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Nos tempos que se seguiram ao final da Guerra de Espanha, surgiu uma nova mercancia para atravessar a raia, o minério, a que os mais sabidos chamavam volfrâmio. Catavam-no do fundo da terra, fossando dentro de largas e fundas poças, como porcos em lapacheiro.

Voltou-se à forma de contrabandear de outros tempos, alombando cada cargueiro duas arrobas de minério e rompendo afoito pela linha fronteiriça. Todas as noites se formavam carreiras com dezenas de rapazes, carregados que nem bestas, que seguiam pelos campos de Portugal e de Espanha, a arfar, procurando furtar-se à vigilância das autoridades. Se o carrego chegasse ao destino, cada um receberia a justa recompensa.
Eu era listo e finório que nem uma zorra naquelas andanças, pois desde galfarro me embrenhara na lide. Conhecia as planuras e os cerros cobertos de mato de toda a raia como as ruelas do meu povo. Era vergalhudo e tinha corrida forte, pelo que fui contratado.
Dez escudos pagavam, ao tempo, por transportar e entregar no destino uma carga, que ia numa sacola de lona com a boca lacrada, que se atava ao corpo com baraços. Logo me incumbiram de secultosa missão: seguir em primeiro nas carreiras para levantar os guardas, caso se alapardassem à espera dos contrabandistas, como era seu uso. Pagavam-me vinte escudos pela temeridade, desde que chegasse ao destino com a minha carga.
Pois agora lhes conto uma parte acontecida nesse saudoso tempo. Numa noite de luar, caminhava diante de duas dúzias de companheiros, escolhendo caminho, já muito chegado à linha da raia. A carreira de contrabandistas era como uma verdugueira que se arrastava contornando barrocos e matagais. Aqui cosidos com um cômoro, ali gatinhando por entre a ferrém, mais além passando uma várzea em corrida. E eu sempre á frente, afoito, confiante, pleno conhecedor do terreno. Mas, por trás de um silvado, onde nunca o sonharia, saltou de chofre um guarda, de braços estendidos para me abarcar.
– Eh, ladrão! Larga a carga!
Apre! senti-lhe o calor do bafo. Mas agachei-me num repente e livrei-me da pesada manápula que me ia agasnatar. E como não andava a descuido nesta labuta de candongueiro, meti lesto a mão ao bolso da jaqueta e apertei uma mancheia de pimento queimoso, desse colorau vermelhão, que se traz de Espanha. «Espera que já tomas!» e, ao erguer-me para lhe escapulir, mandei o pó à cara do sacana.
– Ai, que me cegaram! – berrou aflito.
E dei forte arrancada para me ver livre de outro fiscal, que me vinha no encalço.
– Fugir, que vêm fuscos! – gritei a avisar a malta.
A carreira desfez-se num repente e o grupo desbaratou-se como bando de perdizes pelo meio do mato. Da minha parte, tratava de me ver livre do guarda que me perseguia. Queria safar a pele e o fardo, para não dar a noite por perdida. Mas o outro estava mais fresco e, livrando-se do capote, depressa me alcançou, mesmo quando estava chegado ao fim da clareira e me ia meter num giestal. Enganchou a mão ao saco de lona e toca de puxar. Bem me custou, mas tive que dizer adeus ao carrego. Deixei sair dos ombros as guitas que seguravam o fardo e, gatinhando, embrenhei-me por entre as giestas, deixando o guarda agarrado ao saco de minério.
Extenuado, deixei-me depois ficar de borco, a arfar e de orelha fita, atento às vozes que os fuscos trocavam entre si. Nenhum dos meus companheiros fora arrestado mas, pelo que escutava, deixaram cargas no terreno. Retomando a ousadia, resolvi contornar o local do encontro e ir mirar da outra banda o que os fiscais tramavam. Chegado ao lado oposto, arrumei-me a uma moita, dali seguindo com o olhar o movimento dos guardas. O luar só me deixava notar um dos homens, à distância de uma barrocada, que se sentara ao redor de meia dúzia de fardos amontoados. Depressa conjecturei que o outro, no certo o dos olhos apimentados, fora ao posto buscar reforços para o transporte da mercadoria apreendida. O fusco parecia nervoso e ora reparava no monte de sacos, ora espraiava o olhar pelo giestal para onde se escapulira a malta.
Hesitei, mas decidi-me tentar à sorte. Agarrei um rebolo, ergui-me, balancei o braço e enviei-o pelo ar com força bem puxada. A pedra salvou a planura e foi cair, em grande espalhafato, nas giestas da outra banda. O guarda levantou-se e olhou atento, puxando da espingarda, que aperrou. Nova barrocada, e outra vez se perturbou o silêncio da noite. O homem, desesperado, decidiu-se a ir de encontro ao perigo. Saltei então do meu refúgio e, em passo rápido e cauteloso fui-me aprochegando da mercadoria enquanto ele se afastava em passo lento e hesitante. Junto dos sacos ripei de dois, que segurei pelos nagalhos pendentes, e ala, fogo nos pés. O guarda percebeu o truque e berrou desalmado:
– Alto lá ladrão, que te arrumo um tiro!
Pois que fogueasse. Eu parar? Nunca!
Soaram dois estampidos. Alcancei a malhada e embrenhei-me à desfilada por entre os carvalhos. Só parei ao fundo de um vale, por trás de um muro. Apalpei-me – estava vivo!
Já amanhecia quando cheguei ao Seixo Branco, ponto de reunião marcado para o caso de maus encontros. Lá estavam todos os contrabandistas.
– Pensávamos que te tinham deitado a manápula – disse-me o Chico Rófia.
– Qual quê? Estive a apanhar cargas, rapazes! – disse-lhes ufano.
Foi noite cansativa, mas em que ganhei o dobro do meu soldo: quarenta escudos de recompensa, por duas cargas, a minha, e outra de desagravo.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

