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O património que conservam as antigas caldas do Cró, na Rapoula do Côa, e as Águas Rádium, junto ao Casteleiro, são um excelente pretexto para uma visita a esses locais, onde muitas surpresas nos podem esperar.

Ultimamente o Cró tem sido sobejamente falado devido ao novo balneário termal, inaugurado no início do último verão. As novas instalações têm excelentes condições para a prática do termalismo, tendo em conta os equipamentos instalados, pelo que foram muitos os que ali se deslocaram para as conhecer e experimentar.
Houve porém um viajante que passou este Verão nas termas do Cró e observou-as com um outro olhar.
Carlos Caria, bem notou que há um novo balneário termal, mas a sua maior satisfação foi verificar que a Câmara Municipal do Sabugal decidiu preservar as paredes do velho balneário e dos demais edifícios antigos que apresentam ruína.
Vai daí o viajante muniu-se da câmara fotográfica e captou um conjunto de imagens deslumbrantes, que disponibilizou na Internet, no fórum «lugares esquecidos», onde igualmente contou, por breves palavras, a história das termas.
Veja Aqui a magnifica «reportagem» sobre as termas do Cró.
Pesquisando no referido fórum, chegámos a uma outra reportagem fotográfica, desta feita sobre as Águas Rádium, e o velho Hotel da Senhora da Pena, nos arredores do Casteleiro, embora já em terras pertencentes ao termo de Sortelha.
Veja Aqui essa também esplêndida reportagem fotográfica, efectuada no Verão de 2010.
plb

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«Quem sou eu para avaliar?!». Foi com estas palavras, que o senhor ministro da Educação e da Ciência, Doutor Nuno Crato, respondeu no final da entrevista que concedeu há duas semanas ao canal público RTP1, à questão colocada pelo jornalista: «como avalia o trabalho dos seus antecessores?».

O que me surpreendeu nesta resposta, depois de uma entrevista onde nada disse, ou quase nada, sobre os assuntos relacionados e relevantes para a Educação em Portugal: gestão das escolas, financiamento das escolas, mega-agrupamentos, colocação de professores, objectivos claros de aprendizagens e de saberes no final de cada ciclo de ensino, encerramento de escolas do 1º ciclo… é a palavra «avaliação».
Quis-me parecer que foi uma entrevista a pedido (do Sr. Ministro), para ostentar uma vitória sobre os sindicatos acerca do modelo de avaliação dos docentes!
Uma vitórinha de Pirro! Pois, praticamente, tudo fica igual. Os avaliadores são externos. Contudo, o Sr. Ministro não explicou de onde vêm, se deixam de dar as suas aulas para assistir às dos outros, quem paga as deslocações… enfim! As cotas continuam como uma espécie de rebuçados geridos pelos, agora, todos poderosos senhores directores das escolas (alguns nunca deram uma única aula na vida!.. mas era o único lugar na administração pública onde não havia lugar para boys…)! E, por fim, avaliação só conta nos concursos para… os contratados!!!
Foi um acordo absolutamente fantástico!… O Sr. Ministro dá uma entrevista na televisão. Os sindicatos calam-se. E a Educação lá vai cantando e rindo. Só não se sabe para onde…
Depois disto, retomo o início da crónica.
Toda uma exibição televisiva para dizer aos portugueses que tinha uma vitória sobre avaliação dos professores, diz, no final, quem é ele para avaliar!?!
Sr. Nuno Crato, o senhor é ministro, e ministro da Educação! O senhor é professor! E quem é o senhor para avaliar??!!
Já imaginou se todos os professores respondessem como o senhor? E com que autoridade (moral) vai exigir que os outros (também professores como o senhor) vão avaliar?
A Educação é um dos pilares centrais de um estado e de uma nação. Tal como a saúde e a defesa/segurança. A educação é o veículo dos saberes, dos princípios do regime democrático e das regras da convivência em sociedade. È pela educação que são transmitidos os valores que nos tornam portugueses, um povo único, com uma história universal e uma língua própria (bem, agora nem tanto! Pois o novo Acordo Ortográfico torna-nos abrasileirados…), que nos torna nação! Por isso, o estado não pode, nem deve, encarar a educação como um negócio. Isto é, como um produto que se pode transaccionar sem mais! Como parece ser a intenção, para as câmaras municipais!
O papel da educação é o de formar melhores cidadãos. Mais capazes e melhor preparados para uma cada vez mais justa sociedade.
O que peço ao Sr. Ministro (e a todos os outros) é que não confunda o gabinete com a realidade!

Post scriptum Parabéns aos organizadores da Feira Manuelina em Sortelha. Obrigado Sortelha.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Com as obras de ampliação do quartel em curso, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito, lançou uma campanha de recolha de donativos, tendo em vista cobrir a parte do financiamento que tem de ser feito com verbas próprias.

A presidente da Associação, Benedita Rito, assinou com o Secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d´Ávila, no dia 20 de Setembro, em Aveiro, o contrato de financiamento para o projecto de ampliação do quartel dos bombeiros. O montante necessário ascende a 439.359,40 euros, sendo setenta por cento da verba provinda do QREN (307.551,58 euros). A Câmara Municipal do Sabugal comparticipa com 65.904 euros, sendo que Associação tem que garantir igual montante.
Com as obras em curso desde o dia 16 de Setembro, a presidente dos Bombeiros do Soito lançou um apelo à população em geral para ajuda na angariação do montante necessário.
Quem pretender dar um donativo pode fazê-lo transferindo a verba para o NIB: 003507020001137293062 ou, se for no estrangeiro, através do IBAN: PT50003507020001137293062CGDIPTPL.
Será facultado recibo a quem o solicitar.
plb

Há cerca de meia dúzia de meses abordei o Sr. Eng.º António Borges, Director de Serviços da Autoridade Florestal Nacional do distrito da Guarda, no sentido de se poder repovoar o rio Côa com espécies de trutas autóctones (fário).

