Na Península temos duas: Coimbra, em Portugal, e Salamanca, em Leão e Castela.
Esta última celebrizou-se mesmo no rifoneiro, já que Quod Deus non dat, Salamantica non prestal, o que o nosso Malhadinhas traduzia por Salamanca, a uns cura, a outros manca…
Como assinala um historiador da especialidade, em todo o mundo cristão se tornaram célebres estas cidadelas da inteligência. Conheciam-se os nomes dos professores que ali ensinavam e o aparecimento dum professor de grande fama era suficiente para arrastar multidões de alunos.
Mas as universidades também se especializavam. Para ser bom médico, era preciso estudar em Salemo. Os juristas saíam de Bolonha. Mas ninguem se fartava de ser bom teóIogo, se não tivesse estudado em Paris.
Todavia, o que os mestres e alunos apreciavam era o saber pelo saber, estando longe da concepção da república dos professores, na construção de Thibaudet.
A universidade, pela sua cultura e pela sua frequência, pelo seu espírito e até pelos seus patronos, valia como universalizante.
Os alunos não se circunscreviam a cidadãos da área geográfica ou sequer do país de implantação. Os nossos monarcas, por exemplo, sempre patrocinaram, atraves da concessão de numerosas e vultosas bolsas de estudo, a saída de estudantes para Bolonha ou Paris, Viena ou mesmo Heidelberg.
E portugueses houve que enriqueceram com suas magistrais lições o currículo das mais famosas cátedras do seu tempo.
De resto, entre nós, o aparecimento da Universidade suscitou o maior entusiasmo.
Camões toma o facto por extraordinário e dedica-lhe uma das mais sonoras estrofes de «Os Lusíadas». Vem no Canto III, quando se fala de um rei poeta:
Eis, depois, vem Dinis bem parece
Do bravo Afonso estirpe nobre e dina
Com quem a fama grande se escurece
Da liberdade alexandrina,
Com este o reino próspero floresce
Alcançada já a paz áurea, divina,
Em constituicões, leis e costumes,
Na terra franquila claros lumes…

Fez primeiro em Coimbra exercitar-se
O valoroso ofício de Minerva,
E de Helicona as musas fez passar-se
A pisar do Mondego a fértil erva
Quanto pode de Atenas desejar-se
Tudo o soberbo Apolo aqui reserva
Aqui as capelas tecidas de ouro
Do bácaro e do sempre verde louro…

Os nossos mestres tinham universal prestígio. Um chegou a Papa sob o título de João XXI. De outro se dizia que assegurara a imortalidade per omnes rei publicae cristianas regiones. Outro era novo Cícero…
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Quando, aos emissores da Rádio Renascença, soava a «Grândola Vila Morena» na voz de Zeca Afonso, a revolução estava em marcha.

Era a madrugada de 25 de Abril de 1974 e punha fim a um longo período de ditadura (48 anos). Restaurava-se o princípio da democracia, libertava-se a liberdade e soltava-se ao vento de Abril a esperança pintada de cravos vermelhos. Estes, que dariam nome à revolução, representavam o fim da opressão política, social e económica. O fim de uma guerra teimosa e a possibilidade de estancar a hemorragia da emigração. O fim do isolamento do povo que deu «novos mundos ao mundo» e devolvia a dignidade de pessoas e cidadãos a um povo humilhado e vergado ao medo.
Aquela madrugada devolvia a honra a uma nação e, com ela, o ocupar o seu lugar entre as outras nações, sem se envergonhar. Aquela madrugada trazia à rua as vozes durante tanto tempo caladas que, agora, ocupavam cada cidade, vila e aldeia. O povo estava na rua, desta vez sem medo e convicto que o futuro lhe pertencia. E o grito libertado, solto, ecoava por todos os recantos da nação e por todas as nações.
Aquela madrugada prometia o raiar de um dia novo.
Mas, importa perguntar hoje, 38 anos depois, onde está essa madrugada? Onde está o povo que gritava na rua a sua esperança e que, com cravos vermelhos, pintava o futuro? Onde estão os cidadãos e as pessoas e a sua dignidade? Onde está a honra da nação?
Vividos estes anos de democracia, os princípios que a norteiam e sustentam, têm vindo a ser colocados de parte e esquecidos por todos. Alterámos o paradigma de comunidade e sociedade para um que, somente nos deixa ver o nosso umbigo. Esquecemos a fraternidade e a solidariedade que nos torna pessoas e pessoas que vivem umas com as outras. Tornámo-nos egoístas. Mandámos para as calendas a cidadania, exigimos direitos e ignoramos os deveres. Substituímos a ética pelo «chicoespertismo». A política pela aldrabice e o servir pelo servirmo-nos. Deixámos que a democracia se tornasse num negócio, onde a justiça, a saúde, a educação, a segurança… se compra e se vende.
Os tempos que correm trazem dificuldades. Colocam-nos perante novos desafios e exigências. E colocam-nos novas expectativas. De certa forma colocam-nos, de novo, nessa madrugada. Só resta saber se seremos capazes de a transformar em manhã.
De certa forma, falta cumprir Abril.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

A cidade de Trancoso recebeu no domingo, dia 22 de Abril, o Campeonato Regional de Karate dos escalões de formação (infantis, iniciados e juvenis), uma organização do Clube Karate Shotokan de Trancoso em parceria com a Federação Nacional de Karate – Portugal e o apoio da Câmara Municipal de Trancoso.

Estiveram presentes cerca de 300 jovens até aos 13 anos, que lutaram por um lugar de pódio que permitia o acesso ao Campeonato Nacional que se realizará em Cascais no primeiro fim-de-semana de Maio.
A associação nacional local (Portugal Kyokai Karate-do Shotokan) fez-se representar através de alguns dos clubes associados (AEKS, AEKSP, KST e NKSP).
A AEKS (Guarda) marcou presença com 5 atletas:
Iara Silva – 1º Lugar Kata Iniciado (Campeã Regional)
João Domingues – 1º Lugar Kumite Juvenil -60Kg (Campeão Regional)
Participaram também Rodrigo Makoviychuk, António Farias e Rafael Fernandes.
A AEKSP (Piscinas Guarda) esteve presente através do atleta Diogo Grilo.
O KST (Trancoso) esteve presente com 4 atletas:
Diogo Rafael – 1º Lugar Kumite -55Kg (Campeão Regional) e 2º Lugar Kata Juvenil (Vice-Campeão Regional)
Anaisa Cardoso – 3º Lugar Kumite -40Kg
Participaram também Rita Rafael e Teresa Pedro.
O NKSP (Pinhel) esteve presente com 4 competidores:
Rafael Cruz – 2º Lugar Kumite -50Kg
Soraia Marques – 3º Lugar Kumite -55Kg
Participaram ainda Leandro Silva e Francisco Marques.
Rui Jerónimo

Mais do que nunca devemos acreditar e lutar pelos ideais de Abril e pelos direitos dos trabalhadores!

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A 25 de Abril de 1974 um conjunto de militares soube ler a vontade de um povo que queria viver melhor!
O conceito de democracia talvez não fosse aquele que largas camadas da população portuguesa considerariam como o objetivo a atingir.
Mas as condições de vida miseráveis para que o regime antidemocrático nos conduzira:
Um País, com uma larga percentagem de portugueses sem água, sem eletricidade, sem comunicações, vivendo em casas sem qualidade, sem acesso à saúde e à educação;
Um País em guerra sem razão, exterminando e estropiando largos milhares de jovens;
Um País sem direito de decidir o destino de Portugal;
Um País (ao contrário do que alguns dizem) falido e mal visto em todo o Mundo,
Um País assim tinha de mudar!
E se o 25 de Abril foi o dia da libertação e da esperança, os anos que se seguiram até hoje mostraram que o caminho era e é difícil.
Muito caminho foi feito, muito há ainda para fazer.
E num momento como este em que uns «garotos armados em espertos» nos querem fazer crer que temos de abdicar de quase tudo o que alcançámos nestes 37 anos, mais urgente é percebermos que temos de reagir!
Temos de reagir porque os direitos que conquistámos, a melhoria da qualidade de vida que alcançámos não são anéis que possamos perder.
São os dedos das nossas mãos, são o pão da nossa boca, são o futuro que queremos deixar aos nossos filhos!

E se a comemoração do 25 de Abril nos deve motivar a lutar pelos nossos direitos, o 1º de maio, dia do trabalhador, deve ser igualmente o momento de todos os que vivem do seu trabalho perceberem que está hoje em causa quase tudo o que motivou as suas lutas de antes e depois de abril.
Com falácias e com mentiras, estes «garotos» querem fazer passar a ideia de que tudo o que de mal está em Portugal se deve aos trabalhadores!
A história ensina que nunca os trabalhadores alcançaram alguma coisa por vontade própria dos patrões ou dos governos.
A resposta tem de ser dada por vós, nos vossos locais de trabalho, nas vossas organizações sindicais, na rua, se necessário for.

PS: Entre o 25 de Abril e o 1 de maio realizam-se no Concelho do Sabugal dois eventos profundamente democráticos, para os quais incentivo todos a participar.
No dia 27 de abril mais uma Sessão da Assembleia Municipal, órgão democrático por excelência, só possível porque o 25 de Abril permitiu criar um verdadeiro Poder Local.
No dia 28 de abril a Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, onde todos os sócios deveriam estar, num momento particularmente grave para a vida dos Bombeiros Voluntários que poderá mesmo fazer perigar a continuidade do serviço público prestado, especialmente no que diz respeito ao transporte de doentes.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

No sábado, dia 28 de Abril, actuam no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), às 21h30, os portugueses Fingertips. A banda acaba de lançar o disco «2» e vem ao TMG mostrá-lo.

Os Fingertips iniciaram em 2003 a sua carreira com o lançamento do disco «All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors» e atingiram o 1º lugar de airplay nas rádios com o single «Melancholic Ballad». Seguiram-se mais duas edições: «Catharsis» em 2006 e «Live Act» em 2007.
Em 2010 a Banda segue um novo rumo e procura uma nova Voz. Entre muitos candidatos, Joana Gomes foi a escolhida, tendo gravado de seguida o álbum «Venice», editado no início de 2011.
Com um novo disco «2» e o novo single «Running Out of Time» a ganhar a atenção das rádios, os Fingertips fazem nestes primeiros meses do ano uma digressão por algumas das principais salas do país onde apresentam as novas músicas e um novo espectáculo.
Durante a tarde de sábado a banda promove ainda no Café Concerto do TMG um «Workshop de Bateria» destinado a apaixonados, curiosos ou estudiosos da percussão. A sessão começa às 16h00 e será orientada pelo baterista dos Fingertips, Marito Marques. O workshop tem entrada livre.

