O tema das questões, isto é, o questionarmo-nos, o porquê, é, há muito, um assunto que tem vindo a ser exposto e explicado por pensadores, filósofos e pelo homem comum. Desde os gregos, especialmente os pré-socráticos, e a sua preocupação com o principio dos princípios, devem estar agora a questionar-se de como foi possível chegar à situação em que o país chegou, passando por Descartes e pelo nosso Pedro Hispano (papa João XXI), com a chamada dúvida metódica, procuram responder o que leva o homem a questionar-se. Afinal, a pergunta mais primária é o «porquê».

Esta pequena divagação serve apenas para enquadrar as razões dos porquês que aqui exponho.
Foram nomeados os novos presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, as famosas CCDR. A minha questão levanta-se com a utilidade destas comissões. Não lhes reconheço nenhum trabalho útil. Numa altura em que a austeridade e os sacrifícios recaem sobre os portugueses e o governo apregoa que é preciso poupar, vem nomear mais uns quantos figurões a custar uns milhões! Pois parece que serve precisamente para isto, para acomodar mais uns quantos boys. Volto a repetir que, os sacrifícios, só são para os que trabalham, e não vejo nenhum corte na estrutura do Estado, aquela precisamente, que mais suga o dinheiro dos contribuintes. Não servem para nada, a não ser para aumentar uma burocracia que, unicamente, justifica a existência de uns quantos parasitas de cartão da cor do partido do poder. Enquanto o estado não aniquilar estes apêndices (e são muitos) os sacrifícios serão em vão. Enfim…
Outra questão, por que motivo as instituições ligadas directamente ou indirectamente à Câmara Municipal do Sabugal não funcionam e, no entanto, recebem e gastam rios de dinheiro?
Ainda outra, a escolha de um Delegado Administrativo da Associação de Juntas de Freguesia da Raia sabugalense (e não está em causa a pessoa escolhida), numa altura em que está em discussão pública a proposta do governo para a reforma da administração local? Quando algumas daquelas juntas de freguesia poderão vir a deixar de o ser? Parece-me fora do tempo.
Agora, uma questão e um lamento, no concelho do Sabugal os serviços fecham uns atrás dos outros, cada vez estamos mais longe de tudo e, no entanto, não vejo Assembleia Municipal, nem a câmara nem qualquer outra entidade barafustar, contestar, mandar vir, argumentar contra. Porquê?

P.S. Um bom Carnaval para todos. Sem ironia.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

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