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A edição 2011 do «Pintar Sabugal» teve como cenários as paisagens da Malcata. Reportagem e edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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As origens da franco-maçonaria, instituição para uns venerada e veneranda, para outros figadalmente abominável e para a maior parte ou desconhecida ou enigmática, são marcadamente obscuras, e não só para os profanos, o que será compreensivo, mas até para os mais fiéis dos seus membros, o que, isso sim, será de estranhar.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaNesta indagação às origens, há quem vá até ao Egipto de Ramsés, quem pare em Roma pela casa de Plínio, quem se quede nos Templários ou mais perto do nosso tempo nas Rosas-Cruz…
Mas a verdade é que a FRANCO-MAÇONARIA propriamente dita, como nós hoje a conhecemos, nasceu em LONDRES, asseguram os seus cronistas, na data, relativamente próxima, de vinte e quatro de Junho de mil setecentos e dezassete.
Ao tempo, ou mais concretamente já desde os fins do século anterior que uma grande agitação político-filosófica varria o Reino Unido.
Questões relacionadas com o Luteranismo, o Calvinismo, enfim, a Reforma e Contra-Reforma levaram à irrupção de um incontável leque de clubes filosóficos, onde os auto-intitulados pensadores livres se empenhavam em procurar a verdade.
Politicamente, vivia-se o mesmo fervilhar, com o climax da luta entre os STUARTS e os HANOVERS.
BERNARD FAY, no livro La Franco-Maçonnerie et la Revolution Intellectuelle du Seisiéme Siecle, escreveu: «La capitale anglaise fourmille de clubes de toutes sortes, dans l’arriére boutique de chaque taverne des conciliabules se tenaient chaque semaine. Parmi ces sociétés, celles des maçons».
Antes, a organização corporativa do trabalho tinha dado origem a uma hierarquia onde aprendizes, oficiais e mestres se transmitiam reciprocamente os segredos da respectiva profissão com muita solenidade e muito mais ainda de mistério.
Passara a época da construção das grandes catedrais, o que não trouxe o fim das associações de pedreiros, todavia decaídas em número e projecção.
Na já populosa Londres dos começos do século dezoito, só restavam quatro.
Foram os representantes dessas quatro superstites que na já referida data de 24 de Julho de 1717 reuniram para dar nova vida à ideia.
Tratava-se de, utilizando a simbologia das históricas associações de pedreiros, organizar uma entidade que visaria um mundo novo, porque assente em novos princípios.
A terminologia profissional adaptava-se perfeitamente aos intentos. Construir é a missão de arquitectos e pedreiros, concomitantemente, todos os instrumentos da arte… esquadro, compasso, martelo, bolha de nível e até a indumentária podiam exercer uma enorme força simbólica….
E aquilo que hoje se nos afigura bizarro, ou até um pouco ridículo, coadunava-se perfeitamente com os gostos, o espírito da época e até os fins dos fundadores daquele movimento de ideias, que se iria chamar MAÇONARIA ESPECULATIVA, por oposição à MAÇONARIA OPERATIVA, que fora a dos construtores de catedrais.
É esta a certidão de baptismo da GRANDE LOJA DE INGLATERRA, segundo o politólogo JACQUES PLANCARD D’ASSAC, cuja licão extraída do livro Critique Nacionaliste, vimos seguindo de perto.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

O meu preferido entretém nas horas mortas era serigaitar pelos campos em busca dos animais bravios. Já meu pai, que Deus haja, era, para além de lavrador, um valente monteiro e foi com ele que aprendi a lidar com a clavina e a bater tojeiros, silvedos e tourais à cata de coelhos e lebres.