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO Sr. Eng.º Eng.º Borges pediu-me para lhe dirigir o pedido por escrito o que de facto aconteceu.
Disse-me que o pedido ficava registado e logo que houvesse oportunidade a acção seria desencadeada. Aconteceu hoje, dia 28 de Agosto de 2011.
Por volta das 10,30 horas chegou a carrinha, proveniente do viveiro de Manteigas, com o recipiente e respectivo oxigénio, que continha mil e duzentas trutas.
O Sr. Eng.º Borges, que havia chegado um pouco mais cedo, comandou as operações e lá fomos cerca de uma dúzia de amigos fazer o desejado repovoamento.
No dia anterior tive o cuidado de ligar ao meu amigo Presidente da Junta de Vale de Espinho a dar-lhe conhecimento do que ia acontecer e pedi-lhe para contactar com o Presidente da Associação de Caça e Pesca dessa mesma freguesia.
Convidei-os a participar na acção e disse-lhes que a Junta de Freguesia e a Associação de Caça de Foios ofereceriam o almoço na sede da ACPF. O convite foi aceite e foi com muito amor e carinho que recebemos e tratámos esses nossos amigos e conterrâneos.
As primeiras cem trutas foram lançadas junto da ponte romana de Vale de Espinho e depois subimos em direcção aos Foios tendo depositado mais, cerca de cem trutas, em onze locais diferentes.
Para que tudo corresse bem e com toda a transparência convidámos alguns pescadores que nos iam indicando os locais que lhes pareciam mais indicados para o efeito.
Confesso que todos ficámos imensamente satisfeitos com esta acção que reconhecemos altamente interessante e muito pedagógica.
Este trabalho teve honras de televisão nas pessoas dos amigos Jorge Esteves e Ismael Marcos da RTP1.
Logo que lhes demos conhecimento do evento manifestaram, de imediato, disposição e vontade para fazerem a respectiva cobertura. Filmaram e entrevistaram técnicos, autarcas e cidadãos das duas localidades.
Quem pretender ver a reportagem que sintonize o canal 1 da RTP, amanhã, quinta-feira, a partir das 18 horas.
Interpretando fielmente o sentimento dos associados das duas colectividades (Foios e Vale de Espinho) e cidadãos em geral, pretendemos agradecer ao Sr. Eng.º Borges e aos dois trabalhadores dos serviços a forma como conduziram todo o processo sem que nenhuma trutinha (tamanho de um dedo) tivesse morrido.
Fazemos então um apela à consciência das pessoas, de Foios e Vale de Espinho, para que compreendam e respeitem estas acções, não envenenando nem bombardeando estas espécies indefesas.
A Lei existe e todos a deveremos cumprir e respeitar. Quem tenha a ousadia de praticar tais actos de vandalismo que pense duas vezes antes de o fazer. Se a vontade ou necessidade de trutas for assim tão grande que pense que com o dinheiro das bombas ou do veneno poderá ir ao viveiro Trutalcôa e comprar uns quilitos para matar os desejos.
Tanto os dois Presidentes de Junta como os Presidentes das duas Associações – José Leal e Tó Coixo – solicitaram ao Sr. Eng.º Borges uma maior vigilância e fiscalização, sobretudo nos meses de Verão, visto ser nessa altura que se praticam as acções de crime e vandalismo.
Vamos procurar ser todos vigilantes e se tivermos conhecimentos de actos de vandalismo deveremos denunciá-los, de imediato, às autoridades para que a justiça possa ser aplicada.
Temos conhecimento de que vai havendo um acréscimo de lontras – espécie predadora – mas o homem continua a ser o predador mais perigoso.
Sensibilize-se e eduque-se o homem já que a Mãe Natureza lá se vai encarregando de fazer o resto, ou seja o equilíbrio ecológico.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O primeiro ministro apresentou no dia 26 de setembro as propostas do Governo da República para a reforma da administração local que, naturalmente, têm implicações diretas no Concelho do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»1. Organização do Território
Segundo o Documento apresentado pelo Governo, tendo o nosso Concelho uma densidade populacional inferior a 100 habitantes por quilómetro quadrado, integrando uma Área Predominantemente Rural (APR), e tendo registado na última década um decréscimo de população superior a 10%, os critérios a aplicar são:
– Um mínimo de 300 habitantes por freguesia;
– Um mínimo de 150 habitantes para as freguesias que se localizam fora de um raio de 15Km a contar da sede do Município.
Assim sendo, e salvo alguma incorreção decorrente do facto de os resultados conhecidos dos Censos de 2011 serem ainda provisórios, ou de diferente método de medir os 15Km, a aplicação destes critérios conduz aos seguintes resultados:
Freguesias que se mantêm, com um mínimo de 300 habitantes: Aldeia da Ponte (315), Aldeia de Sto António (796), Aldeia Velha (423), Alfaiates (330), Bendada (579), Casteleiro (357), Foios (362), Malcata (332), Quadrazais (448), Sabugal (1901), Santo Estêvão (310), Soito (1269), Sortelha (444) e Vale de Espinho (393);
Freguesias que se mantêm, com um mínimo de 150 habitantes e fora do raio de 15Km: Aldeia do Bispo (286 – 30km), Bismula (193 – 20km), Cerdeira (229 – 22km), Lageosa da Raia (225 -25km), Rebolosa (222-21km) e Seixo do Coa (175 – 17km).
Freguesias dentro dos parâmetros de extinção, com um mínimo de 150 habitantes e dentro do raio de 15Km, ou com menos de 150 habitantes: Águas Belas (175 – 10km), Aldeia da Ribeira (131), Badamalos (96), Baraçal (190 – 7km), Forcalhos (89), Lomba (57), Moita Jardim (103), Nave (226 – 14km), Penalobo (141), Pousafoles do Bispo (280 -12km), Quintas de S. Bartolomeu (180 – 3km), Rapoula do Coa (194 -10km), Rendo (278 – 5km), Ruivós (70), Ruvina (112), Vale das Éguas (39), Valongo do Coa (48), Vila Boa (250 – 10km), Vila do Touro (175 – 7km) e Vilar Maior (121).
2. Gestão Municipal, Intermunicipal e Financiamento
Segundo o Documento apresentado pelo Governo, os critérios de base são no que diz respeito às freguesias e Municípios:
«a) Freguesias: as atribuições e competências devem ser reforçadas e diferenciadas de acordo com a sua tipologia e dimensão;
b) Municípios: potenciar a clara definição das suas atribuições e competências devidamente acompanhada dos respetivos meios de execução no caso da passagem de competências do Estado Central para os Municípios;
A transferência de competências do Município para as Freguesias deverá ser suportada exclusivamente pelo orçamento do Município, mediante a reorientação de parte da verba dos Fundos Municipais, mantendo sempre duas importantes premissas: o não aumento da despesa e o não aumento do número de funcionários (existe única e exclusivamente uma transferência direta do Município para a Freguesia da despesa/receita da competência transferida e dos funcionários afetos à mesma).
Passam, assim, as Freguesias a ter a dimensão, escala e capacidade adequadas ao novo papel que assumem na gestão e interação com os Municípios.»
3. Democracia Local
Ainda segundo o Documento, «pretende o Governo trabalhar no quadro dos seguintes pressupostos:
– Modelo de Executivo homogéneo (sujeito à fiscalização da Assembleia Municipal, que deverá ser alvo de reforço de poderes neste âmbito);
– O Presidente do Município é o cidadão que encabeça a lista à Assembleia Municipal mais votada;
– Os restantes membros do Órgão Executivo são escolhidos pelo Presidente de entre os membros eleitos para a Assembleia Municipal;
– Redução do número de Vereadores do Executivo Municipal, estabelecendo um novo critério com base no número de eleitores do Município
– Reforço dos Poderes de Fiscalização da Assembleia Municipal sobre o Executivo Municipal;
– Ponderar um reajustamento das atuais competências das Instituições Autárquicas Municipais, acentuando a importância da Assembleia Municipal enquanto órgão deliberativo;
– Redução do atual número de Deputados Municipais como consequência da redução do número de elementos dos Executivos Municipais;- Novo critério para a determinação do número máximo de Dirigentes Municipais de acordo com a Tipologia de Município.»
Tal significa que, segundo este Documento governamental, deixará de haver eleições para a Câmara Municipal, passando a existir apenas eleições para as Assembleias Municipal e de Freguesia.
As implicações para o Município serão, tendo em atenção o número de eleitores e de habitantes superior a 10.000:
– Nº de vereadores – 4 em vez dos atuais 6;
– Vereadores a tempo inteiro – máximo de 2 (atualmente estão 2 em funções, podendo ir até aos 4, por decisão tomada em Reunião de Câmara);
– Nº de chefes de Divisão – 3.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Detenho-me, num olhar, perante o espaço que, das escarpas da Estrela, se estende e acinzenta para bandas do Sabugal.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Num relance mais curto e mais a leste chega-me o meu Monte, o Monte do Jarmelo.
Aplanam-se, depois, as distâncias até se perderem nas longínquas serranias espanholas. Adivinho, com grau de absoluta certeza, que, a meio caminho, se alonga um vale, o vale do Côa, profundo, abrupto, apertado e quente.
E sei, claro, que por aí se esvaem as águas de um rio. Águas oprimidas pelo aperto e alteza das margens. Águas, poucas, agora que se vão na lentidão estival enquanto isentas de chuvas. O percurso dessas águas ocorrerá, em ambiente oprimido, numa extensão de escassos quilómetros e numa luta constante com as margens, como se fizessem uma incessante procura de liberdade mesmo antes de encontrar a foz.
Neste outro monte, num monte povoado, ergue-se a Guarda, meu ponto de observação, cidade envolta e distraída na agitação da tarde.
Entre o movimento e a extensão dos espaços silenciosos permito-me imaginar paisagens, carentes de verdura nesta época do ano e ponteadas de aflorações umas mais cinzentas que outras.
Entre a cidade e os campos espargem-se aldeias, que não crescem mas minguam e que insinuam vidas a transbordar de tradições e de labutas rurais.
Presumo, essas aldeias, esmorecidas fazendo imagem com casas de granito cinzento ou amarelo por entre outras casas cujos modelos foram importados da Europa. Umas e outras se demarcam no interior de um espaço castanho/avermelhado definido pelo tom dos telhados. São aldeias que se desviam, nos longes, como se fugissem, como se quisessem evitar, o açambarque das cidades.
Ainda pairam algumas nuvens nesta tarde. Lembro-me agora que a névoa chegou de manhã. Ao longo do dia a humidade mais baixa foi-se dissipando e, no céu, foram-se agrupando as nuvens. Formaram grupos espessos, cinzentos, quase negros. Agora, ao final do dia, um leve vento dispersou-as. Parte delas disfarçam-se e expõem-se em figuras pitorescas. Houve nuvens que se alongaram e emagreceram deixando-se repassar por raios de sol fraco, fazendo lembrar pedaços de um enorme manto que se esbranquiça na passagem da luz.
Lá mais além, na altura longínqua da montanha espanhola , parecem juntar-se todas as nuvens num doce enlace entre a Serra e o Céu.
Olhando, assim, vou esquecendo azáfamas e vou entrando no abstracto mundo da imaginação onde me entretenho lendo espaços, decifrando e comparando formas, associando-as a imagens reais ou mesmo a acontecimentos quotidianos.
É este o Céu que me cobre a mim, à Guarda, à raia e à cidade do Sabugal.
Ler os espaços que refiro é como ler livros abertos, livros ilustrados com Céus, casas e paisagens, livros recheados de tradições e de saberes ancestrais.
Tudo se proporciona, portanto, para leituras gostosas. Os espaços estão sempre disponíveis. Basta querer lê-los.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

Um mar de gente foi a Sortelha no passado fim-de-semana para visitar a feira medieval que ali aconteceu, dentro da iniciativa «Muralhas com História».

Mercadores vendendo em tendas, soldados bramindo espadas, jograis fazendo malabarismo, pajens lendo mensagens oficiais, nobres passeando com as suas damas. Houve de tudo um pouco no sábado e domingo últimos, 24 e 25 de Setembro, na aldeia histórica de Sortelha, no concelho do Sabugal.
A antiga vila e sede de condado, reviveu o tempo áureo da sua história, o que foi testemunhado pelos milhares de visitantes que ali acorreram para assistir às demonstrações, e entrar nas muralhas engalanadas.
A Confraria do Bucho Raiano também se fez representar, tendo a seu cargo uma tenda de exposição e venda de enchidos raianos, dentre os quais o afamado bucho, peça gastronómica que se vai afirmando como iguaria de uma boa mesa. Também houve comes e bebes, venda de artesanato, demonstrações com animais, cortejos e recriações de combates. Para os mais novos a grade atracão eram os passeios de burro pelas ruas da aldeia.
A música medieval esteve sempre presente, com destaque para o concerto moçárabe e sefardita, que teve lugar no sábado à noite, ocasião em que da aldeia foi demasiado pequena para acolher tanta gente.
plb

Presentemente a política deixou de ser serviço à comunidade nacional, regional e local, não passa de uma luta de interesses entre grupos de pressão (lobbys) que abundam no Mundo e, como é lógico, também em Portugal.

António EmidioÉ degradante e humilhante a imagem que os governos europeus e, também o dos Estados Unidos dão quando se trata de negociar com as agências de qualificação e os senhores do capital mundial, essa imagem de impotência dada pelos governos leva o comum dos cidadão a pensar o seguinte: «Que interesse tem o meu voto e para que serve? Quem manda? Os homens e as mulheres que elegemos ou os mercados financeiros?». Isto é devastador para a Democracia. Há governantes ditos democratas, ditos de esquerda e eleitos pelos seus povos, que passam a vida a falar na necessidade de cortar nos gastos para a protecção social, nos salários, nas pensões, lançar no desemprego trabalhadores e funcionários, para ficarem bem vistos pela Moody`s e pela Standard & Poor, conseguindo assim créditos mais vantajosos.
Para que servem os políticos? Presentemente são lacaios das multinacionais e do grande capital, não representantes dos seus eleitores, estes estão indignados ao vê-los actuarem como actuam. Com isto tudo, a Democracia está sequestrada e manietada, só tem um fim espúrio: legitimar o Neoliberalismo, o mercado livre e a economia de mercado.
O político neste sistema é uma mercadoria a vender, quem os elege são as agências de publicidade que decidem o discurso, a maneira de vestir, e os slogan`s para os « consumidores ».
Os partidos políticos e as campanhas eleitorais cada vez exigem mais dinheiro, os bancos, as multinacionais, as grandes empresas e os lobbys, emprestam, só que depois as dívidas exigem grandes favores…Compram-se governantes!
Ainda existem homens e mulheres que estão na política com o nobre e sincero propósito de servir a comunidade e de não se servirem dela, mas infelizmente abundam os que se fazem políticos para se servirem a eles próprios, vê querido leitor(a) uma das principais razões do desprestigio da classe política e, da distância cada vez maior entre esta e o cidadão?

Não há nenhum oligarca nem nenhum lobby que financie eleições pelo amor à Democracia e ao sistema representativo. Dão dinheiro para receberem favores, contratos, privilégios, decisões administrativas favoráveis e legislação também favorável.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Após a batalha do Sabugal, em 3 de Abril de 1811, o exército francês retirou para Espanha. Contudo Napoleão Bonaparte não desistira de submeter Portugal, continuando à espera de uma oportunidade, de que foi exemplo a perseguição ao exército anglo-luso que culminaria no combate de Aldeia da Ponte, acontecido em 27 de Setembro de 1811, há precisamente 200 anos.

