Na sua dança namoradeira ao redor do Sol, a Terra rodopia fascinada por luz e energia. Nesse incessante movimento vai captando forças que as nuvens reflectem e a atmosfera amortece. Portanto, nem toda a energia emitida pelo sol, inflecte na superfície terrestre. Só parte dela se disponibiliza perante a inteligência humana sob forma de luz (visível ou não visível).

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»O homem, único habitante pensante do nosso planeta, decidiu apelidar de «energia solar» toda essa força oriunda do sol, passível de ser transformada noutras energias como a eléctrica ou a mecânica.
Também as plantas, no processo fotossíntese, (realizado por seres vivos clorofilados) obtêm proveitos da energia solar. A fotossíntese das plantas verdes converte a energia solar em energia química, que produz alimentos e madeira da qual hão-de derivar combustíveis fósseis no seguimento de um circuito que poderemos chamar perfeito.
A radiação sol aliada à energia eólica e às ondas do mar, responsabilizam-se por grande parte da energia renovável disponível à face da terra.
Os raios solares perfuram e repassam a atmosfera, vão ao encontro dos oceanos fazendo aumentar, nesse embate, a temperatura das águas. O ar quente há-de conter a água evaporada que subirá, provocando a circulação e transferência de energia calorífica na atmosfera. Quando o ar atingir uma altitude elevada, a temperatura baixará e o vapor de água condensar-se-á e formará nuvens, que provocarão precipitação fazendo regressar a água à Terra completando, assim, mais um harmonioso ciclo.
O calor da condensação da água aumenta e transfere energias criando fenómenos atmosféricos como o vento.
É evidente que a fotossíntese inicia grande parte das cadeias alimentares na Terra. Sem ela, animais e outros seres não persistiriam visto que a base da sua alimentação é substância orgânica oferecida pelas plantas verdes. Assim se verifica novo circuito que se encaixa e harmoniza no universo onde, milagrosamente, encontros, circuitos e ciclos energéticos se evidenciam perfeitos e determinantes.
Contudo, apenas uma pequena parte da energia solar disponível acaba por ser utilizada.
Então, que o engenho do homem invente novas e aperfeiçoadas técnicas e que a mudança de mentalidades se alie á criatividade proporcionando mais e melhores utilizações de energia solar porque, assim, a humanidade só poderá ganhar.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

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