A bem dizer, isso de caçar estava-me no sangue desde garoto, pois logo cedo afinei a pontaria com a fisga e montei costis para filar tordos e gaios. Era o inimigo número um da passarada, entre os catraios do povo, para além de mestre a armar laço, arçolhos e ferros nos locais apropriados. Em casa havia sempre fartura de coelhos e perdizes, quando me dispunha dar uma volta pelo campo. E mais não haveria por a vida de contrabandista e negociante não me deixar muito tempo vago para me dedicar a tais artes.
Em geral caçava sozinho, com a singela companhia da Doninha que, fairando e embrenhando-se nos matagais, fazia a caça sair para campo aberto, onde eu lhe apontava e chapeava chumbo. Mas também gostava de uma boa carava, sempre se convivia e botava faladura, enquanto se percorriam as tapadas ou quando se abancava a emborcar uma mastiga.
Um dos meus nobres comparsas nestas lidas, quando havia ocasião, era o padre Hilário, da Vila do Touro. Era um artista a apontar a espingarda e matreiro ao ponto de se aprochegar, de manso, dos tourais e chumbar os coelhos quando estercavam. Embora barrigana e com ares de lapão, tinha genica que chegasse para trepar a eito pelos cerros e seguir de rota segura em direituras dos barrocais onde abundava caça. Era também homem reinadio e tagarela como poucos. Não fora a sotaina, que até quando seguia pelo mato envergava, e ninguém diria tratar-se de um sacerdote da Madre Igreja.
O padre Hilário apreciava da minha carava, pois também eu era folgazão e advertido e sabia-me deslocar ao esconde-esconde pelos montes, mexendo-me como uma verdugueira quando quer abocanhar um pássaro. Fazíamos uma boa dupla na caça.
Há muito tempo, vivi com ele uma parte, que agora lhes vou contar.
Num mercado da Vila do Touro, que se fazia todas as últimas quintas-feiras do mês, e a que raro faltava, fui ter com o dito prior, pois ele era, além de grande amigo, o meu confessor. Ficou ufano com a minha presença e foi comigo ao confessionário onde, por seu intermédio, prestei contas com Deus. Feita a obrigação, deu-me de cear e logo ali se fez a combina. Ele dava-me dormida na tarimba que tinha montada no paranho e na madrugada chegante íamos caçar.
Descansei o corpanzil em riba duma facha de palha, mas logo que o galo cantou, puxei a clavina do alforge e meti o bornal, com o farnel que trouguera, a tiracolo. Na cozinha rilhámos uma côdea e ala, seguimos à vida.
Por toda a manhã percorremos os cabeços pedregosos de Vale Mourisco, local onde a bicheza bravia abundava e nós conhecíamos a pente fino.
A meio da manhã chegou-se-nos a nainita e decidimos manjar qualquer coisa. Descemos do Cabeço do Peneducho e estacionámos numa achada, à beira de uma presa com água limpa. Saquei então de um fatronco de pão centeio, de uma bela chouriça e de um valente naco de presunto apimentado. Espantou-se o padre Hilário com tal fartança.
– Ó Tosca! Que diabo. Nem pareces temente a Deus!
– Ora essa, sou um pobre pecador que anda sempre pronto a dar contas ao Senhor.
– Então e hoje, que na liturgia é dia de jejum e abstinência, trazes carne prá manja?
– Tem razão Vossa Reverência – disse-lhe, coçando o tutano – nem tal coisa me veio à lembrança!… Onde raio estava com a cachimónia?!
O padre enrugou a fronte, dando ares de desassossego.
– E passaremos fome? – procurou-me.
– Que hemos de fazer? Se é jejum, jejuamos, cumprindo a obrigação… E que boa posta de bacalhau lá tinha na arca! – lamentei-me.
O abade olhou de esguelha para a chouriça e para o presunto, todo a lamber-se e a lamentar-se de ficar com o odre vazio. Botou então o gadanho ao nagalho da chouriça, levantou-se e chegou-se perto do bueiro, onde a mergulhou na água fria e a fez boiar de um lado para o outro. Tirou-a depois e, virando-se para mim:
– Já nadou Tosca! E se nadou é peixe! Vamo-nos a ela!
– Mas, se é pecado?
– Qual pecado, homem de Deus? Desde quando não se come peixe na Quaresma? Passa cá a naifa que já vai num ai.
Dado o ousio do padre atirei-me ao farnel e ali nos alambazámos, enchendo o fole.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

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