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Entre 29 de Fevereiro e 4 de Março, o Concelho do Sabugal vai promover-se, como destino turístico, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2012, integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A grande aposta é na divulgação das Termas do Cró e da Gastronomia.

A participação do Sabugal na BTL tem como objectivo a divulgação das potencialidades do nosso território, sempre com o intuito de SURPREENDER OS SENTIDOS! As Termas do Cró apresentam-se como o grande potencial turístico do concelho do Sabugal, o que é proporcionado pelo moderno balneário, que as coloca na vanguarda do termalismo nacional.
Este ano o espaço será partilhado pelos municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Meda, Sabugal, Seia e Trancoso, numa área de 220 metros quadrados, localizado no Pavilhão 1- «Destino Portugal” – do Centro de Exposições da Feira Internacional de Lisboa (FIL).
O dia dedicado ao Concelho do Sabugal será 3 de Março (sábado), com provas de produtos gastronómicos, nomeadamente do bucho raiano, do queijo de cabra, das compotas e do pão caseiro, e onde a Confraria do Bucho Raiano e a Confraria do Cão da Serra da Estrela marcarão presença.
O horário é o seguinte:
– 29 Fevereiro (10h00-20h00), 1 de Março (10h00-20h00) e 2 de Março (10h00-18h00) – exclusivamente para profissionais.
– 2 de Março (18h00-23h00), 3 de Março (12h00-23h00:) e 4 de Março (12h00-20h00) – para público em geral.
A BTL é o espaço de eleição para os profissionais ligados à área turística, funcionando como o grande barómetro no mercado. Se Portugal é por excelência um país orientado para o turismo, a BTL é um local onde esse potencial se revela em toda a sua plenitude.
plb (com CMS)

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Não, não nos foi perguntado. E, em qualquer caso, ser-nos-ia escusada a resposta. Forneceram-nos, sem facultarem hipótese diferente, as orientações do que usam chamar «Troika». Regras de sabor amargo. Ordens duras, muito duras de roer.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Vão-nos prometendo para «depois» a suavidade dos mercados. Para um «depois» vago e abstracto. Mas, dos mercados viemos nós…
Dizem-nos (aos que vivemos do nosso trabalho) que abusámos, que fizemos gastos supérfluos, que exagerámos em festas e festanças, que deveremos trabalhar e poupar, que teremos, agora, de expiar. Só expurgados poderemos voltar ao paraíso, ao tal paraíso perdido, também chamado «depois». Será, portanto, obrigação, nossa sermos duros, fortes e resistentes, sem sombra de pieguices.
É evidente que nos tratam assim por empatia, porque não suportam ver-nos mal, porque não nos abandonariam, porque nunca deixariam o navio na hora do naufrágio. Informam-nos de que o benefício é nosso e os custos e os prejuízos são deles. Altruísmo puro, portanto!
Então, não! Não se deve pedir em demasia a quem decide por nós, a quem aplica ou indica políticas em nosso favor, políticas com impacto direto nas nossas vidas. Pelo contrário, será de lhes pedir que não se esforcem tanto.
Ora, eu, sou um dos tais cidadãos (vulgares) responsáveis pela crise, que gastei demais, que fiz festas e festanças e que não conheço soluções. Por isso (sei bem) deveria estar calado. Não deveria questionar o altruísmo dos eleitos. Mas, enfim… são só duas perguntitas que me vêm remoendo!
Então e os ordenados de milhares? Bem sei que são, só, para alguns, para os melhores, para os excepcionais. Mas, mesmo assim…
E as reformas em triplicado? E os que se reformam com meia dúzia de anos? Que diabo? É que a diferença ainda é grande! O cidadão (vulgar), sim, o que provocou a crise, o que ganhou e gastou demais, esse, deverá descontar a vida inteira ou, talvez, morrer a trabalhar.
Que não se peça, pois, em demasia. Nada de incómodos excessivos, claro. Mas, ainda assim, se me fosse permitido, sempre apresentaria uma simplíssima sugestão: que todos tivessem um só emprego e uma só reforma, que todos se reformassem com o mesmo número de anos de trabalho e que os melhores não ultrapassassem o tripulo dos ordenados médios.
Sim. Pequeníssimas coisas que até um cidadão (vulgar) se atreve a sugerir. Nem precisaríamos, sequer, de excessos de moralidade mas, apenas, de alguma solidariedade. Ou não?
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Marcos da Raia - Fóios - Sabugal
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Data: 28 de Fevereiro de 2012.

Local: Nascente do Rio Côa na freguesia dos Fóios.

Autoria: José Manuel Campos.

Legenda: Hoje fui dar um passeio lá para os lados da nascente do Côa e do Lameirão. Às vezes apetece-me andar por lá sozinho e fazer a exploração da Natureza ao meu ritmo. Procurei meruge mas apenas encontrei par uma simples saladinha. A água escasseia e a meruge não nasce. Mas encontrei outras coisas belas. Uma raposa, que não me viu, andou, durante um quarto de hora, pelo meio de uma dúzia de vacas de campo capturando alguns bichinhos que saltavam junto desses animais. Fiz também esta fotografia da chamada «Carambola» que tem um marco fronteiriço no ponto mais alto. É que tempo é propício para este género de passeios.
José Manuel Campos

A Feira Franca do Largo do Castelo do Sabugal realiza-se todos os meses no último domingo. Edição da jornalista Sara Castro e imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A câmara Municipal do Sabugal vai avançar com obras de reestruturação da rede de rega dos jardins públicos de modo a ser usada água directamente proveniente da albufeira do Sabugal.

Seguindo o Programa Municipal para o Uso Eficiente da Água, vão tomar-se medidas estruturantes, que significarão uma poupança assinalável nos custos com as regas dos jardins públicos na cidade do Sabugal. Actualmente faz-se uso de água da rede pública de abastecimento para a rega dos jardins, água essa que a Câmara paga à Empresa Águas do Zêzere e Côa.
Verificado o desperdício, pois a rega pode fazer-se com recurso a água de qualidade inferior, vão realizar-se obras que levarão a que se usem águas provenientes das bocas de rega do Regadio do Sabugal.
Os trabalhos consistirão na instalação de tubagem em polietileno, que levarão a água dos canais do regadio existentes na margem do rio Côa até aos espaços verdes da cidade.
Os espaços que serão beneficiados com as obras são os jardins da antiga Cadeia, do Largo da Fonte, do Auditório Municipal, da Padaria Santos e das poldras.
O custo dos trabalhos ronda os 60 mil euros, acrescidos de IVA.
O Programa Municipal para o Uso Eficiente da Água foi elaborado no ano de 2011 pela Divisão de Serviços Urbanos de Manutenção, sob orientação do vereador Joaquim Ricardo, no período em que exerceu funções de vereador em permanência na Câmara Municipal. A instalação da tubagem para rega de jardins com água do regadio é a primeira medida de reestruturação que segue as recomendações que o documento enquadra.
plb

Há similitudes entre a Revolução Industrial de finais do século XVIII e metade do século XIX, e a Globalização Económica e a Revolução Tecnológica de finais do século XX e início do século XXI. A primeira similitude é que todas as mudanças foram dirigidas pelo poder económico e financeiro.

António EmidioA característica fundamental da Globalização Económica é a facilidade e a rapidez como se transferem milhões de euros ou dólares para qualquer parte do Planeta sem nenhum tipo de controlo, procurando o lucro imediato. Isto deve-se ás novas tecnologias da informática e das comunicações, originando grandes focos de conflitos sociais, crescimento da pobreza, exclusão social, precariedade laboral e desemprego, principalmente para os mais jovens. Está a notar-se cada vez mais, que a juventude actual irá viver pior que os seus pais, fenómeno que nunca tinha ocorrido na História da Humanidade.
No século XVIII nasce a Revolução Industrial na Inglaterra. Assenta esta revolução numa nova fonte de energia, o carvão e, também, no surgimento de maquinaria nova, proveniente de invenções do homem, máquinas essas que modificaram as técnicas de fabrico. Novas energias e nova maquinaria foram a origem da Revolução Industrial, cujo símbolo máximo foi a máquina a vapor. Esta Revolução Industrial provoca alterações várias, entre elas o êxodo rural que esvaziou os campos, levando daí a mão de obra necessária para as cidades onde se concentravam as fábricas.
Presentemente a Globalização Económica e a Revolução Tecnológica estão a levar muita gente qualificada, principalmente jovens, a emigrar dos países mais débeis economicamente, como Portugal, para os mais ricos e poderosos, como a Alemanha, a Inglaterra, a Holanda, entre outros. Estes emigrantes não são herdeiros dos que partiram nos anos cinquenta e sessenta do século passado, é uma classe inteiramente nova, uma realidade social inteiramente diferente.
Ontem, como hoje, o Grande Capital é favorecido pelas leis do Estado. O desemprego durante a Revolução Industrial punha à disposição dos patrões, milhares de trabalhadores que podiam substituir os que fizessem greve, estivessem doentes, ou que, por um simples capricho, fossem despedidos. Não havia leis laborais nem contratos, a quantidade do salário dependia do critério do patrão, para os mais velhos não havia reforma. Hoje caminhamos para o mesmo, mas atrás de tempo, tempo vem…
Não havia horário de trabalho, uma jornada podia durar 16 ou 18 horas, não havia descanso, nem aos Domingos. Como é natural, o Liberalismo suprimiu os feriados e as festas religiosas vindas do Antigo Regime, isso reduziu ainda mais as possibilidades de repouso dos operários. Os princípios do Liberalismo e agora do Neoliberalismo são estes: a liberdade de oferta e de procura não deve ser entravada por qualquer regulamentação limitativa. A condição dos operários era pavorosa, a condição dos trabalhadores europeus começa a ser pavorosa.
O mundo laboral começa a ter muitas similitudes neste princípio de século, com os tempos da Revolução Industrial, muitas diferenças também! Dirá o leitor(a), mas as injustiças, o sofrimento e a exploração por que passaram os trabalhadores desses séculos, estão a passar os de agora, com matizes diferentes. Querido leitor(a), as injustiças e o sofrimento são de sempre, não se prendem só com uma época histórica.

Uma curiosa história: o nosso Rei D. Pedro V, em 1854, fez uma viagem até Inglaterra. Em Manchester foi visitar uma fábrica de fiação de algodão, a mais bem apetrechada e a maior, cujo dono era o senhor Benjamin Nicholls. Quem era este senhor? Quem era este grande empresário? Nem mais nem menos do que o Presidente da Câmara de Manchester! Este senhor servia dois «senhores», a sua empresa e a Câmara Municipal…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Casteleiro, concelho do Sabugal, foi a derradeira etapa da visita do secretário-geral do Partido Socialista ao distrito da Guarda, onde defendeu que deve haver um novo o olhar para este território, sob pena do Interior vir a morrer.

