O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, afirmou ontem no Parlamento que as portagens em todas as Scut vão avançar ainda este mês de Outubro. A garantia foi prestada na discussão do plano estratégico dos Transportes, documento que será aprovado no próximo conselho de ministros da próxima quinta-feira.

O ministro não se coibiu de apresentar medidas nada consensuais e até «impopulares», o que justificou perante a situação difícil que o país atravessa. Uma dessas medidas é que, ainda em Outubro, deixará de haver auto-estradas gratuitas em Portugal.
«Em relação às Scut, haverá um decreto-lei que será aprovado em conselho de ministros na próxima semana», revelou o ministro na audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.
O governante garantiu porém que mesmo com a introdução de portagens em todas as Scut, e com a actualização pela inflação do Contributo de Serviço Rodoviário, o endividamento da Estradas de Portugal em 2030 será de 21 mil milhões de euros.
Para além da universalidade de utilizador-pagador, o Governo vai avançar com a renegociação de contratos assinados com as concessionarias, de modo a acomodar também o cancelamento e suspensão de vários troços, para gerar poupanças estimadas na ordem dos mil milhões de euros. O ministro anunciou ainda a intenção de criar uma rede de postos de abastecimento de combustível low-cost bem como a autorização de estacionamento de veículos GPL em parques cobertos.
«Espero que não restem dúvidas do nosso interesse para continuar a prestar um serviço público. O que é insustentável não tem futuro. Não vejo esta reforma como uma imposição da troika mas como um dever patriótico», afirmou Álvaro Santos Pereira perante os deputados.
Quem não se conforma é a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, A24 e A25, que promete «uma resposta a esta afronta», tal como afirmou Francisco Almeida, da dita comissão.
plb