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O Comando Territorial da Guarda da GNR divulgou as estatísticas da sinistralidade rodoviária no distrito da Guarda relativas ao ano de 2011. Segundo as quais houve um total de 1367 acidentes, de que resultaram 11 mortos, 43 feridos graves e 526 feridos leves.

Quatro das vítimas mortais resultaram de acidentes por colisão, outras quatro por despiste e duas por atropelamento. Esses números representam uma melhoria significativa em relação ao ano anterior, pois em 2010 verificaram-se 19 mortos, o que representou uma diminuição de 42 por cento. Essa tendência de descida verificou-se igualmente em relação às restantes estatísticas. O número de acidentes de viação desceu 13%, o número de feridos graves diminuiu 30% e o número de feridos leves decresceu 3%.
O comunicado da GNR da Guarda faz também referência á actividade desenvolvida na semana transacta, de onde se destaca a realização de uma Operação de fiscalização de trânsito, com particular incidência na condução sobre o efeito do álcool e sem habilitação legal, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes. Foram fiscalizados 79 veículos e condutores, tendo sido detidos três condutores dois por excesso de álcool no sangue e um por falta de habilitação legal para exercer a condução.
Na noite de 24 de Janeiro foi detido em Seia um jovem de 19 anos, desempregado, por crime de tráfico de estupefacientes. O suspeito tinha na sua posse 47,68 gramas de haxixe e 2,50 gramas de cannabis, quantidade suficiente para 253 doses individuais.
Na tarde de 31 de Janeiro, em Trancoso, foram detidos em flagrante delito um homem e uma mulher, com 38 e 26 anos de idade, respectivamente, residentes em Mangualde, quando furtavam num armazém e num terreno, anexos a uma residência, metais não preciosos e peças de um tractor agrícola.
plb

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João Valente vai prendar-nos com um excelente livro de poesias intitulado Cancioneiro da Raia Morena, a ser apresentado no próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 18 horas, no Restaurante O Robalo, Sabugal.

A águia da bonita foto da capa do livro, da autoria do Kim Tomé, com a diáfana luminosidade das seis horas da manhã, num dia de primavera, nas alturas da Serra da Malcata, vagueia ao sabor da suave brisa, tal como o João Valente deambula de terra em terra, na sua escrita e imaginação, à cata da sua raia morena.
Apesar de exercer há alguns anos a adovacia em Leiria, o autor tem as suas raízes na raia, em terras de Riba Côa, concelho de Sabugal .
João Valente, ao longo deste livro, não se cansa de as percorrer e recordar, a ponto de eu desejar ter como cicerone não qualquer outro guia turístico para as visitar, mas o João Valente em pessoa. Porém, na falta deste jovem poeta, vou levar comigo o Cancioneiro da Raia Morena do nosso amigo João Valente, quando pretender deambular também pelas sendas da raia beirã. E digo nosso porque os poetas fazem parte de nós próprios. São como os entes queridos que vivem em nossa casa. Diria que são os nossos netos, a ternura, o olhar virgem e puro de uma criança. Manifestam os nossos sentimentos, reavivam-nos a memória, sacodem-nos para novos desafios. Os poetas não nos deixam tranquilos.
A emoção que já sentia ao ver os horizontes coloridos, cheios de matizes nas tardes de verão, é agora reforçada com a leitura do Cancioneiro da Raia Morena que farei antes de adormecer. Será um bálsamo tranquilo que me apaziguará, qual santo remédio para as minhas insónias de velho caminheiro nas terras beirãs. As suas poesias emprestam-me um olhar novo para quebrar a rotina que já não me deixa ver as pedras, os carvalhos, os castanheiros, os álamos, as montanhas, os rios e riachos, porque a paisagem que os meus olhos vêm está coberta por camadas de poeira acumulada ao longo dos anos, a observar sempre as mesmas coisas.
A incursão em terras de Riba-Côa do Cancioneiro da Raia Morena de João Valente não é uma conquista guerreira de um El-Rei de há 800 anos. É um rosário de lembranças e de apelos, de afectos e de emoções, de maravilhas e deslumbramentos, de alertas e desesperos, de diversões e avisos, de saudades e canções.
Com o João Valente também me sinto campestre e bucólico, a vaguear por Badamalos, Ruvina, Cerdeira ou Vilar Maior, a perguntar pelo Zé Romão, a Maria Monteiro e o Alexandra Badana. É com ele que quero ir para ver se ainda vejo os namoricos na fonte, ou o desabrochar dos primeiros amores, sob o sol ardente, debaixo dos salgueiros que bordam o rio Côa, com os juncos a servirem de cama, ou o sentir do sangue a fervilhar por uma alma gémia.
Já me disseste que não podias esticar o tempo entre os tribunais e o imperativo da inspiração poética. Deixa-te de ilusões! Visitar a raia beirã é em si mesmo uma autêntica poesia, um verdadeiro cancioneiro. Com o teu livro deste um tom mais colorido a esta raia que parecia ficar um pouco esbatida pelo gasto dos anos e o abandono das gentes. Reavivaste os ânimos com esta linda obra poética. Sendo assim, não me admira que com a tua nobre e cadenciada poesia deste cancioneiro, a raia tivesse ficado ainda mais bela e, evidentemente, morena.
Joaquim Tenreira Martins

