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A realização do contra-relógio que ligará o Sabugal à Guarda, no âmbito da Volta a Portugal em Bicicleta, levou o Canal 1 da RTP a decidir fazer uma transmissão do programa Verão Total a partir do Sabugal.

Uma equipa de reportagem da RTP esteve já no Sabugal na semana passada, a fim de recolher imagens sobre os principais monumentos, as termas do Cró, a Casa do Castelo e outros locais de interesse no concelho, que agora estará a editar para passar no dia do programa.
Em princípio da emissão decorrerá em directo a partir do Largo da Fonte, local que concentrará os meios que permitirão a emissão entre as 10 e as 13 horas. O programa Verão Total tem como pivots Tânia Ribas de Oliveira, João Baião, Sónia Araújo e Jorge Gabriel, Serenella Andrade, Diamantina, Carlos Alberto Moniz, Cristina Alves, Hélder Reis, Francisco Mendes, sendo que em cada edição actua uma dupla saída destes apresentadores.
O programa Verão Total da RTP começou a ir para o ar em 27 de Junho, e assim acontecerá até ao dia 2 de Setembro, de segunda a sexta-feira. Mostrar a diversidade do nosso país, ao longo de várias horas diárias de emissão, em directo, é o grande objectivo do programa. A importância história do Sabugal, o seu património, tradições, artesanato, festividades, economia e potencialidades turísticas estarão em destaque no dia 12 de Agosto.
Verão Total vai acompanhar se forma muito especial a Volta a Portugal em Bicicleta, de 3 a 15 de Agosto, fazendo o retrato dos locais de partida e de chegada das diferentes etapas.
A RTP acompanhará também a parte final do contra-relógio individual Sabugal-Guarda, para o qual mobilizará diferentes meios que se espalharão entre a partida e a chegada. Para a edição deste ano, a RTP contará com um autêntico batalhão de técnicos e uma grande panóplia de meios matérias tendo em vista fazer um trabalho que garanta o melhor acompanhamento das etapas por parte dos telespectadores.
A RTP mobilizará para a transmissão da Volta a Portugal em Bicicleta cerca de 50 técnicos de televisão, sete jornalistas, três repórteres de imagem e três editores de imagem. No que se refere a meios materiais haverá, entre outros, um carro de exteriores com oito câmaras, várias viaturas ligeiras, um avião, um helicóptero, três motos para transmissão de imagem móvel e em directo e uma moto de som
A RTPN assegurará em horário variável (entre as 11h30 e as 13h30), o directo do local de partida da etapa do dia, a antevisão da tirada, o rescaldo da véspera, o comentário e as entrevistas aos protagonistas, momentos antes da partida.
Pelas 15 horas haverá a transmissão directa da tirada do dia, comentada por João Pedro Mendonça, Marco Chagas e Alexandre Santos.
plb

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Festa da Europa no Sabugal. Reportagem das jornalistas Paula Pinto e Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Festa da Europa no Sabugal. Reportagem das jornalistas Paula Pinto e Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

Os problemas com menores mal comportados e perigosos são um dos grandes problemas das sociedades de hoje, em que o respeito e a boa educação deixaram de existir e em que pais, tutores e educadores se demitiram de responsabilidades.

