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Nasce na Primavera de 1923, em Terras Beirãs, na Freguesia de Vila Cova à Coelheira, num ambiente rural, de uma família de agricultores, a dois passos da sede do Concelho – Seia – já com indústrias ligadas à manufactura dos tecidos, da lã, do queijo e do turismo da Serra da Estrela.

Feito o exame da 4ª Classe ingressa no Seminário do Fundão no ano de 1936. Em Agosto de 1946, um ano depois do fim da II Grande Guerra é ordenado sacerdote, vivendo o País uma grave crise económica, como a de hoje, talvez com diferenças, havia a cultura dos valores, da palavra, da ética, da honra e da dignidade.
Inicia a sua missão sacerdotal nas Minas da Panasqueira, em S. Jorge da Beira, onde vive e convive com a problemática social e humana das gentes mineiras, dos seus dramas, das mulheres viúvas, dos filhos órfãos, da exploração desenfreada e da maldita doença da silicose.
Regressa ao Fundão, sendo Pároco nas Donas, onde baptizou um menino, que mais tarde foi Primeiro-Ministro de Portugal, em Valverde, apoia o Seminário Menor do Fundão e os rapazes do Abrigo de S. José.
Em 1959 é convidado para ir trabalhar com os Jovens do Patriarcado de Lisboa, saindo da Diocese da Guarda, como aconteceu a muitos outros dinâmicos sacerdotes.
Em 1968 é nomeado Pároco em Venda do Pinheiro onde tem o seu nome inscrito na toponímia e em Torres Vedras. Sei, conheço uns medíocres e míopes que não vêem com bons olhos estas distinções, mas deve fazer-se justiça a quem a merece, fruto de trabalho, de missão evangelizadora, não se acomodam.
Em 1973 é professor no Montijo, e nomeado Assistente Regional do CNE de Setúbal, conforme ordem de serviço da Junta Central nº323 de Abril, desse ano, mantendo-se até 1994, isto é durante vinte e cinco anos, digo bem, vinte e cinco anos ao serviço dos jovens escuteiros
Durante este percurso e nos anos de 1975 a 1980 é Director do Externato Diocesano Manuel de Mello, no Barreiro, nos anos de 1980 – 1993 Director do Colégio Frei Luís de Sousa de Almada e Director Espiritual do Seminário Diocesano de Setúbal.
Em 1993 é nomeado por essa figura impar do episcopado português – D. Manuel Martins, Vigário Geral da Diocese de Setúbal.
Conheci o Padre Alfredo Brito nos anos oitenta em diversas actividades escutistas da Região de Setúbal, e nos convívios que mantinha com os meus familiares. Marcou-me muito pela proximidade que mantinha com o movimento escutista, não faltando às reuniões e eventos que exigiam a sua presença. Também vi sempre neste sacerdote uma grande liderança e de diálogo construtivo, não se perdendo com banalidades, futilidades, enfrentado com rigor, disciplina, autoridade e aprumo os problemas e tomada de decisões.
Não há jovem escuteiro da Região de Setúbal que não conheça a acção, a missão deste Assistente Regional, do Padre Alfredo Brito.
Em 1986 pelos importantes serviços prestados ao Escutismo, é o primeiro elemento deste movimento da Região de Setúbal, a receber a máxima condecoração daquela instituição, O Colar Nuno Álvares.
Ao Centro de Educação e Ambiente da Arrábida, propriedade da Junta Regional de Setúbal é-lhe atribuído o nome de Padre Alfredo Brito.
O Livro «A História do Escutismo em Setúbal e na Região», de Francisco Alves Monteiro, um escuteiro que fez caminhada com o Padre Alfredo Brito ilustra muito bem através de fotografias e de textos a obra impar, deixada por aquele inesquecível Assistente Regional.
Há oito anos o Divino Chefe chamou-o para o eterno acampamento e regressou á terra que o viu nascer, às suas origens graníticas e serranas. Bem-haja Padre Brito pelo que fez na formação da Juventude. Este texto é para MEMÓRIA FUTURA!
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

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Um prefácio é um resumo do conteúdo de um livro. Uma introdução. Um prefácio eventualmente contém algumas impressões de terceiros sobre a obra. Estas definições servem para contextualizarmos a crónica.