Ontem, 25 de Fevereiro, António José Seguro jantou no restaurante Casa da Esquila, no Casteleiro, na companhia de uma centena de militantes e simpatizantes.
A atenção do líder socialista esteve voltada para a situação vivida nas terras que visitou ao longo do dia. «Se não olharmos para o interior com olhos de ver, a prazo, o interior morrerá e não aceito que o interior do país venha a morrer», declarou aos jornalistas.
O interior «tem sido prejudicado pelas políticas nacionais», defendendo ser necessário fazer política «de outra forma, olhar mais às pessoas e à sua dignidade e menos a critérios economicistas».
Seguro criticou o anúncio feito pelo governo relacionado com a extinção da Entidade Regional de Turismo, que «tem como objectivo promover o melhor que existe na Serra da Estrela». E concluiu: «era muito importante que pudesse continuar a existir uma unidade que valorizasse as capacidades e o turismo em volta da Serra da Estrela».
Outra ideia marcante defendida pelo secretário-geral do PS foi a da manutenção de todos os tribunais que o governo anunciou ir fechar, propondo que sejam os magistrados a deslocarem-se para a realização de julgamentos. «A proposta que faço é muito simples: é serem os magistrados a deslocarem-se aos locais, quando é necessário fazer os julgamentos», declarou aos jornalistas.
«A justiça tem que ser um bem a que todos os portugueses devem aceder e devem aceder independentemente dos seus recursos, dos seus rendimentos». E acrescentou: «Ora, se vamos pôr a justiça do país mais longe, mais distante das populações, isso significa que mais gente fica com dificuldades de acesso a esses tribunais».
Em sua opinião, em vez de o governo encerrar tribunais e «obrigar as pessoas a deslocarem-se às centenas e aos milhares» para concelhos vizinhos, originando «custos e mais dificuldade no aceso à justiça», propõe que sejam mantidos «níveis mínimos de funcionamento em todos os tribunais actualmente existentes».
O novo mapa judiciário, proposto pelo governo, prevê o encerramento de 47 tribunais, quatro no distrito da Guarda, em Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres e Sabugal.
A jornada em Defesa do Interior começou em Seia, passou por Linhares da Beira (Celorico da Beira), Guarda e Manteigas.
Na visita a Manteigas, na Serra da Estrela, viu as obras de instalação da área de localização empresarial e de criação de um centro de energias renováveis e de sensibilização ambiental, da responsabilidade da câmara municipal.
plb

O Restaurante Zé Nabeiro no Soito tem um prato único no mundo que dá pelo peculiar nome de «Canja de Cornos». Edição da jornalista Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A Associação Académica do Colégio de S. José (o «Rocha») realiza o encontro anual dos antigos alunos no dia 24 de Março, na Guarda.

A Associação foi criada oficialmente em 2011, representando um leque de antigos alunos que vai desde os 80 anos de idade aos 37, abrangendo quase todo o território Português, sendo muito boa parte do Distrito da Guarda e, em especial, do concelho Sabugal
Todos os anos e no fim-de-semana que se segue ao dia 19 de Março, a associação realiza o encontro de convívio, que este ano acontece a 24 de Março, sábado, pelo qual se pretende juntar velhos colegas de estudos que reviverão as histórias de outros tempos.
O encontro já tem programa:
Às 10h30 faz-se a recepção das entidades e associados participantes;
Às 11h30 tem lugar a Missa na Capela do Colégio de S. José;
Às 12h30 acontece a colocação da Estatua de S. José na Sede da Associação;
Às 13h00 é a vez do almoço de convívio no restaurante Videira, nas Piscinas Municipais (Bairro Sr. Remédios);
Às 15h30 os convivas concentram-se no Paço Episcopal;
Às 15h45 tem início a arruada;
Às 17h00 procede-se à colocação de uma coroa de flores na estátua do Cónego Álvaro Quintalo (natural de Rendo e grande referência do colégio);
Às 17h30 é a vez da inauguração oficial da sede da associação, com vistita á Sala Museu;
Às 18h00 conclui-se a jornada com o bolo e o champanhe comemorativo.
Os interessados podem inscrever-se, até ao dia 17 de Março, na Tasquinha do Firmino (Tel: 271212170), no Snack Bar Zé Maria (Tel: 271211811).
plb

O presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, Nuno Teixeira, apresentou no início dos trabalhos da última Assembleia Municipal, realizada no dia 24 de Fevereiro, uma declaração onde critica o facto do presidente da Câmara ter enviado para a Ordem de Trabalhos um só assunto de somenos importância, lamentando, face ao facto, o «descrédito em que cai o poder local perante a sociedade sabugalense». Transcrevemos, na íntegra, a declaração lida na sessão.

PSA realização desta Sessão da Assembleia Municipal deixou o Grupo Político do Partido Socialista atónito e incrédulo face a uma Ordem do Dia que, para além do ponto obrigatório «Actividade Municipal», apenas contem um outro ponto.
Colocámos até a questão de propor ao Sr. Presidente da Assembleia Municipal para que não se realizasse a Sessão, mas fomos confrontados com a lei que expressamente diz que «A Assembleia Municipal tem anualmente cinco sessões ordinárias, em Fevereiro, Abril, Junho, Setembro e Novembro ou Dezembro (…)».
A não solicitação de agendamento por parte do Sr. Presidente da Câmara de quaisquer outros assuntos conduziu-nos a dois tipos de raciocínio:
Num primeiro momento, e embora nos custasse a acreditar em tal, pensámos que o Sr. Presidente da Câmara tomava esta atitude de forma deliberada numa tentativa de diminuir a importância que o regular funcionamento da Assembleia tem para o Concelho do Sabugal.
Mas, por muitas críticas que façamos ao Sr. Presidente, ainda acreditamos no seu apego à democracia e no seu respeito pelas Instituições, pelo que rapidamente abandonámos esta hipótese.
E assim, hoje estamos certos que a razão duma Ordem do Dia como esta, mais não é que o resultado da inoperância do Sr. Presidente da Câmara o que conduz, cada vez mais, à paralisia dos Serviços Municipais, logo, ao não desenvolvimento de qualquer proposta, capaz de vir a esta Assembleia.
E não havia nada para agendar?
Havia, se o Sr. Presidente compreendesse a importância das Sessões da Assembleia Municipal, mas, e sobretudo, a importância de um Município activo e preocupado com o desenvolvimento do Concelho.
Estão em discussão pública alguns regulamentos municipais com eficácia externa que têm de ser aprovados por esta Assembleia.
Mas o Sr. Presidente deixou que os prazos de discussão pública se arrastassem para além desta data, o que provocará, a não ser que a bancada do PSD venha agora pedir uma Sessão Extraordinária, que os mesmos só entrarão em vigor em Maio.
Por tudo isto, o Grupo Político do Partido Socialista não pode deixar de lamentar o descrédito em que cai o poder local perante a sociedade sabugalense, quando se reúne quase uma centena de eleitos municipais, para discutir quase nada.
Em Dezembro a maioria PSD gritou bem alto que o mais importante da Assembleia era a sua Ordem do Dia.
Dois meses depois, o Sr. Presidente da Câmara responde-lhes à letra!
Para além do dinheiro dos contribuintes gastos hoje, para além deste vazio na Ordem do Dia, o que nos preocupa verdadeiramente é que o Sr. Presidente da Câmara já nem para as Sessões da Assembleia encontra assuntos!
A Câmara do Sabugal está parada e esta Ordem do Dia é o seu reflexo!
Perante esta situação e porque a minha maneira de ser e de estar na política não me permite compactuar com situações destas. Porque sempre ouvi dizer que «quem não trabuca, não manduca», não posso aceitar que me seja paga uma senha de presença por ter feito, nada!!
Uma vez que a lei não me permite prescindir do referido pagamento, tal como referi em Assembleia, irei doar o valor da senha desta sessão à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

Quando eu era pequeno, muita gente ainda plantava linho e procedia à sua fiação. E havia na aldeia alguns teares, que, imagino, seriam como o da imagem.
Quanto mais leio coisas de antigamente, mais me convenço de que, há 270 anos ou mais, havia aqui uma espécie de indústria artesanal nascente que foi vencida pelos tecidos indianos que entravam de roldão no Pais por essa altura. E a Coroa deve ter ajudado à festa.

Hoje, o material barato vem da China, sobretudo. Naquela altura, terá sido a Índia (Goa) a origem de tecidos muito mais baratos do que os que eram feitos cá ou mesmo os que vinham da Inglaterra, onde já se usava a mecanização para produzir…
Há na nossa zona uma tradição de fabrico ligada à fiação, tecelagem e tinturaria? Só pode ser. De outro modo, por que raio havia o Marquês de criar com pompa e circunstância bem perto de nós, na Covilhã, as tinturarias da Real Fábrica de Panos, uma manufactura do Estado, fundada pelo Marquês de Pombal em 1764?
Mas isso, reparem, é 16 anos depois da data daquilo que hoje aqui me traz.
De facto, em 1758, segundo o Padre da Paróquia do Casteleiro, o «tinte» já tinha sido demolido.

Dois pisões e um tinte
Fiação, tecelagem, pisoaria, tinturaria – uma fileira de produção essencial nas aldeias da era pré-industrialização.
Sabe-se hoje que o Casteleiro chegou a ter isto tudo.
Leia-se a propósito o que escreve o Padre, quando responde ao tal «Censo» do Marquês.
À pergunta 16 do capítulo III do questionário «O que se procura saber do rio dessa terra he o seguinte», o Cura Manuel Leal Pires responde: «Tem dentro do limite desta freguesia esta ribeira sete moinhos e três lagares de azeite, dois pizoins e algum dia teve também um tinte, porém hoje se acha demolido».
No que ora me interessa, atento nos «dois pizões» e «um tinte».
Pisão: espécie de moinho onde os tecidos eram batidos para ficarem muito compactados e por isso mais maleáveis (dentro do possível, com estes processos artesanais da época).
Tinte: palavra espanhola para pintura artificial (por exemplo, ainda hoje, «el tinte del cabello»). Era a palavra usada para as tinturarias artesanais que havia lá em muitas aldeias. E aqui também.
Concluímos que em 1758 a construção que tinha abrigado o tinte já não existia.
Mas existia bem viva a memória dessa unidade de «fabricação» local.
Por que terão acabado com a industriazinha da época?
Proibição da Coroa?
Isso aconteceu muito nos arredores de Lisboa, por exemplo, sob o pretexto de que já se produzia de mais e que o consumo nacional já não escoaria a produção… balelas para dizer antes que se protegiam os interesses ingleses – cuido eu.
Concorrência?
Sobre a hipótese de concorrência, chamo em meu auxílio o ensaio de Jorge Miguel Pedreira «Indústria e negócio: a estamparia da região de Lisboa, 1780-1880», onde afirma: «Na segunda metade do século XVII e principalmente no século XVIII, os panos de algodão estampados da Índia granjearam, pela sua leveza e pelo colorido dos seus padrões, a preferência dos consumidores europeus. Eram tecidos que podiam substituir com vantagem as sedas, tanto em artigos de vestuário como de decoração. A importação das «indiennes» e dos «calicots» cresceu consideravelmente e as Companhias das Índias Orientais começaram a organizar feitorias para reunirem esses produtos».
De qualquer modo, para mim fica também claro que estava tudo contra estas «artes» aldeãs e que o nascimento e desenvolvimento da indústria nacional de estamparia acabou por arrasar estas fabriquetas isoladas como o tinte do Casteleiro.
Hoje, deixou de haver o tal tinte.
Mas a palavra ficou lá.
Tinte é o nome que ainda hoje damos àquele local. Fica próximo da Ribeira, ao pé de Cantargalo, a caminho de Gralhais.