Ventura Reis - TornadoiroA mocidade é quem hoje manda em casa e na rua, ridicularizando os adultos, a quem dominou por completo. A autoridade de pais, avós ou padrinhos, antes tão vincada e respeitada, está pura e simplesmente extinta. Este é um sinal dos tempos, porventura o pior com que a sociedade se depara. Que será do futuro da humanidade, se os princípios e os valores estão invertidos e ninguém age para acudir à maleita social que grassa a olhos vistos?
Já se viu que os jovens têm comportamentos arriscados e até criminosos, contra os quais a própria policia não tem autoridade para agir. Casos recentes, como os de agressões violentas entre adolescentes, de injúrias às autoridades, violência para com professores ou comportamentos radicais para produção de filmagens exibicionistas, são o exemplo acabado do estado a que as coisas chegaram. A questão é que é impossível agir para contrariar esses comportamentos, porque a irresponsabilidade fez com que o nosso normativo legal nada contenha que possa ser eficazmente usado.
E lá voltamos ao saudoso tempo antigo, em que tudo estava previsto e nada andava a descuido.
Aquando da minha mocidade, o Código Civil em vigor determinava que a menoridade se mantinha enquanto a pessoa não perfizesse 21 anos de idade, e referia expressamente que os menores não emancipados tinham por domicílio o do pai ou da mãe, ou na falta destes o do tutor, a cuja autoridade se achavam sujeitos.
Havia ainda naquele tempo o conceito de «menor em perigo moral», que era aquele que não tinha domicilio certo por não ter pais, tutor ou parente que o tomasse a seu cuidado, ou que, tendo-os, os mesmos desprezassem gravemente os seus deveres de vigiar e educar. Se um pai fosse conhecido como sendo habitualmente ocioso, mendigo, vadio, alcoólico, gatuno, rufião, ou outros entes morais, os seus filhos eram igualmente considerados como menores em perigo moral.
Os menores em perigo moral eram entregues aos serviços jurisdicionais e tutelares de menores, as chamadas «tutorias», que existiam nas várias comarcas, e que, após examinarem os casos, encaminhavam os moços para famílias ou para internatos ou semi-internatos de educação.
O mesmo sucedia com os menores maltratados, cujos pais eram chamados à presença do presidente da tutoria, que os interrogava e lhes podia retirar os filhos, internando-os em refúgio até que houvesse condições para o seu regresso ao respectivo lar.
Também não havia passividade perante menores refractários, ociosos, vadios ou libertinos, casos em que as tutorias igualmente intervinham. Podiam devolvê-los aos pais, que eram intimados a cuidar dos mesmos com rigor, mas também os podiam colocar sob a medida de liberdade vigiada ou, nos casos mais graves, interná-los em escolas de reforma do Estado.
Quanto a menores criminosos, aí a mão era pesada. Até aos nove anos não incorriam em penas, sento tomadas medidas para a sua entrega à boa vigilância dos pais ou, em caso limite, à de instituições de assistência. Mas se o menor criminoso tivesse idade superior poderia ser internado compulsivamente em estabelecimentos pertencentes à Direcção Geral de Assistência ou em institutos correccionais.
Havia porém o cuidado, num sinal de grande sensatez e responsabilidade, de nunca divulgar publicamente estes casos, pois as pessoas, e especialmente os jornais, estavam impedidos de os narrar, sob pena de condenação em multa ou em prisão correccional. Embora actuando com dureza, protegia-se o menor contra as «bocas do mundo», pois todo o moço em perigo moral era em potência recuperável, e não podia ficar negativamente marcado para o futuro.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A semana nacional em revista com passagem pelas redacções distritais da LocalVisãoTv.

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jcl

Mor Karbasi, uma das mais belas e aclamadas vozes da música latina e sefardita, vai actuar no Teatro Municipal da Guarda, dia 18 de Setembro, pelas 21 horas, na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.

A jovem israelita, que reside em Londres, Inglaterra, tem antepassados judeus (marroquinos e persas) e é uma grande fã do flamenco. Em palco, canta em ladino, espanhol, hebraico e, ocasionalmente, em Inglês.
O reportório inclui músicas antigas e tradicionais inspiradas na cultura judaica do século XV.
Mor Karbasi já disse à imprensa que não quer apresentar a música sefardita «como parte de um museu empoeirado». O objectivo é «reanimá-la» tornando-a «acessível a um vasto público que a merece».
Mor Karbasi tem no currículo actuações no Reino Unido, EUA, França, Espanha e Itália, e participa agora na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.
plb (com Turismo Serra da Estrela)

A serra da Estrela é um palco privilegiado para os desportos radicais. Provas nacionais e internacionais nas mais diversas modalidades têm uma assinatura – Esmeraldo Carvalhinho – presidente da Câmara Municipal de Manteigas. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

De 30 de Julho a 4 de Agosto, realiza-se no Sabugal o 19º Acampamento Regional do Corpo Nacional de Escutas da Região da Guarda, que ficará instalado junto à antiga cadeia do Sabugal, ao cimo da rua da Junta de Freguesia.

