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O Departamento Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior (UBI) promove este ano a terceira edição das Actividades Científicas na Escola, subordinadas ao tema «O desporto na compreensão do homem», nos dias 13 e 19 de Abril e 4 de Maio.

A Professora Dulce Esteves, uma das coordenadoras deste projecto educativo, informou que o mesmo pretende promover o desenvolvimento integrado das crianças do 1º ciclo (Escola de Santo António, Escola dos Penedos Altos e Conservatório da Covilhã), usando a actividade física e o desporto como instrumento de aprendizagem.
Na edição deste ano serão abordados os conteúdos relacionados com o balanço energético (Que calorias têm os alimentos? quantas calorias ingerimos e como as gastamos? Quanto tempo tenho de correr para gastar as energias de um chocolate? E de um hambúrguer?) e com o Movimento e Equilíbrio (O que é o centro de massa?; Como fazemos força? Como nos equilibramos? Como temos precisão?); Frequência Cardíaca (Como funciona o Coração?; Será que a FC só aumenta com o esforço?; Como podemos Controlar a nossa FC?)
Os docentes coordenadores são a Profª Kelly O’Hara; o Prof Rui Brás e Profª Dulce Esteves, contando com a participação dos Alunos de Ciências do Desporto.
plb

Toda a minha vida aconteceu de volta com a bicheza doméstica. Tinha na corte o macho, meu velho e fiel companheiro, a burranca, que era a montada da mulher e da canalha, e a junta das vacas – duas jarmelistas de alma, preadas para o trabalho, capazes de arrancar com uma carrada da mais funda ravina e de andar sem parar, de sol a sol, na decrua de uma tapada.

No cortelho mandava o marrano, cuja vida era ressonar e emborcar viandas à espera da hora da matança. Na coelheira havia sempre laparotes prontos para o panelo e no poleiro habitavam as pitas e o seu galaró reinante. Já cadelos e gatos eram gado de livre andar, correndo a rua e os cantos da casa. Cheguei a ter toirão, no tempo em que corria os montes para apanhar os saltantes bravos nas luras.
As galinhas eram do cuido da minha patroa, que nisso fazia grande preparo, no fito de ter fartura de ovos e boa criação de frangas. No poleiro havia sempre um bom galo pedrês, daqueles que têm crista alta e esporão alçado, e que guardam o bando das galinhas tal qual um cão cuida de uma piara de ovelhas. A minha esmerava-se nisso, querendo ter galaró altivo e vigilante e ademais capaz de dar bom canto para anunciar a hora do levanto.
Pois numa manhã, pelo tempo dos Santos, a Rosa do Lucas empurrou o cancelo do curral, de coisa feita em nos agraciar uma gulodice da matança e entabular paleio. Entrou confiante e dava passos apressados, já dentro da cerca, quando foi surpreendida pelo malvado galo pedrês que, largando as pitas, cresceu para ela de penas eriçadas. A Rosa ainda lhe tentou mandar um biqueiro que o fizesse desandar, mas, não lhe atinando, o cantador embraveceu e desatou a picar-lhe nas pernas.
– Ai, quem me acode! – urrou a desventurada mulher que foi cambaleando sem encontrar onde se abrigar do feroz lutador.
A Belmira, ao ouvir a balbúrdia, saiu de casa com o razão do alqueire em punho e arrumou no galo uma traulitada que o fez desandar.
– Mas que galo mais bravio aqui tem no curral! Capaz de me matar, o alma de seiscentos! – lamentou-se a Rosa quando se viu a salvo.
– É levado da breca, não lhe posso abrir o poleiro! Não tarda que vá pró panelo.
– É pior que um cão! Não viesse vomecê e dava-me cabo das pernas. Isto é que é um guarda!
– Isso é, Ti Rosa. Ninguém é senhor de aqui entrar, basta ele dar fé!
– Assim precisava eu dum, que me guardasse as galinhas da raposa – aventou a Rosa do Lucas já melhor refeita da escaramuça.
– Inda por isso é que tenho dó dele – concordou a minha – há dias fez daqui esgueirar o cão do Mourão, que cá vinha ao fairo dos ovos. Não há melhano capaz de tocar num pito, nem vagabundo que meta pé pra dentro do curral sem ter que tornar em correria, basta que ele ande à solta. Até de noite é vigilante! Sinta raposa ou lobo ao redor dos casais que dá logo sinal.
– Dá-lhe um jeitão, Ti Rosa, dá-lhe um jeitão! Tem a casa resguardada!
A mulher do Lucas, que há muito não punha pé em nossa casa, largou ao que vinha. Trazia a prova da matança, um pedaço de soventre e duas morcelas, que a minha recebeu por obrigação, pois seria mau agradecimento rejeitar o que a generosidade nos trazia a casa.
O diabo é que a Rosa, que tem uma língua de palmo, espalhou pelo povo que o curral do Tosca era local a evitar, por ali ter de guarda um galo selvagem que ninguém domava.
Foi a minha sorte, porque há coisas que nos vêm ao calhar. Primeiro fiquei danado com a boca laburda da mulher, mas depois tomei fé de que o galo era cobiçado para padreador e passámos a receber no nosso poleiro as pitas das demais pessoas de Bismula e até de gente de outras terras, que as queriam galadas pelo cantante bravo para depois as porem no choco. A Belmira fez com isso uma dinheirama a que no final adiu a nota de conto resultante da venda do famoso galo a um freguês da Rapoula que ali veio de propósito para o comprar e fazer dele senhor de uma grande capoeira que produzia pitos, galinhas e ovos para os mercados.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