O trabalho num «tinte»
Fui procurar saber um pouco mais sobre o que se fazia e como nas tinturarias e depois nas estamparias do Reino.
Com o autor citado fiquei a saber coisas como:
– Era elevada a concentração de mão-de-obra no sector.
– Mas mão-de-obra feminina só no século seguinte (a partir de 1800 e tal).
– A indústria de estamparia, o sector em questão, era sem dúvida uma das mais importantes em finais do século XVIII e em 1881 era ainda, de vários pontos de vista,
um dos mais importantes ramos da indústria fabril.
– O trabalho era feito manualmente através da aplicação de tinta em blocos de madeira ou directamente sobre os tecidos.
– A branqueação dos tecidos continuava a ser feita pelo método tradicional da exposição ao sol, e não por processos químicos, obrigando os fabricantes a disporem de prados junto às oficinas, o que, naturalmente, encarecia a instalação e gerava problemas de localização. Este atraso tecnológico — que não é, no entanto, superior ao de outros sectores— seria extremamente duradouro. Só em 1847 é aplicada a primeira máquina de vapor, que permitiria finalmente a introdução das máquinas inglesas de imprimir a quatro cores.
– Em 1852, só duas fábricas usavam a energia do vapor e ainda em 1881 mais de 1/3 das unidades produtivas continuavam a estampar por processos manuais
.
No tinte, os tecidos eram antes de mais bem batidos com grandes barras de madeira, de modo a ficarem mais macios e talvez um pouco menos desconfortáveis. Depois eram então embebidos em tintas feitas na base de produtos da Natureza.
Os tecidos da época iriam desde o burel das capas de pastor e outras peças de vestuário e de agasalho (feitas de lã cardada) o bragal, a flanela e a chita até à estopa e ao linho.
E como eram tinturados? Que matéria-prima se usaria? Não sei, pelo que ainda consegui encontrar num estudo publicado na Revista de Ciências Agrárias, versão digital, 2007, não errarei muito se disser que na minha terra esses produtos seriam mais ou menos os seguintes: raízes de várias plantas, bem como as corolas de algumas flores, lírios, giestas (flor amarela) e urzes.

Protecção real
Pelo que leio, o Casteleiro – e certamente outras terras por aqui – terá mesmo sido precursor… É que na Covilhã e na região de Lisboa, por exemplo, só na segunda metade do século XVIII é que a indústria vingou, mas com a protecção do Marquês e da Coroa. Deve ter sido isso que cortou as vasas à industrialização, mesmo que mínima, da minha terra. E assim o «tinte» foi demolido e tudo voltou ao «ram-ram» do costume e as pessoas voltaram a comprar os seus tecidos aos vendedores ambulantes da época, talvez trocando-os por melancias e vinho. Digo eu. Mas lá que se manteve, isso manteve, a tradição de cultivar linho, proceder à sua fiação e fazer ou mandar fazer a respectiva tecelagem nos teares simples da aldeia
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Se houve pessoas que marcaram gerações no distrito da Guarda, uma delas foi sem duvida o Professor Henrique Varandas. Desde muito cedo, mostrou inclinação para as matemáticas, influenciado talvez pelo seu tio José Maria que, em Vale de Espinho, era um sábio conhecedor dos meandros da argúcia que não temia os indecifráveis e áridos problemas ou as sofisticadas adivinhas em que por vezes tropeçavam lentes e doutores que passavam pela sua oficina de sapateiro.

Filho da encruzilhada das famílias com grande história na aldeia, que foram os Varandas, os Tenreiras e os Esteves, os quais se espalharam um pouco por toda a parte e até pela Argentina, Brasil e por outros mundos fora, o Dr. Henrique Varandas não quis enterrar os seus talentos. Foi um dos primeiros a mostrar-nos o caminho dos estudos e da universidade, considerado como uma das quase únicas formas de ascensão social e de luta renhida contra aquelas serranias agrestes que nos rodeavam.
Pelo Liceu da Guarda passaram gerações de alunos e o pelo professor de matemática que era o Dr. Varandas tinham necessariamente de passar todos os alunos que frequentavam aquela lendária escola. Tinha a lógica matemática nas entranhas, mas também a palavra amiga na ponta da língua e com ele todos aprendiam aquilo que era para todos nós um bicho-de-sete-cabeças. Usava o método directo para cativar a atenção e o interesse dos alunos. Não falava em abstracto, para as paredes. Ao fazer a demonstração de um teorema, de uma equação ou de um outro qualquer bicho-careto da matemática, dirigia-se directamente para um aluno em particular, talvez para aquele que teria mais dificuldade em compreender, e, do principio até ao fim, auscultava, intuitivamente, a compreensão do aluno. Repetia, voltava a explicar por outras palavras até ver na cara do aluno o brilho dos seus olhos e a satisfação de ter apreendido aquilo que de outra maneira teria ficado nos limbos da incompreensão. Quantos valores não teria revelado este grande pedagogo? Não admira por isso que ao seu enterro tenham acorrido tantas testemunhas que, com a sua presença, quiseram prestar uma última homenagem a este homem que dedicou a sua vida ao ensino.
Também na sua terra de adopção – a Guarda – o Dr. Henrique Varandas não passava despercebido. Depois do jantar, deambulava por entre as ruas da cidade para oxigenar o espírito, contactar com os amigos, saborear o ar puro desta Guarda que tanto amava, e fazer a manutenção de um físico que tinha de estar convenientemente preparado para o jogo do ténis ou do golfo, e assim aguentar melhor os torneios que disputava com os seus próprios alunos, necessariamente mais novos que ele.
A alguns quilómetros de Vale de Espinho, onde o Dr. Henriques ia ser enterrado, precisamente no convívio do terceiro Capítulo do Bucho Raiano, e no momento em que decorriam as suas exéquias, vários amigos recordavam-no também com saudade. Todos, professores, alunos e amigos contavam um episódio, uma graça, uma atenção. O Dr. Joaquim Fernandes fazia-nos notar que já havia algum tempo que o não via na missa vespertina da igreja da Misericórdia. O Professor Santos Silva, antigo reitor da UBI, lembrava o seu excelente desempenho no lugar de professor naquela Universidade. Outros trouxeram à memória o tempo em que regeu as disciplinas de matemática no Politécnico da Guarda. Também eu não quis deixar de recordar o que tinha visto com os meus próprios olhos em Moçambique, quando visitei o Pe. Jacob, da Congregação de Cristo Rei, de Gouveia. Ao percorrermos as várias valências do seu apostolado, fez questão de me mostrar o tractor que o Dr. Henrique Varandas tinha oferecido para a sua missão, em Nampula.
Estávamos todos tristes por não ter podido estar presentes no enterro deste matemático, pedagogo, conterrâneo e parente, que nos deixa tantas saudades.
Joaquim Tenreira Martins

Os que no Sabugal visitam o castelo das cinco quinas têm feito críticas em relação a alguns aspectos que não abonam em favor do ex-libris desta cidade raiana.

Há quem se queixe de que o castelo deveria ter actividade e dinâmica à sua volta, face à falta de animação na zona histórica. Outros apontam o horário, que parece não ser do agrado geral, sobretudo daqueles que tentam visitar o monumento a partir das 17h15, altura em que a entrada lhes é vedada, ainda que o horário afixado diga que o encerramento é às 17h30.
Nos dias do Carnaval muitos estranharam que o castelo estivesse encerrado na segunda-feira, dia 20 de Fevereiro, altura em que, fruto da época festiva e do encerramento das escolas os turistas nacionais acorreram à região serrana. Outros queixam-se do facto do castelo estar fechado à hora de almoço, das 12h15 às 14h00.
Também há quem se queixe do preço da visita, que é de 2 euros por pessoa e do facto do bilhete de grupo (com preço mais favorável) seja apenas para visitas com mais de 25 pessoas.
Mas há também outras críticas que têm a ver com o descuido em relação à imagem e ao espaço envolvente ao monumento.
Mão amiga fez-nos chegar um conjunto de situações, ilustradas com foto, que podiam e deviam ser evitadas. Uma delas, e provavelmente a mais preocupante, é a da existência de resíduos de demolição de edificações junto à muralha do castelo. O entulho está espalhado sem que ninguém se preocupe em pôr cobro a este desmazelo de péssimo efeito para quem vem de visita ao monumento.
Outra anomalia é o reiterado estacionamento de automóveis e motociclos junto à muralha. «Será que quem vem visitar o castelo, gostará de levar esses “extras” na sua memória ou nos seus registos fotográficos?», pergunta-se. Ao redor do castelo não falta espaço para estacionamento, pelo que deveria estar em vigor a proibição de estacionar ao lado da muralha.
Uma terceira situação é a insólita presença de uma gaiola com pombas junto à muralha, onde está afixada por pregos.
plb

Quando conto as minhas façanhas de contrabandista, não escondo que fui filado alguma vezes pelos guardas, naquele jogo de gato e rato, mas garanto-lhes que nunca fiquei preso nem fui por isso levado à Justiça.

Quando comecei a embrenhar-me nas lides da candonga, ainda galfarro, passei muitas dúzias de ovos para o lado de lá da raia, trazendo de volta azeite, pão, galhetas e outra mercearias para gasto caseiro. Ora os ovos, que se vendiam a bom preço em Espanha, eram carrego que exigia muito careio no transporte, pois quebravam-se com a maior facilidade, causando grande perca.
Um dia, manhã cedo, passava a as poldras da ribeira, preocupado em não escaqueirar os ovos que traguia aconchegados numa cesta de vime, que transportava ao ombro. Empenhado na passagem a pé enxuto, nem dei fé no guarda fiscal que, de manso, se aprochegou e me esperou na borda.
– Alto lá, rapaz. Estás apanhado. Larga a carga!
Surpreendido pensei instintivamente em me escapulir. Mas, reflectindo melhor, achei por bem dar-me por vencido, não fosse o diabo tecê-las, que o guarda podia fogachar.
– Foi bem pregada. Aí tem a cesta pejada de ovos.
Estendi-lhe a cesta, que retirei do ombro, mas o guarda deu mostras de não lhe agradar ser agora ele a alombar com a mercadoria apreendida. Apercebendo-me da sua hesitação, ofereci-lhe os meus préstimos.
– Senhor guarda, se vê que tal, eu mesmo lhe acarranjo a cesta pró posto ou pra sua casa, uma vez que, estando fardado, não lhe fica bem ir azangado com o carrego.
– Bom, não te quero prender, mas se te ofereces para levares a cesta até ao posto…
– Eu chego lá. Não me dá transtorno.
E tomámos o caminho do posto das Batocas, seguindo eu adiante, com o zeloso guarda a rabo, sempre atento ao meu caminhar.
A meio percurso meti-lhe paleio:
– Queria pedir-lhe uma coisa, senhor guarda…
– Diz lá, rapaz.
– Tenho uma sede dos diabos, estou de golas ressequidas. E se me pagasse um copo na taberna do Fanojas? É que não tenho um chavo comigo.
– Mas, ias a Espanha de bolso limpo?
– Lá granjearia algum com a venda dos ovos que vossemecê me tirou…
Após alguma hesitação, o fusco acatou o meu pedido.
– Assim sendo, vamos lá tomar um trago.
Um pouco adiante embiquei para a taberna, que ficava ao fundo de um curral, que à portaleira tinha um alto portão de madeira.
Lá chegados, pousei a cesta no chão e puxei o cravelhão que aperrava o portão e, encostando-lhe o ombro fi-lo rodar.
– Entre lá, senhor guarda.
O homem avançou dois passos e, quando olhou para trás, deu já com o portão a fechar-se-lhe na cara.
– Eh lá, malandro! Não penses que te escapas.
Mas eu fui mais lesto e acravelhei-lhe o portão (naquele tempo os portões trancavam-se pelo lado de fora). O guarda bem tentou abri-lo de novo, puxando-o. Mas não valia, estava bem aperrado. Apressou-se então a galgar o muro, que era alto, mas quando o arrupou e espraiou o olhar, só já me enxergou o vulto que lá ao fundo dobrava a esquina a toda a brida com a cesta dos nas mãos e com a mercancia a salvo.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

