Munidos de motosserras os ladrões de cobre cortaram os 20 postes que suportavam os 2.100 metros de linha telefónica entre as aldeias de Bismula e Ruivós, no concelho do Sabugal, deixando as populações sem comunicações.

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O furto aconteceu durante a noite de quarta para quinta-feira passada, e o caso apenas foi descoberto na sequência da falta de comunicações por telefone fixo e Internet, altura em que se verificou o desaparecimento do fio e o caso foi comunicado à GNR.
Os assaltantes cortaram os 20 postes de madeira a cerca de um metro de altura do solo e recolheram seguidamente o fio de cobre em bobinas que terão carregado numa carrinha. O destino é a venda do cobre a sucateiros, negócio que tem motivado o furto constante de metais nas aldeias do interior.
Em Ruivós vivem cerca de 50 pessoas e na Bismula 150, que agora focaram mais isoladas do mundo, pois a rede móvel de telefones funciona com grandes limitações, face à constante falta de rede. O presidente da Junta de Freguesia da Bismula, José Vaz, teme que a reparação da linha demore várias semanas. «Sei que têm o assunto em mãos mas provavelmente a reposição das comunicações vai levar muito tempo, porque são muitos postes a recolocar e uma grande extensão de linha», disse o autarca ao Capeia Arraiana, acrescentando que a falta de telefones de estende a outras aldeias ao redor, nomeadamente a Aldeia da Dona e Carvalhal.
A GNR está em campo a investigar o crime, que poderá ter ligação com outros de igual natureza que têm acontecido na região. O modus operandi (furto com recurso ao corte de uma elevada extensão de postes) já é conhecido e tem acontecido noutros pontos do país, embora neste caso tal tenha sucedido numa grande extensão – mais de dois quilómetros.
O insólito despertou a curiosidade de diversos meios de comunicação social, que foram ao local para observarem in loco os vestígios do furto do fio. «Ontem estiveram aqui televisões, rádios e vários jornais nacionais, querendo inteirar-se da situação, acompanhei-os e prestei-lhes declarações. É bom que se divulgue o que aqui se passou para que as autoridades e as populações do interior se acautelem de modo a evitarem outros casos semelhantes», disse o presidente da junta de Freguesia da Bismula.
plb

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