Teatro no Café Concerto
No próximo dia 27 de Abril, sexta-feira, o TMG apresenta no Café Concerto às 22h o monólogo «Adalberto Silva Silva – um espectáculo de realidade». Uma comédia de Jacinto Lucas Pires com a interpretação do actor Ivo Alexandre.
«Adalberto Silva Silva — um espetáculo de realidade» é a alma de Adalberto Silva Silva em formato «televisivo». Adalberto é o célebre desconhecido, o triste homem comum, um tipo que de tão normal se apalhaça dos modos mais surpreendentes. Um cidadão que, neste país pobre e maravilhoso, quer juntar-se a uma cidadã para se descobrir por inteiro. Em resumo, a personagem do mais adalbértico dos anti-heróis portugueses sai agora do papel do teatro para o oxigénio da realidade.
Uma comédia em formato de bolso sobre o desejo, o sonho e os chamados problemas práticos. A entrada é livre.

Exposições de pintura
A partir de terça, dia 2 de Maio e até ao final desse mesmo mês, o TMG apresenta no Café Concerto a exposição de pintura do artista plástico Luíz Morgadinho. «Ad Instar… À semelhança de…» é o título desta exposição que pode ser visitada no horário de funcionamento do CC e que tem entrada livre.
Luiz Morgadinho nasceu em Coimbra em 1964 e reside actualmente em Santa Comba, Seia.
Pintor autodidacta, define-se como «operário plástico do naïf e do bizarro». Recentemente participou no «Surrealism in 2012» do Goggleworks Center for the Arts, Reading, EUA com trabalhos individuais e colectivos, executados em parceria com elementos do Cabo Mondego Section of Portuguese Surrealism.
Está representado em várias Câmaras Municipais de Portugal, no Museu do Café de Cadenazzo na Suíça e no Ayuntamento de Olivenza em Espanha.
O TMG tem também patente na Galeria de Arte a exposição «Vivência a cores d’um andarilho», do pintor Moçambicano Roberto Chichorro.
Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura. Participou é várias exposições individuais e colectivas por todo o mundo, desde 1960. É um dos mais conceituados pintores Africanos da actualidade.
Sobre a sua obra, escreve Álvaro Lobato Faria: «Qualquer obra de Roberto Chichorro poderia começar assim. A construção do seu imaginário decorre do enquadramento de sonhos e memórias de histórias vividas, fragmentadas e esfarrapadas pelo esquecimento, que procura repor numa unidade lógica própria da narração. Sabe-se lá que promessas, que juras ou votos ficariam por cumprir, mas para Chichorro todas as histórias são dignas de serem contadas. Há mais mundos do que este e para que disso tomemos consciência, a imaginação é tão indispensável quanto o olhar, receptivo à descoberta. Aqui, reside uma das marcas da originalidade e da intemporalidade do seu imaginário: ele opera em nós um desenraizamento, obriga-nos a abandonar os lugares-comuns, transporta-nos para algures e daí para nenhures».
A exposição ficará patente na Galeria de Arte do TMG até 20 de Maio e poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

O Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sabugal, Ramiro Matos, convocou a reunião magna da associação para o dia 28 de Abril (sábado), às 20 horas e trinta minutos a fim de se analisarem as contas de 2011.

Bombeiros Voluntários SabugalTranscrevemos a convocatória da Assembleia Geral:
«Usando dos poderes que me são conferidos pela alínea a) do Art.º 38º dos Estatutos da referida Associação, convoco a Assembleia Geral a ter lugar no dia 28 de Abril de 2012, pelas 20 horas e trinta minutos na Sede da Associação, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Análise, discussão e votação do Relatório e Contas relativos ao ano de 2011
De acordo com o Artº 43º dos mesmos Estatutos se à hora marcada não houver número suficiente de sócios, a Assembleia funcionará meia hora depois com um mínimo de dez sócios presentes.
Sabugal, 10 de Abril de 2012
O Presidente da Assembleia Geral
Ramiro Manuel Lopes de Matos»
plb

Terreiro das Bruxas foi o nome escolhido para a Oficina Municipal de Teatro para crianças em Coimbra.

A curiosidade veio no Diário de Notícias de 20 de Abril, no caderno Cartaz, cujo texto transcrevemos:
«O Terreiro das Bruxas existe mesmo, é uma aldeia no Sabugal. A Oficina Municipal do Teatro roubou o nome para brincar com as crianças com este lugar onde as bruxas e feiticeiras se juntam para fazer feitiços.
Mais uma etapa do ciclo “Repicar Giacometti”, agora numa oficina para crianças, dos 6 aos 9 anos, onde brincam às bruxas que misturam ervas, dizem rezas e cantam ladainhas, que sabem segredos e curas, que conhecem todas as plantas e que podemos encontrar nas encruzilhadas.
Durante 90 minutos brincam com os frascos e o saquinhos que se entornam para o panelão a partir de recolhas feitas um pouco por todo o país.»
plb

Depois de alguns meses de trabalho sério e duro, porque tínhamos uma data combinada, eis que chegou o dia da inauguração da área de serviço de apoio às auto-caravanas.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaHá cerca de dois meses combinámos com o nosso amigo Nando a data de 23 de Abril para inauguração da referida área de serviço.

O Nando disse, na altura, que viria o seu grupo de amigos que são amantes desse desporto, para poderem participar na dita inauguração. Assim aconteceu.
Muito embora a inauguração só tivesse acontecido segunda-feira, dia 23, o grupo chegou a Foios ao final da tarde de domingo.
As caravanas foram guiadas para o referido espaço e ficou combinado que, após o jantar, todas as pessoas se deslocariam para o Centro Cívico em cujo auditório lhes seriam exibidas imagens desta bonita zona raiana.
Depois desta sessão visitou-se o museu “Portas do Côa” e, no final, toda a gente tomou um vinho generoso que a Junta costuma oferecer nestas ocasiões.
No dia seguinte, segunda-feira, o grupo decidiu fazer uma caminhada, desde o parque das caravanas até à nascente do Côa.
Entretanto um grupo de pessoas de Foios trabalhava afincadamente, preparando o almoço, para que às 13 horas todas as pessoas pudessem ser servidas.
Após o almoço usou da palavra o Sr. Presidente da Câmara para agradecer à Junta de Freguesia de Foios o facto de ter levado por diante tão importante melhoramento. Agradeceu, igualmente, aos caravanistas o facto de se terem associado à inauguração da estação.
O Presidente da Junta de Foios também usou da palavra para agradecer a todas dos Foios que trabalharam para que esta obra pudesse ter sido inaugurada. Agradeceu a colaboração que a Câmara também prestou tendo inclusivamente referido os nomes dos Senhores Engenheiros Tavares e Miguel, que também estavam presentes, porque sempre estiveram dispostos a colaborar sobretudo nos aspectos mais técnicos.
O grupo dos caravanistas, cerca de quarenta pessoas, passearam pelas ruas dos Foios, fizeram compras nos estabelecimentos e compraram todos os queijos que, lhes iam surgindo, a ponto de os terem esgotado.
O jantar de segunda-feira foi também no telheiro do parque e o grupo convidou o Presidente da Junta e a esposa a participar no jantar convívio tal como, de facto, aconteceu.
O Presidente da Junta ofereceu um galhardete dos Foios a cada caravana, um boletim informativo e distribuiu uma folha onde todas as pessoas escreveram os seus contactos.
No final o representante do grupo entregou um envelope, ao Presidente da Junta, que continha a quantia de cento e quarenta e cinco euros para que a Junta possa adquirir uns sacos de cimento para a construção do quiosque e das casas de banho que também estão a acontecer.
Finalmente um carinho e um reconhecimento muito especial para o nosso ilustre amigo Nando, digníssimo empresário na cidade do Sabugal, porque para além de nos ter orientado na instalação da estação ainda nos ofereceu alguns equipamentos, que ele próprio confecionou e ofereceu lembranças a todas as pessoas.
Obrigado Amigo Nando pelo excelente grupo que fez deslocar até Foios. Pessoas com muito nível e com uma educação e cultura por quem ficámos verdadeiramente apaixonados.
Confesso que não estou mais triste porque, a grande maioria das pessoas, prometeram que voltariam. E algumas, provavelmente, à capeia que vai ter lugar no dia 21 de do próximo mês de Agosto.
TURISMO É FUTURO.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Os Bombeiros do Sabugal e do Soito terão de assegurar ao longo do ano a limpeza de alguns espaços públicos, por compromisso assumido com o Município, podendo usar para o efeito as respectivas equipas de sapadores.

Nos termos dos protocolos celebrados entre o Município do Sabugal e as duas Associações Humanitárias de Bombeiros do concelho, do Sabugal e do Soito, estas assumiram o compromisso de assegurar a limpeza das linhas de água e de espaços púbicos, sempre que para tal sejam solicitados pela Câmara Municipal, nos termos de uma calendarização pré-estabelecida.
Os bombeiros do Sabugal comprometeram-se a fazer a limpeza da praia fluvial do Sabugal, dos terrenos da zona industrial, terreno do lado esquerdo da rua de Alcanizes (a subir), terreno adjacente ao parque infantil na quinta das Poldras, lotes junto ao Centro de Saúde, terreno junto ao Jardim de Infância na rua Jeremias Amaral Dias, terreno anexo às piscinas municiais, terreno anexo à capela velha da Senhora da Graça, terreno junto à padaria Santos, faixa de terreno que vai da ribeira de Arnes à quinta da Carrola (na estrada de Quadrazais), margens do rio Côa (nos limites Sabugal / Aldeia de Santo António), alguns loteamentos da Calçada e a generalidade dos caminhos e estradas municipais da sua área de intervenção.
Já os Bombeiros do Soito terão sobretudo que garantir a limpeza de caminhos agrícolas na sua área de actuação, a saber: ribeira do Bispo, fonte Larga, rua do Forno, vale Penago, cabeço do Odre, Granja, Carriçal, alto da Batecovinha, fonte da Cal, ribeira do Poço, cabeço da Vaca, moita do Borrego, Pevide, Janadão, rua do Pinhal, espaço envolvente às escolas, área que rodeia a Etar e envolvente à praça de Touros do Soito.
Os Bombeiros do Soito terão ainda que limpar as seguintes linhas de água: ribeira do Bispo, ribeira da Granja, ribeira de S. João.
plb

Naqueles tempos, há mais de cinquenta anos, os habitantes da Bismula viviam com imensas dificuldades. Era fundamentalmente através das atividades agrícolas e da pastorícia que sobreviviam, com a ajuda das jornas contrabandistas em terras fronteiriças. Todos os terrenos disponíveis eram cultiváveis. Não havia campos incultos.