Uma elevada percentagem de juristas, essencialmente de advogados de barra, se vem sucessivamente sentando, e assentando, nos cadeirões dos parlamentos portugueses – e damos ao termo a sua maior abrangência, conglobando nele as cortes e as mais simples assembleias comunais – no quase milenário transcurso do nosso sistema representativo.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaDo Chanceler Julião aos nossos dias, passando por Fernao Lobeiras, porta-voz com outro Fernão, mas este mesteiral da plebe lisboeta na oposição ao casamento de Dom Fernando com a barregã Leonor de Teles.
Por João das Regras que vingou a morte ignominiosa daquela, concitando ao levantamento geral contra as pretensões da adúltera.
Por Febo Moniz, que tentou manter aceso o patriotismo português, mas foi vencido pelos burros carregados de prata, com que Filipe II, recordado do exemplo de um outro Filipe, o da Macedonia, adormeceu a consciência do nosso conselho de governadores.
Por Estevão Malagrido, irmão do frade que o progressista SEBASTIÃO JOSÉ mandou queimar, como já imolara pelo fogo os pescadores da Trafaria e de Monte Gordo.
Pelos grandes formuladores reformadores e reformuladores das Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas
A João Camoesas, mais célebre pela bexiga que pela oratória.
Ás Águias de Aveiro e do Marão, esses sim imortais na arte de Demóstenes, não descurando, obviamente, os interesses dos povos que os mandatavam.
Aos legistas com lugar nas Cortes Gerais e nas demais grandes e pequenas assembleias, que nunca esqueceram os deveres de solidariedade para com os seus colegas de formação.
Dando, em todas as ocasiões, mesmo nas mais difíceis, testemunhos impressionantes dela.
Com o advento da chamada democracia representativa, ao contrário do que a terminologia sócio-política inculca, os representantes, se já só mui debilmente se sentem obrigados para com os povos que os elegeram, parecem cortar, pelo simples acto da investidura, todas as obrigações para com os seus companheiros de classe profissional.
Só assim se pode entender que entre os advogados eleitos deputados desde a CONSTITUINTE até agora, e já são largas dezenas, nenhum tenha tentado inverter, ou no mínimo travar, o declínio da condição de advogado.
Pessoalmente, não sentirão o drama.
O ESTATUTO DE DEPUTADO, extremando-os da penúria geral e garantindo-lhes uma respeitabilidade a toda a prova, põe-nos a coberto das dificuldades gerais.
Pela reforma antecipada e financeiramente de privilégio.
Por um volumoso subsídio de reintegração na vida activa, embora nada tenham perdido, em clientela, antes pelo contrário, com a chegada ao Parlamento.
Pelas conesias que acumulou com o cargo – e não carrego – de deputado, como são as de provedor disto e daquilo…
Suas Excelências não sentirão na pele ou na alma as agruras por que passam os ex-colegas de profissão que se não amesendaram nas benesses da Política.
Mas que têm o direito moral de exigir um pouco de solidariedade.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

O bispo da diocese da Guarda, D. Manuel Felício, anunciou que os donativos recolhidos durante a Quaresma servirão para a implementação de um fundo diocesano de solidariedade que corresponda aos apelos dos mais desfavorecidos.

Em mensagem pastoral enviada à Agência Ecclesia, D. Manuel Felício avisa que «já há falta de meios para atender às necessidades» e que «a evolução dos acontecimentos faz prever que as dificuldades vão aumentar».
O prelado recorda que uma das «urgências» que a Quaresma apresenta a todos os cristãos «é a de dar a devida atenção» ao próximo, «criando condições para que cada um possa realizar as suas capacidades, no processo de construção da sociedade em que todos têm o direito e o dever de participar».
Um objectivo que, segundo o bispo egitaniense, pode ser concretizado de diversas «formas», como a resposta generosa «ao apelo da renúncia quaresmal», que será destinado à «constituição e fortalecimento» de uma valência económica que é cada vez mais necessária, na região.
«São muitos os casos de pessoas que nos estão a bater à porta, pedindo ajuda material, porque lhes faltam os meios elementares de subsistência», realça D. Manuel Felício, desafiando os cristãos a um contributo material mas também «moral e espiritual».
«Estimular as pessoas a fazerem o bem é cumprir um imperativo evangélico, mas também assumir com determinação uma responsabilidade social», aponta.
Para aquele responsável, a sociedade precisa de pessoas que tenham «a coragem de recusar mentalidades e comportamentos, que, reduzindo a vida humana à sua dimensão material, aceitam qualquer opção moral em nome da liberdade individual».
«A autêntica vida comunitária é feita por pessoas que se estimam mutuamente, mas também se ajudam e cooperam entre si», sustenta.
plb (com Ecclesia)

«Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos»; Stael (Madame de).

Por estes dias, a Europa tem-se enredado na fórmula e na forma de ajudar a Grécia a sair de uma espiral de decadência financeira e económica. Sabemos que grande parte da culpa dessa decadência é culpa dos próprios gregos. Mas, também sabemos, que poderia ter sido evitada e não o foi por culpa da própria Europa, com Alemanha à cabeça. A ideia de pertencer a um espaço, em que cada nação aceita ceder soberania, pressupõe algo em troca. E essa troca não pode passar, somente, por uma série de tratados comerciais. Se esses tratados não conterem solidariedade política e social, então, esse espaço não existe. Definitivamente a Europa enquanto união não existe. Continuamos assistir ao abandono disfarçado de solidariedade que a União apregoa aos países mais fracos – eu diria mais pobres – anunciada por discursos vazios e hipócritas! Profetizo que este abandono sairá mais caro à Europa, e não somente à União, quando a miséria grassar por essas pradarias, agora, verdejantes. A História tem mostrado e demonstrado á saciedade que é nestes momentos de crise, desemprego, miséria, fome… quando a própria esperança desaparece, que surgem as revoluções e as revoltas. Pela Europa semeiam-se ventos…
É o abandono dos princípios com que os pais fundadores estruturaram a União Europeia. Infelizmente, os líderes que temos esforçam-se todos os dias para a tornarem numa ilusão.
Ao abandono parece estar o concelho do Sabugal. É alarmante que se realize uma Assembleia Municipal sem ter nada na ordem de trabalhos! Alguém terá que explicar esta aberrante situação. Nada, mas nada, haverá para ser discutido em Assembleia? Devemos concluir que tudo está bem ou, certamente, que tudo está errado. E, no entanto, o governo camarário vai oferecendo temas para serem discutidos. E onde está a oposição? Não tem nada para levar à Assembleia Municipal? Também ela ao abandono…
A tendência, por más políticas de ordenamento do território quer a nível do poder central, quer a nível do poder local, e estes por se terem «vendido» ao poder do betão, é de dois países num. Um, o do interior, votado ao esquecimento e ao abandono. Onde uma população envelhecida espera pelo fim à réstea de um sol de inverno. Um estudo a nível europeu mostra que Portugal é o segundo país com as habitações mais frias. E reparem, com o Alto Patrocínio da Presidência da República, realizou-se no fim-de-semana passado um conjunto de conferências subordinadas ao tema da natalidade em Portugal. O tema é interessante, pertinente e necessário, mas realizá-lo em Cascais deve ser para gozar com o interior! O Sr. Presidente da República acaba de abandonar o interior, esquecendo (ou não) que é aqui, no interior, que a falta de natalidade mais se nota e acontece. Não haveria nenhuma cidade ou vila no interior do país para realizar tal conferência?! Este é um exemplo sintomático da abrangência que os nossos governantes têm do país. O resto é demonstrado diariamente e à fartazana!
O outro país é um embaranhado de betão e gente, suspensos sobre as arribas do Atlântico.
O Sr. Primeiro Ministro dizia antes do carnaval (porque agora, em tempo de quaresma não teria piada) que, para além de sermos piegas, deveríamos esquecer as velhas (ou antigas, não sei precisar o termo) tradições. Sr. Primeiro, são tradições por serem antigas. Tradição é a transmissão de práticas e de valores de gerações em gerações. Se as esquecermos, que povo seremos? Sem memória não somos nada. É para aí que o Sr. Primeiro Ministro nos quer levar? Entendo que seja mais fácil de governar um povo acéfalo…
Felizmente, há sempre alguém que resiste, e o povo festejou o carnaval, mandando o governo visitar as peças de Rafael Bordalo Pinheiro!

P.S. Zeca Afonso sempre! Pois cada vez mais temos que ser filhos da madrugada….
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, defendeu ontem, dia 22 de Fevereiro, a «especialização» dos tribunais com menor movimento processual, em vez do seu encerramento, como está previsto para o tribunal local.

Antonio Edmundo, Presidente da CM FC Rodrigo«Se hoje há muitas diligências adiadas por não haver salas, uma concentração levaria a maiores dependências no futuro», considerou hoje o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, em declarações à agência Lusa, para exigir a manutenção do tribunal daquela vila.
O autarca social-democrata defende que, em vez do previsto encerramento dos tribunais com menor movimento, o Ministério da Justiça possa mantê-los de portas abertas e «especializá-los em litigâncias» do foro do comércio ou do trabalho, entre outros, onde a aplicação da justiça seria «mais célere».
Observando que a justiça tende para a especialização, assume que «não ficaria chocado» se no tribunal local «fossem julgados processos de trabalho, cível, crime, comércio, protecção de menores» ou relacionados com outra «área especial» da comarca.
Sustenta que uma aposta desta natureza «seria uma forma de manter activos» os tribunais em concelhos do interior, como o de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, junto da fronteira com Espanha.
O tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo é um dos quatro tribunais a encerrar no distrito da Guarda, a par de Mêda, Sabugal e Fornos de Algodres, segundo o documento de trabalho do governo para a reorganização do mapa judiciário nacional.
António Edmundo assinala que, mantendo os tribunais, que actualmente têm um reduzido número de processos, o Ministério da Justiça «ganhará» e os concelhos do interior do país também.
No caso do seu município, disse que a acontecer o encerramento do tribunal, perderá a «massa crítica da magistratura e dos funcionários judiciais», que é importante para as «dinâmicas transversais de desenvolvimento».
A Assembleia Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo também já aprovou, por unanimidade, uma moção de desagrado e repúdio à proposta de reorganização do mapa judiciário e de defesa da manutenção do tribunal local.
«Insistimos na necessidade de se apostar em tribunais como o de Figueira de Castelo Rodrigo, onde os custos de operação são reduzidos, insignificantes, na soma total dos custos operacionais do Ministério da Justiça, dotando-os com competências especializadas em razão da matéria dos factos», é referido no documento enviado à ministra Paula Teixeira da Cruz, a que a Lusa teve acesso.
Os subscritores da moção pedem, também, «uma verdadeira política de discriminação positiva» e exigem a manutenção de um sistema de «justiça de proximidade».
plb (com Lusa)

O deputado do PSD Manuel Meirinho, natural do Soito, concelho do Sabugal, foi eleito Vice-Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Cabo Verde, que integra 12 deputados da Assembleia da República oriundos dos vários partidos com representação parlamentar.