Face ao fracasso da terceira invasão, Massena caiu no desfavor de Napoleão, que lhe retirou o comando do Exército de Portugal, entregando-o a August Marmont, um jovem marechal de 36 anos, que detinha o título de Duque de Ragusa. Oriundo de famílias nobres, coisa pouco comum entre a oficialidade francesa, Marmont não tinha o prestígio de Massena, mas o Imperador considerava-o um comandante talentoso e muito promissor.
Marmont começou por instalar o seu exército junto a Salamanca, para lhe dar descanso pois estava fortemente desgastado com a campanha em Portugal e a recente investida sobre Fuentes de Oñoro, nos dias 3 e 4 de Maio, que fora repelida pelos aliados. Extinguiu os corpos e reorganizou as divisões e as brigadas, mudando alguns comandantes, ao mesmo tempo que procurou arranjar subsistências, lançando no terreno destacamentos de forrageadores e constituindo depósitos de víveres e de armamento. Sabia que Napoleão queria reentrar em Portugal e assim tratava de colocar o exército pronto para a missão. A ideia de que o próprio Imperador viria em pessoa comandar a expedição vitoriosa, animava-o a prosseguir os preparativos para esse grande momento de glória.
Porém Bonaparte deu-lhe ordem para ir para sul, em socorro do marechal Soult, que tentava salvar a praça de Badajoz do cerco a que fora sujeita pelo exército anglo-português, comandado pelo duque de Wellington. A 6 de Junho o Exército de Portugal colocou-se em movimento e no dia 18 Marmont juntou-se a Soult. A simples união dos dois exércitos franceses, fez desistir Lord Wellington, que levantou o cerco a Badajoz, recuando para Elvas e Campo Maior.
Os dois marechais (Soult e Marmont) pensaram perseguir o exército anglo-luso, lançando uma nova ofensiva em Portugal, que facilmente chegaria a Lisboa atravessando as planícies do Alentejo. Contudo, as ordens formais de Bonaparte, que tudo comandava desde Paris, foram para que Marmont subisse para o vale do Tejo e Soult descesse para sul, retomando as posições anteriores.
Wellington, face ao fracasso da tentativa de tomada de Badajoz, decidiu partir com a maior parte do seu exército para Riba-Côa, a fim de tomar Ciudad Rodrigo, que igualmente permanecia nas mãos dos franceses. A partir da Freineda, onde instalou o quartel-general, enviou uma boa parte das suas tropas por Espanha adentro, até perto de Ciudad Rodrigo, para bloquear a praça-forte.
Em 23 de Setembro, o marechal Marmont, após reunir o grosso do seu exército, resolve desalojar os aliados das suas posições, atacando-os. Nos dias seguintes, os aliados, não aguentando as cargas sucessivas dos franceses, recuaram de posição em posição, usando a tácita de retirada por escalões, e aproximaram-se da fronteira.
A 27 de Setembro, já com o exército anglo-luso em Portugal, Marmont decide lançar um forte ataque à povoação de Aldeia da Ponte, onde uma boa parte dos aliados se haviam instalado. Coube aos generais Thiebault e Souham comandar as investidas, que encontraram nos portugueses e ingleses firme e determinada resistência. Porém ao final do dia, após uma renhida disputa, com dezenas de baixas de ambos os lados, os aliados abandonam a aldeia, que foi tomada pelos franceses.
No dia seguinte, 28 de Setembro, a tropa anglo-lusa ocupava firmemente as alturas do Soito, com a direita nos Fóios e a esquerda em Rendo, em posição de evitar a continuação da progressão. Nesse mesmo dia os Franceses, considerando arriscada uma nova manobra de ataque, decidem retirar para tomar posições que evitassem uma nova aproximação a Ciudad Rodrigo.
Veja Aqui a descrição do Combate de Aldeia da Ponte, da autoria de Manuel Peres Sanches.
Paulo Leitão Batista

Militares do posto da Guarda Nacional Republicana de Mêda, detiveram, na passada sexta-feira, dia 23 de Setembro, uma mulher de 56 anos de idade, suspeita da prática de um crime de incêndio que deflagrou na floresta circundante à sua residência, sita na localidade Ranhados, concelho de Mêda.

A suspeita, doméstica de profissão, foi pelas 15 horas, surpreendida por um militar da GNR, que estava nas proximidades a vigiar aquela zona, pelo facto de ali anteriormente terem ocorrido 35 ignições desde o inicio do presente ano.
A detida justificou os seus actos, alegando que eram para afastar os «bichos» (animais selvagens), com medo que entrassem na sua residência.
Conforme legislação vigente, a suspeita foi entregue à Policia Judiciária da Guarda, que por sua vez a apresentou no dia seguinte, no Tribunal Judicial de Turno, tendo-lhe sido aplicada como medida de coação a apresentação duas vezes por semana no Posto Territorial local.
No mesmo dia, o Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territoriais de Vilar Formoso, deteve um indivíduo de 32 anos idade, também indiciado pela prática de um crime de incêndio, que deflagrou em floresta, próximo da localidade de Algodres, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
A patrulha, que se encontrava naquela zona com a missão prioritária de vigilância e defesa da floresta contra incêndios, ao avistar o foco de incêndio, alertou os bombeiros e deslocou-se de imediato para o local, tendo verificado que o suspeito, pastor de profissão, quando já em retirada, circulava num caminho rural, que dá acesso ao sinistro, ao avistar a mesma, abandonou à presa o seu ciclomotor pondo-se em fuga, vindo de seguida a ser detido e a confessar a autoria do ilícito criminal.
Os factos, motivados por interesse do indivíduo em renovação das pastagens, ocorreram pelas 20h15 horas do mesmo dia e o fogo só não produziu danos de valor mais elevado devido à rápida intervenção dos militares da GNR e Bombeiros, sendo que a vegetação era composta por pasto, existindo azinheiras e uma considerável mancha florestal nas proximidades.
O detido, natural de Figueira de Castelo Rodrigo, foi entregue à Policia Judiciária da Guarda, que o apresentou no Tribunal Judicial de Turno da Guarda, tendo-lhe sido aplicado como medida de coação a apresentação semanal no Posto da área de sua residência.
plb

Hoje vou «falar» de – imagine – batatas. Não de batatas como realidade gastronómica. Não: a batata como um ente importante da economia regional. Cresci a ouvir falar de três tipos de batata, conforme a origem da semente: a) batata de Montalegre; b) batata «rambana»; c) batata «ranconse».

É sabido como nesse tempo dos anos 50 a batata assumia proporções de grande consumo e portanto de grande produção no Casteleiro e arredores. Eram leiras e leiras, terras baixas e meias encostas: onde houvesse água para as regar, vai de cavar, cavar, cavar ou lavrar (alguns mais abastados) e vai de encher tudo de batata.
Essas grandes quantidades davam para dois objectivos centrais: 1º – comer batata todo o ano lá em casa; 2º – vender a que se podia e juntar alguns escudos para… produzir mais batata no ano agrícola seguinte.
As melhores batatas, sempre ouvi dizer, eram exactamente as de Montalegre e, claro, a «estrangeira»: a «ranconse» e a «rambana».
Ouvia estas duas últimas palavras como se fossem adjectivos anexados ao substantivo batata e sempre se meteu comigo o facto de não me parecerem palavras nossas.
Mas, quando se é pequeno, isso fica entre nós e os nossos botões.
Assim sucedeu comigo até que, ali pelos 14 ou 15 anos (sei que já tinha Inglês), no armazém do Sr. Tó Pinto, que por acaso era na parte de baixo da casa do meu bisavô Pedro, um dia vejo algo que me fez luz no cérebro naquela exacta zona dos neurónios onde as sinapses ligavam então os conceitos de batata e de «ranconse». O que vi nessa tarde? Coisa simples: uma saca de serapilheira cheia de batata (eram às centenas, lá) com esta inscrição a preto sumido: «Arran-Consul».
Fez-se luz.
Nunca vi o nosso Povo enrascado com palavras ou com modos de falar. Isso, sempre me impressionou quando, depois da adolescência, comecei a tomar consciência dos processos evolutivos da língua, mesmo que por caminhos ínvios.
Se não vejam: arran-consul deu ranconse; arran-banner deu rambana.
Nada mais simples. Nada mais directo.

Batata «rambana»: batata «non grata»
Mas a «rambana» nem sempre terá sido uma batata benquista.
Por exemplo: em Novembro de 1975, já ano e meio depois do 25 de Abril, e no meio do mês quente que aquele foi, para proteger a batata de semente nacional, obrigava-se os importadores a garantir antes de mais o escoamento da dita e só depois poderiam importar. Mas não a Arran-Banner. Não sei porquê, mas é isso que consta de uma Portaria daquela data: «É livre a importação de todas as variedades de batata de semente incluídas na lista a que se refere o artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 36665, de 10 de Dezembro de 1947, com excepção da variedade Arran-Banner. / Só serão autorizadas importações iguais ou superiores a 50 t por cada variedade».
Sei que em 1947, os ministros de Salazar já protegeram a batata nacional.
Mas é já com Marcelo, em 1971, que é publicado um Decreto-Lei que liberaliza a importação de batata de semente.
Mas as tais duas, só por contingentes: «É livre a importação de todas as variedades de batata de semente (…)» mas «a importação da batata de semente das variedades Arran-Banner e Arran-Consul será efectuada segundo o regime de contingentes».
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Que Poder tu tens Côa, que nos inebria e extasia?

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Carlos Marques - Paixão pelo Côa (fotografia)Junto de ti sinto um poder único e misterioso no qual confio para realizar qualquer tarefa.
Sinto que esse Poder é mais importante e forte do que qualquer outro poder terreno e passageiro. Quais políticos, primeiros e segundos ministros, comandantes grandes e pequenos, financeiros e outros que tais, capitalistas e golpistas, engravatados e tatuados, sinto, Côa, que o teu Poder é maior. Dá-me uma admirável e confortante certeza interior da qual surge o silêncio, a paz, a felicidade, com ele domino a minha mente irrequieta e comungo contigo este sentimento de Universo, Infinito, Divino e Eterno.
«Paixão pelo Côa – fotografia», crónica de Carlos Marques

carlos3arabia@yahoo.com

Platão critica violentamente o regime democrático, porque incompatível com governantes que governem e governados que se deixem governar.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs primeiros, tolhidos pelo temor de estarem permanentemente a ser postos em causa pelos segundos entram facilmente pelos caminhos da liberalidade, que conduz à asfixia económico-financeira, e da desresponsabilização que leva à anarquia.
O tempo de vacas magras que inevitavelmente se sucede ao do abate das vacas gordas leva a que os governados reclamem por um protector em vestes de senhor absoluto.
A democracia, para Platao, é autofágica, tendo por limite temporal uma digestão colectiva.
Por sua vez, Aristóteles tem uma atitude mais empírica para com as formas de governo, boas ou más, não em si próprias, mas segundo as circunstâncias.
Assim, a monarquia só se imporá se o soberano se distinguir pelas qualidades pessoais que o exornem, necessariamente postas ao serviço não dele próprio, nem de determinadas categorias dos seus subditos, mas do bem comum.
A aristocracia, excelente como governo dos melhores, pode degenerar se aprisonada pelos oligarcas, que, à virtude sobrepoem o lucro. E de degenerescência em degenerescência, acaba por cair na plutocracia, quintessência das tiranias, mas apresentada pelos media, que domina, como ao serviço do povo.
E o povo ingenuamente acredita
Montesquieu introduz no sistema um elemento novo – o clima – vocábulo que exprimirá o conjunto das condições, não apenas geográficas, mas históricas, económicas, financeiras, sociais, educacionais do povo a governar.
Princípios que os descolonizadores e as potências ditas anticolonialistas, mas que, todavia, não passam de aves de rapina sobre os descolonizados, nunca tiveram, nem têm em linha de conta.
A esta luz, um mau sistema político é o que favorece os vícios do clima, pactuando com eles.
Inversamente, será bom o que se opõe a tais vícios, atenuando-os ou, se possivel, eliminando-os.
Tarefas estas impossiveis num sistema democrático em que o povo é simultaneamente governante e governado.
Marx resolve o problema destacando do povo uns tantos iluminados que governarão.
Não difere a solução de Servan-Schreiber, a não ser no critério de escolha.
Marx confia o poder aos inimigos do lucro.
Servan aos idolatras do lucro, nem que este provenha do logro, sua depravação.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Por vezes faltam as palavras e fica a história. E que falta faz o cheiro das palavras impressas…

jcl (assinante da edição papel do «Nova Guarda»)

Aceitei o desafio de escrever um texto semanal neste blogue numa daquelas tardes quentes de Verão e em que «el roedo quemava» na principal das capeias arraianas – o festival «ó forcão rapazes» na praça de touros de Aldeia da Ponte. Portanto, o ambiente em que todos somos arraianos, os de lá e os de cá, dessa princesa de ribeira que é a Côa ou príncipe rio Côa!

