O pagamento recente de metade da dívida das obras do hospital da Guarda garantiu o recomeço dos trabalhos a breve trecho, segundo anunciou a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, que agora tem à frente a ex-deputada Ana Manso.

Segundo a agência Lusa, a ULS da Guarda anunciou ontem, dia 6 de Janeiro, que já pagou metade da dívida de 12 milhões de euros ao consórcio construtor do novo bloco do hospital local e está a negociar o retomar dos trabalhos.
As obras de construção do novo pavilhão do Hospital Sousa Martins (HSM) pararam na primeira quinzena de Dezembro, quando a administração da ULS ainda era presidida por Fernando Girão. A paragem dos trabalhos foi justificada com a reformulação do processo da candidatura comunitária pelo aumento da comparticipação comunitária do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que era de 70 por cento e passou para 80 por cento.
A actual administração, liderada pela social-democrata Ana Manso, tomou posse no dia 20 de Dezembro e, após avaliar a situação, procedeu ao pagamento de 6,4 milhões de euros ao consórcio construtor. Segundo a responsável, a verba foi obtida através da comparticipação comunitária da obra, orçada em 45 milhões de euros.
Segundo Ana Manso, o retomar dos trabalhos de construção do novo bloco hospitalar está dependente da realização de uma reunião, que já foi pedida ao consórcio, para que seja definido «um calendário e um cronograma». Ana Manso espera, da parte da empresa construtora, «um esforço suplementar» para prosseguir as obras, observando que «tem havido alguma abertura» nesse sentido. O prazo estipulado para a conclusão do novo edifício hospitalar é de «dez semanas».
A responsável adiantou que decorrem concursos para aquisição de equipamentos para os serviços de imagiologia e bloco operatório, no valor de 15 milhões de euros, que não estão integrados na adjudicação ao consórcio construtor. O novo edifício corresponde à primeira fase do projecto de ampliação e requalificação da unidade hospitalar da Guarda. Quando o novo bloco estiver ocupado, deverão avançar as obras da segunda fase, estimadas em 59 milhões de euros, relacionadas com a requalificação dos dois pavilhões existentes.
plb (com Lusa)

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