Cerca de 350 escuteiros encherão de cor e alegria os caminhos, ruas e largos do nosso concelho, no desenvolvimento das mais variadas iniciativas. Dentro do espírito escutista, os participantes, desenvolverão, de forma organizada, imensas actividades, como «raids», música, jogos e caminhadas. A partilha e a oração estarão sempre presentes.
A cerimónia solene de Abertura do acampamento realiza-se no domingo, dia 31 de Julho, pelas 15 horas, seguida de celebração de Eucaristia no local do acampamento, aberta a toda a população.
Os acampamentos são ocasiões muito especiais dentro do movimento escutista católico português, em que os jovens participantes têm a oportunidade para viverem e caminharem em grupo (patrulha, equipa, Tribo e bando).
Na noite de 3 de Agosto realiza-se no Castelo do Sabugal o «Fogo do Conselho», que reunirá todos os participantes no acampamento. Será uma espécie de convívio final, na medida em que no dia seguinte, dia 4, o Sabugal assistirá à partida dos jovens.
plb

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaCastelo Rodrigo deixa-me fascinada pela sua riqueza histórica. Desde as muralhas que lhe concedem imponência até às ruínas do Palácio Cristóvão de Moura, passando pelas fachadas quinhentistas e janelas manuelinas e pensando na hipótese de ter existido uma Sinagoga Judaica, tudo parece envolto em mistério. Mas a história vive de vestígios e provas que se encontram de muitas e variadas épocas, que nos impõem, quase direi, respeito pela sua magnificência. Mais um Monumento Nacional que marca, no tempo e no espaço, os retalhos da vida e cultura de muitos povos.

Castelo Rodrigo - Ruta de los Castillos

CASTELO RODRIGO

Castelo Rodrigo tem história
Essa é boa verdade
Para ajudar nessa vitória
Duarte de Armas faz memória
Da torre Albarrã, realidade.

Muito séculos a registar
Muitos povos a fluir
Túrdulos da Bética a chegar?
(Torre das Águias), posto de vigia militar
Dos romanos, a construir…

Algumas villas, ali estão
E pontes, já nós sabemos
Vermiosa e Escalhão
Ainda outros povos virão
Mas do Forte também lemos.

Dos árabes eis que nos ficam
As casas de agricultura
Mais vestígios nos indicam
Que vêm e se radicam
Apesar da vida dura.

Se aos mouros te conquistou
Afonso, primeiro Rei
Sancho I Foral doou
Em 1209 o outorgou
D. Dinis também encontrei.

Sempre o encontro, procurando
Em Alcanizes, a provir
As muralhas reforçando
Fortalezas muralhando
Portão de acesso a construir.

Sobre a Ribeira de Aguiar
Peregrinos acolhias
Pois queriam descansar
Para jornadas continuar
Carinhoso, os recebias.

Também se diz que D. Fernando
Te concedeu Carta de Feira
23 de Maio recordando
Em 1373 à vila outorgando
Pode-o festejar quem queira.

Rodrigo, nome que ficou
D’Alcaide que te defendeu
Na guerra que depois mudou
Destinos e aí se registou
Avis, que foi quem venceu.

Mas D. João castigou
As gentes do povo Rodrigo
Nas armas reais mostrou
O quanto magoado ficou
E eis o elmo invertido.

Beatriz lá saberá
Se é castigo merecido
D. Manuel vem até cá
(1508) Novo foral te dará
O que é prometido é devido.

E muito teríamos que contar
Do domínio de Castela
Depois de Conde, Marquês reinar
Grande palácio, podíamos recordar
Depois destruída residência bela.

Mais guerras te sacrificaram
Destruição conhecemos
Mas muitas portas ficaram
Tua imponência revelaram
Na cerca da vila ‘inda vemos.

E lembro lenda popular
Zacuto de filha Ofa
Que aos pais desgosto vai dar
Mas Religião vão mudar
Eis a Serra da Marofa.

A minha admiração a Castelo Rodrigo.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A profusão de belíssimas fotografias, de excelente visibilidade e óptimo enquadramento, puxando à evidência os mais ínfimos pormenores de pessoas, cavalos e touros, quase ofuscam o também magistral texto do livro recentemente editado e lançado no Sabugal, intitulado «Forcão – Capeia Arraiana», da autoria de António Cabanas (texto) e Joaquim Tomé (fotografia).