Foi nessas imensas tertúlias fugazes, algumas, outras mais longas, que o desafio me foi lançado. Pois bem, aqui estou.
Para não fugir dessa tarde de Agosto, falo-vos do que são as sensações e emoções que percorrem os seres daqueles rapazes que pegam ao forcão. E como vamos falar de sensações e emoções, obviamente, que as palavras são minhas! É uma visão subjectiva, pessoal. Minha.
Não tenciono fazer história, nem escrever uma crónica desde os tempos em que se começa a pegar ao forcão… Mas pela adolescência dá-se (ou dava-se!) a iniciação. A palavra aqui não é inocente! O pegar ao forcão representa uma certa iniciação. O adolescente/jovem apresentava-se perante a comunidade. Participava em pleno na festa, na tradição… Pois a capeia é, verdadeiramente, a actividade plenamente comunitária! Mas este é outro assunto… Dizia eu, que se começava a pegar pela adolescência, primeiro temerariamente… mas o sangue ferve e… lá estamos nós a mais um. Depois… bem, depois afeiçoamo-nos. E torna-se quase um vicio. Pois o sangue ferve!
Reparem que pega-se, quase sempre, no mesmo sitio: à galha, em segundo, terceiro… ao rabicho (rabião n’algumas terras), no meio… temos um lugar! E esta é uma das importantes sensações, o lugar não nos pertence, nós pertencemos àquele lugar!
Outra das sensações e emoção é o facto de, quando se pega ao forcão, deixamos de ser um para nos diluirmos com todos os outros que estão a pegar! A ideia de todos nos tornarmos um. Transformar as partes num todo, o forcão como um bloco. Dirão que isto é óbvio. Claro! Mas é importante constatar o que o torna uno: a confiança. Cada um confia no outro! Por vezes, consegue-se sentir o que os outros estão a sentir!…
Agora que já estamos no nosso lugar, agarrados ao forcão, e se abrem as portas do curro… É tempo de vos falar do medo, do receio, do que lhe quiserem chamar! O medo é o que nos mantém alerta e nos dá alguma lucidez e… até coragem! O medo aparece nesse instante, em que se levanta o forcão e se abrem aquelas portas! São segundos, fracções de segundos, até aparecerem os cornos do touro! Nesses instantes, incrivelmente, é como se houvesse um silêncio absoluto na praça e, esta estivesse, também ela em suspense. Diria, que o filme da nossa vida nos passa pela frente num instante! Ninguém fala. A adrenalina está nos níveis máximos.
…As portas do curro abrem, o touro aparece na arena como um relâmpago e, ainda que as vozes se comecem a ouvir, ainda falta o momento em que tudo flui e se esvai, também ele, num instante! Esse momento acontece com a primeira pancada no forcão! É aí, nesse instante, que toda adrenalina, o medo, a tensão, a dor e a felicidade… se unem num estrondoso berro de alivio!
Claro que não termina aí o desfiar das sensações. Elas estão ligadas ao touro. À sua forma de investir, ao seu comportamento. Quanto ao forcão, deve tornar-se o mais possível numa dança, em que os passos de desenrolam com suavidade e de forma natural. E quanto mais o touro investe, mais confortáveis nos sentimos. Emocionalmente, esquecemos tudo o resto. Ali, só somos nós e o touro. E será sempre este – o touro – o dínamo de todas as emoções!
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Fernando Lopes, natural de Aldeia da Ponte, licenciado em Filosofia, inicia hoje uma colaboração regular no Capeia Arraiana.
Bem-vindo Fernando Lopes
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jcl e plb

As autarquias locais são, nos termos da Constituição, «pessoas colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos que visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas». E será que todos os eleitos sabem isto?

José Carlos LagesNuma aldeia da Beira Alta foram substituídos durante o mês de Agosto os postes de transporte de electricidade e iluminação pública. As novas estruturas, mais robustas e altas, tomaram o lugar, também, de alguns pilaretes que estavam (ao que parece) ilegalmente encrustados nas paredes das casas privadas.
Numa ruela estreita quase exclusivamente pedonal que dá acesso a duas ou três habitações e a uma adega foi marcado, inicialmente, no pavimento o lugar de abertura da sapata para a colocação do poste da EDP.
Após alguns alertas dos moradores e utilizadores da dita ruela a localização do novo poste foi desviado cerca de cinco metros para o outro lado da ruela. Tudo isto com a supervisão dos técnicos da eléctrica portuguesa. Mas… eis que chega o autarca presidente e logo ali considera que a melhor localização é em frente à porta de uma adega.
A proprietária entendeu chamar à atenção para a gravidade da nova localização que, evidentemente, prejudicava claramente a serventia da dita adega que, além de ter feito parte da Rota das Adegas, tem vindo a sofrer alguns melhoramentos no sentido de manter a traça original que vem dos antepassados dos actuais proprietários.
O presidente da Junta de Freguesia aceitou rever a localização e encontrar uma solução que fosse do agrado de todos os proprietários da ruela. Após uma longa espera pela resposta do presidente da Junta de Freguesia e depois de uma conversa telefónica com o responsável pelas reclamações da EDP percebeu-se que apenas necessitavam do pedido da Junta de Freguesia e que, sem qualquer problema, deslocariam o poste para outra localização.
Há, assim, algumas conclusões a tirar:
– Alguns autarcas parecem apenas conhecer metade da cartilha e «visam a prossecução dos interesses próprios» esquecendo «os das populações respectivas».
– Alguns autarcas acham que quando são eleitos acabaram de adquirir uma quinta ou uma empresa.
– Alguns autarcas acham que podem utilizar o poder que lhes é investido pelo voto popular para ressabiamentos e ajustes de contas pessoais por iniciativa própria ou para satisfazerem alguém.
– Alguns autarcas nem sempre estão à altura dos lugares que ocupam.
Tudo isto seria um episódio sem importância se a aldeia não pertencesse ao concelho do Sabugal e não ostentasse no seu nome Ruivós.
De facto há quem tudo faça para convencer os outros, os que vivem «longe», que não percebem nada de certas realidades locais. Estranha e patética certeza.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

Hoje não me posso calar!

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Sabem os que me leem que defendo que neste Blogue só se deveria falar das nossas terras.
Peço por isso desculpa por hoje faltar a este meu compromisso, mas há coisas sobre as quais não posso calar-me.

Tem a ver com o João Jardim e a sua despudorada falta de consideração por quem como eu paga os seus impostos e vê a sua carga fiscal permanentemente agravada para pagar os desvarios daquele senhor.
E meto no saco da minha indignação todos os governos e presidentes da República que nunca quiseram pôr tal indivíduo na ordem.
A minha indignação sobe ainda mais quando sei que o atual presidente da República (e de certeza o atual governo), sabia desde junho destes buracos jardinistas, o que quer dizer que muitos dos aumentos de impostos a que vão sujeitar os portugueses que pagam impostos e não podem, como aquele senhor, esconder o jogo, só se verificarão porque na Madeira um conjunto de energúmenos (não sou capaz de encontrar termo mais doce…), gastaram o que tinham e o que não tinham e ainda mentiram sobre isso.
E se o presidente e o governo da nação estão tão preocupados com a credibilidade externa de Portugal atuem sobre quem atuou desta forma. E não me venham dizer que no continente também havia dívida. A questão aqui não é a dívida é escamotear essa dívida para, como disse aquele «senhor», influenciar a vida democrática e contribuir, usando os dinheiros públicos, para derrubar um governo legitimamente eleito.

Ps: Realiza-se na sexta-feira dia 23 mais uma sessão da Assembleia Municipal do Sabugal. Sendo a realização destas sessões momentos altos de democracia, convido, enquanto Presidente da Assembleia, todos a estarem presentes, acompanhando os trabalhos e participando se assim o acharem útil.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Na madrugada de ontem, 21 de Setembro, três assaltantes abalroaram, com recurso a uma viatura, as portas de uma superfície comercial da Guarda, onde entraram e roubaram a ourivesaria que estava no interior.

A ourivesaria assaltada situa-se dedntro da superfície comercial Intermarché, na Guarda, e foi assaltada cerca das 4 horas da madrugada, tendo os assaltantes rebentado com uma carrinha as portas de acesso ao complexo comercial e depois, já no seu interior, as grades de protecção da ourivesaria.
Os ladrões levaram jóias em ouro e prata, relógios e outros artigos de elevado valor, causando um prejuízo de milhares de euros.
Quando a PSP acorreu ao local os assaltantes já se haviam colocado em fuga, deixando um rasto de destruição. Com recurso às imagens das câmaras de vigilância foi possível apurar que foram três os assaltantes e que actuaram de cara tapada.
Depois de introduzirem a viatura dentro do supermercado, avançaram com a mesma pelo corredor, num percurso de cerca de 40 metros, e foi com recurso à mesma viatura que arrombaram o gradeamento da ourivesaria, actuando com uma incrível rapidez.
O país tem assistido, de norte a sul, a uma nova vaga de assaltos a ourivesarias, facto que preocupa as autoridades.
plb

A empresa Estradas de Portugal (EP) está pronta para iniciar a cobrança de portagens nas SCUT do Algarve (A22), Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24), assegurou ontem, 21 de Setembro, na Assembleia da República, a administradora da empresa Ana Tomaz.

A empresa aguarda apenas pela a conclusão do processo legislativo necessário para o início do pagamento, o que sucederá em breve. «Temos tudo preparado para começar com a cobrança de portagens», garantiu a administradora durante uma audição nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e Economia e Obras Públicas sobre uma auditoria à EP, que conclui que a empresa corre o risco de insustentabilidade financeira a partir de 2014.
A administradora informou mesmo os deputados que os veículos com matrícula estrangeira já estão a pagar portagens. «Já há cobrança de veículos com matrícula estrangeira. Já temos brigadas de fiscalização na rua, que esclarecem sobre estas matérias», assegurou Ana Tomaz.
Entretanto a comissão contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 anunciou ir desenvolver novas acções de protesto, a fim de evitar a efectiva cobrança de portagens nas auto-estradas do interior. A comissão considera que as alternativas não são viáveis, o que torna injusta a cobrança de portagens.
Para dar expressão ao protesto os jornalistas vão ser convidados para seguirem, em autocarro, um ou mais camiões pesados entre Viseu e Aveiro pela Estrada Nacional 16. «Assim ficará claro quando dizemos que não há alternativas», disse Francisco Almeida, da Comissão, numa conferência de imprensa realizada em Viseu. A comissão divulgou um modelo de carta a entregar a todas as autarquias próximas das auto-estradas, para que aprovam moções contra as portagens. Haverá ainda outras acções de protesto, como abaixo assinados, buzinões, marchas lentas e cartas individuais que os prejudicados poderão enviar ao primeiro-ministro.
plb

Os funcionários da Câmara Municipal do Sabugal vão ter de repor montantes recebidos ao longo de meses, em consequência de uma indevida aplicação do Sistema de Avaliação dos Funcionários da administração Pública (SIADAP) e da alteração à posição remuneratória.