O livro «Roteiro VI», ou melhor, o seu prefácio, tornou-se esta semana na obra mais citada cá pelo burgo. Não porque seja uma marca literária ou um ensaio científico mas, porque expressa a visão da história do Sr. Presidente da República. Dito desta forma nada haveria de novo. Só que este texto, vem falar de lealdade ou de falta dela. Este texto, vem falar das relações institucionais entre o Presidente da República Cavaco silva e o Primeiro – Ministro José Sócrates. Este texto, expressa uma vingança.
Cavaco Silva acusa José Sócrates de não lhe ter contado a verdade sobre a situação do país. Violando, desta forma, a Constituição, concretamente o artigo 201. Pois bem, Cavaco Silva, Presidente da República, tem como obrigação e dever (foi isso que jurou quando tomou posse) de cumprir e fazer cumprir a constituição. Se nada fez, quem está a faltar ao compromisso? E, então, o homem que fez toda uma campanha eleitoral assente no facto de ser economista e, portanto, conhecedor desses meandros, não sabia, não se apercebia, do que se estava a passar, quando o cidadão, dito comum, sabia?!
Quanto à lealdade, Cavaco Silva não tem autoridade moral para esgrimir tal conceito. Recordo telegraficamente alguns episódios: aquando da sua passagem pelo governo como ministro das finanças e a sua chegada à presidência do PSD (aliás, até com o nome do partido, mudou-lhe o nome) e a conspiração contra o Bloco Central e a “lealdade” para com o Dr. Mário Soares e o Dr. Hernani Lopes aquando da assinatura da adesão à então CEE. Outros exemplos haveria desse tempo. Mas, voltando a estes tempos, vejamos a lealdade de Cavaco Silva, as célebres escutas em Belém, acusando o governo de o estarem a espiar. Vindo-se a saber que tinha sido uma orquestração da própria presidência. Depois, aquele discurso na tomada de posse do último governo de Sócrates. Foi um discurso de uma lealdade impressionante!
Cavaco Silva passou o primeiro mandato calado. Começou o segundo a falar de mais, agora, brinda-nos com uma vingança sobre Sócrates oito meses depois. E faz isto, sacudindo a água do capote, como se o estado em que o país está não tivesse nada a ver com ele. É caso para dizer que a «vingança se serve fria»! Tudo isto mostra um homem mesquinho, medíocre e ressabiado. O que lamento, é que é isto que temos como presidente da República.
Esta semana ficámos, também, a saber que, o programa da troika, tem servido, somente, para que este governo aplique as medidas de austeridade aos mais pobres e aos fracos. Com a demissão do Secretário de Estado das energias, ficámos a saber que, é uma imposição da troika, reduzir às empresas energéticas o «subsídio» que o estado lhes paga. Mas esta medida troikiana ainda não foi aplicada (fala-se em quatro mil milhões…). Contudo, o corte nos salários, na saúde, na educação e por aí fora, foram imediatos. E os subsídios nem sequer eram imposição da trioka! Por aqui se vê as mentiras que se vão dizendo e contando, recorrendo ao famigerado memorando para justificar uma acção política que levará infalivelmente à miséria a maior parte da população portuguesa.
O que me deixa perplexo, é o facto de todas estas medidas apontarem para um mesmo resultado – a falência das pessoas, das empresas e dos países. E desconfio que não passamos de cobaias em experiências de soturnos iluminados das economias que, em gabinetes fechados e desconhecendo a realidade, vão experimentando as suas teorias.

P.S. Afinal, o célebre acordo de concertação social, que tanto regozijo deu ao governo e patrões e enfeitiçou a UGT e outros sindicalistas, acaba de ser mandado às malvas pelo governo no que concerne aos trabalhadores de recibo verde. Quanto querem apostar, em como outras se lhes seguem?
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaBelmonte, castelo que conheço desde jovem, Senti sempre, aquele respeito devido, pela paz que me inspirava, pela altivez que mostrava, mesmo quando o visitava com os alunos. Também o vi melhorar e revalorizar com um anfiteatro que o tornou palco de atuações e festas. Sinto sempre ali o espírito dos «Cabral», a força das memórias Sefarditas – agora com Museu Judaico e Sinagoga – a magnitude das muralhas, atualmente enriquecidas e vivas com as Feiras que nos transportam aos tempos medievais, onde ele se impunha alerta, como guarda das gentes e dos povos beirões.Centum Cellas parece continuar essa vigia, quer tenha sido ela prisão, albergaria ou residência. A sua imponência gera também o respeito que devemos a estes guardiões de pedra que distinguem fortemente épocas longínquas, mas de qualquer forma marcantes na vida dos povos.

Belmonte

BELMONTE

Ó Belmonte, agora és tu
Que eu canto em simples voz
O teu coração é serrano
Tua raiz medieval
Viveste com as descobertas
Dos navegadores de Portugal.

Existias com a estrada Romana
Entre Bracara e Emerita Augustas
Fala-se de Afonso Henriques
E em Centum Cellas sua história
Em 1199 o rei D. Sancho
Deixou no foral sua memória.

Pertenceste à Sé da Guarda
Pela doação dum Papa Alexandre
Com os devidos direitos episcopais
Castelo e torre com Dinis construídos
Como em XII ou XII se confirma
O castelo e torre de menagem erguidos.

Alcanizes também viveste
Como tantos teus congéneres
Alargando fronteiras oeste
Mas perdeste com o tratado
O povo extramuros, segundo lemos
Ter-se-ia então alargado.

Na crise da independência
Perdeste parte das muralhas
E por D. João primeiro
Foste depois confiscado
Aberta a Porta da Traição
Quando a Luís A. Cabral doado.

Doado depois por Afonso V
A um Cabral de nome Fernão,
Pai do conhecido Pedro Álvares
Foste Residência Senhorial
E nunca mais deixaste de ser
Da família dos Cabral.

Com baluartes modernizado
Um incêndio te danificou
E ainda em XVIII arruinado
E em XX eras prisão
Mais tarde Monumento Nacional
O IPPAR abriu-te aos espetáculos
Mas não esqueceram os Cabral.

Teu traçado ovalado
De forte pedra granítica
Com vários estilos marcado
E com as armas de Cabral
Não desmereces, ó Belmonte,
Por tudo (o que viveste), castelo de Portugal.

O meu abraço a Belmonte

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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