Adivinha-se um bom ano de castanhas e de cogumelos. As chuvas que caíram nos dias 21 de Agosto e 1 de Setembro de 2011 afectaram algumas festas, que iam acontecendo um pouco por todo o país mas, por outro lado, poderemos considerar que foi uma bênção caída do Céu.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaOs combatentes dos fogos folgaram por alguns dias e o verdejante dos campos aconteceu num curto espaço de tempo.
Os castanheiros, árvore muito abundante nos Foios, cerca de duzentas toneladas ano, agradeceram as abundantes chuvas tendo o seu colorido alterado o semblante da noite para o dia.
E os cogumelos?
Quem diria que poderiam surgir tão rapidamente e em tão grande quantidade?
Costumamos dizer que, nos Foios, no tempo das castanhas e dos cogumelos ninguém adoece e vou constatando que é, de facto, assim. E ainda bem. Olho vivo e pé ligeiro.
Muito embora eu não seja um grande pesquisador dos cogumelos confesso que admiro e louvo as pessoas que fazem pela vida.
Quando a abundância é grande chega, directa ou indirectamente, a todas as casas.
Hoje o meu amigo Zé Leal convidou um grupo de amigos para degustarmos uma lebre na sua quinta do “Prado da Barrosa” e qual não foi o meu espanto quando, antes da lebre, surgiu um enorme recipiente onde haviam sido confeccionados cinco quilos de boletos. Que especialidade. De comer a chorar por mais.
A lebre estava muito bem confeccionada mas sobrou metade. Os surpreendentes cogumelos acabaram por se transformar no prato principal tendo a lebre ficado para segundo plano.
Ao fim da tarde duas vizinhas minhas passaram junto da minha casa com quatro cestas de boletos que foram vender ao posto de recolha local.
Hoje também fui dar uma volta por uns soutos e confesso que fiquei encantado com o colorido dos castanheiros. O verde é encantador e anuncia um ano farto de castanhas. Assim seja.
De acordo com os entendidos e tendo em conta as excelentes condições atmosféricas, dentro de um mês os ouriços começaram a sorrir e a mostrar o colorido desse saboroso fruto.
É caso para dizer que a crise ainda não passou por aqui. E ainda bem.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
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