Há umas semanas escrevi aqui que o Casteleiro sempre foi terra de migração e que Lisboa foi dos primeiros destinos para muita gente, muito antes da França. Muitos ainda hoje se mantêm com as suas proles na grande cidade. Hoje pergunto: sabem qual o processo de deslocação para muita gente que passou a trabalhar e a viver em Lisboa? Que caminho se seguia? Adivinham que ali havia cordelinhos bem mexidos?

Até 1960, exactamente 1960, muitos casteleirenses conseguiram um emprego em Lisboa. Coisa nada simples, nada fácil. Coisa nada frequente no País. Para se chegar a Lisboa e procurar emprego era um ror de tempo sem dinheiro nem casa. Isso não era possível. O ideal era, pois, ir para a capital já com as coisas arranjadinhas.
Eram tempos difíceis, como tenho mostrado.
Tempos em que as famílias estavam muito depauperadas.
Não havia dinheiro. Havia produtos da agricultura para a sobrevivência, mas não moeda. As famílias do Casteleiro, como as de todo o interior de todo o País, viviam a angústia de saber que, naquela linha de vida, o destino dos filhos era repetir o seu próprio destino de peito sempre apertado. Era preciso dar o salto. Isso, as famílias sabiam: era preciso interromper aquele círculo vicioso.

Destino: Câmara de Lisboa
Nos anos 50, sublinho a década outra vez, no Casteleiro, algumas famílias e seus filhos respiraram fundo até 1960.
Algumas conseguiram o milagre de garantir em Lisboa um emprego para os seus filhos (mais os rapazes, mas também algumas raparigas).
Os leitores do Vale da Senhora da Póvoa estão a ficar surpreendidos com este artigo, porque já viram a foto, que conhecem muito bem (busto de homenagem no Vale), e mais admirados vão ficar com o resto do texto, porque lhes vou dizer que o caminho de muitos jovens do Casteleiro para Lisboa passava pelo Vale de Lobo. E não me refiro só à estrada, até porque a maioria desses jovens não iam de carro (se fossem passariam pelo Vale): iam de comboio, ou seja: o caminho que seguiam era Casteleiro / Caria ou Estação de Belmonte / comboio / Lisboa.
Aquele era um tempo em que sem amigos poderosos as pessoas se encontravam condenadas a repetir vidas passadas, sem passar da cepa torta.
Ora foram muitas as centenas de beirões e não só os que migraram e, mais tarde, emigraram (para fora de fronteiras). O facto de hoje as nossas terras estarem a ficar desertas tem a ver com este factor. Lamentavelmente. Com realismo, temos de encarar o seguinte: se todos tivessem ficado na Beira, hoje as aldeias estavam cheias de gente. Não sei é se a qualidade de vida das famílias seria o que é (os que saíram, em geral, puderam assegurar aos familiares que ficaram melhores condições).

Pedir o favor
Para ir para Lisboa era preciso um favor. Pedir o favor de. E ficar eternamente grato e com razão, muitas vezes subserviente para a vida toda, de uma forma até um tanto feudal… Coisas de um tempo que vai e que vem…
No Casteleiro, o circuito era simples: a D. Maria do Céu (Barreiros Mendes Guerra, da Quinta, chamada «Vila Mimosa»), boa senhora, sensível, ouvia o pedido e quase sempre respondia à mãe angustiada que lá levara a cesta de ovos com o seu rebento de 18 ou 19 anos e dizia sempre:
Deixe estar que eu falo com o meu primo. Talvez se possa arranjar alguma coisita.
E, claro, o primo arranjava.
Termino com esta informação porque o resto adivinha-se: o destino de muitos desses jovens era a Câmara de Lisboa onde mandava em tudo o Dr. Jaime Lopes Dias, que se aposentou em 1960 (daí o meu sublinhado acima: até 1960) e que era primo da D. Maria do Céu.
Para quem não saiba, este dirigente autárquico era do Vale.
Na CML contavam-se às dezenas os funcionários do Vale e do Casteleiro.
Hoje ainda restam alguns – porque há fenómenos que se reproduzem.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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