Os cereais (centeio, trigo, cevada e milho) eram primordiais na alimentação humana e também para os animais.
Os terrenos das searas passavam por três fases ou folhas como o povo chamava. Na primeira, em Março, começava- se a decrua das terras, eram lavradas. Na segunda as searas ficavam no seu normal crescimento e na terceira as terras estavam de poisio ou em repouso.
Começa aqui o ciclo do Pão. Em finais de Setembro e Outubro procedia-se à sementeira do centeio. Onde não chegava o arado eram feitos os cadabulhos com a enxada. As terras eram adubadas com o Nitrato do Chile. Com a semente nascida procedia-se a uma apara com dois objetivos: uma melhor ceifa manual e arrancar algumas ervas daninhas.
As ceifas iniciavam-se pelo S. João, S. Pedro, em finais de Junho. Organizavam-se os ranchos de ceifeiros e ceifeiras em trabalho de parcerias, dado que rareava o dinheiro, daí a necessidade desta permuta. Era um trabalho árduo, debaixo de sol escaldante, que exigia refeições reforçadas. Não faltava o presunto, a chouriça do porco caseiro ou as saladas de bacalhau. Matava-se um borrego, um cabrito, fazia-se um bom ensopado acompanhado com uma refrescante salada de alface. Ao cair da noite regressavam à aldeia cantando ao desafio os diversos ranchos. Antes do repouso justo ainda se comiam as milharadas, feitas com farinha de milho e trigo, misturada com leite.
Feitas as ceifas, atados os molhos das espigas, seguia-se o trabalho da «carranja», que era o transporte em carros de bois para as Lages ou Eiras, onde organizavam as medas, um belo conjunto ordenado dos molhos do centeio.
Na Bismula havia naqueles tempos as Eiras ou Lages dos Pinas, da Tia Maria Emília no Barroco Grande, do Corvo, do Chão do Pinto, do Vale das Mós e do Pombal. Ali malhava-se o cereal com um grupo de homens que, sob a voz de comando, com mestria e cadência, exercitavam os manguais. Destacavam-se neste trabalho Manuel Moleiro, José Vaz, Francisco Carvalho, Joaquim Salgueira, José Pinheiro, Joaquim André Teixeira, entre outros. A ajudá-los havia duas ou três mulheres, as espalhadeiras, com destaque para Maria da Graça Polónia e Maria Pinheira.
Mais tarde surgiram as malhadeiras, que trabalhavam por força de um motor através de correias anexas, de forma a facilitar a tarefa da separação do cereal e da palha. Foi um grande avanço tecnológico, de grande rapidez e sem esforço humano. Também começaram a surgir os motores de rega a petróleo, que também veio revolucionar as regas.
Recolhido o centeio, este seguia para as arcas, a fim de cumprir os compromissos anuais da irmandade, as côngruas, os pagamentos dos adubos e, em maior quantidade, para ser moído, escolhendo-se a melhor semente para futura germinação.
A moagem era concretizada nos Moinhos de Água, na Tapada Ribeira, propriedade de Maria Luiza Fernandes e José Polónia. Mais abaixo, perto de Badamalos, na Negreira, uma outra propriedade de Manuel Salgueira e Manuel Joaquim Polónia. Em Valongo do Coa, também havia o moinho de César Moleiro e Manuel Pires e na Rapoula do Coa moeram muito cereal dos bismulenses.
Obtida a farinha era peneirada e o farelo era de muita utilidade para as viandas dos porcos caseiros. A sua cozedura acontecia principalmente no Forno Comunitário, ainda existente. A Junta de Freguesia procedia à arrematação de lenhas, ramos de pinheiro, giestas, para o seu aquecimento. Muitas vezes, Manuel Martins Salgueira e António Fernandes ganharam esse concurso público. As grandes forneiras eram a Alexandrina Abeira e a Guilhermina…
Conforme o número de pães cozidos, assim se pagava a poia e o seu tamanho era variável de acordo com a fornada.
Tinham fama as célebres broas feitas com farinha de cevada e leite feitas pela Maria Rita Trindade. Cada vez que penso nelas, vem-me muita água à boca, porque as tenho muito presentes.
Além do Forno Comunitário, havia mais quatro fornos de propriedade particular. O mais antigo situava-se no local do Cabeço e pertencia a António Fernandes, José dos Santos Leal e Manuel Martins Salgueiro. Também naquele local havia um outro, pertença do Carloto e Varjão. Junto do Forno Comunitário, havia o dos Pinas e o quarto era propriedade de Manuel Lourenço e Joaquim Rasteiro.
A maior parte dos habitantes da Bismula tinham pequenas searas. Mas os grandes produtores eram Manuel Joaquim Polónia, Manuel Martins Salgueira, António Fernandes, José dos Santos Leal, António Lopes Carreto, Albertino Vaz, José Maria Fernandes Monteiro, Celestino Nunes, Joaquim Cordeiro, Manuel Varjão, Joaquim Leal, João Polónia, João «Lagarto» Fernandes, António Adão Fernandes, António Valente, Joaquim Leal Fernandes e tantos outros.
Assim se fecha este Ciclo do Pão na Bismula, que envolvia um Povo Trabalhador.
Ao terminar este texto, recordo duas frases que a minha avó repetia muitas vezes: «o Pão é como a roupa, umas vezes melhor que a outra, e os meus saudosos Pais ensinaram aos filhos que «o Forno deve cozer todos os dias e o Pão que lá seja colocado é o fruto do suor do nosso rosto». Além de uma grande simbologia religiosa que o pão encerra.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Tal como estava previsto foi inaugurado na freguesia de Fóios, o Museu «Portas do Côa» com a exposição «Côa: reinventar a arte da nascente à foz».

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO museu é da iniciativa da Câmara Municipal de Sabugal e da Junta de Freguesia de Fóios, através de candidatura ao PROVERE e teve o apoio técnico e científico da Fundação Côa Parque.
A data escolhida foi 18 de Abril porque assinala também o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
No auditório do Centro Cívico usou da palavra o Senhor Presidente da Câmara do Sabugal, Eng.º António Robalo, bem como o Senhor Dr. José Ribeiro, membro do Conselho de Administração da Fundação Côa Parque.
O Centro Cívico, já está a funcionar, em algumas valência, desde o ano de 2008 mas a Junta de Freguesia de Fóios nunca procedeu a qualquer tipo de inauguração pelo facto de entender que faltava a componente museu. Agora sim. Agora podemos dizer que este espaço, dedicado à cultura, é uma realidade e está a funcionar em todas as valências como tinha sido projectado.
Interpretando fielmente o sentimento da população de Fóios pretendemos agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram a alcançar tão importante objectivo. Agradecemos, igualmente às muitas pessoas que nos têm felicitado e incentivado nesta caminhada que não tem sido nada fácil.
Confesso que desenvolver os mais diversos aspectos ligados à cultura, no interior do interior, é bastante complicado. Só a persistência e a carolice de algumas pessoas, quase sempre poucas, vai fazendo com que poucos dos residentes vão entendendo e participando.
Claro que o museu – Portas do Côa – para a maioria das pessoas que por cá vivem não lhes dirá grande coisa mas o aprender a gostar também se vai ensinando. É obrigação daqueles que mais sabem ir explicando o que representa a história e a arte que o dito museu encerra.
Por outro lado é importantíssimo que as escolas saibam e tenham consciência dos conteúdos e da riqueza do museu. Vamos procurar divulga-lo junto das escolas da região quer de um lado quer do outro da fronteira.
No dia da inauguração deram-nos o prazer e a honra da sua presença muitos técnicos e políticos quer do concelho do Sabugal quer o concelho de Vila Nova de Foz Côa cuja delegação era chefiada pelo Senhor Presidente da Câmara, Eng.º Gustavo Duarte.
Também um especial reconhecimento ao Senhor Presidente da Junta, Fernando Fachada, e aos Ilustres amigos da Associação «Foz Côa Friends» que se fizeram representar pelo Sr. José Constanço.
Pretendemos ainda agradecer e reconhecer o trabalho e a dedicação do Sr. Arquiteto Paulo, do Município do Sabugal, do Sr. Arqueólogo António Batista, de Vila Nova de Foz Côa, bem como à empresa «Interacções do Futuro» que instalou as peças e os painéis do museu.
A amizade que vamos construindo, através do Côa, vai-se reforçando à medida que vamos convivendo e as ideias de boas e novas oportunidades vão, de facto, surgindo.
O fiozinho de água que brota da nascente é correspondente ao pequeno museu aqui existente e à medida que vai deslizando e engrossando chega, finalmente, a Vila Nova de Foz Côa onde se situa o moderno e empolgante Museu do Côa.
Se uma caminhada começa num paço já todos vamos andando.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Comissão Política Concelhia da Juventude Social-Democrata (JSD) de Penamacor culpabiliza a maioria Socialista pelos retrocessos na economia Penamacorense, lamentado que os responsáveis autárquicos prefiram investir nos Concelhos vizinhos em vez de investirem no Concelho em que governam.

Em comunicado, a JSD de Penamacor critica as sucessivas atitudes dos governantes do Município, que optam por dar lucro aos empresários de concelhos vizinhos, dando-lhes oportunidades de investimento com manifesto prejuízo para Penamacor.
Renato Silva, presidente da JSD de Penamacor, diz que as situações são muitas e dá como exemplo o Lar D. Barbara Tavares da Silva, instituição de solidariedade social dirigida por Domingos Torrão, presidente da Câmara, que compra os medicamentos às farmácias dos concelhos vizinhos e não às farmácias de Penamacor, contribuindo para os retrocessos da economia do concelho.
Critica ainda algumas Juntas de Freguesia que assinaram protocolos com as farmácias de concelhos vizinhos, para que estas se deslocarem às extensões de saúde, fornecendo os medicamentos aos utentes.
Renato Silva considera estas atitudes como desprezo para com os empresários, «têm sido inúmeras as situações em que os responsáveis políticos ignoram os empresários do Concelho, desde dos serviços de restauração ao sector farmacêutico».
«Têm sido muitas as críticas feitas pelos responsáveis autárquicos, ao poder central pela falta de investimento no Interior, mas afinal constatamos que o desinteresse em investir no Interior, nas terras que governam é dos próprios governantes concelhios», conclui Renato Silva.
plb

Passou um ano desde que voltei a Lisboa. Entre Setembro de 2010 e Abril de 2011 colaborei na Câmara Municipal do Sabugal após insistentes e reiterados pedidos e convites do senhor engenheiro presidente António Robalo. Entendi escrever esta crónica após um estranho desabafo facebokiano provocador, desonesto, mentiroso e próprio de alguém que vive de truques para agradar à assistência. Nunca pensei ter de tornar públicos alguns episódios mas, de facto, no imaginário da conspiração qual labirinto subterrâneo que nos distrai do que acontece à superfície nem sempre ilusionista rima com estadista.

