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No dia 17 de Dezembro (sábado) vai ser apresentado o livro «acidente poético fatal», da autoria de Américo Rodrigues, escritor, actor e director do Teatro Municipal da Guarda (TMG). O acto acontecerá na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na cidade da Guarda, pelas 18 horas.

A apresentação do novo livro de poesia de Américo Rodrigues, editado pela Luzlinar e Bosqíman:os, estará a cargo de Pedro Dias de Almeida. Após a apresentação formal do livro, o autor lerá alguns poemas da obra, numa sessão agendada para as 23 horas do mesmo dia, no Café Concerto do TMG.
Américo Rodrigues nasceu em 1961 na Guarda. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa (ramo cientifico) pela Universidade da Beira Interior e Mestre em Ciências da Fala pela Universidade de Aveiro.
É autor de diversas publicações literárias, tais como «Na nuca» (1982), «Lá fora: o segredo» (1986), «A estreia de outro gesto» (1989), «Património de afectos» (1995), «Vir ao nascedoiro e outras histórias» (1996), «Instante exacto» (1997), «Despertar do funâmbulo» (2000), «O mundo dos outros» (2000), «Até o anjo é da Guarda» (2000), «Panfleto contra a Guarda» (2002), «Uma pedra na mão» (2002), «Obra completa – revista e aumentada» (2002), «O mal – a incrível estória do homem-macaco-português» (2003), «A tremenda importância do kazoo na evolução da consciência humana» (2003), «Escatologia» (2003), «Os nomes da terra» (2003), «A fábrica de sais de rádio do Barracão» (2005), «Aorta Tocante» (2005), «O céu da boca» (2008), «Escrevo-Risco» (2009) e «Cicatriz:ando» (2009).
Foi coordenador dos cadernos de poesia «Aquilo», do boletim/revista «Oppidana», co-director da revista «Boca de Incêndio», coordenador da revista cultural «Praça Velha» e da colecção de cadernos «O fio da memória».
Foi colunista de vários jornais. Foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta de Jornalismo Regional e o Prémio Nacional de Jornalismo Regional.
Em 2010 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura.
Director do Teatro Municipal da Guarda. Foi animador cultural na Casa de Cultura da Juventude da Guarda/FAOJ (desde 1979 até 1989) e na Câmara Municipal da Guarda (desde 1989), onde coordenou o Núcleo de Animação Cultural.
plb

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O Comando territorial da Guarda, da GNR, informou que no passado dia 28 de Novembro deteve um homem de 30 anos idade, residente nos Forcalhos, concelho do Sabugal, pela prática do crime de posse ilegal de armas.

A ocorrência teve na sua origem o recebimento de uma denúncia de ameaça de morte, o que levou os militares do Posto do Soito a uma intervenção imediata, identificando o suspeito, altura em que verificaram que o mesmo tinha no interior do seu automóvel, em cima dos bancos, uma arma de caça indocumentada, a qual foi apreendida. O detido foi presente ao Tribunal Judicial do Sabugal, que validou a detenção e marcou o respectivo julgamento em processo sumário para o dia 9 de Dezembro.
No mesmo dia a GNR de Vilar Formoso identificou um homem de 40 anos, residente nessa localidade, pela prática do crime de furto em residência. A identificação do suspeito ocorreu após ter sido apresentada queixa, dando conta de que um indivíduo encapuzado e armado com um revólver, que mais tarde se veio apurar ser de plástico, havia furtado vários objectos em ouro do interior de uma residência em Vilar Formoso. A acção imediata dos militares da GNR permitiu a recuperação e apreensão dos objectos furtados. O suspeito possui antecedentes criminais e está referenciado pela prática de furto em residências, tendo os factos sido participados ao Tribunal Judicial de Almeida.
No dia 3 de Dezembro a GNR efectuou duas operações de fiscalização a veículos de transporte de mercadorias com particular incidência nos que se destinavam à feira de Vilar Formoso. Foram fiscalizados 12 veículos, o que resultou na elaboração de três autos por crime de contrafacção de mercadorias sujeitas a cumprirem com as formalidades legais relativas ao Código da Propriedade Industrial (CPI) e apreendidas 542 peças (vestuário, calçado, perfumes, relógios) de diversas marcas conceituadas no mercado, com o valor total e presumível de 43.400 euros. Em consequência, foram identificados três indivíduos, residentes nos concelhos do Porto, Viseu e Castelo Branco como sendo os proprietários das mercadorias apreendidas.
plb

«A Raia vista por…» é um projecto transfronteiriço que alia a visão de quatro realizadores, dois portugueses e dois espanhóis, sobre as histórias que compõem a ideia da «Raia» enquanto linha de fronteira que separa Portugal e Espanha, cujo filme tem lançamento marcado para a próxima Sexta-feira, dia 9 de Dezembro, às 21h30, no Pequeno Auditório do TMG, com entrada livre.