O deputado do Partido Socialista Filipe Neto Brandão é o presidente do Grupo Parlamentar de Amizade, tendo como vice-presidente, além de Manuel Meirinho, o deputado do CDS José Ribeiro e Castro.
O Grupo de Amizade com Cabo Verde integra 12 deputados portugueses, que, para além dos três já citados são: Clara Marques Mendes (PSD), Joaquim Ponte (PSD), Maria José Castelo Branco (PSD), Ana Sofia Bettencourt (PSD), Odete João (PS), José António Vieira da Silva (PS), João Ramos (PCP), Pedro Filipe Soares (BE) e José Luís Ferreira (Os Verdes).
Os Grupos Parlamentares de Amizade da Assembleia da República estão vocacionados para o diálogo e cooperação com os Parlamentos dos países amigos de Portugal. A iniciativa foi criada para promover interesses comuns entre as nações, nos domínios político, económico, social e cultural.
O deputado do PSD Carlos Peixoto, também eleito pelo círculo da Guarda, integra dois Grupos Parlamentares de Amizade – os de Cuba e do Reino Unido. Já a também deputada do PSD eleita pela Guarda, Ângela Guerra, faz parte do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – México.

O deputado Manuel Meirinho está de volta às lides parlamentares após algumas semanas de baixa médica motivada por um acidente de viação, cujos efeitos estão debelados.
plb

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos é o nome completo desta figura nacional e internacional da música, da intervenção política e cívica, social e docente.

Nasce a 2 de Agosto de 1929, na freguesia da Glória, do Concelho de Aveiro, no seio de uma família de magistrados. Atendendo à actividade profissional dos seus progenitores que se estendeu de Timor a Moçambique e Angola, Zeca Afonso teve de ficar ao cuidado de familiares em Portugal. Reside em Belmonte na casa de um seu tio que desempenhava as funções de Presidente da Câmara. Ali faz o exame da 4ª classe. Em Coimbra frequenta o Liceu Nacional João III e a Faculdade de Letras. Inscreve-se no Orfeão Académico de Coimbra e na Tuna Académica da Universidade de Coimbra, actuando em diversas localidades de Portugal, em Angola e Moçambique. Ainda em Coimbra faz parte da equipa da Associação Académica.
Casa com uma humilde costureira de quem mais tarde se divorcia, passando muitas e diversas dificuldades económicas, aliás, Zeca Afonso foi sempre um desprendido dos valores materiais.
Cumpre o serviço militar obrigatório na Escola Prática de Infantaria em Mafra, frequentando ali o Curso de Oficias Milicianos, onde muitos portugueses passaram.
No ensino oficial como professor dá aulas em Mangualde, Alcobaça, Aljustrel, Faro e Lagos. Mais tarde exerce funções docentes na Beira e Lourenço Marques em Moçambique. Termina a sua carreira em Setúbal, por ter sido expulso por razões políticas. Era uma grande injustiça.
Em 1958 grava o primeiro disco a que se seguem muitos outros. Introduziu novas formas e padrões interpretativos na renovada canção coimbrã. Surge a balada veiculada por uma profunda contestação estudantil. A sua canção é em 1960 e nos anos seguintes a bandeira da oposição ao regime. Surgem canções com forte componente social e política como os Vampiros, O Menino do Bairro Negro, a Balada de Coimbra e tantos outros.
São de grande qualidade poética, têm novas formas rítmicas, com ambientes sonoros compostos por instrumentos africanos, adufes da Beira Baixa, as gaiatas de foles de Trás-os-Montes e da Galiza e outros, recriando a música popular. Zeca Afonso com as vivências da sua longa peregrinação pelo país e por África introduziu na sua música todos os sons destas regiões. Saliento que ao gravar em Paris a “ Grândola Vila Morena”, o Fanhais com umas botas, ao passar por cima de um espaço com areia, fazia o barulho de um grupo de trabalhadores rurais a dirigirem-se para o trabalho.
Tenho dois irmãos ligados ao Zeca Afonso. Ezequiel Alves Fernandes foi seu aluno de História em Setúbal. Conta que as suas aulas eram de uma história viva, com visitas regulares aos locais e monumentos históricos, além de aulas de grande formação cívica e política, que o marcaram para sempre. Manuel José Fernandes, antes e depois do Abril/74, participou em diversas reuniões, em jornadas sociais e em convívios musicais em colectividades populares e cooperativas da Margem Sul e no Alentejo.
Em 23 de Fevereiro de 1987, faleceu no Hospital de S. Bernardo em Setúbal, com uma doença de esclerose lateral amiotrófica. O seu funeral foi um acto nacional com milhares e milhares de portugueses a acompanhá-lo até ao Cemitério de Nossa Senhora da Piedade em Setúbal. Por sua vontade levou um pano vermelho no féretro e repousa numa campa rasa, tendo como companhia uma camélia. É local de muitas visitas e romagens.
Quis o destino que os meus saudosos Pais José Maria Fernandes e Maria da Piedade Alves Lavajo ficassem sepultados no Talhão da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, a poucos metros da sua última morada terrestre. Quatro bismulenses ligados à memória de um dos maiores compositores portugueses e dos mais divulgados a nível mundial. Um dos maiores vultos da cultura musical portuguesa.
Não há cidadão nacional que não conheça uma canção de Zeca Afonso e muitas são de uma grande actualidade. HONRA E GLÓRIA À SUA OBRA. DIA 23 DE FEVEREIRO DE 2012 FAZ 25 ANOS QUE PARTIU DOS VIVOS. Que ninguém se esqueça e o recorde, como faço neste texto.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Numa altura em que o Município se prepara para mandar elaborar o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Concelho do Sabugal vale a pena um pouco de teoria…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»1. Objetivos que se pretendem alcançar
Um Plano como este deve, antes do mais:
– fazer um diagnóstico estratégico do Concelho que contemple: o balanço dos recursos vitais para o desenvolvimento urbano e rural; os dinamismos sociais e económicos existentes; as condicionantes e os fatores de risco em presença; os modos de integração do Sabugal em contextos territoriais mais vastos, designadamente na região de pertença e de integração (nacional e ibérica);
– construir um quadro-síntese das condicionantes e das oportunidades económicas e outras que enquadram o desenvolvimento do Concelho no horizonte dos próximos quinze anos;
– avaliar os efeitos resultantes da execução de ações e projetos, em curso ou programados, a realizar no horizonte dos próximos cinco anos;
– formular as linhas estratégicas de desenvolvimento ajustadas às condicionantes e oportunidades existentes, identificando um conjunto de programas, de ações e de projetos a implementar, de forma coordenada e segundo prioridades, naquele horizonte temporal;
– traçar um conjunto de orientações em matéria de ordenamento do território que resultem das opções de desenvolvimento a longo prazo e que constituam um quadro de referência técnico e político de suporte à Revisão do Plano Diretor Municipal.

2. Como Fazer
A elaboração do Plano deve seguir os seguintes passos essenciais:
– Diagnóstico Estratégico;
– Enquadramento Estratégico Regional;
– Desafios estratégicos e Cenários de desenvolvimento;
– Estratégia de desenvolvimento – Eixos Estratégicos;
– Programas de Atuação e Projetos estratégicos;
– Plano de Ação e Programação de investimentos;
– Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico e Social

3. Participação
O Plano só terá importância se a sua elaboração envolver o conjunto da sociedade sabugalense, e, em particular:
– Órgãos autárquicos (Câmara e Assembleia Municipal; Juntas e Assembleias de Freguesia);
– Associações empresariais e principais agentes económicos;
– Associações de desenvolvimento local e regional;
– Organizações voluntárias com objetivos sociais, culturais, recreativos, desportivos,…;
– Instituições de caráter social;
– Entidades públicas (equipamentos e serviços sedeados no Concelho e organismos sectoriais ou regionais da Administração Pública);
– Empresários originários do Concelho, com atividade sedeada no exterior;
– Individualidades naturais do Concelho das quais se espera, pela reflexão e intervenção cívica anteriores, contributos relevantes para a Estratégia.
Naturalmente, a equipa técnica que for selecionada, terá as suas próprias metodologias, mas pela experiência que adquiri ao longo dos anos, os passos acima indicados são aqueles que habitualmente são usados.

PS1: Já vi aquelas imagens do nosso Ministro das Finanças e não posso deixar de dizer isto. O que mais me impressionou foi a atitude pesporrente do Ministro alemão, e o nosso ministro, qual lacaio, debruçado e reverente perante o «senhor». Se o alemão visse o português como seu igual, a boa educação mandava que o convidasse para se sentar. Mas não, o «pobre» português lá se sujeitou a vergar a cerviz! É o que temos…
PS2. Por cá viu-se outro «pobre» primeiro ministro ainda a acreditar que manda! Foi ver as imagens das televisões para se perceber que a grande maioria do povo português entendeu a indicação de trabalhar no Carnaval como aquilo que, infelizmente, é, uma piada de Carnaval.
Como dizia Carvalho Rodrigues (ex-Secretário Geral da CGTP): «Nos anos que estive na CGTP vi muitos incompetentes nos Governos, mas nunca tinha visto um Governo com tantos incompetentes!»

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Realiza-se no Sabugal, no dia 24 de Fevereiro, uma Assembleia Municipal Ordinária, sem que a mesma contenha na respectiva ordem de trabalhos assunto que a justifique.

O presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos, convocou os membros que integram a Assembleia para uma sessão Ordinária, que sucederá na próxima sexta-feira, pelas 20h15, porém a Ordem de Trabalhos revela que nada há que a justifique, a não ser a obrigatoriedade da sua realização.
Para o período «Antes da Ordem do Dia» os assuntos a debater são os obrigatórios, nos termos da Lei e do Regimento da Assembleia:
1- Discussão e votação da acta da última sessão
2- Expediente
3- Diversos
Passando à ordem do dia, a convocatória expõe um assunto também obrigatório, que é a «Actividade Municipal», e apenas uma matéria nova: «Alteração de terrenos de domínio privado para domínio público».
O carácter ordinário da sessão indica que a mesma foi convocada pelo presidente da Assembleia Municipal por força da lei, sendo a sua realização obrigatória, porém tudo indica que o presidente da Câmara Municipal, António Robalo apenas lhe fez chegar um assunto para debater e votar, situação absolutamente insólita e de que não há memória.