António Cabanas é um apaixonado pelas terras da raia sabugalense, o que está bem patente no livro agora editado, que para este autor é uma revisitação às tradições raianas. A primeira incursão traduzida em livro foi em «Carregos, Contrabando da Raia Central» (2006), em que recolhe inúmeros testemunhos acerca da vida dos antigos contrabandistas, traçando o seu perfil e a sua vida de constante desafio ao perigo.
Mas se o contrabando era a exposição ao risco das balas dos fiscais da fronteira para garantia de sustento, a capeia do forcão é também uma forma de desafiar o perigo, mas desta feita para pura diversão nos dias de festejo.
Cabanas vai ao fundo da questão, procurando os mais longínquos vestígios que provam a ancestralidade das touradas na raia sabugalense, enquanto valor cultural e etnográfico que interessa preservar, apesar das polémicas à volta do sofrimento dos animais. E o autor, natural da Meimoa, e autarca empenhado no concelho vizinho de Penamacor, toca no âmago da questão ao pressentir o verdadeiro valor da alma raiana: «não basta assistir é preciso participar, ir ao encerro, comer a bucha, beber uns goles da borratcha e voltar com os touros, subir para as calampeiras, ser mordomo…».
Fazendo uma síntese do muito que já se falou e escreveu sobre a capeia arraiana, enquanto tradição popular única e mobilizadora de toda uma população, António Cabanas consegue traduzir aos leitores a emoção e o fascínio vivido pelos que se embrenham na festa dos touros. E, neste particular, foi necessário recorrer também ao talento do grande fotógrafo Joaquim Tomé, o Tutatux, que captou imagens que conferem magnanimidade à tradição. As imensas fotografias, ajudam quem lê os cuidados textos, a perceber que a capeia é algo único do mundo, apercebendo-se do valor supremo deste povo raiano, que nada teme e tudo desafia em nome de uma tradição que teima em manter viva.
Cabanas fala da origem imemorial do culto do touro, dos costumes taurinos na Península Ibérica testemunhados por Estrabão e das festividades tauromáquicas existentes em Portugal desde os alvores da nacionalidade, para assinalar que as touradas são algo de muito profundo na tradição popular.
Traça a diferença, de resto muito vincada, entre a corrida portuguesa e a espanhola, e embrenha-se a fundo na escalpelização do argumentário dos que defendem as touradas com unhas e dentes e daqueles que as criticam severamente. E, neste ponto, no que em particular se refere à capeia arraiana, descreve a forma como o espectáculo se humanizou: «já lá vai o tempo em que os touros eram lidados com garrocha e garrochão». A capeia deixou de ser selvajaria e tornou-se espectáculo com beleza, valentia e arte, onde o touro é tratado com dignidade, o que o leva a ser apreciado mesmo por muitos daqueles que não gostam de outro tipo de touradas.
Sobre as origens da «capeia», «folguedo» ou «corrida do boi», o autor rende-se à conclusão de que tal é de difícil constatação, enumerando porém as principais teorias conhecidas. A mesma dificuldade se constata na revelação da génese do uso do forcão, da realização do encerro, do passeio dos moços, do pedido da praça e demais rituais que estão associados à tradição taurina raiana. Referência ainda para o papel imprescindível de figuras típicas como o «tamborleiro» e o «capinha» espanhol, indispensáveis nas capeias de sabor mais original.
Um livro que é também um álbum fotográfico, que documenta melhor do que nunca a tradição raiana da capeia e que faz a síntese do que se disse e escreveu acerca de uma manifestação popular que constitui uma potencialidade que importa aproveitar.
Um livro que é essencial adquirir:
António Cabanas: kabanasa@sapo.pt; 968 492 522.
Joaquim Tomé: tutatux@gmail.com; 927 550 656.
Paulo Leitão Batista

As inscrições e a renovação da matrícula dos alunos da Academia de Música e Dança do Sabugal para o ano lectivo de 2011-2012 podem ser efectuadas entre os dias 1 e 20 de Agosto.

