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E porque as imagens podem valor por mil palavras aqui deixamos o nosso reconhecimento amigo: Parabéns LocalVisãoTv da Guarda. Muitos Anos de Vida! Edição comemorativa do terceiro aniversário da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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Para todos os profissionais desse projecto em que acreditamos desde a primeira hora o nosso bem-haja e o nosso orgulho pelas entrevistas e reportagens conjuntas. Bem-hajam pelo enorme esforço na defesa das «nossas coisas» da Beira Alta Raiana e muitos parabéns!
jcl

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O general Artur Neves Pina Monteiro, natural de Vila Fernando, concelho da Guarda, tomou hoje posse no Palácio de Belém como chefe do Estado-Maior do Exército (CEME).

O Presidente da República, que é, por inerência do cargo, o comandante supremo das Forças Armadas, seguiu a proposta do Governo e nomeou Pina Monteiro para lugar de CEME, substituindo o general Pinto Ramalho, que ocupou o cargo durante cinco anos.

Pina Monteiro, que tem 59 anos de idade, foi chefe de gabinete do general Valença Pinto quando este desempenhou o lugar de CEME e de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), e foi comandante operacional do Exército até 2009, tendo iniciado funções no final desse ano como representante militar na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas.
plb

«A caneta é a língua da Alma»; Cervantes, in «D. Quixote».

A Bismula, com muitos séculos de existência, teve e tem pessoas que, em diversas circunstâncias de trabalho e nas mais diversificadas profissões, a prestigiaram. Todos os Bismulenses devem sentir orgulho, embora muitas vezes aqueles que têm o poder político, esqueçam os homens da cultura. Há no campo das letras, da literatura que valorizaram e deram a conhecer ao país e ao mundo, o nome da nossa Freguesia – a Bismula. Estou a fazer referência aos nossos escritores.
Na linha da frente, com diversas obras publicadas, além de imensa colaboração na imprensa escrita e falada, está o Dr. Manuel Leal Freire. A sua imensa obra literária estende-se à prosa, à poesia, que vai perpetuar a voz do nosso povo nas diversas actividades, nos usos e costumes, nas vivências históricas, etnográficas e sociais. Há o saudoso Padre Francisco dos Santos Vaz, o Padre Manuel Leal Fernandes, Ezequiel Alves Fernandes, Professor Couceiro e outros. Porém, quem a coloca também no mapa da literatura portuguesa e a nível internacional é o jornalista e escritor Manuel da Silva Ramos, oriundo da Covilhã, com o livro «TRÊS VIDAS AO ESPELHO», romance alegre e reconfortante, que se traduz num elogio ao contrabandista da zona da raia e revela-nos de uma forma detalhada da vida de uma aldeia – A BISMULA –, perdida entre pedras e solidão, cujos habitantes se dedicam à agricultura, à pastorícia e … ao contrabando, como é descrito na contra-capa.
Esta obra, em que colaborei em diversos itinerários, no referente á primeira parte, teve a sua primeira apresentação na Papelaria Barata, na Av. de Roma em Lisboa, a segunda no Auditório Municipal do Museu do Sabugal, e ainda esteve em perspectiva ser lançado numa grande tenda em Vilar Formoso, junto à fronteira, ideia que se abandonou por questões de logística. A terceira apresentação foi realizada na Covilhã. Estive em todas as apresentações, a convite do escritor, e em todas foram muito participativas. É na apresentação desta última, que senti muito orgulho ter nascido na Bismula. Não é todos os dias que se ouve o mestre dos mestres, do pensamento, da filosofia, da literatura portuguesa – José Eduardo Lourenço –, como orador da noite e comentarista.
José Eduardo Lourenço, fez uma profunda resenha do Livro «TRÊS VIDAS AO ESPELHO», e a rever-se em muitas páginas do mesmo. Ele que nasceu numa aldeia igual a tantas outras da zona fronteiriça – S. Pedro de Rio Seco – junto a Vilar Formoso, sentiu e viveu a dureza de vida daquelas gentes. Aquele ensaísta abre o livro e lê: «dormi em choças de pastores que partilharam comigo pão duro, chouriço picante, queijo de cabra e vinho tépido, aquecido nas brasas do lume ao ar livre, a vida é um poço de sofrimento». Noutra passagem Eduardo Lourenço, continua: «ficava horas nos cômoros ou por baixo das videiras, sentado nos muros de pedra que dividiam as pequenas propriedades sonhava com a França. Na Bismula não havia futuro. De Aldeia de Ribeira até ao Carril, continuava o mesmo mar desolado de pedras, silvas, giestas, azinheiras, paisagem agreste que reforça no coração a ideia de que caiu há milhares de anos nestes sítios mortos um raio infinito de pobreza».
Na diversificada assistência, muitas das pessoas com raízes nestes descritos cenários, ao ouvir estas mensagens, acompanhou-nos uma lágrima de saudade, acompanhada de sofrimento, de dor, mas também de raiva. A ESPERANÇA é a última palavra a morrer na vida do HOMEM.
A obra literária «TRÊS VIDAS AO ESPELHO» é o melhor romance, dos muitos que Manuel da Silva Ramos escreveu.
Com este texto quero homenagear Eduardo Lourenço, nosso vizinho, conterrâneo, que acaba de lhe ser atribuído o Prémio Fernando Pessoa. Ele que embora no estrangeiro teve sempre os olhares em Portugal, que soube sempre dar conselhos oportunos e sábios aos Portugueses. Eduardo Lourenço é uma referência nacional.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

A camioneta da carreira. O seu motorista. Eis mais duas marcas de água daqueles idos de 1950/60. O Casteleiro, situado na estrada nacional, era ainda assim beneficiado por viagens diárias deste meio de transporte.