O facto de nada de relevante haver para discutir numa Assembleia Municipal é sintomático do estado em que se encontra o concelho. Faltando projectos e ideias, os deputados eleitos reunirão para nada, arcando a Câmara, ou melhor, o Erário Público, com os encargos financeiros daí decorrentes. É a desgraça…
plb

Na sua dança namoradeira ao redor do Sol, a Terra rodopia fascinada por luz e energia. Nesse incessante movimento vai captando forças que as nuvens reflectem e a atmosfera amortece. Portanto, nem toda a energia emitida pelo sol, inflecte na superfície terrestre. Só parte dela se disponibiliza perante a inteligência humana sob forma de luz (visível ou não visível).

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»O homem, único habitante pensante do nosso planeta, decidiu apelidar de «energia solar» toda essa força oriunda do sol, passível de ser transformada noutras energias como a eléctrica ou a mecânica.
Também as plantas, no processo fotossíntese, (realizado por seres vivos clorofilados) obtêm proveitos da energia solar. A fotossíntese das plantas verdes converte a energia solar em energia química, que produz alimentos e madeira da qual hão-de derivar combustíveis fósseis no seguimento de um circuito que poderemos chamar perfeito.
A radiação sol aliada à energia eólica e às ondas do mar, responsabilizam-se por grande parte da energia renovável disponível à face da terra.
Os raios solares perfuram e repassam a atmosfera, vão ao encontro dos oceanos fazendo aumentar, nesse embate, a temperatura das águas. O ar quente há-de conter a água evaporada que subirá, provocando a circulação e transferência de energia calorífica na atmosfera. Quando o ar atingir uma altitude elevada, a temperatura baixará e o vapor de água condensar-se-á e formará nuvens, que provocarão precipitação fazendo regressar a água à Terra completando, assim, mais um harmonioso ciclo.
O calor da condensação da água aumenta e transfere energias criando fenómenos atmosféricos como o vento.
É evidente que a fotossíntese inicia grande parte das cadeias alimentares na Terra. Sem ela, animais e outros seres não persistiriam visto que a base da sua alimentação é substância orgânica oferecida pelas plantas verdes. Assim se verifica novo circuito que se encaixa e harmoniza no universo onde, milagrosamente, encontros, circuitos e ciclos energéticos se evidenciam perfeitos e determinantes.
Contudo, apenas uma pequena parte da energia solar disponível acaba por ser utilizada.
Então, que o engenho do homem invente novas e aperfeiçoadas técnicas e que a mudança de mentalidades se alie á criatividade proporcionando mais e melhores utilizações de energia solar porque, assim, a humanidade só poderá ganhar.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

O líder do Partido Socialista, António José Seguro visita o distrito da Guarda no próximo sábado, dia 25 de Fevereiro, numa jornada que terminará no Casteleiro, Concelho do Sabugal, onde jantará com militantes socialistas.

A vinda do secretário-geral socialista ao distrito da Guarda insere-se na iniciativa «Jornadas pelo Interior», na qual António José Seguro contacta com os militantes e com a população das terras do interior do país.
A jornada começará em Seia e passará depois pela aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico). Dali segue para a Guarda, onde visitará a Quinta da Maunça e o Parque do Rio Diz. Segue-se o Parque Natural da Serra da estrela, em Manteigas, vindo a terminar a jornada no Casteleiro, concelho do Sabugal, onde o principal tema a abordar com os militantes será o apoio aos idosos. A secretário-geral socialista e a sua comitiva jantarão de resto no Casteleiro, pelas 19h30.
Na visita ao distrito o secretário-geral do PS deverá voltar a criticar o projecto governamental de reforma do poder local, que, nas suas palavras recentes, não pode ser feita a «régua, esquadro e calculadora em um qualquer gabinete do Terreiro do Paço».
António José Seguro sustentou na convenção da FAUL, no fim-de-semana, que o governo «quer impor às populações, às freguesias, a cada concelho, a sua própria concepção do que deve ser a reorganização administrativa», defendendo que o país precisa de uma reforma administrativa, «mas não precisa de uma má reforma administrativa», que não tem com conta das realidades sociais ou a acessibilidade aos serviços.
Outro assunto que deverá ser abordado é projecto do Governo para a reforma da Justiça, que aponta para o encerramento de tribunais em algumas sedes de concelho, entre os quais o do Sabugal.
plb

«Raia Morena» é o livro de poemas de João Valente, que foi apresentado no Sabugal no dia 17 de Fevereiro, no restaurante Robalo.

A apresentação do livro coube ao escritor valdespinhense Joaquim Tenreira Martins, a que se seguiu a leitura de algumas das poesias que compõem a obra. O livro é editado pela Orfeu, editora sedeada em Bruxelas, cujo proprietário, Joaquim Pinto da Silva, também marcou presente no lançamento de mais uma obra daquela editora no Sabugal.
João Valente nasceu em Coimbra, mas as suas raízes estão no concelho do Sabugal, mais propriamente na Ruvina e em Vilar Maior. Estudou Filosofia e Teologia no seminário da Guarda e no Instituto Superior de Teologia de Évora. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica de Lisboa e fez uma pós-graduação em Assessoria Empresarial pelo ISLA de Leiria, cidade onde reside e exerce advocacia.
O conjunto de poemas que compõem o livro está enquadrado em diferentes temáticas: Paisagem, Infância, Amores, Gente, Quotidiano e Adeus.
João Valente é colaborador regular do blogue Capeia Arraiana, onde mantém a rubrica «Arroz com Todos».
plb

Os concelhos do distrito da Guarda têm uma sala de visitas na Plaza Mayor de Salamanca. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

O espectáculo do «Julgamento do Galo» na cidade da Guarda voltou a sair à rua com muita imaginação e qualidade e foi presenciado por milhares de pessoas. A cor do desfile e o rigor dos versos ritmados ao som do calor pirotécnico tiveram assinatura de sempre: Américo Rodrigues. Bravo!

Que temos de reagir querido leitor(a), não podemos ficar indiferentes, não podemos permitir que nos roubem aquilo que custou tanto a tanta gente, aquilo porque tantos lutaram e até morreram, a Liberdade, a Democracia e a Justiça Social. Chegou a altura de mudarmos tudo isto, temos que mudar a história, o tempo urge.

António EmidioO grito de um revolucionário? Não propriamente, o grito de um cidadão português debaixo do governo de Passos Coelho e de uma Europa alemã.
Talvez não saiba querido leitor(a), que os políticos que defendem os interesses das classes médias e baixas da sociedade, quando governam, afirmam que lançar impostos aos mais ricos é um incentivo à evasão desses mesmos impostos, dizem que passam o tempo e gastam energias inventando mil maneiras de fugir ao fisco.
A fuga ao fisco em Portugal atinge quase os 60.000 milhões de euros, na Itália fica-se pelos 150.000 milhões!
Os vencedores da Globalização Neoliberal dizem aos perdedores da mesma: «Lamentamos sinceramente o vosso destino, mas as leis da economia são desapiedadas e é preciso que vos adapteis a elas, reduzindo a protecção social que ainda tendes. Se quereis enriquecer deveis aceitar previamente uma maior precariedade laboral e mais desemprego. Este é o contrato social do futuro, ele é que vos fará encontrar o caminho do dinamismo».
Apenas 10 milhões de pessoas no Mundo, controlam 43 biliões de dólares, o equivalente a dois terços do PIB Mundial.
Existe um grande receio por parte das autoridades políticas chinesas, do férreo Partido Comunista Chinês, que o poder económico, os novos empresários multimilionários chineses, suplantem o Estado, como acontece no Ocidente. Primeiro enchem o galinheiro de raposas, depois têm medo que estas comam as galinhas!!!
Deixo-vos agora com um dos maiores Nabos que Portugal já exportou: Durão Barroso! É conhecido em Bruxelas pelo Camaleão, dizem e, com razão, que foi um Maoista, agora reciclado em Neoliberal, «Quando fala com os socialistas, é socialista, quando fala com os liberais é liberal, quando fala com os verdes passa por ecologista», é conhecido também pela sua passividade e pelo seu seguidismo acrítico, principalmente com as decisões de Berlim e Paris, «A Europa necessita alguém que dirija e não de alguém que chame a França e a Alemanha para saber o que fazer», quem assim falou foi o antigo líder parlamentar socialista em Strasbourg.
É a Goldman Saches, e não as urnas quem decide a margem de Liberdade, a qualidade de vida, a longevidade e a dignidade dos seres humanos.

Está confirmado querido leitor(a), Angela Merkel permite que haja Carnaval em Portugal, portanto um bom Carnaval a todos. Nenhum economista, sacrossanto doutor da lei, nem politicamente correcto me proíbe de escrever que a nossa divida aos bancos alemães deveria ser paga, entregue em mão a Angela Merkel, com louça das caldas…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Os roteiros gastronómicos começaram no dia 19 e vão terminar hoje, dia 21 de Fevereiro de 2012.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaParecendo-me que os dias são muito poucos, e como também as visitas de familiares e amigos são também muito frequentes, o tempo não dá para podermos ir a todos os restaurantes que aderiram a tão interessante e importante iniciativa.
Naturalmente que não pude ir a todos os restaurantes que aderiram aos roteiros do corrente ano de 2012. Tive a oportunidade de estar em quatro casas e confesso que fiquei agradavelmente surpreendido.
Acompanhei, de perto, como é óbvio, tudo quanto aconteceu mais próximo de mim e confesso que que as expectativas excederam, de longe, tudo quanto era de esperar.
O restaurante ELDORADO esteve sempre muito bem composto, pra não dizer, quase sempre cheio e, em muitas ocasiões, a abarrotar. E atenção, o ELDORADO quando enche é com mais de cem pessoas.
Sei que alguns, e algumas, poderão estar a pensar ou a dizer: presunção e água benta cada um toma a que quer. Mas que importa isso? A verdade é que realidade é mesmo esta.
Para além do mais, e para dar mais brilho aos roteiros gastronómicos, pudemos contar com uma briosa delegação, de cerca de três dezenas de pessoas, comandada por Sua Ex.ª Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante – José Carlos Torrado Saldanha Lopes. Foi para nós uma enorme honra termos convivido com o Sr. Almirante e com outras importantes personalidades.
Os roteiros trouxeram também um elevado número de espanhóis que muito apreciam a excelente gastronomia do Município do Sabugal.
Tudo isto mexe com a economia local e regional.
Parabéns aos organizadores.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O número 6 da revista de pedestrianismo «Itinerante», com a edição dedicada aos «Trilhos do Contrabando», foi apresentada no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro

A revista Itinerante é a primeira e única revista de pedestrianismo nacional, com uma abordagem temática dos percursos pedestres que apresenta. A mesma dedicou a última edição (de Fevereiro de 2012) ao Tema «Por Trilhos do Contrabando», falando na raia e nos percursos que antigamente seguiam os contrabandistas. Também aborda as histórias dos contrabandistas e dos guardas-fiscais, da gastronomia tradicional e do património dos lugares pelos quais se sugerem viagens de sonho e de fantasia.
Contém uma interessante entrevista com José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, que fala sobre o contrabando dos tempos idos, em que se subia e descia a serra das Mesas para se ganhar a vida atravessando a fronteira com mercadorias, pondo-se a vida em risco, pois era um comércio proibido, efectuado através de uma fronteira fortemente vigiada.
Como sugestão aos amantes das caminhadas apresenta-se, entre outros, o trilho «de Fóios a Navasfrias», passando pela nascente do rio Côa e pela serra das Mesas, num percurso com cerca de 10 quilómetros, relativamente fácil de seguir, ainda que se tenha que subir e descer uma montanha, e enquadrado por paisagens amplas e de grande beleza natural.
A revista Itinerante tratou de outros temas, nas edições anteriores: «Por Trilhos das Invasões Francesas», «Por Trilhos em redor dos Faróis de Portugal», «Por Trilhos das Linhas de Torres Vedras», «Por Trilhos do Caminho de Santiago, em Ano Jacobeu», «Por Trilhos da República», «Por Trilhos das 7 Maravilhas Naturais de Portugal».
A revista tem um portal na Internet aqui, que a complementa e que permite a descarga dos trilhos para GPS.
plb

No sábado passado, dia 18 de Fevereiro, o Sabugal e o Casteleiro viram passar o colorido dos trajes confrádicos, por ocasião da realização do terceiro Capítulo da Confraria do Bucho raiano.

