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No dia 25 de Novembro, sexta-feira, cumpre-se a tradição com a realização da feira de Santa Catarina na Rebolosa, local onde se tira a «licença» para a matança do porco.

Santa Catarina - RebolosaSanta Catarina é a padroeira da freguesia, e todos os anos, no seu dia, 25 de Novembro, há feira e festa, a que acorre muita gente. Sendo o dia, segundo a tradição, a partir do qual se podem matar os porcos em toda a região, a feira é também um pretexto para muitos se juntarem em convívio, ali grelhando as primeiras febras, entrecostos e entremeadas, regadas com o vinho novo que sai das barricas e das cubas.
A Junta de Freguesia e a Associação Social Cultural e Desportiva da Rebolosa, apostadas em manter a tradição, organizaram um programa, que inclui um almoço convívio, previsto para o recinto de festas, fronteiro ao Largo de Santa Catarina.
Mas o programa da festa prevê também outros momentos, nomeadamente a realização de uma missa em honra de Santa Catarina, a que se seguirá uma procissão pelas ruas da aldeia. À tarde, após o almoço de convívio, haverá um passeio pelas adegas da freguesia, a fim de provar o vinho novo, seguida de uma capeia arraiana na Praça de Touros.
A fechar o programa, haverá, após o jantar, o imprescindível baile, abrilhantado pelo organista Virgílio Faleiro.
O presidente da Junta de Freguesia, Manuel Barros, garante que quem for à feira terá direito a uma licença formal, que o autoriza a fazer a sua matança.
plb

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Tendo em vista evitar repetir os erros de anos anteriores na aplicação do Sistema de Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho da Administração Pública (SIADAP), o Município do Sabugal, aprovou na reunião de câmara realizada no passado dia 26 de Outubro, os objectivos estratégicos para o ano de 2012.

O primeiro objectivo estratégico é melhorar a qualidade de vida dos munícipes, promovendo um serviço com espaço público de qualidade, garantindo a inclusão, a integração, a solidariedade e o bem-estar social.
O segundo objectivo é haver rigor na gestão do Município através da promoção da sua sustentabilidade financeira.
O terceiro é garantir uma gestão eficaz do Município, que garanta a formação e valorização dos seus trabalhadores, assim como a celeridade dos procedimentos administrativos.
O quarto objectivo é a sustentabilidade e o desenvolvimento do território, fomentando o emprego, o investimento privado e a fixação da população, bem como a dinamização de uma cidadania activa por via do desporto, da cultura, da educação e do lazer.
O quinto objectivo estratégico consiste em atingir uma maior identidade territorial e urbanística, fomentando o uso de instrumentos de planeamento que garantam um desenvolvimento urbanístico equilibrado, a coesão demográfica e social e a dinamização das actividades económicas.
Finalmente o sexto objectivo consiste na promoção e afirmação da identidade do território, projectando externamente o município, promovendo o turismo e valorizando o património.
Para a aplicação do SIADAP as unidades orgânicas do Município deverão agora adequar os objectivos estratégicos à sua realidade funcional, tendo em conta alguns critérios essenciais, de onde se destacam:
A diminuição dos prazos de resposta, o aumento da taxa de execução da actividade planeada, a melhoria da comunicação entre os serviços. A simplificação de procedimentos, o fomento do trabalho em equipa e a optimização dos recursos são igualmente critérios essenciais para a definição de objectivos concretos quer para as diferentes unidades orgânicas quer para cada um dos funcionários que lhe estão afectos.
Os objectivos estratégicos foram aprovados pelo executivo camarário por unanimidade.
plb

Os cheiros na aldeia – em qualquer aldeia de Portugal, tenho a certeza –, naqueles anos 50 e 60, são um elemento definidor de ambientes e de vivências. E marcam para toda a vida.