Termas do Cró - Sabugal

José Carlos LagesEstamos no final de Abril de 2012. Passou cerca de um ano desde que cessei funções na Câmara Municipal do Sabugal e no meu regresso a Lisboa tinha arquivado esse período no dossier dos grandes equívocos da minha vida. Olho para trás e confirmo que este último ano foi uma licença de nojo própria de quando perdemos algo muito querido. E eu perdi. Perdi a convicção que alimentei durante muitos e muitos anos de ajudar com os meus conhecimentos no futuro da minha terra. Promover o Sabugal tem sido o grande objectivo deste blogue que está na rede desde Dezembro de 2006 e desafio qualquer um a dar-me um exemplo de uma linha que tenha escrito durante o último ano sobre esse período ambíguo da minha vida profissional. Faço questão de reforçar a palavra profissional porque sabem os que comigo conviveram mais de perto este equívoco que sempre pretendi ajudar, com a minha experiência profissional, o meu concelho. Destaco, também, «concelho» porque sou raiano sabugalense recordando, sem qualquer prurido, que não habito no concelho do Sabugal. Apenas me limito a pagar IMI’s, contadores de água e taxas de lixo durante 12 meses por ano e a votar… na freguesia de Ruivós. E porque estamos em Abril reafirmo que continuarei a pensar o Sabugal e a ter opinião sobre o Sabugal. Ensinaram-me que em comunicação não há notícias boas e más. Há notícias. Mesmo que digam respeito a um lugar que parece parado no tempo e distante do mundo.
Aproveito para clarificar alguns episódios. A minha decisão de ir trabalhar para o Sabugal (contra a vontade da minha família e especialmente da minha querida mãe) foi o resultado de um intenso assédio em Lisboa, no Sabugal e na Ruvina onde por diversas vezes me reuni com o actual presidente, António Robalo, e onde este insistia na imperativa necessidade da minha colaboração na equipa da presidência. Ao contrário do que foi interpretado (por alguns interessados no tema) nunca fui convidado pelo vereador Joaquim Ricardo. O convite para colaborar na Câmara do Sabugal foi sempre endereçado pelo engenheiro António Robalo. «Grandes projectos pessoais do presidente precisam da tua experiência», dizia-me simpaticamente. Elaborei e deixei concluídos variados projectos. Alguns deles foram inclusivamente apresentados a todos os vereadores e técnicos camarários no salão nobre. Recordo alguns: levantamento fotográfico e candidatura da renovação sinalética turística e rodoviária de todos os cruzamentos do concelho do Sabugal; renovação do departamento de comunicação da câmara; estudo gráfico e jornalístico para produção do importantíssimo Boletim Municipal Mensal (projecto emblemático para a presidência); criação de parques para caravanas com sinalética promocional e rotas dos cinco castelos nas principais estradas de entrada no concelho; renovação sinalética do parque industrial do Sabugal; grande estudo de promoção e lançamento do complexo Termas do Cró (recordo um caricato episódio em que foi pedido um logótipo para as Termas que a presidência não sabia que estava já a ser elaborado por uma empresa da Guarda); restruturação dos sites da câmara, da empresa municipal e das Termas do Cró (para culmatar a falta de tempo dos técnicos camarários de webdesign); elaboração de uma exposição de trajes de confrarias no Museu e respectivo catálogo de apresentação (pedido muito especial do presidente); e a concretização de um encontro no Jamor com Mirandela da Costa para a elaboração de um projecto de um campo de golfe num determinado local do concelho do Sabugal que me abstenho de divulgar.
O vosso ar de espanto alimentará esta crónica que nunca pensei ter de escrever. O mundo está a mudar. Muda tudo tanto e tão depressa. Mas no concelho do Sabugal vive-se uma realidade irreal. Num concelho onde todos os indicadores estão no vermelho quanto à desertificação alimentamos os regulamentos e a regulamentação. Para quem? Estranho! E depois há regulamentações patéticas como aquela da praça de táxis do Sabugal no Largo da Fonte em frente à CGD onde o primeiro lugar da fila foi pintado num local onde os passageiros para entrar na viatura têm de passar pela relva. Não sei se já foi alterado mas inicialmente esqueceram-se que as pessoas entram no táxi pelo lado contrário ao do motorista. Neste caso passando por cima do canteiro da relva que de tanto pisado desapareceu. Magia.
Mas a verdade é que tudo se resume a uma impressionante capacidade de apresentar novos truques todas as semanas. Nestes truques só continuam a faltar pessoas, empresas, pessoas, fábricas, pessoas, pessoas e pessoas.
Diz o senhor engenheiro presidente que o blogue «no período em que um deles colaborou na Câmara… era tudo sucessos e o presidente o melhor do mundo». É verdade. Naquele tempo ainda houve muitos eventos e iniciativas que mereciam ser noticiadas. Destaco o centenário da República, o Balcão Único e a Taça Hugo Santos. Boas iniciativas que foram comunicadas e promovidas, ao mesmo tempo e sem privilégios, para todos os órgãos de informação com comunicados de imprensa e de acordo com o príncipio de um departamento de comunicação e imagem profissional. Se agora não há sucessos «políticos», perdão, autárquicos em forma de comunicado deverá o presidente questionar os seus assalariados porque parecem nem motivação ter para promover o esforçado trabalho da presidência.
Mas vamos a mais um tema que me agrada de sobremaneira. «O presidente (pessoa magestática) não está disponível para financiar devaneios». Será por isso que tudo fez para me convencer (depois de deixar o Sabugal e voltar a Lisboa) a ir trabalhar para o empresário António Reis do Ofelia Club? Será por isso que pediu ao seu chefe de gabinete para me convencer a aceitar o dito «emprego»? Será por isso que enviou um emissário a Lisboa para se reunir comigo no Olivais Shopping no sentido de me convencer a aceitar ir trabalhar para o dito empresário? Grande devaneio. E por falar em devaneios que tal recordar uma loja que foi comprada pela ProRaia em Campo de Ourique (Lisboa), com a assinatura do senhor engenheiro para promover os concelhos do Sabugal e da Guarda, que nunca chegou a abrir e que entretanto já foi vendida (ao que parece) a uma empresária farmacêutica guardense.
Devaneios senhor engenheiro presidente? E que dizer daquele projecto «Veneza da Beira» que pretende fazer a renovação urbana da cidade do Sabugal. «O conceito central está na Rua Teófilo Braga com a água a ser o tema principal do espaço público e pretende resolver os problemas de segurança rodoviária (?!?) e congestionamento de tráfego no cruzamento junto às Finanças(?!?)», mudando o curso da água do rio Côa de forma a transformar as ruas do Sabugal em pequenos ribeiros com cascatas que desaguam num imenso lago que cobrirá por completo o actual Largo da Fonte. – Mais uma mentira do blogue Capeia Arraiana? – O projecto foi apresentado pela arquitecta Cláudia a todo o executivo na reunião pública de 14 de Novembro de 2010.
Equívocos, senhor engenheiro presidente? Só os que dizem respeito à falta de espaço na sua Câmara e no seu desertificado concelho. Esse será o grande equívoco da sua presidência.
Uma das coisas que mais me surpreendeu no meu contrato de colaboração com a autarquia foi a ausência de qualquer alínea que me obrigasse ao sigilo profissional durante e após cessação de funções. Mesmo assim, assim fiz porque entendi ser o mais correcto. Assim o deixei de fazer hoje porque me difamaram. Muito fica por dizer. Gostaria que não me obrigassem a voltar publicamente a memórias de outros episódios que muito me desagradam.
A terminar recordo que, apenas por estar a colaborar na câmara, fui pessoalmente injuriado num blogue por um desprezível e reles anónimo (com a consentimento do seu também reles administrador) e num jornal do concelho (que deveria saber o que é responsabilidade editorial) por alguém que já tem idade para ter juízo e que faz do juízo o seu ganha-pão. Na altura, na presença de várias testemunhas, o presidente pediu-me para ficar calado porque «esses jornais» ele «nem do plástico tirava e iam directamente para o lixo».
Para os que ainda não sabem eu explico as razões de tanta azia do tal opinador/político/proprietário: em Março de 2006 fui convidado no Restaurante Robalo por essa pessoa para ser director do jornal de que é proprietário. Agradeci mas disse não ser possível aceitar porque os meus projectos passavam pelo online. Nunca me perdoaram. E o resto já todos sabem.
Fui, sou e serei sempre um sabugalense livre.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, é um político que no exercício do cargo não tem revelado visão nem perspicácia. É ademais despido de capacidade crítica. Incapaz de entrar no debate político público, vai ao facebook e dedilha banalidades, lança invectivas boçais e lastima-se de tudo e de todos.