O negócio é o contrário do ócio, ou seja a negação de intervalos para repouso. O verdadeiro homem de negócios, até trafica quando dorme.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaRepare-se que a palavra traficar começou por ter um sentido honrado e honroso, pois literalmente queria dizer – mudar uma coisa de que se tem abundância e não se necessita ou quer para uma comunidade ou uma simples pessoa que dela carece.
O negociante não tem intervalos em que suspenda a sua actividade e a mesa, da mais desprovida tasca de mercado rural ao mais requintado hotel da mais cosmopolita metropole é o seu terreno ideal.
E não se desperdiçam oportunidades, pelo que não causa admiração que a instalação de Balduino no trono de Jerusalém tenha dado lugar à primeira plutocracia de âmbito intercontinental e supra-racial.
Em matéria de negócios não se distinguiam raças ou civilizações.
Nao importava que a contraparte fosse um turco, um grego, um pagão.
E um mercador de Veneza entendia-se melhor vg com um egiípcio de que com um genovês ou pisano.
Chegou a acontecer que os comerciantes italianos de Antioquia continuassem a abastecer Tiro e Sidoniam, rompendo o cerco feito a estas duas cidades por tropas cruzadas que também integravam pisanos, genoveses, venezianos.
O que os trouxera á Palestina, foram meramente as perspectivas de lucro, não lhes passando pela ideia considerar sua nova pátria o Reino Latino ou arriscar bens em defesa do Santo Sepulcro.
Isso era para os que se haviam deslocado por motivos religiosos, para os barões e populares que haviam sentido o apelo das cruzadas, pessoas para eles mais estrangeiras e incompreensíveis que os comerciantes muçulmanos.
No que, aliás, não se diferenciavam dos plutocratas de hoje, os oligopolistas apátridas que com eles também hipotecam o futuro ao dia de hoje.
Então como agora as dissensões entre cristãos foram nefastos para todos.
O conflito de influências entre o OCIDENTE LATINO e BIZANCIO que culminou no desaparecimendo do IMPERIO ROMANO DO ORIENTE, com reflexos terrivelmente dramáticos para a civilização ocidental.
Mas os príncipes cristãos haviam preferido sacrilegamente UM MONARCA DE TURBANTE Á MITRA CONSTANTINIANA.
O Ocidente Latino ,em nome de um incompreensivel realismo político, deixava ao Islão o domínio do Mediterrâneo Oriental, depois de ter ajudado a destruir a única potência cristã realmente interessada em deter o avanço turco.
Depois, a História repetir-se-ia.
No fim da Primeira Guerra Mundial, os vencedores expulsam a Alemanha de África, o que se repete com a Itália em 1945…
Finalmente, serão todos os paises europeus – França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Portugal, que, minados no seu próprio interior, abandonam os impérios que pelos séculos haviam construído.
E tudo, como quinhentos anos antes, pelas querelas de uns e a insaciável sede de lucros de outros.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Recebemos, com pedido de publicação, a convocatória da Assembleia Geral da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal (APEES), que transcrevemos na integra.