Posso garantir que as estradas mais usadas – embora muito pouco usadas, de facto – pelos habitantes do Casteleiro à época seriam, por esta ordem:
– 18-3 (EN 18-3): Teixoso, Caria, Casteleiro, Terreiro das Bruxas;
– EN 233: Terreiro das Bruxas, Santo Estêvão, Sabugal, Pega, Barracão;
– Ramal Quintas do Espinhal-Belmonte.
Ou seja. Os trajectos Casteleiro-Sabugal, Casteleiro-Caria, Casteleiro-Belmonte.
De resto, uma ou outra pessoa, uma vez ou outra ia até à Covilhã ou à Guarda, pouquíssimos iam uma ou duas vezes na vida a Lisboa, talvez apanhando o comboio em Caria ou em Belmonte. E era tudo.
Isso, repito sempre, antes da emigração. Aí as coisas mudaram bastante.
Estou a falar de um tempo em que a acessibilidade das pessoas do Casteleiro às terras próximas era muito, mas muito reduzida e em que a sua capacidade de locomoção era ainda mais limitada.
Exemplo: hoje em 80% das famílias haverá alguém com um carro. As deslocações pareceriam assim mais simples. Mas hoje o problema é outro: é que os idosos estão na terra sozinhos e as famílias, muitas delas, vivem fora. O problema é esse. Naquela altura (anos 50 e 60), ninguém, quase ninguém, tinha carro.
Por isso, a viagem pendular da camioneta da carreira ganhava importância especial.
Trata-se pois de uma época em que para se ir de casa aos terrenos, perto ou longe, os meios ao dispor eram: a caminhada (hoje já quase só com uma dimensão de desporto e saúde, mas, à data, algo bem mais usual e diário, por necessidade mesmo), às vezes em cima da burra, ou, para quem tinha, o carro de vacas. E era tudo.
Para se ir à Vila (hoje Cidade do Sabugal), onde se ia às feiras e onde se tinha mesmo de ir para lidar com o Estado, em sentido lato (a Câmara, as Conservatórias e as Finanças), em geral ia-se na camioneta da carreira:
– Vou na carreira.
A mesma carreira servia para se ir a Caria ou a Belmonte.
Raramente, ia-se de carro de aluguer (táxi).
Nos anos 60 começam a aparecer os carros dos emigrantes e tudo muda a partir daí.

Camioneta Viúva Monteiro - Foto Empresa Viúva Monteiro

O ícon da carreira
Mas este meio de deslocação, a carreira, foi uma marca de água daquelas terras naqueles tempos. Antes de mais, por ser um dos poucos sinais de que havia mais mundo. Mas mais ainda por ser o meio de se poder ir a algum sítio. Por necessidade. O motor de 90% das deslocações, estou convicto, era a necessidade: pagar as contribuições, comprar os remédios nas farmácias – coisas assim obrigatórias.
O mundo terminava onde terminava o circuito da carreira: Belmonte para um lado, Sabugal para o outro.
A carreira passava às tantas, para um lado e para o outro, como um pêndulo, devagar, longas horas de trajecto, de e para o Sabugal, de e para Belmonte.
A viatura, parecida com a da foto, se bem me lembro, era muito antiga, mas raramente avariava.
Era da Empresa de Transportes do Zêzere, creio.
O condutor (motorista) merece aqui uma referência específica: era o Ti’ Saraiva, gordo, de todos conhecido, bonacheirão, simpático, sempre na calma.
O Sr. Saraiva não tinha aquecimento no inverno nem arrefecimento no verão. Quando estavam 2 ou 3 graus era um drama naquelas viagens; quando estavam aqueles dias do diabo do pino do verão, era outro sarilho.
Como era é que era: tudo ao natural.
A hora de chegada da carreira era um momento alto no Terreiro de São Francisco (hoje Largo): muitos de nós, se não estávamos na escola, íamos dar de comer aos olhos – mesmo sabendo que pouco haveria para variar as vistas…
A camioneta da carreira dava para os mais velhitos irem espreitar alguma beldade e para para nós, os pequenitos, treinarmos o skate da época, que funcionava assim: estávamos ali três ou quatro à espreita nos bancos do largo de São Francisco, ninguém se aproximava da viatura, não fosse o Ti’ Saraiva dar conta e estragar a festa. Mal ele arrancava, devagar, devagarinho, zás: corríamos para a escada que a carreira tinha lá atrás e pendurávamo-nos nos banços (degraus). Depois, a camioneta andava um pouco mais depressa e vai de pôr os pezitos na estrada, a arrastar, para tentar saltar antes da curva do Largo do Chafariz, lá em baixo… era cá uma adrenalina…
Ou seja: apanhávamos boleia, pendurando-nos lá atrás e indo uns minutos pendurados, com os pés mais ou menos a arrastar pelo chão. Aliás, não era só com a carreira que apanhávamos essa boleia. Fazíamos isso também com a camioneta do peixe e um ou outro caso de camionistas que por ali paravam.

Recorde as «carreiras» da Viúva Monteiro. Aqui.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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