Academia Música Dança SabugalA Academia de Música e Dança do Sabugal (AMDS) informa de que está em preparação o ano letivo 2011/2112. A abertura do novo ano escolar da AMDS está prevista para o dia 14 de Setembro, e as inscrições e a renovação de matrícula decorrem entre os dias 1 a 20 de Agosto, na sede da AMDS, às segundas e sextas-feiras, das 17.00 às 19.00 horas.
Lembram-se os cursos ou disciplinas administrados nesta academia: Formação Musical, Instrumental Orff, Flauta e Bisel, Flauta Transversal, Piano, Acordeão, Guitarra Clássica, Violino, Cavaquinho, Trompete, Saxofone, Clarinete, Danças de Salão.
Todos os interessados na frequência da AMDS devem proceder, quanto antes, à renovação de matrícula ou à inscrição, de modo a que em devido se possam organizar os horários dos alunos e dos professores.
As informações sobre as condições de frequência serão prestadas aquando da renovação da matrícula ou da inscrição na secretaria da Academia na Rua Dr. João Lopes, nº 1, no Sabugal ou pelo telemóvel 966 699 977.
Rui Chamusco

A Associação da Juventude Activa da Castanheira (AJAC) irá promover entre os dia 3 e 5 de Agosto, na Castanheira, um Festival ao qual chamámos de Sobressalto.

Castanheira - Festival Sobressalto - Agosto - 2011A Rua do Forno foi a escolhida para ser o palco principal deste Festival por dois motivos: tendo sido esta uma rua importante na existência da aldeia, e uma das mais movimentadas, pretendemos dar-lhe novamente o destaque que lhe é devido – mesmo que apenas por uns dias; e porque é nesta que se encontra o Forno Comunitário, que a par dos que vão animar este Festival, é um dos protagonistas, essencialmente por se encontrar desactivado há alguns anos.
Mas Sobressalto porquê? Porque queremos que os seus habitantes e visitantes se sintam sobressaltados quando ouvirem as notas das Fanfarras e das Bandas a entoar pela rua até aqui esquecida, mas que nesses dias recuperará o seu esplendor, e assim também se sintam parte deste Festival.
Mas além do Forno e dos grupos que estarão presentes, muito mais sobressaltará a Castanheira! Existirá um restaurante com serviço permanente, que servirá refeições e petiscos, e contamos também com a participação de diversas colectividades locais, para dinamizar ainda mais este evento, através da presença de barraquinhas de comes e bebes.
A animação musical ficará a cargo da Banda Filarmónica da Taipa, a Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense e a Orquestra de Sopros de Ourém, que se deslocarão à Castanheira ao abrigo de um intercâmbio criado entre elas e a Fanfarra Sacabuxa. Todas participaram no Concurso Nacional de Música, do qual a Sacabuxa saiu vencedor. Elas abrirão as hostilidades todos os dias às 19.30 com um desfile e pelas 21.30 horas, poderá assistir-se ao concerto das mesmas.
O final da noite será colorido com a alegria contagiante das Fanfarras – ou não fossemos nós orgulhosos conterrâneos da Fanfarra Sacabuxa que comemorará o seu nono aniversário durante o Festival. A par com a Sacabuxa teremos os Drama&Beiço, Farra Fanfarra e Bandalhada.
jcl (com AJAC)

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Com muitos portugueses a irem e chegarem de férias, entram também estas minhas crónicas em regime de férias…

E começo com um pretenso poema que escrevi em 21 de Julho de 1998.

sabiam. das palavras
a cor.
                           um vermelho. sangue.
                                                                      de sol quando madrugada.
o som.
                           um rumor. longe.
                                                                        de ribeiro quando primavera.
o movimento.
                           um esvoaçar lento.
                                                                         de gaivota quando maresia.

das palavras. sabiam.
                                                                          quando de amor falavam.

um estremecimento. doce
                                                                           dos corpos que se pediam,

da sede. que. doudos.
                                                  saciavam.