Cabe perguntar se António Robalo, em dois anos e meio à frente do Município, apresenta obra visível. A resposta é sim: regulamentos. E uma impressionante restolhada deles: regulamentos do uso do autocarro, do serviço de táxi, do apoio ao associativismo, da biblioteca, do centro de estudos, das distinções honoríficas, do conselho da juventude, das actividades empresariais, do arquivo, do mercado municipal, da recolha dos resíduos… Cremos que ainda lhe faltam, e terá em preparação, o regulamento da distribuição do material ortopédico que a Câmara guardou no armazém do Tó Chuco, e o regulamento da pinga e dos couratos.
No resto, tirando o apego à produção de regulamentos, pouco há a assinalar… Suspendeu as obras de ligação à A23, suspendeu igualmente o projecto do parque de campismo e também as obras do percurso na barragem.
Concluiu, ou está em vias disso, duas estradas que recebeu em pleno andamento: a variante ao Cardeal e a variante ao Soito.
No mais são sonhos e devaneios: o anedótico projecto da construção de uma aldeia medieval e o descredibilizado projecto Ofélia Club.
Vereador de segunda linha durante vários mandatos (já vive na Câmara há 14 anos), serviu diligentemente os presidentes António Morgado e Manuel Rito, remetido porém ao papel de representar o Município em festas e romarias. Lá andou, cumprindo, mas sem apreender a arte do político autarca. Quando se viu presidente, trouxe a experiência de vereador e manteve-se em pândegas e festarolas, num roteiro imparável.
Acossado pela oposição por não encetar obra visível (além dos regulamentos), António Robalo anda pesaroso. Porém, incapaz de acudir à luta política, carpe mágoas no facebook.
Escreveu na rede social que a oposição é primária e tem falta de postura, declarando-se «em constante ameaça por parte de quem não se preocupa com o bem do concelho, mas com a destruição dos projectos do presidente». Sim, António Robalo fala em tom majestático: ele é, para ele próprio, o «presidente».
Há dias decidiu lastimar-se também do blogue Capeia Arraiana, que acusa de noticiar a mentira.
Pois no lugar de responder ao que o blogue informa, esclarecendo e porventura acrescentando, lança uma ofensiva a partir da sua muralha de espavento (o facebook), onde tece comentários grosseiros, que remata como um boçal: «não viro a cara á luta».
Mas que luta? Só conhece a da produção de regulamentos e a do roteiro das festas, onde procura, num lampejo final, evitar que lhe encerrem o concelho.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

É notório, só ainda não viu quem não quer ver, que em Portugal há uma estratégia de classe, banqueiros e grandes empresários estão a ultrapassar o Sistema Parlamentar. Quando isso acontece, a Democracia fica extremamente debilitada. Temo, que o tempo que vai de Spínola a António Guterres tenha sido mais um parêntese na História de Portugal…

António EmidioTambém é verdade que Portugal presentemente não está a ser governando por uma classe política, mas sim por tecnocratas a soldo do grande poder financeiro e empresarial. Estes tecnocratas estão a aproveitar-se da crise para lançar «reformas» que estão a debilitar o Estado Social, a precarizar o emprego e a entrarem num processo de subdesenvolvimento do País. Estas políticas beneficiam basicamente os grandes poderes económicos, não só portugueses mas também dos países centrais, como a Alemanha e a França. Impossível chamar-lhes políticos, um político guia-se por princípios, estes não os têm, para eles vale tudo, tudo está permitido. Passos Coelho e os seus ministros são a coisa mais parecida, em alguns aspectos, sublinho, em alguns aspectos, com aqueles ditadores sul-americanos que em finais dos anos 70 do século passado entregaram a riqueza dos seus países aos Estados Unidos e a uma oligarquia autóctone, deixando os seus povos na pior das misérias, tudo isto com o aval do FMI.
Quando por essa altura lia o que se passava na América Latina, ficava impressionado e, nunca me passou pela cabeça que um dia o meu País cairia presa de predadores internacionais. Visitei então um país da América do Sul, do muito que vi, e me contaram gravei isto: onde estava a verdadeira classe política desse país? Alguns homens e mulheres tinham sido assassinados pela ditadura, outros e outras, estavam presos, no exílio, ou votados ao silêncio. Tinham sido substituídos por uma classe de tecnocratas da estrita confiança dos Estados Unidos. Na Europa, presentemente têm que ser da confiança da Alemanha e do FMI.
Diz o primeiro-ministro Passos Coelho que é preciso retirar o Estado da economia e da política. Não deve ser assim, o papel do Estado é voltar já à política e à economia! Retomando as rédeas que abandonou ás mãos de gente incompetente que não é capaz de nos levar a lado nenhum, a não ser para o abismo. Como podemos pagar a dívida ilegítima com estas medidas económicas que são um travão ao crescimento? Para uma economia familiar, o rigor orçamental é motivo de satisfação e até de orgulho, mas para um estado significa a ruína de milhares e milhares de cidadãos, o que acontece em Portugal presentemente.
Se Passos Coelho fosse um político, dizia-lhe que a democracia vai muito mais além do acto eleitoral. A legitimidade dos governos vem da eleição democrática, mas esta legitimidade só se mantém com a fidelidade a um programa (o que não está a ser o caso dele, na campanha eleitoral disse todo o contrário) e com o serviço indiscutível a todos os cidadãos (o que também não é o caso dele). Se assim não for perde legitimidade.

Amanhã querido leitor(a) é dia 25 de Abril. É dia de mostrarmos a nossa insatisfação por toda esta maneira de governar, porque a razão moral e a razão política foram substituídas pala razão económica. Sabe-se que a União Europeia não exigiu uma reforma laboral tão radical como a que está a ser levada a cabo pelos actuais tecnocratas que nos governam, contrária ao Estado Social, Estado Democrático e Estado de Direito. Esses tecnocratas estão a receber ordens da classe financeira e empresarial portuguesa, é esta classe dominante que controla a economia e estabelece as normas segundo as quais actuarão os tecnocratas. Dentro do País a classe financeira e empresarial estão a aproveitar-se.

Quanto ao possível encerramento das Finanças no Concelho, só tenho a dizer o seguinte: quando o Estado abandona uma região, como é o caso do nosso Concelho, economicamente deprimido, com uma população envelhecida e com o êxodo dos mais jovens, alguém virá substituir o Estado. Esse alguém será um conservadorismo serôdio e inerte no pensamento, mas moderno no estilo de vida, o caciquismo e a corrupção. Nada me provocava uma imensa alegria, do que estar enganado…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Comando Territorial da GNR da Guarda comunicou ter procedido a diversas detenções na semana transacta, por furtos em residência e de metais não preciosos, crimes maioritariamente praticados por jovens.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaNa tarde de 16 de Abril, a GNR deteve em Trancoso dois jovens de 17 e 18 anos de idade, residentes respectivamente em Fornos de Algodres e em Gouveia, por furto em residência. A detenção ocorreu após denúncia, o que levou a GNR a lograr localizar e deter os suspeitos, quando estes circulavam em bicicletas que tinham furtado, tendo as mesmas sido recuperadas e entregues ao proprietário. Os suspeitos, um deles já com antecedentes criminais, estavam indiciados pela prática de vários furtos na zona de Fornos de Algodres e Gouveia. O Tribunal de Fornos de Algodres aplicou a cada um 60 dias de pena de prisão, substituída por multa de 300 euros.
No dia 19 de Abril foi detido em Chafariz do Vento (Trancoso) um jovem de 21 anos de idade e uma mulher de 31, ambos desempregados, residentes em Carnicães (Trancoso), por furto de metais não preciosos. A detenção ocorreu após ter sido comunicado para o posto da GNR que estavam a furtar os pilares das barreiras de protecção da estrada, tendo os militares surpreendido os suspeitos, que já tinham carregado numa viatura nove vigas das ditas barreiras de protecção.
No dia 19 de Abril, em Celorico da Beira, foi identificado um indivíduo de 47 anos de idade, residente no concelho de Fornos de Algodres, suspeito da prática de diversos furtos de metais não preciosos, designadamente nos concelhos de Celorico da Beira e Fornos de Algodres. O mesmo, que já estava referenciado em Inquéritos a correr termos na GNR, confessou a autoria dos crimes e indicou como receptadora dos metais furtados uma sucateira, da qual é gerente uma mulher de 39 anos de idade, que também já está identificada, sendo indiciada pelo crime de receptação. Os factos foram participados ao Tribunal de Celorico da Beira.
plb

O deputado Manuel Meirinho, eleito como cabeça de lista do PSD pelo círculo da Guarda, vai sair da Assembleia da República para assumir a presidência do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ISCSP).

Manuel Meirinho, natural do Soito, vai suspender o mandato para regressar ao ISCSP, onde era vice-presidente na altura em que se candidatou a deputado, por convite pessoal de Passos Coelho. No Instituto vai substituir na presidência João Bilhim, que passará a presidir à comissão de regulação das contratações de dirigentes para a administração pública.
A notícia da saída de Meirinho do Parlamento foi recebida com surpresa, pois ainda há poucos dias dera a cara pelo PSD no esclarecimento de algumas questões relacionadas com a reforma autárquica em curso, da qual era uma das principais figuras envolvidas por parte do grupo parlamentar social-democrata.
Para além do seu envolvimento nesse processo, Manuel Meirinho destacou-se no parlamento por ter feito diversas declarações de voto, na sequência da tomada de posições contrárias às do PSD, quase todas relacionadas com a introdução de portagens nas ex-SCUT’s.
O ainda deputado assumirá a presidência do ISCSP no dia 2 de Maio, data em que o mandato de deputado ficará suspenso.
A saída de Manuel Meirinho trará de volta ao Parlamento o guardense João Prata, que o substituirá.
plb

A Câmara Municipal do Sabugal celebrou com as duas associações humanitárias de bombeiros do concelho, Sabugal e Soito, novos protocolos, pelos quais se compromete a prestar apoio financeiro em contrapartida a um conjunto de serviços que os bombeiros terão que garantir.

Os novos protocolos têm por base as disposições que integram o Regulamento de Apoio ao Associativismo Concelhio, que está em vigor desde o dia 19 de Outubro de 2011.
O apoio a conferir aos Bombeiros está incluído no desenvolvimento de acções de defesa e valorização ambiental.
A ajuda financeira visa criar condições para a obtenção de melhores capacidades operacionais e de resposta no desenvolvimento de tarefas condizentes com as suas funções humanitárias e de prestação de socorro às populações.
O apoio camarário será traduzido em 80 mil euros para cada corporação, pagos em tranches trimestrais de 20 mil euros.
Dentre os valores financeiros dos apoios há uma verba de 30 mil euros destinada a custear metade da despesa com a criação das equipas de intervenção permanente, protocoladas com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Pelo protocolo a câmara compromete-se ainda a apoiar projectos financiados por verbas da União Europeia.
Como contrapartida ao apoio financeiro do Município as Associações Humanitárias dos Bombeiros comprometem-se a manter cada uma a respectiva equipa de sapadores florestais e a garantir o abastecimento de água, através do seu transporte em autotanque, às localidades do concelho que ainda não se encontram servidas pela empresa Águas do Zêzere e Côa.
Os bombeiros também terão que coordenar com o Município acções de protecção civil que sejam necessárias. Outro compromisso protocolado é a limpeza das linhas de água e de espaços púbicos sempre que para tal sejam solicitados pela Câmara Municipal, nos termos de uma calendarização pré-estabelecida.
Os bombeiros terão também que vigiar as praias fluviais do concelho.
Os protocolos foram assinados pela vice-presidente da Câmara, Delfina Leal, e pelos presidentes das associações de Bombeiros do Soito e do Sabugal, Maria Benedita Dias e Luís Carlos Carriço, respectivamente.
Os mesmos terão validade até ao final do presente ano, podendo depois ser revalidados, se para isso houver vontade de ambas as partes.
plb

Manuel Meirinho convoca os partidos da oposição para a reforma do sistema de governo local. O parlamentar lembrou que as instituições políticas requerem um olhar constante sobre o seu ajustamento às funções para as quais foram desenhadas.

