O deputado do PSD eleito pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto, defendeu na Assembleia da República a necessidade de se garantir a fiabilidade dos dados estatísticos contidos no Relatório de Segurança Interna (RASI), cuja edição de 2010 foi ontem discutida com os deputados.

Carlos Peixoto interveio após o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, se ter congratulado com os resultados obtidos pelo anterior governo em matéria de segurança. No decurso de uma intervenção destinada a apresentar o RASI de 2010, o ministro considerou os dados do relatório «globalmente positivos, apesar do pequeno acréscimo da criminalidade violenta», destacando ainda o facto de Portugal continuar a ser «um dos países mais seguros da Europa».
O deputado de Gouveia, Carlos Peixoto, sustentou que de facto «Portugal é um país seguro», embora admita que esta é uma situação que «é previsível que se altere». De resto, foi o único parlamentar a alertar para a velha questão da fiabilidade dos números da criminalidade em Portugal: «é preciso garantir que os dados estatísticos que são publicados no RASI reflectem, de facto, a realidade». Manifestou ainda a dúvida «se as participações directamente feitas ao Ministério Público estão incluídas» e defendeu a realização por parte do governo de «estudos rigorosos» com vista a apurar a dimensão das chamadas «cifras negras», onde estão incluídos os crimes que não são participados.
Ministro considerou haver uma «especial vulnerabilidade» das pessoas que residem nas zonas rurais do interior do país, o que motivará o accionamento de um programa de reforço da segurança para quem vive e trabalha no meio rural.
Segundo os dados que constam no RASI, verificou-se em 2010 uma redução da criminalidade geral em 0,6 por cento face a 2009
plb

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