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O Open de sub-23 e Open de cadetes da Associação de Judo de Coimbra rendeu o pódio aos judocas do Sporting Clube do Sabugal.

Em mais um fim-de-semana de competição, os atletas do Sporting Clube do sabugal (SCS), deslocaram-se até Góis neste Domingo, 15 de Janeiro, para disputarem duas provas de escalões etários diferentes.
A primeira competição a ser realizada, foi a de sub 23, onde o SCS apresentou uma atleta em -48kg, Ana Rita Figueiredo, que não conseguiria ultrapassar as suas adversárias e Ana Sofia Figueiredo em -57kg, que viria a obter a terceira posição, levando assim o bronze e alcançando o objetivo principal desta participação que era de pontuar para o ranking Nacional deste escalão, sendo esta uma atleta de 17 anos.
No Open de Cadetes, participou Emanuel Brito, em -60kg, atleta da Guarda a treinar este ano no clube Raiano, que venceu todos os seus combates até á final, perdendo esta pela diferença mínima, levando assim a prata. Este jovem judoca de 16 anos, que vem de uma paragem competitiva de cerca de seis meses, mostrou grande maturidade e atitude nos confrontos, sabendo das dificuldades de uma categoria de peso muito participada. Este Open serviu de referência para os atletas cadetes de todo o país, que estavam presentes, prepararem os respetivos campeonatos regionais das suas zonas, sendo a da zona norte onde se inclui o distrito da Guarda no próximo Sábado em Caminha.
djmc

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A dívida da Câmara Municipal do Sabugal à empresa Águas do Zêzere e Côa (AdZC), ascendia no final do ano de 2011 a um valor superior a 1,8 milhões de euros, devidos pelo serviço de abastecimento de água e de saneamento prestado pela empresa ao Município, a que acrescem juros de mora.

Segundo os dados disponibilizados pela AdZC, dois terços da dívida da Câmara Municipal do Sabugal é relativa a facturas emitidas há mais de seis meses, cujos pagamentos o Município mantém em atraso.
Em média a AdZC factura mensalmente à Câmara Municipal do Sabugal 166 mil euros, dos quais 82 mil euros se reportam ao serviço de abastecimento de água e 84 mil ao tratamento das águas residuais. Tendo em conta os valores em dívida e os fornecimentos mensais que serão efectuados, o Município terá de despender durante o ano corrente uma verba próxima superior a 3,8 milhões de euros para que tudo fique regularizado.
Os municípios que integram a AdZC vêm contestando as tarifas praticadas pela empresa, o que levou a um acumular de valores em atraso. Os municípios intentaram uma acção contra a AdZC onde solicitam a declaração de nulidade do contrato de concessão entre o Estado e a empresa.
O Fundão lidera a lista dos municípios devedores, contestando uma dívida acumulada de 7,5 milhões e reclamando 40 milhões da empresa. Esse facto tornou polémica a notícia de que o presidente da Câmara do Fundão, Manuel Frexes, vai integrar a administração da Águas de Portugal (AdP), empresa maioritariamente detida pela AdZC.
O total da dívida dos 15 municípios que integram o sistema multimunicipal da AdZC ascende a cerca de 35 milhões de euros e já levou a, pelo menos, 130 injunções (meio de certificar as dívidas das autarquias) no valor de 26 milhões, esclarece a empresa na Internet.
Fazem parte do sistema os municípios: Almeida, Belmonte, Figueira de Castelo Rodrigo, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Fornos de Algodres, Gouveia, Oliveira do Hospital, Seia e Aguiar da Beira. O município de Celorico da Beira é utilizador do sistema.
plb

Quando comecei esta peça, cheguei a escrever «terra de migração», porque pensei que, antes da França, já Lisboa (sobretudo Lisboa) atraía muitos dos meus conterrâneos. Desde que me conheço que conheço famílias inteiras que um dia partiram para a capital e ali criaram raízes até hoje, já na quarta geração.
Mas sem dúvida foi a França que mais marcou os anos 60 e 70 do Casteleiro – a par da guerra colonial, claro, guerra que também determinou algumas partidas dramáticas de jovens em fuga da tropa.

Começo por situar o meu raciocínio e o meu entendimento do fenómeno da emigração e suas causas: o baixíssimo nível de vida, a vida impossível de muita gente. Não foi turismo. Não foi divertido. Não foi uma aventura ligeira. Não: foi muito pesado. Foi duro, foi dramático, foi fruto do desespero.
É certo que foi uma janela aberta – mas no alto de uma serra muito difícil de subir… Antes de mais, porque o regime não permitia a saída do País. Era preciso ir «a salto» – uma travessia dramática de serranias através de toda a Espanha e depois até Paris, Lyon, Pau, Dijon, Clermont Ferrand… «quoi que ce soit» (seja o que for, fosse o que fosse).
Vamos primeiro às causas, para evitar as visões românticas e nos atermos ao realismo duro da vida real e bem dura.

