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O maior Madeiro de Portugal, o de Penamacor, têm a ambição de ser votado como a tradição de Natal mais criativa de Portugal, concorrendo contra outras duas tradições populares: a Saída dos Reis, em Vila do Conde, e a Festa de Santo Estêvão de Ousilhão, em Bragança.

Madeiro de Penamacor

Madeiro Penamacor - SamsungA iniciativa partiu do Movimento SIM, o qual tem por objectivo defender as tradições portuguesas. Após uma primeira análise às mais significativas tradições de Natal em Portigal, o Movimento seleccionou três, que agora submeteu a votação na internet.
A tradição que for escolhida como a mais significativa vai dar lugar a um filme, do realizador Manuel Pureza.
O chamado Madeiro de Penamacor consiste na maior fogueira de Natal do País. A madeira para a fogueira é todos os anos acumulada no adro da igreja, numa tarefa colectiva organizada pelos jovens que em cada ano «dão o nome para a tropa». Tractores e camiões carregam os tocos, formando uma enorme carambola, o Madeiro, a que deitam o fogo na noite de Natal, devendo manter-se aceso até ao dia de Reis.
A Saída dos Reis, é uma tradição de Vila do Conde, que se realiza a 5 de Janeiro, noite em que os três Reis Magos saem à rua, vestidos a rigor e montados em cavalos. Partem da igreja de Nossa Senhora da Lapa e percorrem a cidade, visitando algumas casas durante o percurso. Esta tradição é mantida pela Confraria de Nossa Senhora da Lapa.
A Festa de Santo Estêvão de Ousilhão (Bragança), também chamada de Festa dos Rapazes, inscreve-se no contexto das festas nordestinas realizadas no ciclo dos 12 dias, do Natal aos Reis. A festa inicia-se no dia 24 de Dezembro após a missa do galo, com o leilão dos chocalhos pertencentes ao espólio de Santo Estêvão. Na tarde do dia de Natal, realiza-se uma ronda de boas festas com visita cerimonial a todos os vizinhos, feita pelos moços que envergam lenços garridos e chapéus enfeitados com fitas de seda, tocando castanholas, bombo, gaitas de foles e caixa. Os moços dançam e tocam castanholas em torno de uma mesa devidamente arranjada e guarnecida de iguarias.

Capeia Arraiana apoia a eleição do Madeiro de Penamacor como a tradição de Natal mais criativa de Portugal. Vote Aqui.
plb

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Já sabem os meus caros que a vida que levei foi a de arriscar o coiro no contrabando e esfalfar a saúde calcorreando a todo o tempo os povos em redondo comerciando as mercancias. E não é vergonha dizê-lo, porque se a ventura me estava no tutano, também tinha de acarear sustento para as muitas bocas que tinha em casa.

Cuidar das parcas terras que meu pai e meu sogro me deixaram era obrigação para a mulher e os filhos, embora não negasse dar uma ajuda, o que sobretudo sucedia aquando das tarefas de maior e mais cansativa azáfama.
Arrecadava ao redor de 20 alqueires de centeio, que me garantiam fartura de pão de portas adentro. Mas para o cereal vir parar à arca da loja tinham que se executar as rudes tarefas da ceifa, acarranja e malha, nas quais dava o meu contributo, especialmente no torna-dia, que era a paga, em trabalho, a quem nos ajudava.
Numa dessas ocasiões, fui ajudar à malha da senhora Marquinhas, uma morgada cá da terra, que era mulher bondosa e bem merecia o favor de todos. Tive que me agarrar ao mangual e emparceirar com a rapaziada nova numa das alas a zupar no centeio. Demos-lhe forte, em continuada compita, não me ficando atrás da malta solteira, que me julgava um osso bom de roer.
De manhã cedo, à desjua, bebemos gemada e metemos no fole uma mastiga de pão com chouriça. Ao almoço emborcámos uma malga de sopa e um naco de pão com queijo de cabra curado. A meio da manhã parámos para o cravelo, comendo pão com chouriça e presunto. Durante o manejo do mangual, ao fim de cada eirada, derrubávamos um cântaro de vinho, do verdasco da senhora Marquinhas, que saltava aos olhos em sinal de maravilhosa pinga.
Quando o sol ficou a pino, quedámos para a janta. A patroa estendeu uma toalha de linho por riba de duas fachas de palha e ali dispôs as maravilhas da sua culinária. Serviu-nos com todo o esmero, por lá demasiado, face à hoste de labregos que ali tinha, pois o que queríamos era encher o odre para satisfazer a gana e recuperarmos as forças para o resto da traifa. Veio um tacho de borrego guisado com soberbo aroma, que nos fez crescer a larica. Para acompanhar o borrego requeriam-se batatas cozidas, das farinhentas, para embeber o molho bem apurado do guisado. Mas a senhora Marquinhas, que tinha o maldito gosto de surpreender, apresentou um tacho de arroz alvo como a estriga.
– Aqui têm um arrozinho branco de manteiga para acompanhar o borreguinho – disse-nos com a sua vozinha meiga ao destapar o tacho.
Trocámos olhares de estranheza, pois naquele tempo não éramos dados ao arroz, ainda para mais assim da cor da cal, parecendo o arroz-doce de uma boda. Tive que ser eu a dar voz à insatisfação.
– Ó senhora Marquinhas, não me leve a mal nem veja desfeita na minha niquitrena, mas antes quero acompanhar o borrego com fatigas de pão do que emborcar esse arroz deslavado e da cor do linho.
– Ora essa, senhor José Tosca, cozinhei-o com toda a condesilha, não me diga que lhe desagrada, se ainda nem o provou.
Tive de lhe explicar com paleio mais frontal.
– O ponto é que só gosto de arroz sujo, do que tem ciscos e algueiros.
– Meta lá uma garfada à boca e verá que está divinal – sugeriu-me a morgada face às minhas considerações.
– Pois da minha parte antes lhe rogo uma fatiga de centeio, que esse arroz esbranquiçado será manjar para padres e doutores, mas não satisfaz o apetite de um malhador.
E todos se atiraram ao tacho do guisado munidos de um bom fatronco de pão, sem que ninguém botasse o garfo ao arroz de manteiga, para desânimo da morgada que se viu obrigada a recolher o tacho.
Deglutido o guisado, a patroa presenteou-nos com uma travessa de papas de carolo, que estavam muito docinhas, e num ai foram arrebanhadas pelos gulosos malhadores.
Para findar, veio à mesa improvisada um enorme e vistoso queijo fresco, que a morgada retirou do assincho, ficando a tremelicar em cima do prato. Logo alguns lhe botaram as naifas, retirando grandes pedaços que colocaram sobre fatigas de pão.
Como não toquei no queijo, a senhora Marquinhas, que em tudo reparava, deu-me novo remoque, por lá ainda pouco refeita das minhas considerações acerca do arroz branco.
– Então senhor José, não se serve de um pedaço de queijinho tenro, acabadinho de fazer?
– Olhe, senhora Morgada, eu serei algo biqueiro, mas no que toca a queijo, saiba vossemecê que só me entra no goldre o amanteigado, daquele que se esbarronda no prato do mesmo modo que uma bosta de vaca se esparralha no chão.
A mulher ficou de face rubra, parecendo subitamente irada com o meu paleio.
– Veja o senhor José como fala quando os mais estão à mesa!
Como não era homem de lérias, pedi licença, levantei-me e abandonei a malha. Seria labrego e tipo de poucos e maus cuidados no trato e sem maneiras, mas tenho cá o meu orgulho e o meu modo de ver o mundo.
Decidi nada querer daí em diante com gente fidalga, dessa que não gosta das falas e da maneira de viver da gente do povo. E já agora, no que respeita a comidas, saibam que sou ainda fiel à tradição antiga e não me entram no bucho os comeres modernos que agora por aí se servem nas casas de pasto.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