Tudo começou pela manhã, no Mercado Municipal, onde os membros das diversas confrarias, vindos de variados pontos do país, se juntaram e acompanharam a inauguração da feira de produtos locais. Por amabilidade da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, todos puderam degustar os produtos da terra, onde pontuaram o queijo, os enchidos, compotas, fruta, pão, azeite e vinho.
Pelas 11 horas a comitiva seguiu para o edifício do museu municipal, cujo auditório ficou «à pinha» para assistir à cerimónia. O capítulo iniciou-se com a actuação ao piano do jovem músico sabugalense João Cunha, que foi ouvido em absoluto silêncio e no final foi longamente aplaudido.
O padre Manuel Dinis, pároco do Sabugal, fez a bênção das insígnias e desejou aos presentes uma excelente jornada de convívio e de amizade. Seguiram-se algumas palavras de circunstância por parte do presidente da Câmara, António Robalo, que deu as boas vindas ao Sabugal, uma terra de tradições e de bons sabores gastronómicos.
Constituída a mesa do Capítulo, tomou a palavra o orador convidado, o professor Carvalho Rodrigues, a quem coube proferir a tradicional Oração de Sapiência. A intervenção do cientista, conhecido como o «Pai do Satélite Português», andou à volta da tradição gastronómica da sua terra de nascimento, Creado, uma anexa da freguesia de Casal de Cinza, concelho da Guarda. De memória apurada, lembrou que era à volta do porco que todos criavam no cortelho, que se fartava a mesa dos habitantes, que se esmeravam na confecção dos ricos sabores gastronómicos. Numa intervenção bem humorada, Carvalho Rodrigues encantou os presentes que o brindaram com uma longa ovação.
Seguiu-se a entronização de 10 novos confrades do bucho, que fizeram o juramento e receberam o traje e a respectiva insígnia, passando a fazer parte da família confrádica, que assim atinge os 73 confrades, devidamente trajados e entronizados.
Foi depois tempo de prestar preito a algumas personalidades, começando inevitavelmente pelo Professor Carvalho Rodrigues, que recebeu o título de Cancelário da Confraria. Como Cavaleiros da Confraria foram investidos o juiz conselheiro Manuel Cipriano Nabais, de Quadrazais, e o empresário Manuel Gouveia, de Sorteha. Houve ainda a atribuição de um diploma de honra à engenheira Felismina Rito Alves, do Soito.
No termo da cerimónia tomou a palavra o representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, da Bismula, cuja memória viva ficou bem patente ao recordar as velhas tradições gastronómicas da nossa região, bem como o trovar e o falar antigo do povo raiano.
Depois da cerimónia seguiu-se o desfile pelas ruas do Sabugal, com a foto de família captada com os confrades posando na escadaria da Casa dos Britos. À frente, a abrir o desfile seguiam os Bombos de Badamalos, vindo depois a comitiva de confrarias, exibindo as tonalidades dos seus diferentes trajes.
Já no Casteleiro, os confrades foram recebidos na sede da Junta de Freguesia, pelo seu presidente, António José Marques, que a todos serviu um aperitivo.
O almoço foi no restaurante «Casa da Esquila», onde 200 convidas degustaram o bucho, que se apresentou à mesa servido na forma tradicional e em ementas alternativas à habitual forma de o servir.
Aqui fica a referência às 13 confrarias presentes no Sabugal:
Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares); Confraria do Queijo Serra de Estrela (Oliveira do Hospital), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), Confraria das Sardinhas Doces (Trancoso), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Confraria do Vinho de Lamas (Miranda do Corvo), Confraria dos Aromas e Sabores Raianos (Almeida), Confraria Gastronómica O Moliceiro (Aveiro), Confraria Gastronómica Raça Arouquesa (Arouca), Confraria da Castanha (Moimenta da Beira), Confraria Nabos e Companhia (Mira) e Confraria do Cão da Serra da Estrela (Sortelha).
plb

O Comando Territorial da Guarda da GNR informou que deteve em Gouveia um foragido à justiça que estava condenado a cumprir 10 anos de prisão efectiva por tráfico de estupefacientes.

Preso algemadoO homem, de 27 anos de idade, foi encontrado pelos militares da GNR durante uma busca a casa do pai, em Ribamondego, concelho de Gouveia, no 17 de Fevereiro. O pai do detido estava indiciado num crime de ameaças com arma de fogo, tendo sido emitido um mandado judicial de busca domiciliária e no intuito de se apreender a arma do crime, porém os militares encontraram o filho do visado, que tinha para cumprir uma pena de prisão efectiva de 10 anos, imposta pelo Tribunal de Esposende pela prática dos crimes de tráfico de estupefacientes, posse ilegal de arma, burla e falsificação de documentos. O homem foi conduzido ao Estabelecimento Prisional Regional de Viseu, onde deu entrada para cumprimento da pena de prisão.
No decurso da busca foi também encontrada e apreendida uma espingarda carabina de calibre 9 milímetros.
No dia 17 de Fevereiro militares do Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel detiveram em Viseu uma mulher de 43 anos de idade, desempregada, residente em Lisboa, por crime de furto numa residência. A detenção aconteceu após a lesada ter denunciado o furto do interior da sua residência, em Trancoso, de vários objectos em ouro no valor de três mil euros. A GNR colocou-se imediatamente em campo, conseguindo deter a suspeita quando esta já estava em Viseu.
Foram recuperados os objectos em ouro furtados da residência, sendo-lhe ainda apreendida a quantia de 1.400 euros, por não justificar a sua proveniência.
plb

Já tinha o tema dos cursos de cristandade alinhado, quando me cai nas teclas o tema dos sefarditas. Calma! Não vou dizer que no Casteleiro também há vestígios físicos sefarditas. Não digo que não haja. Digo que não sei se há e digo mais: que julgo que não há… Mas há, isso sim, outros vestígios – aqui como em todo o Portugal.

Na minha terra, outra religião, a «nossa», marcou o terreno com os chamados Cursos de Cristandade a década de 60. Para que não houvesse dúvidas sobre qual a marca religiosa da zona. Os Cursos de Cristandade foram um marco. Estava-se ali por 1960 e poucos, havia algum adormecimento de algumas pessoas (leia-se: alguns homens) que não iam à igreja, que se mantinham como que independentes, no seu registo de «má vida». A Igreja não gostava disso. Os párocos tentaram convencer esses «prevaricadores» de que tinham de salvar-se – indo aos cursos. Alguns, ao que sei, na Espanha: um aliciante. Mas a maioria, ali mesmo ao lado, no Santuário da Senhora da Póvoa, no então Vale de Lobo.
Um curso de Cristandade era uma espécie de retiro, segundo se ouvia. Mas muito mais intenso. E com um pendor de acção psicológica que faria inveja aos cursos de operações especiais da tropa… Um tratamento forte e radical. Uma forte lavagem ao cérebro. A pessoa vinha de lá mudada, de facto. Quase todos, se não mesmo todos. Nos primeiros tempos, era uma coisa séria: os antigos não praticantes tornavam-se fanáticos doentios. Uma espécie de tropa de choque do «regime» religioso. Eram os cursillos e até tinham um hino: De colores, que pode ouvir aqui, cantado pela diva Nana Mouskouri.
Alguém se lembra?
Começava assim:
De Colores!
De Colores se vistem los campos en la primavera.
De Colores!
De Colores san los pajaritos que vienem de fuera.
De Colores!
De Colores es el arco-íris que vemos lucir.

A partir do Curso, quando alguém dizia «caraças», aqui d’El Rei que era uma grande asneira e isso não se diz e tal… os mesmos que, antes do Curso, nem punham os pés na igreja e passavam o tempo na sueca e na lerpa.
Mas também lhes passava depressa.
Três meses depois, já tinha voltado tudo ao normal. Voltavam à lerpa e a má vida – passe a expressão.

Judeus no Casteleiro?
Agora, sim, a questão sefardita.
Na Idade Média, muitos judeus passaram por aqui e se fixaram em muitas terras de Portugal. Mas não eram bem vistos na época. Costuma dizer-se que os judeus foram sempre perseguidos: no Egipto, como por todo o Mundo.
Começo por recordar que, no meu tempo de meninice, judeu era uma ofensa. «Aquilo é um judeu». A pessoa era má. Mas isso era por influência (errada) religiosa. Para mim, judeu era também o homem das peles: um comerciante de Belmonte, sempre de motorizada, que comprava as peles dos animais mortos, sobretudo dos borregos. Julgo que ninguém sabia o nome dele: era o judeu d Belmonte. Racismos escondidos… Comprava peles, tinha bigode, uma motorizada com um reboquezito, era judeu e era de Belmonte. Coisa banal, sei hoje.
E no Casteleiro? Há ou não vestígios de presença sefardita, os judeus mais comuns na Península? Não sei. Não tenho conhecimento para avaliar, pelo menos ao nível dos vestígios físicos. Mas uma coisa sei: o meu nome e dezenas de outros do Casteleiro são de origem sefardita. Nesta área, por todos, consultei o académico brasileiro José Ribeiro da Silva Júnior, a que pode aceder aqui. Este autor garante como nomes de origem sefardita nas Beiras pelo menos os seguintes que encontro no Casteleiro:
– Abreu,
– Azevedo,
– Campos,
– Carrilho,
– Carvalho,
– Figueiredo,
– Fonseca,
– Gomes,
– Gonçalves,
– Gouveia,
– Isaac,
– Lopes,
– Machado,
– Madeira (s),
– Martins,
– Mendes,
– Nunes,
– Paixão,
– Paiva,
– Peralta,
– Proença,
– Seixas,
– Serra,
– Serveira (mas julgo que com C),
– Silva, Silveira, Tavares (de Mello, também nome sefardita): Morgado de Santo Amaro…,
– Soares.
Ou seja: por aqui, somos quase todos meio judeus (de nome, pelo menos).
Fica aí uma pequena amostra para que se saiba que, se não conhecemos património arquitectónico, podemos reclamar e muito bem o património imaterial onomástico.
Não sei se sou descendente de judeus, mas lá que eles andaram por aqui, disso não me resta dúvida.