Causas e consequências
Naquela altura, poucas eram as famílias que tinham sequer uns escudos de rendimento. Podiam ter batatas, couves e feijões para comer – e algumas famílias nem isso, porque nem sequer tinham um pequeno terreno para isso. Mas os produtos da terra nem bastavam para a alimentação. Havia que comprar os condimentos e as bebidas. Nem todos, mas em geral eram os mesmos que não tinham nem terra nem vinha nem cabras ou ovelhas… se é que me faço entender. São esses, os desprotegidos de toda a «sorte» (chamavam-lhe sorte) que têm de um dia tomar a mais dramática de todas as decisões das suas vidas: partir, arriscar tudo, abandonar os seus. Ir de noite até para lá da fronteira, numa qualquer serra próxima, boa parte do caminho a pé, quilómetros e quilómetros, a ser mal tratados pelos homens de mão dos engajadores, a quem pagavam e por quem eram humilhados. Primeira humilhação. Uma brincadeira comparada com o que lhes vai acontecer quando chegarem aos «bâtiments» (batimãs) de Paris: ver foto, roubada ao «Restos de Colecção».
Atenção. Primeira travagem: nem tudo é negativo.
Da emigração resultaram em contradição duas consequências paralelas principais: por um lado, um grande sacrifício pessoal dos envolvidos (os que iam e os que ficavam); por outro lado, a melhoria da qualidade de vida, gradualmente, paulatinamente, mas melhoria. Indiscutível. Mesmo que à custa de coisas essenciais, como a saúde (muitos «rebentaram» por lá) e a dignidade: os franceses e não só atreviam-se a humilhá-los e a espezinhá-los – fosse discretamente, fosse às escâncaras…

Os primeiros anos
Vários membros da minha família se lançaram na aventura da emigração. Os primeiros anos foram de uma dureza incrível. Não que eles se queixassem. Não. Parece-me hoje e já o descobri tarde, quando eles começaram a contar umas coisas soltas e o meu cérebro ia ligando as coisas, parece-me hoje, dizia, que eles nem se davam conta da dureza e da humilhação.
Aprendi isso com a malta mais nova, fugida da tropa, seja do Casteleiro, seja de outras terras: soube quanto os franceses desprezavam os seus escravos idos da terra pobre de Portugal. Pensavam eles assim, os incultos, totalmente contra a corrente histórica da terra da Revolução Francesa, feita contra a humilhação e pela Igualdade etc..
A vida profissional dos nossos lá foi sempre complicada para quase todos: primeiro era preciso ser muito dócil, muito submisso, a fim de ficar legalizado. Os trabalhos em que estavam eram dos piores: construção civil, caminhos-de-ferro – coisas assim.
Mas há pior: o medo permanente de ser posto na fronteira dava cabo do sistema nervoso de todos eles.
Para quase todos, a França significou também as artroses, as pernas partidas e «soldadas», as costas derreadas, os joelhos duros, os pulmões arruinados, muito álcool, muita complicação. E vários anos sem ver a família.
Mas a maioria sobreviveu a isso, em nome do objectivo: dar vida melhor aos filhos e aos netos.
Praticamente todos o conseguiram. E isso é uma vitória sobre o que tinham passado em Portugal e sobre a má formação de muitos franceses.

Hoje
Por via da emigração, no Casteleiro, criou-se em certa altura um ambiente especial, pelo menos no mês de Agosto.
Falava-se aquele dialecto engraçado que era uma mistura do português, quer dizer, do português falado nos anos 50 numa aldeia beirã, com umas arranhadelas de algo parecido com o francês da rua e da obra em Paris – nos «bidonvilles» / bairros de barracas/ de Champigny ou em Clermont Ferrand…
Hoje, as famílias emigrantes, a maioria da aldeia, ou estão completamente adaptadas na França onde permanecem (pelo menos as terceira e quarta gerações) ou voltaram e vivem uma pacata vida rural, de padrão tradicional.
Encontro de tudo.
Os adaptados à vida francesa têm hoje netos que ou não sabem ou não dizem uma palavra de português.
E, nos poucos dias que passam na terra, têm na aldeia em geral boas casas, boa vida.
Os que voltaram cedo, muitos por razões de saúde, voltaram ao que eram antes, mas agora com dinheiro de bolso: reformas, poupanças etc..
Seja como for, a aldeia depois da emigração nunca mais foi a mesma: ficou mais diversificada, mais completa.
Muito mais e mais se devia dizer. Mas um tal fenómeno não cabe em letras. Nem em espaços razoáveis de um artigo que possa como tal ser lido. Há já imensas teses de mestrado e doutoramento – algumas bem longe do que vi e ouvi, digo com pena. Há já muitos livros, há músicas e há filmes. Mas a mim, do que conheço, parece-me sempre que as coisas passaram longe de quem escreveu ou divulgou.
Provavelmente, erro de análise da minha parte.
Finalmente, um registo da minha parte: as minhas homenagens sinceras aos emigrantes e suas famílias. Sejam os do Casteleiro, sejam os de toda a região.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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