A inspecção de que a Câmara Municipal está a ser alvo continua a detectar irregularidades. Agora foi a vez das alterações à posição remuneratória da generalidade dos funcionários da autarquia, decorrente de uma deficiente aplicação da chamada «opção gestionária» prevista no SIADAP. Um conjunto de funcionários não terão sido avaliados, situação que impedia adoptar a regra de excepção em que o Presidente da Câmara, ouvido o Conselho de Coordenação da Avaliação, e respeitando os limites orçamentais, pode alterar, para a posição remuneratória imediatamente seguinte àquela em que se encontram, o posicionamento remuneratório dos funcionários em cuja última avaliação do desempenho tenham obtido a nota máxima ou a imediatamente inferior. As alterações de posição remuneratória reportam-se aos anos de 2009 e 2010.
A irregularidade, que o inspector da Inspecção Geral da Administração Local (IGAL) detectou, levou a que o presidente da Câmara, António Robalo, tomasse a decisão de suspender o valor do aumento resultante das alterações remuneratórias, até que haja uma decisão final sobre a reposição das verbas indevidamente recebidas.
«Determino, como medida puramente cautelar, não pagar o acréscimo remuneratório decorrente da opção gestionária até esclarecimento da situação», reza o despacho proferido por António Robalo, datado de 7 de Setembro.
O inspector ainda não elaborou o relatório, nem formalizou qualquer «alerta» sobre as irregularidades que detectou, porém avisou os chefes das divisões de Administração Central e Financeira que a única solução passaria pela devolução dos valores indevidamente pagos.
Para os funcionários a situação é dramática, pois nalguns casos as verbas a repor elevam-se a centenas de euros. Dirigentes do Sindicato da Administração Local (STAL) deslocaram-se já ao Sabugal, onde reuniram com alguns trabalhadores da autarquia. Com a ajuda do STAL os funcionários vão recorrer ao tribunal, defendendo que não têm que sair prejudicados pelo facto do processo do SIADAP não ter sido convenientemente formalizado.
Na anterior inspecção ao Município sabugalense, que sucedeu em 2005, quando era presidente António Morgado, foram também detectadas irregularidades com o acréscimo de vencimentos a alguns funcionários antes das suas promoções serem publicadas no Diário da República, o que levou a que devolvessem os valores que receberam indevidamente.
plb

Dez novos municípios, entre os quais o do Sabugal, estão interessados em aderir à Rede de Judiarias de Portugal, que foi criada em Março deste ano, com o objectivo de defender o património judaico urbanístico e arquitectónico.

A novidade veio de Jorge Patrão, presidente da Entidade de Turismo da Serra da Estrela e secretário-geral da Rede de Judiarias de Portugal, em declarações à Lusa no decurso do II Festival Internacional da Memória Sefardita, que está a decorrer.
«Estamos actualmente em negociações com dez novos municípios, entre os quais Angra do Heroísmo, Évora e Alenquer», disse Jorge Patrão. O Sabugal está também entre esses municípios, uma vez que a pretensão de aderir foi já aprovada em Assembleia Municipal.
A Rede de Judiarias de Portugal foi constituída em Março deste ano e integra os municípios de Guarda, Trancoso, Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Lamego e Penamacor, assim como as entidades regionais de Turismo da Serra da Estrela, Douro, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve e ainda a Comunidade Judaica de Belmonte.
No decurso do Festival o presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, considerou que o legado da presença judaica é um recurso estratégico para o futuro. «A história, a cultura, o património e o conhecimento, constituem a matéria prima que temos que saber transformar em dinamismo e desenvolvimento», declarou.
O Festival da Memória Sefardita é organizado pela Entidade de Turismo Serra da Estrela e Câmaras Municipais de Trancoso e Belmonte.
plb

«A Igreja parece estar cheia de medos e desorientação frente ao Mundo contemporâneo – precisamente por isso – procura quase com desespero que nada mude e – obviamente – reforça as alianças mais conservadoras procurando por todos os meios possíveis evitar toda a mudança que assusta»; Padre Eduardo De la Serna (argentino).

António EmidioA Igreja actual ao reforçar as alianças mais conservadoras contribui inexoravelmente para a perca cada vez mais acentuada de praticantes, não de crentes, embora a fé destes se tenha transformado numa coisa abstracta, longe do que pregam os evangelhos. Impera o que o sistema transmite, o egoísmo e a tendência de se deixarem deslumbrar por sub-valores que nada têm de cristãos, como o lucro, a ambição de poder, o individualismo, o consumo exacerbado e a idolatria pela técnica. Por mais paradoxal que pareça, são os próprios crentes a ter consciência do que está a acontecer, existem tendências dentro da Igreja para uma mudança deste status quo. Procura-se uma visão mais cristã da sociedade, adaptada às necessidades do homem actual, mas ao mesmo tempo a alta hierarquia da Igreja permanece numa atitude retrógrada e num tradicionalismo serôdio, vive numa obsessão de condenar o aborto, com isso dá a impressão que se preocupa mais com os que ainda não nasceram do que com os habitantes da Terra, esquecendo também que nenhuma religião nem nenhuma ideologia são donas do corpo da mulher. Preocupação com a eutanásia, com o preservativo, com o divórcio, com a homossexualidade e, muito sub-repticiamente tenta submeter o Estado Democrático à sua hierarquia, com isto quer combater o laicismo e recusa libertar-se do poder temporal que não lhe pertence.
A palavra que mais vezes aparece nos Evangelhos é a palavra POBRE, porque será então que a alta hierarquia da Igreja Católica rejeita a Teologia da Libertação, que é uma teologia com uma opção permanente para com os pobres, embora tenha nascido na América Latina, está actual em qualquer parte do Mundo. Esta teologia não considera os pobres como um simples objecto de ajuda, compaixão e caridade, considera-os capazes de se libertarem lutando contra os seus opressores. A Igreja oficial aceita todo um sistema em que a dádiva e a mendicidade – de várias formas e maneiras – representam a bondade, mas tudo administrado por ela. Ou seja, a caridade e a esmola. Só durante o reinado de João Paulo II foram silenciados 140 teólogos, a esmagadora maioria empenhava-se em ajudar os mais necessitados, os párias da Terra.
Dizia Vítor Hugo: «faz-se caridade quando não podemos impor a justiça». Os pobres, os marginalizados, não necessitam de caridade, querem justiça! A justiça vai às causas, a caridade aos efeitos.
Ainda tenho presente na memória aquela imagem que vi na televisão, em que João Paulo II, enfurecido, criticava o sacerdote e ministro Sandinista, Ernesto Cardenal, cuja culpa era ter lutado contra a miséria e a injustiça. Com estas atitudes, não é de admirar que sejam surjam criticas como esta de do filósofo Max Horkheime: «Quem lê o Evangelho e não vê que Jesus morreu porque tinha uma doutrina diferente dos seus actuais representantes, esse não sabe ler, é o sarcasmo mais incrível que jamais aconteceu a um pensamento». Agora com palavras minha direi que «actuais representantes» considero o Papa e a sua Cúria.
Termino dizendo que um dos pontos principais do cristianismo é Cristo feito homem, ou seja, Deus feito homem. Sendo assim, o que se deve pedir aos cristãos e, até exigir-lhes, é que imitem Cristo, lutem contra os poderosos pela libertação dos mais pobres.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Foi no pavilhão Municipal de Valença, que teve lugar o campeonato Regional do escalão seniores. Este evento esteve a cargo da Associação de Judo do Distrito de Viana do Castelo e realizou-se no passado Sábado 17 de Setembro. Do distrito da Guarda, estiveram representados dois Clubes, o Sporting Clube do Sabugal com três atletas e o Clube de Judo da Guarda com dois atletas.

No sector Masculino competiu Sérgio Henriques, da Guarda, em -90kg. Este judoca ainda com pouca experiencia competitiva, conseguiu pontuar e alcançar o terceiro lugar do pódio, aguardando agora a possibilidade de um lugar no Ranking que lhe permita ter acesso ao Campeonato Nacional.
No sector feminino, o distrito da Guarda apresentava três judocas em -57kg. Inês Cunha do Clube de Judo da Guarda, com ligações ao Concelho do Sabugal, sagrou campeã Regional de Seniores 2011, categoria de peso onde também a jovem Ana Sofia Figueiredo do Sporting Clube do sabugal conseguiu o terceiro lugar do pódio, ao lado da sua parceira de treino Carla Vaz que realizou nesta prova a sua reentrada em competição, após uma paragem de mais de um ano devido a uma operação ao joelho.
Ana Rita Figueiredo do Sabugal em -48kg, sagrou-se também Campeã Regional ao realizar uma excelente prova.
As Judocas Raianas tiveram pouco tempo para preparar este prova, abdicando de alguns dias de férias para manterem a forma, estando assim de parabéns, pois para além da concretização dos objetivos traçados para esta competição, conseguiram também o apuramento para o Campeonato Nacional de seniores, a realizar a 23 de Outubro.
A secção de Judo do Sporting do Sabugal reinicia os seus treinos já a partir de dia 19 de Setembro, estando abertas as portas aos que pretendem experimentar uma modalidade olimpica, a partir dos 4 anos de idade.
djmc