APEES

«Convocatória
De acordo com o n.º 5 do artigo n.º 10 dos estatutos da APEES, tenho a honra de comunicar a V. Exa., que irá realizar-se uma Sessão Ordinária da Assembleia Geral, no próximo dia 18 de Outubro de 2011, pelas 18 horas, no SALÃO DO AUDITÓRIO MUNICIPAL e com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Ordem do Dia:
1. Assuntos apresentados à Assembleia pela Direcção para votação e aprovação;
2. Apresentação de contas;
3. Votação da alteraçãos dos estatutos;
4. Eleição de novos Órgão Sociais.

NOTA: todos os sócios poderão consultar a documentação que acharem por conveniente, devendo para o efeito:
– Dirigir-se à sede da Associação nos dias 13 e 14 de Outubro, entre as 18h30m e as 19h30m;
– Pedir por escrito ou pelos telemóveis n.ºs 914001401 e 966870347, para o envio dos ficheiros por e-mail;
– No próprio dia, antes do início da Assembleia.

A Presidente da Assembleia Geral
Liliana Cristina Candeias Nunes»

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, afirmou ontem no Parlamento que as portagens em todas as Scut vão avançar ainda este mês de Outubro. A garantia foi prestada na discussão do plano estratégico dos Transportes, documento que será aprovado no próximo conselho de ministros da próxima quinta-feira.

O ministro não se coibiu de apresentar medidas nada consensuais e até «impopulares», o que justificou perante a situação difícil que o país atravessa. Uma dessas medidas é que, ainda em Outubro, deixará de haver auto-estradas gratuitas em Portugal.
«Em relação às Scut, haverá um decreto-lei que será aprovado em conselho de ministros na próxima semana», revelou o ministro na audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.
O governante garantiu porém que mesmo com a introdução de portagens em todas as Scut, e com a actualização pela inflação do Contributo de Serviço Rodoviário, o endividamento da Estradas de Portugal em 2030 será de 21 mil milhões de euros.
Para além da universalidade de utilizador-pagador, o Governo vai avançar com a renegociação de contratos assinados com as concessionarias, de modo a acomodar também o cancelamento e suspensão de vários troços, para gerar poupanças estimadas na ordem dos mil milhões de euros. O ministro anunciou ainda a intenção de criar uma rede de postos de abastecimento de combustível low-cost bem como a autorização de estacionamento de veículos GPL em parques cobertos.
«Espero que não restem dúvidas do nosso interesse para continuar a prestar um serviço público. O que é insustentável não tem futuro. Não vejo esta reforma como uma imposição da troika mas como um dever patriótico», afirmou Álvaro Santos Pereira perante os deputados.
Quem não se conforma é a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, A24 e A25, que promete «uma resposta a esta afronta», tal como afirmou Francisco Almeida, da dita comissão.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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