Os Estados Unidos representavam, a meio do século passado, o éden das liberdades. Inversamente, a União Soviética – ainda não se adivinhava sequer a PERESTROICA e o estalinismo ainda era a regra – simbolizava o inferno de todas as opressões.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaE, no entanto, o congressista WAYNE MOSER, famoso pela sua análise dos problemas da grande política, não se coibiu de proferir na sua Câmara, esta sensacional declaração:
«A imprensa americana não leva ao conhecimento do povo americano senão aquilo que lhe interessa que o povo leia – situação que não difere do que se passa na Rússia com os leitores do Pravda.
Na Rússia, o governo fá-lo através dum único instrumento. O seu órgão oficial e oficioso. Entre nós, por uma multiplicidade de meios, manejados por um poder oculto, mas todo poderoso.
A nossa opinião pública está muito mais condicionada do que a russa, pois estes sentem que estão a ser enganados e naturalmente criam anticorpos de defesa.
E nos confiantes na liberdade de opinião não desconfiamos sequer que vivemos numa demoplutocracia, onde todo o poder reside em grupos de pressão, onde o dinheiro é todo-poderoso, o detentor mesmo de todos os poderes.»
Ora,o diagnóstico está desde há muito já feito.
Hoje, escrevia já há mais de meio século SERVAN SCHREIBER, na Inglaterra, na França, na Alemanha, países que se afirmam como perfeitamente democráticos, o principal factor de intervenção é o poder do dinheiro, nas suas múltiplas e multiformes modalidades – os grandes «trustes» industriais, os bancos, as petrolíferas, todas as estruturas monopolistas.
Fabricantes da opinião pública, fabricam obviamente os detentores dos orgãos de soberania, que, obviamente também só mandam porque lhes obedecem.
O «Big Brother», de GEORGES ORWELL, prova caricaturalmente como os media podem criar do nada uma personalidade que depois podem fazer eleger para qualquer cargo, de domínio universal, até…
A propaganda torna-se, por esta capilar acção, o elemento determinante da formação e deformação do espírito e das vontades.
Lançam-se políticos como se lançam vedetas do cine ou até marcas de iogurtes.
Prefabricada, a opinião pública cria uma vontade também prefabricada.
E lutar contra tão asfixiante corrente pressuporia que se dispusesse de armas iguais – igual domínio na imprensa, na rádio, na televisão…
Como isso requereria igualdade de meios financeiros, a luta só pode ganhar-se a nível da consciência de cada um, mantendo-a indemne a manobras de perversão.
A velha parábola evangélica de que a árvore se conhece pelos seus frutos é uma felicissima expressão da sabedoria das nações.
O empirismo organizador não é, queira-se ou não, mais do que o nome dado à experiencia, que, no caso, nos tem de levar a uma atitude fortemente crítica, do que se pretende fazer passar por opinião pública.
O vocábulo candidato radica em cândido.
A cor da túnica com que o pretendente a cargos públicos se pavoneava entre as multidões, fazendo-se passar por imaculado, ainda que tivesse alma de Catilina, era já prenúncio destas arremetidas de hoje.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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