Manuel Meirinho fez, esta quinta-feira, uma declaração política sobre a necessidade da reforma do sistema de governo local. No entender do social-democrata «tal como a democracia é um regime em permanente construção, também as instituições políticas requerem um olhar constante sobre o seu ajustamento às funções para as quais foram desenhadas. O sistema de governo local não escapa a este desafio. Na sua arquitetura original, o sistema acolheu a mudança do regime, a implantação dos partidos, e as especificidades das comunidades locais».
«Esta reforma aconselha a um debate sereno sobre a natureza e as competências dos órgãos, sobre a sua racionalização e a sua eficiência, mas também sobre os mecanismos associados ao processo eletivo que os institui e ainda sobre as práticas e as condições em que se exerce a cidadania local».
De seguida, o parlamentar referiu que, na sua génese, o sistema eleitoral foi concebido num modelo misto legitimado pelo duplo sufrágio. «O sistema gerou um parlamento forte no executivo e um parlamento fraco no deliberativo. Eis um sistema singular, único e inclassificável na teoria das instituições. A verdade é que esta configuração do sistema evidencia um duplo paradoxo. Por um lado, o órgão executivo junta, no seu seio, quem governa e quem faz oposição. Por outro lado, o órgão deliberativo acomoda a representação dos partidos políticos mas acolhe, simultaneamente, as forças de apoio a quem governa e as forças da oposição. Em suma, o modelo não clarifica a natureza dos órgãos, esvazia a ação das assembleias municipais, e, em certos casos, força soluções de governo prisioneiras de coabitações políticas contra-natura».
Perante este cenário, o social-democrata afirmou que «o PSD assume o imperativo de uma reforma ampla que responda de forma integrada a quatro objetivos». Em primeiro lugar, impõe-se uma clarificação da natureza dos órgãos, que autonomize a dimensão de «governo» e a dimensão de «oposição». Desta forma, ambos os órgãos se valorizam, porque se distinguem ao combinar a governabilidade do órgão com funções executivas com a pluralidade representativa do órgão com funções deliberativas. Em segundo lugar, as alterações devem clarificar as estruturas de decisão, melhorando-lhe a sua eficácia, nomeadamente através da coesão das equipas de governo e respetiva responsabilização pela sua escolha e futura recomposição.
Este facto, aliado à inexistência de mecanismos de coabitação política incerta, reforça a autonomia dos órgãos. Em terceiro lugar, a reforma deve racionalizar as estruturas de decisão. Nesta matéria, importa adequar as equipas que integram o órgão executivo e as assembleias municipais, ajustando a sua composição às respetivas funções e à nova configuração do sistema. Em quarto lugar, a reforma deve agilizar o processo eleitoral e revitalizar a cidadania local.
A concluir a sua intervenção, Manuel Meirinho frisou que o dinamismo das instituições impõe igual dinamismo aos atores políticos. «Mas reclama também compromisso. Um esforço a que todos somos chamados, para, em primeiro lugar, clarificar e consensualizar a matriz e o alcance de uma reforma que é parte de um desenho mais amplo para a nossa administração local. No enunciado dos objetivos desta reforma está inscrita a visão do PSD, quanto à sua matriz e quanto ao seu alcance. Neste enunciado, está igualmente inscrita a disponibilidade do PSD para dialogar, de forma serena e construtiva, com os restantes partidos. Será particularmente importante a colaboração do PS, no contributo para realizar este percurso que é também um compromisso com o país».
jcl (com agência Lusa)

Casteleiro não é só nome de terra. É também nome de família. E é também substantivo comum: de profissão ou de condição. E é nome próprio, nome de família, não só em Portugal, e em várias terras pelo menos próximas da minha aldeia: também na Galiza e ainda no Brasil. Descobri isso há dias.

Vou falar de como me deu para investigar um pouco isto tudo. Num daqueles azares da vida, há dias fiquei sem gasolina, mesmo ao pé de casa. Uma vergonha para quem conduz há meio século ou mais e nunca, mas nunca, teve esse deslize. Um telefonema longo – e a distracção inerente (nunca mais: mesmo com os auriculares, não me mintam, um tipo pensa em tudo menos na estrada e nas luzinhas do carro…). Mas tive a sorte de, mal ter parado, o Sr. Casteleiro me ter de imediato resolvido a questão.
Eu conheço-o. Eu também já o vi. «Eu chamo-me José Carlos Mendes. Eu chamo-me Casteleiro. Sei que o senhor é do Casteleiro mas eu sou Casteleiro de nome, e conheço a sua terra. Ah, sim, então e é de onde? Sou do Paul. Ah, interessante, ali tão perto».
Agora deu-me mesmo vontade de tirar a pontuação e dar uma de Saramago. Este diálogo seria escrito assim (divirta-se): «Eu conheço-o Eu também já o vi Eu chamo-me José Carlos Mendes Eu chamo-me Casteleiro Sei que o senhor é do Casteleiro mas eu sou Casteleiro de nome e conheço a sua terra Ah sim então e é de onde Sou do Paul Ah interessante ali tão perto».
(Faltou-me perguntar se era da família do famoso Prof. João Malaca Casteleiro, que é do Teixoso. Mas isso de pouco adiantaria: há outra família Casteleiro na Covilhã, já que a demissão de um dos seus membros da Misericórdia local foi notícia há dois meses. E, soube agora, lá para Santo Tirso há também notícia de uma família Casteleiro. Acabo também de saber na net, aqui, que várias outras palavras com a mesma origem são nomes de família em Portugal, no Brasil e até na Galiza. Interessante. São os seguintes esses nomes de família da mesma raiz: Castelão, Casteleiro, Castelo, Castro.)
Ponto final na história e vamos então ao tema do artigo: esta palavra Casteleiro e ou casteleiro.

De onde virá esta palavra Casteleiro?
Há quem não tenha dúvidas: os casteleiros são as pessoas que constroem os castelos, os castros, as fortificações – seja o que for: construção civil.
Um exemplo disso é o que se lê na Wikipedia, aliás num português um tanto irregular: «A origem etimológica da povoação está ligada ao facto de aqui procederem os canteiros e casteleiros que edificaram e fizeram a manutenção do castelo e fortificações de Sortelha».
Isto vale o que vale: vale a opinião de quem inseriu a nota.
Mas, concordo numa coisa: havendo à volta do que hoje é o Casteleiro tantos restos de fortificações, dificilmente se concebe que as pessoas do Casteleiro não tenham sido forçadas a construir esses «castros»: o mais antigo de que há notícia, perto do Vale da Senhora da Póvoa, do tempo do domínio romano, e ainda os três castros menores das faldas da Serra d’Opa e, a meia encosta da mesma, a fortificação castreja chamada Sortelha-a-Velha (ver foto neste artigo).
Uma nota pessoal: perante estas referências, não entendo como é que, numa terra com tanta tradição secular de construção civil, não houve quem construísse a torre da igreja nos anos 50 e foi preciso virem de fora os pedreiros que a construíram.

Castelo de Sortelha
Para outros, a origem será a seguinte: «Casteleiro: Aldeia que podemos ver do alto do Castelo de Sortelha. Seriam estes os casteleiros que construíram este Castelo histórico de Sortelha? Na área do Casteleiro podemos ainda hoje encontrar alguns vestígios dos Celtas, através dos castros aqui existentes ainda está bem à vista o castro actualmente designado por Sortelha Velha. encontra-se a poente, na Serra de Opa».
Portanto, a eterna alusão ao castelo e aos castros das serranias envolventes.
Outra tese… Pode consultá-la aqui.

O dono do Castelo
Quanto a mim, o nome da aldeia pode derivar de uma situação histórica ou lendária concreta que já contei. Há tempos escrevi sobre isso no «Viver Casteleiro». Na sua origem, a palavra Casteleiro relaciona-se sempre e de certeza absoluta com «castelo»: como adjectivo significa sempre algo que diz respeito ao castelo; como substantivo significa «castelão», ou seja, o dono do castelo.
Ou então: «casteleiro» pode ser o mesmo que «castelário» (senhor de castelo; casteleiro, castelão – segundo se lê no Dicionário On Line de Português).
Paralelamente é referida uma estória da História: haveria em Sortelha uma princesa cristã que se apaixonou por um árabe. Deram um beijo eterno, que ficou para sempre plasmado na rocha.
Os pais da princesa, donos do castelo de Sortelha, com o desgosto, renunciaram ao castelo e refugiaram-se nas suas terras do vale, já no local onde hoje fica a minha aldeia. Como eles eram chamados «os casteleiros», donos do castelo, a terra que fundaram passou a chamar-se assim: Casteleiro.
Verdade ou imaginação? Sabe-se lá…
Mas a verdade é que não resta no Casteleiro qualquer vestígio credível dessa migração fidalga. Não se vislumbra hoje no Casteleiro qualquer casa apalaçada que os senhores de Sortelha certamente teriam construído para viverem. Não estou a ver um senhor feudal a viver numa casinha das mais antigas do Casteleiro. Ora, onde está a casa feudal? Só se os palacetes do Largo de São Francisco foram construídos em cima de uma ruína desse género…
Mas a lenda com mais pormenores pode ser lida aqui.

Arquivo
Mas há mais para saber. Muito mais. Por exemplo, no Arquivo Distrital da Guarda. Para quem um dia quiser investigar parte do passado (população, baptizados, casamentos, óbitos, por exemplo, desde o séc. XVIII) aqui fica uma remissão útil.

Mapa
Onde fica a minha aldeia? Ali no fim do concelho, em direcção a Caria, logo depois do Terreiro das Bruxas e da Moita Jardim. Fui buscar aqui, na Wikimapia, um mapa sugestivo, diferente do habitual. Abra e analise.

O filme
Finalmente aqui, um filme gravado em diversas situações reais na minha terra: um vídeo que o leitor pode ver em sossego. São apenas quatro minutos e pouco.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A sessão da Assembleia Municipal vai realizar-se no dia 27 de Abril de 2012, pelas 20h15, no Auditório Municipal do Sabugal. Publicamos seguidamente a respectiva convocatória.

ORDEM DE TRABALHOS
Antes da Ordem do Dia
1- Discussão e votação da ata da Sessão Ordinária realizada no dia 24/02/2011.
2- Expediente.
3- Assuntos diversos.