Tal como estava previsto realizou-se no passado sábado, dia 17, um extraordinário convívio em plena Serra das Mesas, próximo da nascente do mítico rio Côa.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaDesta vez teve a particularidade de Foios ter recebido uma delegação, de Vila Nova de Foz Côa, chefiada pelo Sr. Vice Presidente, dessa edilidade, Dr. João Paulo Sousa.
Integrou ainda a comitiva o Sr. Fernando Fachada que é o Presidente da Junta dessa bonita Vila.
A delegação dos Fozcoenses chegou a Foios por volta das 11 horas tendo sido recebida pelo Sr. Presidente da Câmara do Sabugal e pelo Presidente da Junta de Foios.
Depois de feita uma visita guiada ao Centro Cívico foi projectada, no auditório, uma colecção de fotos alusiva aos mais variados aspectos desta bonita zona raiana.
De seguida a delegação de Foz Côz fez a entrega de algumas lembranças que ficam guardadas, sagradamente, na vitrina das recordações.
Uma senhora de Foz Côa fez questão de ler umas quadras, da sua autoria, alusivas ao rio e à amizade que está a ser construída no âmbito da nascente e foz do Côa.
Enquanto isto se passava já andava outro grupo a trabalhar, em plena serra, que tinha a responsabilidade do almoço.
Este grupo era comandado e orientado pelo António Fernandes, entre nós Tó Xuco, que fez o especial favor de oferecer uma enorme paella que ele próprio confeccionou. Gratos te estamos ilustre amigo António.
Teve como colaboradores, mais directos, o Joaquim Brásia e o Tó Barroso a quem também agradecemos o contributo.
A paella estava deliciosa e foi a conta certa para as setenta pessoas que a degustaram.
Enquanto a paella ia sendo confecciona a malta ia tomando uns aperitivos e cantando umas bonitas canções ao som da concertina que a Drª Ilda Manso tão bem sabe manobrar.
Esta nossa amiga, entre nós conhecida pela Izinha, já veio tantas vezes aos Foios a ponto de conhecermos, perfeitamente, os gostos uns dos outros. Faz-se sempre acompanhar de um enorme instrumental que faz questão de distribuir pelos presentes para que todos se sintam participativos.
Por outro lado a Izinha entende-se muitíssimo bem com o nosso famoso e espontâneo artista – Zé Leal – que quando engata, e engata sempre, é um animador nato. É possuidor de uma voz que alguns artistas profissionais gostariam ter.
Para além do Sr. Presidente da Câmara, António Robalo, estiveram ainda presentes a Srª. Vice Presidente, Delfina Leal e o Sr. Vereador Ernesto Cunha.
Por volta das 16 horas o autocarro de Foz Côa subiu até ao planalto da portela do Lameirão tendo o Presidente da Junta de Foios feito uma visita guiada ao local para onde está projectada a construção de uma capelinha e, de seguida, visitou-se a nascente do rio Côa que, nesta altura, deita tão pouca água que já dificilmente mata a sede aos visitantes.
Depois de feitas as respectivas fotos visitou-se o grelhador que está rodeado de uma série de pedras graníticas, em forma de cubo, que servem de mesas quando os visitantes aí decidem saborear uma boa merenda.
O grupo desceu ao povoado, já por volta das 19 horas, tendo-se estabelecido na esplanada do «Nosso Bar» para matarem a sede com umas merecidas minis.
Houve ainda tempo para uma visita ao complexo do casal Ramitos/Joaquim onde, junto da piscina, foram servidos uns vinhos espumosos.
De seguida a comitiva de Foz Côa dirigiu-se para junto do autocarro onde o grupo de Foios decidiu despedir-se com a canção do «Adios Amigo», acompanhada à viola pelo Quim Dias que também esteve nos seus dias.
Os ilustres visitantes não quiseram partir sem que se tivesse combinado uma deslocação de Foios a Foz Côa a quem pretendem proporcionar um passeio de barco, com almoço a bordo, assim como uma visita ao Museu do Côa.
O Sr. Vice Presidente do Município e o Sr. Presidente da Junta apresentaram a proposta tendo sido aceite e tendo sido logo escolhido o dia 22 de Outubro que é um sábado.
As relações Foz Côa/Sabugal/Foios vão sendo cada vez mais estreitas a ponto da delegação de Foz Côa nos ter oferecido um exemplar de uma peça teatral, relacionada com o querido e amado rio Côa.
O autor é fozcoense e a ideia é levá-la à cena com figurantes dos dois Municípios.
A Sr. Vice Presidente do Sabugal e o Sr. Vice Presidente de Foz Côa que são, tanto um como o outro, Presidentes das empresas municipais dos dois municípios acordaram estudar e amadurecer convenientemente a ideia para que a peça possa vir a ser apresentada a curto ou médio prazo.
Registei também com muito agrado a presença de alguns bons amigos da Associação «Foz Côa Friends», que já haviam visitado a casa do castelo, da Talinha, bem como a nascente.
Pretendemos trabalhar com todos os bons amigos de Foz Côa e penso que não seremos demais para podermos desenvolver todas e tantas ideias que nos andam na cabeça.
Finalmente pretendo agradecer todo o empenho e contributo da equipa de sapadores de Foios visto que a logística destes convívios, em plena natureza, requer organização e muito boa vontade.
Também não me quero esquecer de alguns bons amigos que nunca se esquecem de trazer uns queijos ou uns garrafões do melhor vinho.
Fica então dito e combinado que no dia 22 de Outubro a delegação de Foios e de outros amigos sabugalenses, sob o comando do Sr. Presidente do Município, Eng.º António Robalo, partirá rumo a Foz Côa fazendo-se acompanhar do típico assador de castanhas, de Foios, para podermos fazer um gigantesco magusto onde certamente não irá faltar a boa pinga dessa importante e bonita região do Douro.
Um grande abraço para Foz Côa.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Manuel Lopes de Matos, convocou a sessão ordinária da Assembleia para o próximo dia 23 de Setembro, sexta-feira, pelas 20h15, no Auditório Municipal do Sabugal.

Brasão Câmara Municipal SabugalDa Ordem de Trabalhos remetida aos membros da Assembleia – Municipal, relevam os seguintes assuntos:
– Análise e votação do regulamento de subsídios e apoios às associações do concelho do Sabugal;
– Análise e votação do regulamento do Mercado Municipal;
Emissão de declaração de interesse municipal do projecto «Casal de Santo António – Hotel Rural», em Pousafoles do Bispo;
– Atribuição de Medalha de Mérito Cívico do Município do Sabugal às associações humanitárias dos bombeiros voluntários do Sabugal e do Soito;
– Atribuição da Medalha de Mérito Cultural do Município do Sabugal à Sociedade Filarmónica Bendadense;
– Definição das taxas relativas ao direito de passagem e ao Imposto – Municipal sobre Imóveis;
– Participação variável do IRS.
plb

Carros em barda, no Casteleiro, só depois da década de 60, ou seja, depois do surto migratório – melhor, só quando os emigrantes começaram a juntar dinheiro para comprar carro.
Antes disso, poucas viaturas particulares.

O Morgado de Santo Amaro tinha comprado carro muito cedo. No início do século (XX).
Tinha fama por ter sido titular da primeira carta de condução do Automóvel Clube de Portugal (entidade à data credenciada para tal) em 1905.
Mais tarde, tinha havido um Mercedes na Quinta da Dona Maria do Céu, um VW carocha e pouco mais.
Depois, um carro Fordson, uma carrinha Austin e mais dois ou três.
Mais cedo, lembro-me de um Chrysler de 1928 na minha casa e, depois, um Studebaker gigantesco. Mas isso era lá pelos meados dos anos 50.
O que hoje venho aqui recordar é outra viatura.
Fim dos anos 40, início dos anos 50. A Citroën constrói uma «espada» e peras. Chamaram-lhe 11 BL. Nós, em Portugal, chamámos-lhe simplesmente assim: a arrastadeira.
No Casteleiro houve um.
Este carro lindíssimo, em tom de castanho-escuro, marcou a nossa infância porque o táxi da terra, por esses dias, era mesmo uma arrastadeira.
O carro foi comprado, penso que novo, pelo titular do alvará na época, o Sr. Quim Paiva. Mais tarde foi vendido com esse mesmo alvará ao novo taxista, Quiel – que se desfez dele e em sua substituição comprou um Plymouth americano e que ficou famoso porque consumia gasolina à medida de 20 e tal aos 100 km.
A arrastadeira ficou para sempre gravada na nossa memória.
Linhas francesas, harmoniosas, pujança estética, conforto qb.
Veja a foto e diga se não era uma beleza…
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Os socialistas do Sabugal, através da Comissão Política Concelhia do partido, divulgaram uma «carta aberta» ao presidente da Câmara Municipal do Sabugal, relembrando as promessas não cumpridas após dois anos à frente do Município.

Sob o título «Para onde caminha o concelho do Sabugal», a carta foi depositada nos correios na passada sexta-feira para distribuição por todas as casas do concelho do Sabugal.
A duríssima missiva tece críticas à postura do presidente, que acusa de prepotência e de incapacidade para produzir «qualquer obra vital para o presente e, sobretudo, para o futuro», afirmando ainda de não se dar pela sua existência, «excepto a presença em festas, antecedidas, obviamente, do respectivo contributo financeiro».
Os socialistas fazem um conjunto de perguntas acerca de promessas que consideram não estar cumpridas, como o parque de campismo, o Ofélia Club, a Sabugalinvest, os centros educativos e o parque temático.
Numa espécie de reentré politica, os socialistas alertam que «a Câmara do Sabugal navega sem rumo, sem timoneiro nem rota», e pedem ao presidente provas de seriedade política e respeito pelos sabugalenses.

Publicamos a «carta aberta» na íntegra:
«Afinal, para onde caminha o Concelho do Sabugal?
A população do Concelho do Sabugal tem hoje a noção exacta que as promessas feitas e as medidas propostas por este Executivo, não estão a ser cumpridas e, pior ainda, que não se vislumbra que o venham a ser.
O Sr. Presidente da Câmara deixa todos os dias provas claras e inequívocas que não sabe o que fará no dia seguinte e, lamentavelmente, dirige a Câmara numa pose de «quero, posso e mando», sem ouvir ninguém, quer do seu círculo mais próximo, de quem o apoiou, da oposição, ou do mais discreto sabugalense.
A preocupação e a inquietação dos sabugalenses é verificar que se chegou já a um ponto de não retorno, e que a Câmara do Sabugal não produz qualquer obra vital para o presente e, sobretudo, para o futuro do concelho. Aliás, é já voz comum que não se dá conta da sua existência, excepto a presença assídua em festas, antecedidas, obviamente, do respectivo contributo financeiro.
Tudo o que prometera ou iniciara, o Sr. Presidente e o PSD vão deixando ou sendo obrigados a deixar cair!
Mas, cegos pelo poder, o Sr. Presidente e o seu executivo, autosatisfazem-se em manobras de diversão, como se a realidade não fosse, infelizmente, trágica.
Param-se as obras da famigerada ligação à A23? Não, só se atrasam…
Não há interessados no hotel do Cró? Vamos arranjar outra solução…
O parceiro privado do Parque de Campismo foge de um investimento ruinoso para ele e para os sabugalenses? Então não conhecem a varinha mágica da Sabugal+…
O «Ophélia Clube» patina e nunca mais avança? Temos o projecto e já comprámos os terrenos…
E não nos esquecemos das promessas eleitorais do Sr. Presidente, embora pensemos que as mesmas já foram há muito esquecidas por quem as prometeu!
A criação da SabugalInvest. A qualificação do Mercado do Sabugal. A requalificação do Rio Côa. O Centro Nacional de Micologia da Colónia Agrícola. O Centro Náutico. A melhoria da rede social. Os Centros Educativos. O Parque Temático de atractividade internacional.
Tanta promessa para tão poucos resultados!
Mas mais ainda:
Na área cultural não se conhece a realização de qualquer evento diferenciador e com qualidade capaz de captar a vinda de gente ao nosso Concelho.
A regeneração da prática agrícola, tantas vezes apregoada como essencial ao desenvolvimento, terá ficado no papel.
A abertura das Termas do Cró foi conseguida à custa dos cofres municipais, sem qualquer estudo económico/financeiro realista e rapidamente será outro «poço sem fundo».
A barragem do Sabugal, uma mais-valia única, continua deserta e sem qualquer aproveitamento nas áreas desportivas, turísticas ou outras.
Mas não é só o que deixou de ser feito que nos preocupa.
Preocupa-nos:
A situação de falência financeira da Autarquia (e da Sabugal +), com dívidas a curto prazo, sobrevivendo graças a contas caucionadas!
O endividamento crescente da Autarquia junto da banca, com dívidas a curto e médio prazo de alguns milhões de euros, ultrapassando o patamar legal de endividamento!
As trocas e baldrocas da Administração da Sabugal +, transformada em tábua de salvação para os desvarios do executivo!
O engordar dos quadros da Câmara e da Sabugal +!
As ilegalidades já detectadas e do conhecimento público de uma recente inspecção do IGAL, no que diz respeito a transferências para as freguesias e as associações e às nomeações de vogais do Conselho de Administração da Sabugal+!
Afinal, Senhor Presidente da Câmara, a meio do mandato para que foi eleito, os sabugalenses já perceberam que a oportunidade que lhe deram foi tempo desperdiçado. Pior que isso, já perceberam que cada dia que passa agrava o futuro desta terra.
O Senhor Presidente da Câmara é o único responsável pela situação em que o Concelho do Sabugal se encontra. O Partido Socialista, através dos seus Vereadores na Câmara, assumiu uma posição de não obstrução e nunca procurou inviabilizar a sua gestão. Mas compete a quem gere apresentar os caminhos e os objectivos a que se propõe.
Senhor Presidente da Câmara, os factos falam por si. A Câmara do Sabugal navega sem rumo, sem timoneiro nem rota.
Senhor Presidente da Câmara, o Concelho do Sabugal não pode esperar nem ver hipotecar o seu futuro a cada dia que passa.
Senhor Presidente da Câmara, assuma as consequências políticas de quem sabe reconhecer as suas incapacidades e dê uma prova de seriedade política e respeito pelos sabugalenses.
A Concelhia do Partido Socialista do Sabugal»
plb

«A Universalidade do Côa» é o título da minha primeira crónica no Capeia Arraiana integrada na rubrica «Paixão pelo Côa (fotografia)».