A sociedade hodierna, saturada de preconceitos radicalmente igualitários, acolhidos pelas massas, consciente ou subsconscientemente, vive impregnada na ideia dos malefícios que terão decorrido dos direitos senhoriais.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaA submissão a concepções dominantes que se apoiam apenas em modas esquece contraditoriamente, por um lado, o relativismo histórico e, por outro, que os elementos sociais que hoje pretendem ocupar ou ocupam efectivamente o lugar deixado vago pelas antigas elites não melhoraram, bem pelo contrário, os padrões de serviço à comunidade, vividos por aqueles que tão asperamente censuram.
Felizmente que, ao lado dos que só se evidenciam pela força económiva e ambição de poderio, se verifica, mesmo em países sem passado monárquico ou nobiliárquico, a formação de elites, com tónus arisrocrático.
É que também nas democracias de recente data e que não têm atrás de si qualquer passado feudal, se foi formando pela própria essência das coisas, uma espécie de nova nobreza ou aristocracia. Tal é a comunidade de famílias que se habituaram a por ao serviço da comunidade nacional, ou seja do Estado, do governo e da administração, e sobretudo das populações, as suas energias e sinergias…
Neste sentido, e estamos a seguir a lição de Pio XII, tambem as novas élites se podem afirmar como propulsoras do verdadeiro progresso e guadiãs da tradição.
O nosso intento, hoje, cifra-se, todavia, unicamente no papel que o feudalismo assumiu na construção europeia.
Os direitos senhoriais não podem, é certo, deixar de chocar a nossa mentalidade, com o c1ima de violencia e extorsão, muitas vezes vivido nos limites do feudo, ou as constantes irrupções pelos territórios vizinhos, domínios de irmãos e parentes muito próximos, quando não até de pais ou sogros.
Mas não pode esquecer-se, que ao tempo, as ocupações correntes de grande número de indivíduos eram saquear, devastar e matar, em que cada um dos agredidos e espoliados fazia repercutir sobre o que em força e poder se lhe situava abaixo os agravos de cima recebidos.
O senhor, monopolizando a autoridade, violenta ou violentíssima até, adentro do seu limes, era a única entidade capaz de obstar àquela série intermináveI de conflitos, repetidos em cada um dos degraus duma escada de forças, com miríades de clivagens.
A autoridade real, tanto pelas dificuldades de intervenção, como pelas flutuações de fronteiras, como pelo reduzido leque de matérias em que a coroa se propunha intervir, era escassa e precisava efectivamente de ser complementada por quem actuasse sobre o terreno.
Cunhando moeda, administrando a justiça, assegurando o abastecimento das populações, desenvolvendo a economia, preparando os seus próprios exércitos, os senhores feudais cumpriram uma missão ao tempo essenciaI.
Através da cadeia de fidelidade ajudaram ainda a consolidar os tronos e as fronteiras das várias monarquias que se foram estabelecendo a Ocidente.
Defeitos naturalmente que tiveram muitos, mas onde há homens, há condição humana.
A guerra impunha-se-lhes como paixão. Gostam mais de combater do que de ouro fino ou de comer. É o que expressava a Canção de Antioco. E noutra parte, fala-se de um cavaleiro que confessava sem rodeios: Se estivesse com um pé num castelo e o outro no paraíso e me anunciassem um combate, logo fugiria para o teatro de guerra.
A Igreja, sábia mesmo quando intervinha em relação as coisas deste mundo, procurou modificar o ânimo dos senhores e conseguiu-o em benefício dos vilãos e servos indefesos.
Mas fê-lo também em favor dos próprios senhores feudais, vítimas uns dos outros. E foi mesmo contra a guerra privada, exactamente a guerra entre senhores, que lançou a Trégua ou Paz de Deus.
Depois, os grandes senhores pensavam em nobilitar-se cada vez mais e os pequenos por emulação sonhavam também com o ascenso.
Houve toda uma penosa escada a subir e as mais influentes famílias reinantes da Europa radicam em humildes estirpes.
Caso, por exemplo, dos Hoenzolern, família imperial alemã provinda de guardadores de altas montanhas: ou dos Habbsburgos, fronteiros do império.
Distinguindo-se por suas qualidades, começavam por comes (palavra latina que significava companheiro e é o étimo do actual vocábulo conde. Marquês provém de marca, palavra que significava território avançado sobre o inimigo ou no mínino fronteiro a ele. O Marquês era ali a autoridade suprema. Com uma função essencial militar, corresponderia ao Marechal, étimo germânico; ou Condestável, aglutinação, aliás de comes (conde, como vimos), e stabuli (lugar de guarda de cavalos).
Os grandes mosteiros resultaram muitas vezes também da influência de poderosos senhores feudais ou de descendentes directores seus.
Sao Bernardo de Claraval, outro dos grandes construtores da Europa, bem poderá dar testemunho.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Segundo um comunicado divulgado aos meios de comunicação social, o Comando Territorial da Guarda realiza, entre os dias 23 e 24 de Março, acções de sensibilização junto de estudantes que se deslocam em férias, para Espanha, nos acessos à fronteiras de Vilar Formoso.

Tendo presente que, por ocasião das férias escolares da Páscoa, milhares de jovens portugueses viajam até à Catalunha e sul de Espanha, em viagens organizadas, militares do Comando Territorial Guarda realizam, entre as 20 horas do dia 23 e as 20 horas do dia 24, uma operação nos principais acessos à fronteira, com o objectivo de sensibilizar os estudantes para os perigos que advêm do uso de produtos estupefacientes.
No decorrer da operação, os militares, recorrendo a binómios cinotécnicos de detecção de drogas, fiscalizarão os autocarros que transportam os jovens aos destinos e respectivas bagagens.
Deste modo, pretende-se evitar comportamentos desviantes nestas faixas etárias, nomeadamente o consumo e tráfico de produtos estupefacientes.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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