Na aldeia da minha infância, há cheiros bons, inesquecivelmente bons, que, de facto, me ficaram para toda a vida. Exemplos: o do micro-ambiente da tarimba, de que falarei adiante, ou o dos lençóis de linho fino e puro.
E há cheiros maus. Hoje vejo-os, imagino-os, de certeza, piores do que os sentia na altura: o cheiro terá uma dimensão cultural?
Pois: de facto, como é possível que na altura não dimensionasse como péssimo o cheiro geral de uma aldeia sem saneamento? E onde os currais (pocilgas) ficam mesmo dentro da aldeia, praticamente dentro das casas – quando não era mesmo dentro delas, nas lojas? E, no entanto, por mais esforço que faça, não «sinto» que, na altura, tenha sentido como péssimo esse ambiente «odórico». Se calhar, na altura, isso parecia-me inevitavelmente normal para a situação.
Mas era assim.
O saneamento, com a construção de fossas, começou nos anos 60. E só muito depois chegaram os esgotos.
Já agora: a luz eléctrica chegou à aldeia em 1955 ou 56, creio.
A água canalizada, em 60 e tal.
A televisão, talvez em 1960.

Bons cheiros: cheirinhos para uma vida!
Há cheiros bons. E é mais desses que me apetece falar aqui.
Por exemplo, repito, o da tarimba. Sabe o que é a tarimba? Não sabe o que perde.
É a cama onde se dorme na palheira das vacas – ou seja: no estábulo. Logo à entrada, lá estava, à esquerda, essa tal «tarimba». As vacas e a burra, ao longo da manjedoura, do lado direito, a todo o comprimento do estábulo.
Cheirava a palha e cheirava a feno.
Por cima, o «parame»: o sótão onde se guardava para o Inverno a comida para o gado: imagens eternas, estas da minha infância…
Quem estiver a ler, e desconheça estas realidades, está a pensar – e bem:
– Grandes porcos! Então punham o garoto a dormir no estábulo?
É verdade. E nem imagina que bom que era. Nada ali cheirava só ao que você pensa que cheira um «estábulo». Mas devia cheirar «mal», claro, pelo menos pelos parâmetros de 2011. Tudo cheirava intensamente e a mistura dava um cheiro bom. O bafo das vacas e a sua baba ia caindo na palha seca e davam aquele odorzinho especial…
Os meus tios acolhiam-me nesta tarimba sempre como se fosse uma festa. Lembro-me tão bem.
Quando a minha mãe me deixava, o que era raro, lá estava eu caído na «tarimba».
Ficou até hoje essa sensação de céu na terra.
Quis concentrar-me e fazer um grande esforço para descrever este cheirinho da «tarimba». Mas não é fácil. Ficam-lhe aí os elementos todos: imagine-o você – como diz o Poeta…

E o cheiro da “bobrais”?
É que a isto tudo juntava-se outro cheiro tão bom! Era o cheirinho da «bobrais».
A palavra certa será aboboragem»? Não sei explicar nem se existe a palavra nem de onde vem nem como se escreverá de facto. Mas não me enganarei muito se pensar que vem de abóbora.
Mas eu explico o que é a «bobrais»: é o preparado especial de comida para os animais de grande porte: as vacas e a burra, no caso. É feita ao lume – o caldeiro (balde) grande pendurado nas cadeias, uma espécie de trança feita de arame grosso, que desce do tecto e vem até ao lume.
É nas cadeias que se penduram as vasilhas em que se aquecem coisas como água e comida para o «vivo» (o gado).
Pois a «bobrais» é uma mistura de produtos da terra e farelo que vai cozendo em água a ferver e dá aquele cheiro inesquecível também…
Leva nabos, couves, batatas, abóbora (cá está: a abóbora que deve ter dado a «aboboragem – e daí até à bobrais é apenas um passo de elipses populares do linguajar desenrascado deste povo. Mas ninguém sequer chamava abóbora à coisa. Era só a «botelha», claro). Mas havia mais: a «bobrais» também levava ainda maçãs e farelo, pelo menos. Portanto um alimento muito rico para os animais. Aquilo é que era agro-pecuária biológica, hein! E o cheirinho? Huuummm!! Que bom!
Finalmente, outro cheiro bom: o dos lençóis de linho que, no inverno, ao entrar na cama eram frios como gelo, mas, passados cinco minutos… «hummmm!», que bom – e que cheirinho!
Só lhe digo: não há cheiro nenhum de hoje que possa apagar estas reminiscências da nossa infância.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

JOAQUIM SAPINHO

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