Carlos Marques - Paixão pelo Côa (fotografia)A Mãe Côa, também. O Universo Côa, também sim, sempre.
E se, tal como eu, que sou da mesma constituição de Marte, Omega, Alpha e tudo o resto no Universo, eu também fosse o Pensamento e o Sentimento dos Pré-Históricos que aqui andaram e todos os outros antepassados recentes que também aqui andaram, conhecidos e desconhecidos, e se eu também fosse o Pensamento e o Sentimento de todos, incluindo os leitores e amigos da Capeia?
Albert Einstein e actuais cientistas Quânticos dizem que sim, que assim é, que assim pode ser sentido e vivido. Verdadeiros Mestres e Santos da Índia e de outros lugares também já diziam que sim.
Sinto-me em comunhão com o Côa, com o Universo, constituídos pela mesma Matéria, Pensamento e Energia, sem Tempo e sem Medida.
Côa do Universo e de todos, que bom!
Carlos Marques

O fotógrafo Carlos Marques está sedeado na freguesia de Senouras, concelho de Almeida e inicia este domingo, 18 de Setembro de 2011, a sua colaboração no Capeia Arriana.
Carlos Marques é consultor comercial e está a desenvolver microempresa (Raia Trading) cuja função e objectivo é criar meios para internacionalizar empresas produtores da nossa zona e desenvolver as vendas de seus produtos endógenos da zona da Raia, principalmente no mercado externo. A área é essencialmente alimentar, destacando-se o vinho, queijo, azeite, mel e frutos secos.
Transcrevemos uma apresentação artística de uma galeria em Budapeste que melhor define Carlos Marques: «Carlos Marques is a creative artist who elevates photography to an art form integrated on the “Pictorialist Movement”, influenced by the Impressionist and Abstract painters. On his pictures, he uses personal techniques, intense or soft dialogues of colours and shapes, subtle digital manipulation, he creates avant-garde images that look like Impressionist and Abstract paintings reflecting emotions of great passion and romance, mostly reflected on people, nature, forms and world. Born in Portugal, he has works represented in several art galleries and publications, in Portugal, Spain, France, UK, Poland and Italy.»

Bem-vindo ao Capeia Arraiana.
jcl e plb

O queijo Serra da Estrela, defendido nacional e internacionalmente, pela Confraria do Queijo Serra da Estrela foi votado como uma das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal. Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Ao fim de dois anos de recolha de imagens e depoimentos está finalizado o documentário sobre a crise na indústria dos lanifícios na região da Serra da Estrela, chegando agora a hora de o espectador o poder visionar nos ecrãs dos festivais de cinema documental. O realizador do filme, Luís Silva, explica em entrevista todo o processo desde o inicio das filmagens e o que pretende com este documentário.

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– Está terminado o documentário sobre os lanifícios. E agora, qual vai ser o próximo passo?
– Inicialmente pensei fazer uma ante-estreia onde pudesse juntar todos os entrevistados e entidades e outras pessoas que colaboraram na realização do filme, no entanto e uma vez que só agora concluímos a pós-produção e com o mês de Agosto em que muitas pessoas se encontram de férias fica muito em cima da realização de alguns festivais onde vou inscrever o filme e daí tornar-se complicado gerir esses timings. O próximo passo é a inscrição do filme nos vários Festivais de cinema documental que existem ao nível nacional a começar pelo CineEco para o qual já foi enviada a inscrição que terminava o prazo no dia 15 de Agosto aguardando agora por Setembro que será o mês em que ficaremos a saber se o filme foi ou não seleccionado. O que posso dizer relativamente a quem queira ver o filme é que aguardem que seja seleccionado para algum destes festivais e se assim for será feita a devida comunicação com o dia e a hora onde pode ser visto. Pelo que este tema representa para as gentes e comunidades da região da Serra da Estrela, quero levar o filme o mais longe possível daí estar a ser preparada uma versão em Inglês para poder concorrer a festivais de cinema documental também a nível internacional.
lacticinios.doc– O que pretende com este trabalho?
– A indústria dos Lanifícios é de grandes tradições na nossa região, não só porque é uma região onde abunda a água daí a maior parte das fábricas terem sido construídas junto de rios e ribeiras, pois há 2 séculos atrás a força motriz das fábricas era a roda que se movia com a força da água que por sua vez fazia movimentar os engenhos que colocavam em andamento a maquinaria para a produção de tecidos, mantas, cobertores e outros, mas também porque cá existem rebanhos em grande numero dos quais através da tosquia se obtem a lã para a produção destes produtos laneiros. Apesar disso convem referir que a lã também vinha do Alentejo e há até quem diga que é uma lã melhor, contudo estes são os dois principais factores pelos quais aqui se instalaram estas fábricas. Além de querer dar a conhecer através do filme estes aspectos acima referidos, pretendo ao mesmo tempo tentar saber as razões, os motivos, que estiveram na base do declinio destas empresas que chegaram a empregar no Concelho de Manteigas, Gouveia e Seia mais de 20.000 pessoas e que hoje é um sector que não ocupa nestes 3 concelhos sequer mil pessoas. Para se ter uma ideia do que representou a força desta industria basta ver que provavelmente algumas cidades conseguiram esse titulo graças aos milhares de operários que vieram viver para estas terras, pois, caso contrário provavelmente algumas destas cidades ainda seriam vilas.
– Que orientações seguiu na escolha dos entrevistados e dos locais?
– Para obter uma diversidade de respostas decidi seguir uma linha de recolha de depoimentos que passassem por ex-operários, ex e actuais empresários deste sector, sindicalistas e políticos, pois dessa forma foi possível cruzar informações dos variados pontos de vista que permitam ao espectador no final do filme ficar com uma noção mais exacta do que aconteceu. Como se pode calcular os ex-operários têm as suas próprias justificações, os sindicatos, os políticos e os industriais também as têm, pois cada um conforme as suas responsabilidades têm justificações diferentes e algumas iguais o que se traduz numa abrangência de opiniões maior, sendo que no final sobressaem conclusões no mínimo muito interessantes.
Realizador Luís Silva– Quanto tempo demorou a fazer e quais os passos?
– Ao fim de quase dois anos de filmagens e recolha de depoimentos e testemunhos de pessoas que sempre trabalharam neste ramo na nossa região da Serra da Estrela (Manteigas, Gouveia, Seia) terminou no passado mês de Julho a edição e pós-produção do filme «Lanificios.doc». Após um trabalho inicial de investigação que passou pela leitura de livros publicados sobre esta matéria, consulta de fotografias, assim como pela consulta de jornais da época e recolha de depoimentos, passámos para o terreno onde percorremos várias localidades desde Manteigas, Gouveia, Vodra, Seia, S. Romão, Loriga, Alvoco da Serra e outras. Visitámos e recolhemos imagens também na Covilhã. Acompanhou-me nesta recolha de imagens o meu Assistente de Realização Nuno Pinheiro ao qual competiu também a recolha de fotografias.
– Quais as expectativas?
– Relativamente aos Festivais onde vou inscrever o filme espero que seja seleccionado na maior parte deles, pois é essa a intenção de um realizador quando faz um filme poder mostrá-lo ao maior número de pessoas e públicos diferentes, mas, ao mesmo tempo poder divulgar a nossa região da Serra da Estrela e as nossas gentes, pois, para se ter uma ideia a Banda Sonora do filme é toda original e foi David Fidalgo, um compositor de Paranhos da Beira (Seia) que a fez. A Realização e produção, assim como a pesquisa e a recolha de fotografias foi feita por gente da nossa região, sendo que é esta ideia que também pretendo passar. Temos gente no nosso Distrito com espírito de voluntariado mas acima de tudo com muita capacidade também ao nível da sétima arte e das novas tecnologias da informação e comunicação. As expectativas também recaem sobre a forma como os entrevistados vão fazer a sua análise á sua participação no filme no particular e no global, pois é sempre preocupação de um realizador, pelo menos é minha, que os entrevistados se sintam bem no final do filme com a sua participação mas acima de tudo com o projecto com o qual colaboraram e acreditaram.
– Próximos projectos?
– Para já quero divulgar o máximo possível este documentário pois á imagem dos meu ultimo realizado em 2009 «Os Últimos Moinhos» estes projectos têm os seus custos e quando estes são suportados por mim próprio torna-se difícil por muitas ideias que tenha de fazer mais, com mais regularidade mas concerteza irão aparecer mais.

Para concretizar este documentário foram, entre outros, entrevistados Santinho Pacheco (ex-Governador Civil da Guarda), Carlos João (coordenador do Sindicato dos têxteis da Beira Alta), João Clara (proprietário da fábrica EcoLã – Manteigas), João Fernandes (ex-proprietário da Fisel, Vodratex e outras em Seia), Camello (proprietário da fábrica Camello, S. Romão), Eduardo Brito (ex-presidente do Municipio de Seia), Filipe Camelo (presidente do Município de Seia) e ex-operários da Fisel e Vodratex.

Página oficial do documentário «laticinios.doc». Aqui.


jcl (com Luís Silva)

Foi há pouco tempo criado em Portugal o chamado «apadrinhamento civil», que basicamente pretende que sejam perfilhadas crianças em risco, sem que se recorra à estafada figura da adopção. Penso que, de asneira em asneira, esta sociedade se degrada, porque a tradicional figura do padrinho há muito que está em crise e não me parece que esta nova medida a irá reabilitar.

Ventura ReisNo meu tempo de mocidade o padrinho tinha no seio da família um papel tutelar e era merecedor de um respeito absoluto. O mais importante era o padrinho do baptismo, que tinha responsabilidades na educação dos afilhados, mas também havia os padrinhos do crisma e do casamento, que não deixavam de ter a sua importância.
O meu tio Joaquim Reis, o irmão mais velho do meu pai, foi por este escolhido para nos apadrinhar. E todos os irmãos o tivemos como padrinho de baptismo. Sempre lhe chamámos «padrinho» e nunca tio, ficando assim diferenciado dos restantes irmãos de meu pai e de minha mãe.
Cabia ao padrinho acompanhar a educação dos afilhados, o que ia muito para além das obrigações de índole religiosa. O padrinho estava sempre a par de tudo o que acontecia com os afilhados e se algo corria mal, era a ele que os pais recorriam em primeira instância.
No Sabugal antigo havia mesmo um ritual associado à responsabilidade dos padrinhos, que era ofertar, no dia dos Santos, uma bola de azeite, também chamado santoro, a cada um dos afilhados. E ai do padrinho que não cumprisse este acto simbólico, que significava o compromisso e a atenção para com os afilhados.
Mas eis que vieram os tempos da modernidade e da irresponsabilidade, onde ser padrinho já nada significa. Hoje é fino escolher padrinhos diferentes para cada um dos filhos, e o papel que lhes está reservado resume-se a estarem presentes na cerimónia festiva e darem um bom presente aos afilhados. A partir deste acto, o padrinho fica simplesmente esquecido, pois não lhe está reservado qualquer papel na educação e no acompanhamento dos afilhados.
Esta realidade dos tempos de agora, leva-me a considerar anedótico que se tenha legislado criando a figura do «padrinho civil» para as funções de acolhedor de menores em risco. Segundo a lei, os pais têm de consentir o «apadrinhamento» e mantêm os direitos relativamente aos filhos não podendo ser privados de os visitar e contactar. Os pais devem ainda conhecer os padrinhos (porque não são eles que os escolhem), o seu local de residência e ser por estes informados sobre a progressão escolar, profissional ou de saúde dos filhos. Até se diz na lei que têm direito a receber fotografias e ainda a visitá-los «nas condições fixadas no compromisso».
O que eu pergunto é quem está preparado para fazer este papel de padrinho, quando tal figura deixou de existir naturalmente, com o evoluir dos tempos e com a vitória da irresponsabilidade sobre o compromisso de antigamente?
O mundo está virado do avesso e esta é mais uma medida de desgraça, condenada ao fracasso.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Ainda era rapazote quando, numa noite de lua nova, vinha de Espanha nas lidas da candonga na carava do meu machito, azangado com uma carga de fazenda. Conhecedor dos atalhos, afoitara-me a usar o macho no carrego da mercancia, ciente de que carabineiros e guardas não dariam fé da passagem.

