A iniciativa «Famílias ao Teatro», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) conta neste mês de Janeiro com um clássico dos contos infantis: «Cinderela». Trata-se de um musical apresentado pela Palco Partilhado com a adaptação e encenação de Miguel Coelho e que tem a particularidade de ser interpretado por actores em patins. O espectáculo está marcado para o dia 14 de Janeiro (sábado) às 21h30 no Grande Auditório.

O espectáculo «Cinderela» está baseado no conto «Cendrillon ou la petite pantoufle de verre» de Charles Perrault e conta a história de uma doce e formosa donzela que vivia com a sua detestável madrasta e duas meias-irmãs. Na ausência do pai, a madrasta atribui-lhe mil e uma tarefa, tratando-a como escrava. Certo dia, o príncipe do reino oferece um baile, ao qual Cinderela vai, trajada de forma irreconhecível, conquistando o coração do herdeiro.
«Cinderela – Musical em Patins» é um espectáculo único e fascinante com patinadores e actores que dão vida a um dos contos infantis mais belos e também um dos predilectos das crianças. Um espectáculo para ver em família.

Ângelo de Sousa [1938- 2011]: Ainda as esculturas
Ainda no sábado, dia 14 de Janeiro, às 18h00, o TMG inaugura na sua Galeria de Arte a exposição «Ângelo de Sousa [1938 – 2011]: Ainda as esculturas».
Ângelo de Sousa nasceu em 1938 em Moçambique e faleceu no Porto, a 29 de Março de 2011, onde viveu e trabalhou desde 1955. Em 1963 terminou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde exerceu funções de docente entre 1963 e 2000. Em 1995 tornou-se o primeiro Professor Catedrático de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
As suas experiências escultóricas datam dos anos 50, mas é em 1966, primeiro com as folhas de acrílico e finalmente com as chapas de aço, que as esculturas tomam as formas que hoje prontamente identificamos com o seu nome. Em 1967 Ângelo de Sousa foi bolseiro do British Council na St. Martin’s School of Fine Art. Durante a sua estadia em Londres, matura o seu interesse pela escultura e começa a trabalhar com fotografia e filme. Forma o grupo Os Quatro Vintes, em 1968, com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, desfeito em 1972, altura em que lhe é atribuído o prémio Soquil. Desde essa altura, Ângelo de Sousa afirma-se como um dos artistas mais inovadores na cena nacional, expondo desenhos, esculturas, pintura, fotografia e filme. Em 1993, a sua obra foi objecto de uma exposição antológica na Fundação de Serralves onde, em 2001, expôs os seus trabalhos de fotografia e filme. Em 2000 foi-lhe atribuído o prémio EDP. A Fundação Gulbenkian e a Cordoaria Nacional acolheram uma grande mostra da sua escultura em 2006. Estas últimas exposições representaram uma oportunidade para o autor rever as esculturas que vinha a projectar desde os anos 60.
«Ângelo de Sousa [1938 – 2011]: Ainda as esculturas» ficará patente até 11 de Março e pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 20h30 às 23h, aos sábados das 14h às 19h e das 20h30 às 23h e aos domingos das 14h às 19h. A entrada é livre.
Esta exposição tem os apoios: Studio Ângelo de Sousa, Artistas Unidos e Galeria Quadrado Azul.

«Movie Poster» é o novo espectáculo de Kubik
«Movie Poster» é o novo espectáculo do músico guardense Kubik que o TMG apresenta na sexta, dia 13 de Janeiro, no Café Concerto.
Kubik partiu da iconografia de 200 posters clássicos da história do cinema e criou uma banda sonora original, indo ao encontro da expressividade visual e gráfica dos “Movie Posters”. A música acompanha o visionamento de posters de diversos géneros cinematográficos: Guerra, Comédia, Terror, Cinema Negro, Western, Ficção Científica e Cinema Mudo. Incluindo cartazes de Saul Bass, o criador de posters e trailers para os filmes de Alfred Hitchcock.
«Movie Poster» tem música original, electrónica, teclados e guitarra eléctrica e selecção de posters de Kubik. Um Projecto encomendado pelo Festival “Escrita na Paisagem 2011” que agora o músico apresenta no palco do Café Concerto.
O espectáculo está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

«O Mundo no Arame», de Rainer Werner Fassbinder
O Cineclube da Guarda apresenta na próxima quinta-feira, dia 12 de Janeiro, no Pequeno Auditório e com o apoio do TMG o filme «O Mundo no Arame» de Reiner Werner Fassbinder. A sessão é para maiores de 12 anos e está marcada para as 21h30. «O Mundo no Arame» (1973) nunca teve exibição comercial em sala e, depois de passar na televisão, caiu no esquecimento, interrompido apenas por retrospectivas pontuais do cineasta. O seu restauro, a cargo da Fundação Fassbinder e sob a supervisão do director de fotografia original, Michael Ballhaus, sublinha mais uma vez a noção de «liberdade» que percorria o cinema dos anos 1970. «O Mundo no Arame» foi gravado em Paris e adapta um romance de ficção científica do americano Daniel Galouye sobre um cientista que, ao investigar acontecimentos estranhos relacionados com um «mundo virtual» criado num laboratório, dá por si a questionar a própria natureza da realidade.

Desenhos de Miguel Reis
A partir da próxima terça-feira, dia 10 de Janeiro e até ao dia 29, o Café Concerto do TMG recebe os desenhos a preto e branco de Miguel Reis.
«Tuptankhal» é uma exposição que reúne desenhos que foram criados entre 2009 e 2010, período que reflecte mudanças, esperanças e angústias na vida do artista. Na mesma altura, ele descobriu inspiração em vários livros sobre o culto do sol, presente na cultura Maia e dinastias Egípcias.
Miguel Reis começou por desenvolver trabalhos de Banda Desenhada e de ilustração, e recentemente criou uma série de desenhos sobre fotografia. Participou na Exposição Colectiva «filan art’s II» em Póvoa do Varzim e expôs individualmente no “Alinhavar” de Leiria em Fevereiro, Dezembro de 2010 e Junho de 2011 e também em Novembro de 2011 no Teatro José Lúcio da Silva.
A exposição tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto, ou seja, de Terça a Sábado das 15h às 19h e das 21h às 01h e aos Domingos das 15h às 19h.
plb

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