Ordem do Dia
1- Declaração da chefe de Divisão de Gestão e Finanças sobre:
Compromissos plurienais inscritos no sistema de contabilidade autárquico em 31 de Dezembro de 2011, em cumprimento do disposto no art. 15º da Lei nº.8/2012, de 21 de Fevereiro;
Recebimentos em atraso à data de 31 de Dezembro de 2011, em cumprimento do disposto no artº 15º da Lei nº.8/2012, de 21 de Fevereiro;
Pagamentos em atraso inscritos no sistema de contabilidade autárquico em 31 de Dezembro de 2011, em cumprimento do disposto no art. 15º da Lei nº.8/2012, de 21 de Fevereiro;
2- Declaração de Interesse Municipal referente às obras de construção de edificação destinada a oficina de manutenção e reparação de veículos automóveis, no sítio da Corga, Freguesia de Cerdeira, requerida por Hermínio João Pires de Brito.
3- Regulamento do Arquivo Municipal do Sabugal;
4- Regulamento do Conselho Municipal da Juventude;
5- Regulamento da Biblioteca e do Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes;
6- Regulamento de Apoio a Iniciativas Empresariais de Interesse Municipal;
7- Alteração ao Regulamento Municipal de Transporte Público de Aluguer em Veículos Ligeiros de Passageiros – Transporte de Táxi, do Concelho do Sabugal;
8- 1ª revisão às Grandes Opções do Plano 2011-2015 e 1ª Revisão ao Orçamento para 2012.
9- Apreciação das contas relativas ao ano 2011 e Aplicação dos Resultados Líquidos;
10- Encargos Plurienais – Diversos.
11- Actividade Municipal

Não há fome que não dê em fartura. Depois da última Assembleia Municipal sem assuntos na agenda, conforme denunciado pelo Capeia Arraiana, António Robalo entendeu o «recado» e deu agora corda aos sapatos, pedindo ao presidente da Assembleia para colocar na Ordem de Trabalhos um vasto conjunto de matérias, cujo número nos parece bater um recorde.
plb

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

(clique nas imagens para ampliar.)

Como se comprova pelas fotos continua em bom ritmo as obras de Ampliação do Quartel da Associação. Isolamento da cobertura, tubagens e isolamentos.

Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
NIB: 003507020001137293062
ou, se for no estrangeiro, através do:
IBAN: PT50003507020001137293062, código CGDIPTPL.
A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

Pela primeira vez a cidade do Sabugal entra na rota dos grandes eventos de morfologia canina, ao receber, nos próximos dias 28 e 29 de Abril, a XXII Exposição Canina Monográfica do Cão da Serra da Estrela e a I Exposição Canina Nacional.

No sábado, dia 28, com início às 10 horas, irá decorrer no Pavilhão Municipal a Exposição Monográfica do Cão da Serra da Estrela, uma organização da Liga dos Criadores e Amigos do Cão da Serra da Estrela (LICRASE) com o apoio da Câmara Municipal e da empresa municipal Sabugal+.
Esta exposição, que se realiza anualmente, é o evento principal desta raça e reúne os principais criadores, proprietários e amantes do Cão da Serra da Estrela.
No domingo, dia 29, a partir das 9 horas, igualmente no Pavilhão Municipal, terá lugar a I Exposição Canina Nacional do Sabugal, uma prova do calendário do Clube Português de Canicultura aberta aos exemplares de todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas e registadas em Livros de Origens de organismos filiados na Federação Cinológica Internacional.
Ambos os eventos têm entrada livre.
plb

Pois lhes conto que um dos meus grandes desgostos foi ver a minha filha mais velha, a Cassilda, casada com um fusco das Batocas. Então eu, com uma vida inteira de carrego no costado a fugir a esses diachos, para a criar a ela e aos irmãos, e a lorpa a dar olhares e depois a anagalhar-se com um dos lapuzes?

Ainda por riba o Augusto Correia, que é esta a sua graça, para além de rabo de saias e colhereiro, era um guardilha pouco cumpridor do seu dever de autoridade. A laia que tinha era para andar de olho fito nos carregos de mulheres e catraios, mais fáceis de surripiar. Onde lhe fairasse a azeite, pão de torno ou galhetas, logo saltava ao caminho, de mão pronta a filar a mercancia.
Careio para o contrabando de alto quilate, o alma do diabo não o tinha. A mim, lhes juro, nunca pôs ele a mão na vestia nem me tomou qualquer carrego. Augado andou ele, mas nanja, que não tinha sorrelfa para isso.
Pois foi este babanca que caiu no goto da nossa Cassilda, para minha grande infelicidade. Tanto morgado que havia na terra, rapazes honrados e trabalhadores, lavradores ou negociantes, com bons dotes e anafados herdos, e a palonça a ficar caidinha pelo Gusto Correia, como se não houvesse outro poldrão no mundo…
Muito me envelhaquei quando soube do arremedo, que ela e a minha mulher me esconderam por basto tempo. Querendo tirar-lhe o vezo, ainda a proibi de sair com o pandilha e, de uma vez, até me predispus a abrir-lhe os olhos à lambada. Valeu a minha Belmira, que me trouxe à memória que também acasalara comigo sem o consentimento de meu sogro.
A verdade é que tanto andaram, aproveitando as minhas ausências no ofício de contrabandista e de negociante, que quando dei fé a coisa já ia de tal modo adiantada, que fazê-la volver atrás era um drama.
A custo lá aceitei que se botassem pregões, com a condição de o lapuz não me aparecer pela frente. Só lhe apontei falas no dia do casamento, quando o valdevinos, em plena igreja, se me dirigiu a pedir a bênção. Dei-lhe boas caras, mas botei-lhe entre dentes:
– Tem tento no que te digo. Se alguma vez me soar que zupas a minha filha és homem morto.
Ele arregalou os olhos e avermelharam-se-lhe as béculas, em sinal de que percebera o recado.
Mais tarde, na noite do Sagrado Nascimento, sentei-me à mesa com ele a consoar. Lá estive meio contrariado e retorcido, quando o jagodes me atirou ao rosto:
– Vossemecê, meu sogro, devia deixar o contrabando…
Logo acusei a assovelada.
– Olha lá, ó canastrão, e de onde me vinha o arrimo da casa? Metia-me a roubar?
– Podia viver da lavoura, que lhe dá cabonde.
– Que sabes tu da vida lafaruz? E diz-me lá que febre te faz o meu contrabando?
– O comandante do posto já me atirou às ventas que sou genro de um contrabandista…
– Pois não há mal em dizer a verdade… Responde-lhe que teu sogro é contrabandista honrado, que nunca escarrou na sopa de ninguém, nem assaltou gente nos caminhos, como os guardas-fiscais, que arrebanham mulheres e ganapos a toda a hora.
O salamurdo estremeceu:
– Se não larga a faina do contrabando, garanto-lhe que serei eu a filar-lhe a carga e a metê-lo no chilindró.
– Tinhas que nascer outra vez para me aliviares o carrego.
A Cassilda que esperava cria daquele machacaz, agarrou-se à barrigona em pranto, maldizendo a nossa zanga e falando que podia ter desmancho. Saí de casa e meti-me na loja de volta do vivo.
Nos tempos seguintes redobrei os cuidados, não fosse o meu genro querer tomar-me alguma carga, para me envergonhar. Mas andei muito tempo sem lhe botar a vista, para meu descanso.
Um dia de inverno, manhã cedo, tornando de Espanha com o macho carregado de fazenda, entrei numa taberna na Aldeia da Ribeira para tomar uma copa de aguardente. Estava eu de calecho entre os dedos, à conversa com a Ti Mariana, a dona da venda, quando notei um vulto a passar a porta.
– Então Ti Tosca, descuidou-se e acabo de o filar com o macho carregadinho de pana.
Era o sandeu do meu genro, que me montara trapa.
– A carga vem do mercado da Malhada, onde ontem estive e me demorei. Nunca ela viu a raia nem a Espanha – disse-lhe.
– Não tem forma de o provar. E ademais vi bem tratar-se de contrabando. Acompanhe-me ao posto que está preso.
Saí da venda magicando como escapulir, sendo que já não tinha a genica da juventude.
Cá fora o fusco ia pôs-me a mão na casaca, por lá a prevenir que eu lhe fugisse.
– Afasta me mim as unhas, que me deves respeito – atirei-lhe.
Ele recolheu a mão e eu, pegando no varal que deixara encostado à parede, mandei uma verduada no macho que deu dois saltos e se pôs em fuga, e arrumei um encontrão ao Gusto, mandando-o a terra. Corri rua abaixo a rabo do macho, com o meu genro em perseguição. Deixei a rua e saltei para um quintal e dali para uma tapada e, mais além, para um lameiro junto à ribeira, que ia alta com a farta água das chuvas. O valdevinos vinha na minha cola, já quase a filar-me, quando formei um salto para o meio da ribeira. Nadei um pouco e, já perto da outra margem, olhei para trás e lá vi o rapazola na borda da água.
– Anda, molha o capote – desafiei-o.
Não foi capaz disso, e eu saí da água e embrenhei-me num matagal.
Fiquei encharcado e sujeito ao reumatismo, mas garanto-lhes que aquele basófias nunca me pegou nem me tomou qualquer fardo.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

