Inspectores da Polícia Judiciária estiveram na sexta-feira, dia 19 de Janeiro, nas instalações da Câmara Municipal do Sabugal, onde cumpriram mandados de busca.

Munidos de mandados judiciais os inspectores entraram em vários gabinetes de trabalho dos edifícios da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, fizeram buscas e analisaram os discos rígidos de alguns computadores, cujo conteúdo terão copiado.
Segundo uma notícia de sábado, dia 21 de janeiro, publicada no jornal Correio da Manhã, tratou-se de uma operação efectuada ao mesmo tempo em cinco Câmaras Municipais (Oeiras, Sabugal, Alcobaça, Trancoso e Gouveia), as quais estão sob a mira de uma investigação criminal que incluiu a realização de mais de 20 buscas.
Além das autarquias os inspectores da PJ visitaram várias empresas, dentre as quais a construtora MRG – Engenharia e Construção, que poderá estar no centro da investigação. Segundo o Correio da Manhã, estarão em causa parcerias público-privadas – obras que nunca foram realizadas ou casos onde foi detectada sobrefacturação ou mesmo facturas falsas.
A empresa MRG, de Manuel Rodrigues Gouveia, assinou em julho de 2009 uma parceria público-privada com a Câmara Municipal do Sabugal, através da criação da empresa CôaCamping SA, participada em 48 por cento pela Sabugal+, e no capital restante pela MRG e outras empresas suas participadas, tendo como objectivo a construção de um parque de campismo e caravanismo junto ao rio Côa, umas centenas de metros a juzante da barragem do Sabugal. Adquiriram-se os terrenos e chegou a elaborar-se um projecto, mas a MRG acabaria por notificar a Câmara do Sabugal de que desistia do processo, manifestando a vontade de vender todas as suas acções à empresa municipal Sabugal+.
Ainda segundo o Correio da Manhã, «as situações já verificadas são várias: há obras fantasmas na habitação social, casos graves que envolvem a construção ou remodelação de escolas, piscinas e parques de estacionamento. Há ainda situações que dizem respeito a centros geriátricos. Os valores das alegadas burlas ao Estado podem atingir vários milhões. Em Odivelas, também há contratos sob suspeita, mas a PJ não fez buscas à autarquia».
plb

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