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) e a Junta de Castilla y León desafiaram realizadores portugueses e espanhóis a filmar a Raia. O resultado pode ser visto agora em DVD com quatro curtas-metragens da autoria dos portugueses Pedro Sena Nunes e Jão Trabulo e dos espanhóis Isabel de Ocampo e a dupla Gabriel Velázquez / Chema de la Peña.
O documentário de Pedro Sena Nunes visa explorar em profundidade a história da construção de uma ponte ilegal na fronteira, que une Portugal a Espanha, assim como sucessivamente diversas histórias semi-ocultas de união e contrabando entre estes dois países. Trata-se de um documentário de sentidos – os sentidos produzidos por terras, que antes de terras são pessoas, face à proximidade humana e simultânea firme diferença cultural. Se pouco acrescenta este filme à conformação de cada uma, deixa uma fundamental nota de reflexão: que pontes construiu o tempo entre línguas, relações e comércios?
Pedro Sena Nunes foi o autor do documentário «Há Tourada na Aldeia» que retrata a capeia arraiana, tradição taurina das terras fronteiriças do concelho do Sabugal.
João Trabulo iniciou-se no cinema com o produtor Paulo Branco na Gemini (Paris) e Madragoa (Lisboa) colaborando em filmes de Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Robert Kramer e Pedro Costa.
Isabel de Ocampo é uma cineasta de Salamanca que recentemente ganhou o prémio Goya para a melhor curta-metragem.
plb

Fim do século XIX na aldeia. Esta é uma história violenta, de bolinha vermelha ao canto do ecrã. Depois de muitas perguntas, muitas dúvidas tiradas com os mais velhos, depois de muitas contas de geração em geração para trás, apurei datas, factos e algum imaginário do Casteleiro de há cento e tal anos. De certeza antes da República.

Como saberá, nos últimos vinte anos antes da implantação da República, houve muita convulsão social em Portugal.
O Casteleiro não escapou a essa situação. Eis um caso sério disso mesmo.
Havia duas facções na aldeia, como em todo o País, pelos vistos: monárquicos de um lado, republicanos do outro. Essa era a regra da cartilha. Mas na minha aldeia, com honestidade, depois de muita conversa com os mais idosos e de muita comparação de dados, não posso afirmar que assim tenha sido. Acho que eram todos monárquicos, como demonstro adiante, embora rivais por outras razões que não essas do alinhamento político em que estamos treinados por toda a escola.
Os chefes de facção (de partido?) eram o Calheiros e o Guerra: de um lado, o sr. Calheiros (julgo que este é que era o Conde Calheiros, título verdadeiro ou não, de que ouvia falar em criança) e o seu filho é que chefiavam o seu partido; do outro, o sr. Manuel José e o ti’ Jaquim Cameira.
Todos monárquicos, julgo. Mas aqui, peço a ajuda do leitor informado. É que, pelo que sei, a família Guerra era monárquica. E como é que o Conde (?) Calheiros ia ser outra coisa? Mas vá lá: admitamos que uns eram republicanos e outros monárquicos… Só que isto não vai lá por manuais: ultrapassa os manuais e os estereótipos…
E já agora repare no tal valor das palavras no linguajar do Povo – deixo aí de propósito o tratamento popular: um, o mais rico, é «senhor» Fulano, o outro, o menos rico, é ti’ (= tio) Beltrano.
A família Calheiros desapareceu toda de repente: a tuberculose não deixou ninguém.
A casa onde a família habitava fora construída no século XVIII: uma boa e ampla construção de granito, muito próxima da igreja.
A família do sr. Manuel José Guerra vivia «em frente», mas pelas traseiras dessa Casa, no edifício mais hoje designado como o «Centro». Mais tarde mudaram-se para a «Quinta». O filho, o Dr. Guerra e a nora, D. Maria do Céu, não tiveram filhos. A fortuna foi sempre gerida pelo Sr. João Rosa.

A campanha foi violenta
Voltando à história da campanha partidária forte: decorria a campanha eleitoral para os deputados da Nação. Conto como ouvi. Tradição oral, portanto. Estaremos no final da década de 1890 ou mesmo nos primeiros anos de 1900. Esta foi uma campanha violenta.
Parece que o episódio que aqui trago foi sempre só meio cochichado, dadas as consequências trágicas que teve.
O filho do sr. Calheiros queria meter os adversários em casa e dominar a rua.
Para tanto, usava apenas isto: uma barra de ferro pesada. O alvo: as cabeças dos adversários políticos.
Uma noite, numa ruela que é mais um beco estreito, a Rua dos Cardadores, altas horas, o ti’ Jaquim Cameira foi agredido com a barra de ferro pelo Calheiros jovem. Mas as coisas correram mal para o lado do Calheiros: o ti’ Jaquim Cameira era possante (como, aliás, o filho, o ti’ António Joaquim Cameira, que, quando se passeava na aldeia imponente no seu cavalo alto, metia todo o respeito do mundo: a miudagem ficava mesmo embasbacada com a cena).
Com a mesma barra de ferro, que lhe tirou das mãos – os dois absolutamente sozinhos na noite escura como breu numa aldeia que dormia dos trabalhos do campo e se preparava para novo dia de labuta muito dura – «deu-lhe umas cacetadas valentes», como se contava na família com orgulho. Mas o resultado foi fatídico: o jovem Calheiros esteve uns meses doente, de cama até, e acabaria por morrer disso. A sorte do ti’ Jaquim Cameira é que não havia viv’alma na rua, não houve testemunhas e tudo não passou de um susto na família…
Hoje, mesmo sem sabermos desta e de outras histórias, nós somos os herdeiros deste Casteleiro de sempre – certo?
Note que daí por 70 ou 75 anos, nas campanhas de 1975 e 76, houve na minha terra muito debate e muita garra – mas nunca nada que se pareça com agressões físicas e menos ainda com mortes… Felizmente!

Nota pessoal
O acima referido ti’ Jaquim Cameira (pai do ti’ António Joaquim Cameira), era tio-avô da minha mãe (meu tio-bisavô, portanto). Mas já não o conheci: só ao filho, um homem imponente, de facto, sempre montado no seu cavalo.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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