De cada vez mais sedentos…

ps1. Embora tenha iniciado algumas crónicas de férias, não posso deixar passar o acontecido na Noruega. Os actos praticados são de tal gravidade e representam de modo tão cru algumas das fragilidades da nossa sociedade moderna que não podem deixar de nos horrorizar.
Deixo para os «detentores da verdade» as explicações. Para mim, prefiro vergar-me perante a dimensão dos factos e a dor das famílias. Não sem me sentir ainda mais fortalecido e motivado para continuar a lutar por uma sociedade mais justa e mais democrática…

ps2. Não posso igualmente deixar de lamentar a morte de uma das mais importantes intelectuais de Portugal (embora brasileira), Maria Lúcia Lepecki, durante muitos anos professora na Faculdade de Letras de Lisboa e uma das maiores especialistas em literatura portuguesa moderna.
ps3. Uma última nota para a morte de Amy Winehouse, cantora inglesa dotada de uma voz única no panorama musical mundial. Ouvi-la é o melhor tributo que se lhe pode fazer…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Agosto o mês das férias, o mês das festas, o mês das tradicionais capeias, o mês de ver muita gente por todo as aldeias…

E este ano não é excepção, este mês continua a ser sem dúvida o mês dos grandes acontecimentos nas nossas aldeias, em que quase tudo se passa em torno dos festejos.
Para todos é um mês de encontros, das desejadas férias, e das belas festas que por toda a parte se fazem e que não nos deixam descansar nem um minuto.
É também este mês essencialmente conhecido pelas nossas tradicionais Capeias Arraianas que é sem dúvida o principal ponto de festejos no concelho do Sabugal. Uma tradição que paralisa todos os arraianos que têm aficion por esta tradição.
Para tal são vários os eventos e capeias que se agendam para este mês, todo quer chamar à atenção e cativar as pessoas com as suas festividades…
Sendo assim o mês de Agosto encontra-se preenchido com inúmeros eventos tauromáquicos.
Iniciando na Legeosa da Raia com encerro e capeia e à noite em Ruivós com uma garraiada, o mês estende-se com muitas mais capeias como no dia 8 e 9 com garraiada, encerro e capeia no Soito, a 10 igualmente na Rebolosa, para dia 14 está agendada a capeia arraiana na Nave, a 15 encerro e capeia em Aldeia do Bispo e Aldeia da Ponte e garraiada no Seixo do Côa.
A 17 continuamos com encerros e capeias em Osendo e Alfaiates, para 18 a garraiada nocturna em Vale das Éguas, e para dia 20 o Festival «Ó Forcão Rapazes» vai ser o evento com mais atenções neste dia.
Reservado para o final do mês restam ainda os encerros e capeias nos Forcalhos a 22, nos Fóios a 23 e para terminar este mês cheio de festa o encerro e capeia em Aldeia Velha.
Para então poder planear uma ida a todas as capeias arraianas do concelho, disponibilizo o Calendário das Capeias Arraianas 2011 que irá servir para uma melhor gestão das suas férias por estas aldeias que não perdem esta nossa tradição…
Há e não se esqueça de nos visitar dias 13 e 14 nas Festas e Capeia na NAVE!

Ver calendário das Capeias. Aqui.
Edgar Fernandes (com o apoio do Piú Bar da Nave)

As Termas de Águas, no concelho de Penamacor, já centenárias, famosas pelos benefícios para a saúde nas referidas patologias, cumprem agora todos os requisitos que a nova legislação determina e constituem uma mais valia, quer para o concelho de Penamacor quer para a região.

(Clique nas imagens para ampliar.)

No passado dia 25 de Julho, a CAT–Comissão de Avaliação Técnica do Termalismo, da Direção Geral de Saúde, visitou o Balneário Termal da freguesia de Águas em Penamacor.
Esta visita realizou-se no âmbito da aprovação das atuais instalações para a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, que vão definir com rigor as indicações terapêuticas daquelas águas termais, propriedade da Junta de freguesia local.
Após a assinatura do contrato de concessão entre o Município de Penamacor a Direção-Geral de Energia e Geologia, eram necessárias, para continuidade do processo do exploração das Termas de Águas, instalações condignas para a pratica do termalismo durante a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, exigência já satisfeita.
Este novo balneário encontra-se aberto, pronto a acolher os utentes que queiram experimentar aquelas águas minéro medicinais com um horário de atendimento das 8.00 às 12.00 e das 15.00 às 19.00 horas. As pessoas que assim o desejem podem fazer a marcação da sua consulta médica obrigatória e dos seus tratamentos.
O Balneário Termal encontra-se apetrechado de equipamento moderno, com banheiras de hidromassagem, duche jato, duche circular, bertholet à coluna, nebulizadores e irrigadores nasais, entre outros.
A água está classificada como Sulfúrea Bicabornatada sódica, levemente fluoretada, caraterizada pelo seu cheiro sulfídrico, incolor, depósito nulo e aparência límpida, caraterísticas que a adequam para doenças dos foros reumático, dermatológico e das vias respiratórias.
jcl (com Gabinete de Cultura, Informação e Relações Públicas da C. M. Penamacor)