Vários historiadores, possivelmente deslumbrados com os resplendores culturais da alta latinidade e depois impressionandos com o desmantelamento do império, apodam a Idade Média de noite milenária da cultura.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaAquele período durou efecitvamente à volta de mil anos. Mas só poderá classificá-lo de noite cultural quem não queira conhecer o papel naquele sector prosseguido peIa Igreja, já directamente pelas suas próprias instituições; já incitando e apoiando realizações dos monarcas e grandes senhores.
Nas igrejas paroquiais, juntamente com as verdades da fé, aprendiam-se rudimentos de leitura, escrita e aritmética.
Nas capitulares, assim chamadas por funcionarem junto dos capítulos (nós hoje chamamos-lhes cabidos, com o que significamos corpos de cónegos de uma diocese), ensinavá-se o trivium e o quadrium, embrião dos actuais cursos de letras e ciências, compreendendo o primeiro a retórica, a gramática e a dialéctica, espraiando-se o segundo pela matemática, geometria, astronomia e música.
Depois, não pode esquecer-se a obra dos mosteiros, tanto na salvaguarda e recuperação das riquezas culturais da antiguidade, como na elevação do nível intelectual das populações.
Muitos conventos ostentavam até atraentes dísticos, convidando à alfabetização: «se queres aprender a ler, entra, que tens aqui – e de graça – o que procuras».
Não falaremos da Universidade, também naquele período surgida e instituição que, só de per si, relevaria todas as eventuais faltas que à Idade Média se pudessem assacar.
Nos domínios da produção artística, o Te Deum, aparecido ainda no primeiro milénio, bastaria igualmente.
Raras vezes, o espírito humano tem voado tão alto como naquele admiravel texto, onde da forma mais elevada se exprimem as três dominantes da alma cristã: a alegria do triunfo, a angústia perante o futuro sempre incerto e a imorredoira confiança em Deus.
«Nós Te louvamos, Senhor; nós Te confessamos. A Terra inteira Te venera, e os Anjos e os Arcanjos, os Principados e as Potestades, os Tronos e as Dominações. O corpo glorioso dos Apóstolos, na sequência dos Profetas, e o branco exército dos Mártires cantam em conjunto a Tua glória. E, por toda a Terra, a Igreja é confessada…
Senhor, só em Ti está a nossa confiança. Nós Te glorificamos pelos seculos dos seculos. Que a nossa súplica seja ouvida e que o nosso clamor chegue até Ti. Senhor, está connosco. Fica com a nossa alma…»
Texto sem autor identificado, atribuído por uns a Santo Ambrósio, por outros a Santo Agostinho, por outros a um obscuro prelado dos confins balcânicos, ressaiba a epopeia jamais ultrapassada.
E, se o Te Deum, simboIizando e expressando, embora, todo um milénio, se pode considerar ainda urna obra isolada, produto apenas duma mente genial, naturalmente muito acima do seu século, há já movimentos culturais que interessam senão multidões, ao menos a importantes massas populacionais.
O mais conhecido é, por certo, o Renascimento Carolíngio.
Achen, nome germânico de Aix-La-Chapelle, à francesa, ou Aquisgrano, à latina, a cidade das águas correntes, funcionou como a capital não só política e militar, mas também científica, de todo aquele extenso período em que Carlos Magno, São Carlos Magna, se revelou o primeiro dos chefes da cristandade e também o primeiro cristão.
A Escola Palatina, sediada na antiga vila do tempo de Pepino, o Breve, viu passar pelas suas cátedras, todos os grandes espíritos da época.
Ali, à sua volta, Carlos Magno, como verdadeiro precursor da Europa do espírito, reuniu tudo o que contava nos domínios da cultura, dos sábios, dos letrados, dos teólogos. Da Gália do Sul, vieram Agobardo e Teodulfo, este último refugiado godo das Espanhas. Da Inglaterra, Alcuino, porventura o mais brilhante de todos os grandes paladinos e primeiro-ministro espiritual do próprio Imperador. Da Italia, Paulo Diacono, Pedro de Pisa e Paulino da Aquileia. Da Irlanda, Clemente e Dungal. Dos países nordicos, Engilberto e Eginhardo, este também notável.
Onde quer que os seus esculcas intelectuais lhes apontassem urn nome célebre, Carlos Magno mandava recrutá-lo.
A todos retribuindo principescamente, mesmo no sentido rigoroso do termo, pois ao já referido Engilberto casou-o com sua filha…
Com menos brilho, embora, outras escoIas funcionaram também, nomeadamente, em Tours.
E, mesmo que na sombra, lançavam-se as bases para o grande renascimento que adviria logo no princípio da idade moderna e que só foi possivel porque os centros culturais da época precedente (que se teima em cIassificar de obscura) se mantiveram vigilantes e operosos.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

O Centro Local de Aprendizagem da Universidade, no Sabugal, em parceria com a Câmara Municipal do Sabugal, irá realizar uma «Tertúlia de Sabores. Tradição e Saúde à Mesa», no próximo dia 4 de Maio, no Café Girassol (Sabugal), pelas 21 horas.

A tertúlia contará com a participação do Dr. João Calhau, nutricionista no Centro de Saúde do Sabugal, que acentuará a sua intervenção na questão da saúde, e um representante da Associação do Comércio e Serviços do Distrito da Guarda (ACG), que focará a problemática da alimentação numa vertente mais comercial. Ambas as intervenções pretendem sensibilizar para a possibilidade de se alimentar bem e a custo reduzido, e prometem fomentar um debate interessante em torno de uma problemática tão importante em tempos de crise.
Mais esclarecimentos no Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta (Centro Dr. José Diamantino dos Santos, Rua Luís de Camões, nº 16, Sabugal – Tel: 271 752 230).
Amália Fonseca – Coordenadora do CLA do Sabugal

A Câmara Municipal do Sabugal recusa pagar à empresa Águas do Zêzere e Côa (AzC) o valor das facturas que esta emite pelo fornecimento de água e pelo tratamento de efluentes, denunciando que as mesmas estão sobrevalorizadas. Na perspectiva do Município, feitas as contas, a empresa terá antes de devolver um valor superior a um milhão de euros que cobrou indevidamente.

No final do ano de 2011 o presidente António Robalo oficiou o administrador executivo da empresa, dando-lhe conta que a Câmara Municipal do Sabugal verificara que os sistemas de controlo do abastecimento de água e do tratamento de efluentes padeciam de vícios na medição. A autarquia alegou que os mecanismos de medição nunca foram calibrados nem aferidos, e que os mesmos contabilizam a passagem de ar com se de água se tratasse.
A Câmara colocou ainda em causa, à semelhança de outros municípios, o contrato de concessão celebrado entre o Estado e a AzC, afirmando que tem vícios insanáveis, que o tornam nulo. A razão assenta no facto de se ter retirado do sistema a área geográfica do município da Covilhã, o que aliás está a ser alvo de processo no Tribunal Administrativo de Castelo Branco, onde as várias Câmaras Municipais pedem a declaração dessa mesma nulidade.
Face às disfunções verificadas, a Câmara do Sabugal entende que só tem de pagar à AzC o fornecimento de água que foi realmente facturado aos munícipes, acrescido de 30%, (tendo em conta as perdas). Quanto ao saneamento, entende a Câmara que apenas tem a pagar 80% do volume de água facturado aos munícipes.
Face aos considerandos acerca dos reais valores do fornecimento de água e de efluentes tratados, a Câmara rejeita as contas que a empresa lhe apresenta para pagar, por conterem valores muito superiores ao correspondente serviço de fornecimento.
Feitas as contas, entre o que se pagou e o que se deveria ter pago, a Câmara do Sabugal alega não ser devedora de quaisquer montantes, antes sendo credora da empresa, num valor que no final do ano rondava um milhão e 300 mil euros.
O Município oficiou mesmo a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, dando-lhe conta dos vícios detectados e da intenção de discutir em tribunal todas as facturas, uma a uma, se as mesmas não apresentarem os valores enquadrados nos critérios que o próprio Município considerou.
A batalha entre a AzC e os municípios que integram o sistema de abastecimento de água e tratamento de efluentes já vem de há vários anos e arrasta-se em tribunal, com acusações mútuas de incumprimento.
Manuel Frexes, ex-presidente da Câmara Municipal do Fundão e principal contestatário das contas apresentadas pela AzC é actualmente administrador da Àguas de Portugal, a accionista maioritária da AzC.
plb

Por estes dias, em que a chuva resolveu aparecer, dando a esta primavera uma tonalidade mais cinzenta e cumprindo o ditado de que, «Abril águas mil», tenho pensado, em como em Portugal, ninguém estabelece um plano de acção. Ninguém planifica. Ninguém estabelece objectivos e caminhos para lá chegar. Os partidos, arrastam uma indefinição ideológica e, mesmo com programas políticos (ou pseudopolíticos), estes são feitos em função das circunstâncias. Carecem de uma matriz identitária e de identidade.

Esta ideia vem a propósito das jornadas parlamentares do PS, que decorreram em Bragança, primeiro e, depois, a prática governativa deste governo do PSD.
António José Seguro, líder do PS, discursava e apregoava para os seus deputados de que este governo estava a ignorar o interior. Fiquei pasmado! Então não foi o PS que foi fechando escolas, centros de saúde, estações dos correios? Ah! Mas antes estavam no governo. Agora, como já não estão, volta o discurso do interior. Serve como exemplo de um discurso feito em função das circunstâncias.
Depois, comparem o discurso do primeiro-ministro agora e do candidato a primeiro-ministro antes. Palavras como «não aumentamos impostos», «não serão pedidos mais sacrifícios aos que menos têm», são palavras que depressa o vento levou. O que prova que os programas e os discursos são vazios. As ideias inexistentes.
Esta semana trouxe ao de cima a verdade crua e nua do acordo de concertação social. É mau e, como tal, provocou alterações na lei laboral más. E mesmo assim, o governo não o está a cumprir. Guardei a cara de espantado do secretário-geral da UGT… O ministro da economia apresentou esta semana a nova proposta do governo para o valor da indeminização aos trabalhadores por despedimento, 7 a 13 dias por cada ano de trabalho. Argumentos: para ficarmos enquadrados com a média da União Europeia. Exactamente como os alemães, já que ganhamos exactamente o mesmo! Brilhante este ministro. Outro argumento, que existe um estudo que aponta nesse sentido. Claro que faltava cá o estudo! Há sempre um estudo! Mas nunca se sabe quem o fez, onde está, quem o encomendou. Tal e qual como os estudos do Sr. George, director eterno geral da saúde, contra o tabaco. E, por fim, o argumento da troika. Sempre a troika, como costas grandes para impor restrições aos mais fracos. A mesma troika exige o corte nas rendas das PPP’s, mas aqui só se ouvem palavras vãs. Esta prática de governar, negando tudo o que se disse, prejudica a democracia porque, essencialmente, afasta as pessoas da política e, principalmente, dos partidos. E os portugueses têm-no mostrado em cada acto eleitoral.
O primeiro pacto ou acordo que os políticos e os partidos têm que fazer com o eleitorado é o da confiança. É esta confiança o suporte da prática política e do funcionamento da democracia e das suas instituições. Mas para isso, como disse, é necessário a existência de uma matriz ideológica que seja identitária e, por isso, identifique.
O panorama nacional mostra, e demonstra, um arco político ideologicamente errante, politicamente vazio e eticamente duvidoso.
Podemos dizer, diz-me se estás no poder ou na oposição e eu direi quem és.

P.S. Esta semana o FMI emitiu um relatório, onde aponta que Portugal, depois da intervenção da troika, terá muitas dificuldades em relançar a economia. Nada de novo, basta seguir o rumo das políticas seguidas pelo governo. Mas o que admira é que, a base de muitas das políticas, são do próprio FMI! Mais, o FMI faz parte da troika! Esta troika não está cá, supostamente, para nos salvar? Este relatório é o reconhecimento próprio fracasso.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

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