Avezado a menear no breu nocturno, lá ia entre chavascais, por carreiros esconsos onde o mais afinado não se afoitaria. Mas a um passo, o raio do macho assustou-se e deu pulo para a banda, caindo numa barroca.
Olhei ao deslado e nada vi nem ouvi que justificasse o sobacão do animal, que me arranjara contratempo. Bem lhe puxei pela prisão, a ver se o ajudava a sair do barranco, mas a coisa estava jossa.
Magicava em ir pedir uma demão ao povo mais próximo, quando suou uma voz forte, vinda do negrume:
– Tem-te quedo, ladrão!… Larga a carga!
Lancei o olhar e reparei nuns botões a luzir. Ia agarrar a cachaporra que sempre me acompanha, quando me seguraram o braço…
– Fica sossegado Tosca, que desta não escapas.
Era o Amadeu Cuco, cabo da Guarda Fiscal, que ainda há dias me fizera largar o carrego, mas que nunca me puzera as mãos em riba. Desta levara a melhor, o alma de seiscentos, pois ali me tinha rodeado, da companhia de mais duas praças.
– Agora filei-te! Um dia tinha de suceder… Estás tramado!
Ainda cuidei em dar salto para os silvados, onde sabia que me não apanhariam, mas deu-me dó deitar à margem o meu pobre machinho, companheiro de tantas labutas, e apus-me, com a ajuda dos fuscos, à tarefa de o retirar do chavascal. Aliviámo-lo da carga, atámos uma corda ao rabicho da albarda e, puxando todos à mesma vez, arrupámos o animal da barroca.
Já com a carga refeita no lombo da besta, levaram-me a caminho das Batocas, direitinho ao posto.
Pelo caminho pus-me a malucar em como sair daquela embrulhada. E não me atarantei. Sendo cristão juramentado, sabia que Deus escreve direito por linhas ínvias, e acreditei que me haveria de escapulir.
Já amanhecia quando avistámos o casario das Batocas, ocasião ugada para desengaçar o meu plano. Cheguei-me à roda do Cuco e dei-lhe falas mansas:
– É que está um códão! Isto só aquenta com um gorcho de aguardente.
– Deixa-te ir caludo. Anda ligeiro que já aquentas.
O lafaruz não queria dar parte de fraco.
– Pinga da boa tem-na lá a Maria Fachana. Aquilo deixa um home a botar fumo… Damos lá uma saltada que sou eu quem paga. Não é agora por mor de dois tostões que vamos deixar de tomar o mata-bicho. E vós bem o mereceis, que sois gente de bem e cumpridores do dever.
Os outros fuscos, que gostavam da pinga, davam tento ao que eu dizia.
– Ora, e não hemos de lá ir, nosso cabo? Sempre se aquenta o corpo! – disse um deles ao comandante.
O cabo, que também era amante da pinga, concordou e, a meio do povo, entrámos na taberna.
– Vamos lá, rapaziada! Um dia não são dias, e o de hoje é de beber.
Ali se prantaram a deborcar toda a copa de aguardente que apanhavam entre os dedos. Pela minha parte, ia-lhes dando paleio e mantendo a copita cheia, fingindo que bebia. Demos ao lambarão sobre o tempo, a lavoura e a vida difícil das autoridades nestas terrinhas de Cristo, tão a deslado do mundo. E a ti Maria sempre de cabaça pronta, atestando os copos aos meus captores, parecendo adivinhar que os queria bem encharcados de aguardente.
Quando os apanhei já bem toldados e a cantar à desgarrada, escancarei as portas e ala, botei o pé para fora da venda. Ainda tive tempo de desatar o macho, e dar-lhe uma palmada na traseira, sabedor de que me levaria a carga ao curral. E larguei a correr para o lado contrário ao que tomara o macho, galgando que nem uma lebre levantada do poisadoiro.
O cabo Amadeu, ao dar fé no imbróglio, veio à rua e ainda deu uma carreira no meu encalço, berrando para uns homens que vinham ao cimo do povo:
– Agarrem-no! Agarrem-no! C’ainda tem de pagar mais umas copas.
Era o agarras! Estava livre e salvara também a montada e a carga daqueles rapinantes.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

Segundo os tratadistas – por todos o politólogo francês Jacques Ploncard D’Assac – cuja lição consignada na obra «Critique Nacionalite» estamos seguindo de perto, a ciência política resume-se no essencial às relações entre aqueles dois sujeitos – indivíduo e estado.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaO indivíduo é cada um de nós, com necessidades e desejos, certezas e sonhos.
O estado, criação humana, desejamo-lo suficientemente forte, para nos proteger a nós e aos nossos interesses, mas – e um pouco contraditoriamente – tão tolerante que não interfira sequer com os nossos caprichos.
Por isso, a grande pedra de toque de qualquer sistema é o encontrar o ponto de equilíbrio entre o bem comum e os interesses a que cada um de nós se sente legitimamente com direito.
Numa primeira concepção, esse estado é concebido como um intermediário entre a divindade e o povo.
A esta luz, o chefe deve estar de bem com os deuses.
Se o povo sofre derrotas ou calamidades se abatem sobre ele, é porque o chefe está de mal com os deuses, pelo que a solução consiste na escolha de outro chefe.
Mas os condutores não se resignam e transferem para uma parte da comunidade que regem a culpa da divina cólera.
Desde a infância da vida em sociedade que se estabeleceu uma como que antítese:
Os governados a exigir dos governantes a plena satisfação de necessidades reais ou fictícias;
Os governantes a filiarem no pecado ou minime na desobediência dos governados todo o insucesso da acção governativa.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Iniciamos uma nova rúbrica no Capeia Arraiana, da autoria do escritor e pensador Manuel Leal Freire, natural da Bismula, concelho do Sabugal, que nos trará regularmente algumas reflexões de conteúdo político.
plb

Em Penamacor, as crianças do pré-escolar e primeiro ciclo já começaram a ambientar-se àquela que, desde o dia 15 Setembro, é a sua nova escola. A Câmara ofereceu os livros a todos os alunos.

Foram muitos os pais que quiseram acompanhar os filhos neste dia de apresentação das novíssimas instalações do Centro Escolar de Penamacor, feita, na circunstância, pela coordenadora do equipamento, Professora Isilda, e pela representante da Câmara Municipal, vereadora Ilídia Cruchinho.
O novo Centro Escolar de Penamacor recebe cerca de 150 crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo, provenientes da freguesia de Penamacor e daquelas que, por força das directivas do Ministério da Educação, viram encerradas as suas escolas.
As instalações agora disponíveis, que mereceram a aprovação unânime de todos os intervenientes do processo educativo, contemplam cozinha, refeitório, ginásio, balneários, biblioteca, parque infantil, polidesportivo e, é claro, salas de aula.
A Câmara Municipal de Penamacor, além de assumir os encargos com os transportes, refeições e apoio à família, brindou ainda todos os alunos com a oferta dos livros escolares para o ano lectivo que agora se inicia.
plb (com CMP)

A Associação de Caça e Pesca Amigos do Cró, com sede na Rapoula do Côa, viu ser-lhe atribuída a concessão de pesca num troço do rio Côa, com 7,5 quilómetros de extensão, compreendido entre a ponte de Rocamador, a montante, e a foz da ribeira de Boi, a jusante.

Campeonato Mundial Pesca Truta SabugalOs pescadores associados poderão pescar gratuitamente na zona concessionada, porém os da zona ribeirinha (residentes nas freguesias de Rapoula do Côa, Baraçal, Rendo, Ruvina, Vale das Éguas e Valongo) pagarão uma taxa diária de 1 euro. Já os pescadores nas demais freguesias do concelho do Sabugal pagarão 2 euros, enquanto que os residentes no distrito da Guarda pagarão 3 euros e os restantes pescadores terão de pagar 4,99 euros.
O número máximo de licenças diárias previsto é de 75, repartidas do seguinte modo: 20 para os pescadores associados, outras 20 para os pescadores ribeirinhos, 15 para os pescadores residentes no concelho, 10 para os pescadores residentes no distrito e 10 para os restantes pescadores.
O período de pesca autorizado vai de 1 de Março a 31 de Julho de cada ano, e o horário de pesca permitido é do nascer ao pôr-do-sol, apenas nas margens concessionadas.
É expressamente proibida a utilização de engodos de qualquer natureza, pescar com larvas naturais e pescar com mais de uma cana.
Para obtenção das licenças especiais diárias, os pescadores interessados terão de ser portadores de qualquer tipo de licença de pesca desportiva, com validade para o concelho do Sabugal, bem como do Bilhete de Identidade.
A concessão, atribuída por alvará de 23 de Agosto de 2011,é válida até 23 de Agosto de 2021.
Para além desta concessão já foram atribuídas, em datas anteriores, outras no concelho do Sabugal. Uma delas foi para a Associação de Caçadores e Pescadores de Aldeia da Ponte, para pesca no troço da ribeira de Aldeia da Ponte, desde a confluência com as ribeiras dos Forcalhos e de Aldeia Velha, no sítio da Nave Longa, a montante, até ao Pontão da Quinta do Borges, a jusante.
Outra concessão foi atribuída à Associação de Caçadores e Pescadores de Quadrazais, no troço do rio Côa, compreendido entre o Pontão de Rojões, na Estrada Municipal que liga aos Fóios, a montante, e a Quinta do Ribeiro das Lamas, na margem direita, e o Moinho do Patrício, na margem esquerda, limite jusante.
Outra concessão foi atribuída ao Município do Sabugal, num troço do rio Côa, com 11 quilómetros de extensão, compreendido entre o paredão da barragem do Sabugal, a montante, e a ponte de Rocamador, limite jusante, abarcando as freguesias de Aldeia de Santo António, Sabugal, Quintas de São Bartolomeu, Baraçal e Rendo.
O mesmo sucedeu com a a Associação de Caça e Pesca da Rebolosa, com a atribuição da concessão de pesca no troço da ribeira de Alfaiates, numa extensão de cerca de dois quilómetros, desde o local designado por Retorta, a montante, até às Poldras de Bísmula, a jusante.
As concessões de pesca desportiva são zonas geridas por uma entidade concessionária (clube ou associação de pescadores, legalmente constituídos, ou Câmaras Municipais), a quem o exclusivo de pesca é atribuído por um período não superior a 10 anos, sujeitas a regulamento próprio, onde apenas é permitida a pesca desportiva.
Para além da licença geral de pesca desportiva, é ainda necessária uma licença especial diária, cujos tipos e custos são definidos no respectivo regulamento da concessão.
O processo de atribuição de uma concessão de pesca desportiva é dirigido ao Ministério da Agricultura e implica um pedido de Parecer à Administração da Região Hidrográfica (ARH) e um processo de consulta pública.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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5 de Março de 2011


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