Turismo cultural de base sefardita na região?
Fiquei encantado e admirado, quase incrédulo, quando li que 15 empresários da nossa zona se juntaram em torno de um projecto comum: valorizar e aproveitar as sinergias de um património específico: o dos judeus em geral e em especial os sefarditas que habitaram em grande número muitas destas aldeias e vilas.
Fico satisfeito e desejo o maior sucesso – isto sem branquear o sionismo, ligação que muitos pretendem, mas que é totalmente errada. É a História e a Memória contra a barbárie.
O projecto chama-se «Sepharad Lands».
Dizem-me mesmo que se trata de uma iniciativa única na região, o que me deixa satisfeito e curioso.
Os judeus por cá foram sempre ostracizados, marginalizados, em muitas épocas até perseguidos, graças à «vigilância» raivosa dos ministros da Igreja, que se sentiam ameaçados na sua autoridade pela presença de outras crenças, sobretudo da «original».
Agora, o património sefardita poderá até ser fonte de rendimento na área do turismo cultural.
Longe vão pois os tempos em que se inventavam palavras como «safardana», a significar pessoa sem vergonha – e que era claramente uma corruptela de «sefardim», o nome dos judeus da Península Ibérica.
Vou ficar atento ao e a torcer pelo Projecto Sepharad Lands / Terras dos Sefarditas.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Inicio este texto com uma afirmação que li há tempos e registei, por se enquadrar perfeitamente neste tema: «brincar não era um tempo oferecido, mas conquistado entre os múltiplos afazeres em que cedo nos iniciávamos no mundo do trabalho».

Na lógica desta afirmação, em Outubro de 1952, ao iniciar a frequência da Escola Primária da Bismula, com mais de duas dezenas de rapazes e raparigas, levei na minha sacola de serapilheira, um caderno, um livro, uma caneta para molhar no tinteiro, uma ardósia escura e um pião com umas baraças.
Naquela manhã outonal, comecei assiduamente a brincar com os meus conterrâneos. Se as lições na sala de aula eram muito importantes, o nosso brincar no pátio da escola tinha o seu valor. Os nossos cenários do brincar eram o Largo da Santa Barbara, junto à Escola Primária e Capela com o mesmo nome, os Largos do Chafariz, da Relva, da Ladeira, da Praça, o extinto Adro da Igreja e o Campo de Futebol.
Há tempos fui convidado a falar para crianças do 1º Ciclo, sobre os brinquedos do meu tempo escolar. Acedi com todo o gosto, prazer e saudade ao ir relembrar a minha infância.
Disse às crianças que me ouviam com muita atenção, que os nossos tempos de brincadeiras eram escassos. Era nos intervalos das aulas, da Catequese e pouco mais, porque as outras horas eram destinadas a ajudar os nossos pais no cultivo dos campos e na guarda e cuidado dos rebanhos.
Disse-lhe que os nossos brinquedos eram muito pobres e poucos, a maioria era feita pela paciência dos nossos pais, de algum familiar ou amigo. As matérias utilizadas eram de origem vegetal, madeira, trapos, frutos secos, ferro, lata ou latões, papel e outros. Não havia dinheiro para se comprarem brinquedos nos mercados. Hoje há uma inflação de brinquedos de toda a espécie e feitio, ao ponto de muitas crianças quando os recebem, nem quase os vêem. E comecei a explicar-lhes que por exemplo o meu pai fazia uns barquinhos com as cascas de nozes, que colocávamos nas condutas da água das regas. Fazia moinhos com uns pauzinhos e bugalhas. Fazia umas caravelas que ao corrermos giravam a grande velocidade e também eram importantes para colocarmos nas hortas, para afugentar a passarada da mesma forma que os espantalhos. Os piões e um cordel de sisal eram o nosso encanto, e o seu jogo era de tal maneira competitivo, que ficávamos muito contentes quando partíamos o do vizinho. Faziam-nos bolas de trapo para jogarmos. Mais tarde chegaram as bolas de borracha que íamos comprar de contrabando a Almedilla, povoação castelhana.
Jogávamos ao bugalho, que íamos às matas dos carvalhos procurá-los, e mais tarde ao berlinde quando chegaram à Bismula as garrafas dos pirolitos; jogos das escondidas, da cabra cega, da corda, do arco…
Falar do Património dos nosso brincar é irmos à memória da nossa infância e recordá-lo. Quem do Concelho do Sabugal não recorda os seus modestos brinquedos de criança? Penso que não há ninguém, porque fizeram parte da nossa história e do nosso crescimento. Cada brinquedo é uma memória, uma história, uma lição aprendida, uma acção de solidariedade, de amizade e de zangas infantis.
Falar deste Património é recordar pessoas que os construíram, que nos ensinaram, é recordar os nossos companheiros de escola, as nossas brincadeiras colectivas e partilhadas, que já não existem.
Para terminar apetece-me declamar o poema de Fernando Pessoa:

O meu passado de Infância,
Boneco que me partiram,
Não poder viajar para o passado,
Para aquela casa e aquela feição.
E ficar lá sempre, sempre criança, sempre contente.

Hoje há pavilhões desportivos e espaços em todas as freguesias para se brincar, para a prática do desporto, resultado de muitas promessas eleitorais. Porém, o que observamos, a maioria está vazio, inactivo. Já não há crianças nas nossas aldeias e aquelas que as tem não estão motivadas, estão desinteressadas.
As crianças dos nossos dias, desta sociedade a esquecer valores, perderam espaço, tempo e autonomia de brincar.
Hoje as crianças deste País, tem brincadeiras e actividades individualizadas. Como eram diferentes os meus tempos de criança e a saudade que tenho do meu arco e do meu pião.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

A vida do contrabando era cheia de percalços e de aventuras, fruto do risco que constituía a travessia da raia carrejando mercancias que as autoridades de um e do outro lado proibiam e andavam danadas por apilhar.

Numa altura da minha vida, já contrabandista encartado, calhou-me em sorte ser procurado por um negociante da Covilhã, de nome Belarmino Teixeira, que me desafiou a trazer de Espanha calçado em barda para fornecer algumas lojas da cidade da Lã. Queria calçado de todos os modelos e feitios e de diferentes tamanhos.
– O senhor Belarmino conta com os meus préstimos, mas atente que em Espanha, junto à raia, não há onde mercar a catervada de tamancos e albarcas de que terá precisão para abastar os seus comércios.
– Os sapatos e as botas, que disso se trata, virão de Coria para Navasfrias, terreola rente à fronteira que o meu caro bem conhece. O seu trabalho é ir a casa do Paco Arouche e carrejar de lá o calçado para o armazém do senhor Tolda, no Soito. Tirá-lo dali já é missão para outra gente – explicou-me o Belarmino Teixeira.
Estava ali o meu arrimo, se o negócio me corresse de feição, pelo que me empenhei naquela traita.
Instalei-me por um tempo em casa do meu amigo Tó Malato, em Aldeia do Bispo, que me pôs ao dispor um cabanal que tinha fora do povo. Todas as noites atravessava a raia com cargas de 30 quilos de botas e sapatos finos, que alombava até ao dito cabanal, de onde depois o Tó Malato transportava a mercadoria para o Soito ao lombo do meu macho, atravessando a serra do Homem de Pedra cada dois dias.
Tal era o tamanho da encomenda de sapatos, que chegava a fazer quatro travessias por noite, quando a boa sorte me acompanhava e não dava de chofre com qualquer contratempo.
Mas depressa se tornou notório o meu manobrar constante, o que fez com que os guardas do posto da aldeia, tomassem providências tendo em vista botarem a luva às minhas cargas.
Sendo muita a precisão de satisfazer o negócio do Belarmino, não pude, ainda que avisado, perder tempo com demasias. Alombava os fardos seguindo quase à corrida, numa luta contra o tempo, ciente de que se conseguisse aumentar o número das cargas postas a salvo mais vantajoso ganho receberia, pouco me importando com as sentinelas e aguardos que a guarnição do posto redobrou.
Não tardou que numa noite me saltasse adiante um fusco, que ladrou aquela ordem que ouvi bastas vezes na vida:
– Larga a carga!
Botei o fardo ao chão e pisguei-me a toda a brida, embrenhando-me num matagal, o que certamente surpreendeu o guardilha, que esperava ver-me fugir com o fardo, como era uso da parte dos façanhudos contrabandistas raianos, que lutavam até ao fim pelo salvamento das cargas, que eram afinal o seu sustento.
Embasbacado, nem esboçou perseguir-me, tendo antes chamado o colega que estava por perto para transportarem a saca com as duas arrobas de calçado para o posto.
Com a vigilância apertada, perdi seis cargas numa só semana, passando a ser difícil colocar a mercadoria a salvo, tal era o empenho dos fuscos em me aliviarem as costas.
O Malato, lamentava o prejuízo, e admirava-se de eu não me preocupar com as perdas.
– Amanhã, Tó, vamos ao leilão ao Sabugal, onde recuperamos a mercancia apreendida – disse-lhe.
– Olha lá Zé, vais-te meter na boca do lobo?
– Que saiba ninguém me proibiu de entrar nas arrematações do contrabando apreendido.
– E onde tens a bagalhoça para pagar o calçado? Bem sabes que aparece lá gente endinheirada e aconchavada com os da Alfândega que tomam conta de tudo o que vai à arrematação.
– Não te apoquentes, Tó, que a mercancia vai volver ao dono.
Fui ao leilão, onde dei com uma sala apinhada de negociantes useiros e vezeiros nestas lidas. Reparei que alguns sapateiros da vila estavam entre os presentes, certamente conhecedores de que havia um bom lote de sapatos e botas entre as mercadorias a arrematar.
Quando o zeloso funcionário da Alfândega, que veio de Vilar Formoso para dirigir o leilão, abriu as caixas de madeira onde estava o calçado, os interessados apressaram-se a pegar no material para lhe verificarem a qualidade.
Mexeram e remexeram até que um negociante ergueu a cabeça e olhou desconcertado para o empregado da Alfândega.
– Mas que diabo! O calçado é todo do pé esquerdo – berrou cismado.
– Não se encontra um com o seu – clamou outro.
Gerou-se um burburinho, a que assisti sereno, não tardando que os negociantes se sumissem deixando-me quase só na saleta, defronte do empregado alfandegário.
Quando mandou apostar, tomei a palavra para fazer o meu lance, de resto o único que o funcionário ouviu.
– Cinco mérreis.
E foi por cinco escudos que trouxe a mercadoria de volta, despachando-a logo ali, na central de camionagem, para a Covilhã, onde os sapatos e as botas se juntariam aos respectivos pares que já haviam seguido na semana anterior.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

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