Se ganharmos as eleições, tudo será muito melhor, tudo se transformará num Paraíso, o maná cairá do Céu para todos por igual, caso contrário, se os nossos inimigos ganharem, tudo irá de mal a pior, só nos restará fugir.

António EmidioPodemos chamar a isto um exemplo do que é o sectarismo político, mas não só, vejamos outra forma de sectarismo: se por acaso num grupo de pessoas alguém disser que está contra a política de Passos Coelho, essa pessoa é logo apelidada de partidária de José Seguro, se disser mal da política de José Seguro, dizem logo que é dos do Passos Coelho, mas se tiver o azar de explicar que se pode ser contra o Partido Socialista de José Sócrates (como aconteceu com alguns socialistas durante o seu reinado) sem forçosamente simpatizar com o PSD, não acreditam!
O sectarismo político surge por várias razões: excesso de conhecimento, ou falta total dele, soberba ou estupidez, ignorância ou «tacho». O excesso de conhecimento é a formação da maioria dos ditadores, a história dá-nos exemplos de homens com uma inteligência superior, conhecimento político e lealdade a um ideal, mas que ignoraram os direitos dos seus povos. A soberba é apanágio do ambicioso e do vaidoso, o que leva a maior parte das vezes à corrupção. Por fim ficamos com a ignorância, a estupidez e o «tacho». Estes são os oportunistas e na maior parte dos casos, fanáticos.
Querido leitor(a), creia-me se lhe disser que os espíritos medíocres servem sempre o poder, nunca a verdade.
Como não podia deixar de ser, restam os fiéis e os puros, os honestos e os dignos, aqueles e aquelas que ainda conseguem manter os destroços da política à tona da água.
Em certos momentos da história a política foi estimada, considerada como a ocupação mais nobre e tida como um trabalho respeitável. O que é presentemente? Algo irrelevante e até abertamente desprezada por ser a causa dos nossos males, que são bem grandes!
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

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