O entardecer já pouco demorará. A noite não está longe. Ela virá como se viesse cansada tombando vagarosamente, fazendo crer que tudo ficará sob a penumbra. O sol vai, portanto, desandando, quase de todo, e a tardinha há-de esvair-se.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Sento-me. Fico sentado cá fora, á porta, na normal comodidade de um banco de pedra que corre a parede da casa. Por cima os fios da electricidade prometem-me que a luz não findará.
Mesmo que não quisesse, tinha, agora, que olhar para onde, sempre olho.
E vejo. Vejo num perto curtíssimo, casinhas graníticas e nuas. São poucas, pouco mais de uma vintena. Algumas só já mostram o telhado castanho escuro. O resto já começou a ir-se da vista com o esmorecer da luz.
Para onde olhe, então, estende-se a solidão dos campos já algo escurecidos, e estende-se, também, o silêncio, um silêncio que cai docemente por vales e cabeços.
O silêncio já principia a dormir e dormirá profundamente.
Num longe um pouco mais longínquo, apesar da escassez da luz, observo o Monte que em breve se esconderá na noite, noite que transportará o breu e encobrirá todos os brilhos e todas as cores da natureza.
Mas, com a noite, não termina tudo, ainda que o silêncio se dilate. Na noite predomina, de facto, o essencial. Não se extingue o pensamento nem se esvaziam as palavras. Pelo contrário, a noite poderá rechear palavras e prenhar pensamentos.
Mas, o Monte quer, hoje e agora, despedir-se.
Olho-o pela derradeira vez porque ele partirá em breve. Partirá e só regressará com a luz. Olho-o como se olhasse para dentro de mim. Aliás, ele habita-me.
Chegam, então, as memórias e confundem-se com pedaços de existência. Todo o contexto se adapta à cor da minha alma. Ela é da cor da minha idade, da cor do tempo que vivo mesmo já tendo sido da cor do tempo que vivi.
Por aqui existiu passado, sim senhor. Há vestígios. Há provas. E se os vestígios amarelecerem não empalidecerão tanto que façam desaparecer as recordações. E recordar é viver, viver outra vez. Na recordação é como se vivêssemos movendo-nos entre sombras, entre emoções, entre memórias.
Por isso me recuso a aceitar que com o passar do tempo, as perdas se façam definitivas. E, não acredito também que o presente se afunile. Antes, os tempos nos trarão presentes sucessivos, diferentes, influenciados por diferentes passados mas, sempre disponíveis para gerar novos futuros. Nós teremos, apenas, que ser conscientes. Não poderemos ser como crianças assustadas, perdidas, a tentar juntar pedaços de vida, para reconstruir, para influenciar o advir. Nada disso. O passado, justa medida do tempo vivido, suporta presente e futuro e, estes terão almas de outras cores e hão-de trazer, à mistura novos tempos.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

O Núcleo de Investigação Criminal da Guarda apreendeu, no final da tarde de ontem, dia 25 de Julho, 30 plantas de Cannabis Sativa na localidade de Gonçalo, concelho da Guarda.

Segundo um comunicado do Comando Territorial da Guarda da GNR, as 30 plantas de Cannabis Sativa, com alturas compreendidas entre 0,40 e 2,10 metros, encontravam-se num terreno próximo da localidade de Gonçalo, concelho da Guarda, onde foram cultivadas.
A investigação, que já decorria há algum tempo, permitiu a detenção, em flagrante delito, de um indivíduo de 31 anos de idade, com a profissão de jardineiro, residente naquela localidade, como suspeito de ter cultivado as plantas.
O suspeito detido, já com antecedentes criminais, foi presente ao Tribunal Judicial da Guarda, cujo juiz lhe aplicou a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, situação em que aguardará pelo decorrer do processo criminal, que se manterá a cargo da GNR.
O Comando Territorial da Guada da GNR tem dado nota de sucessivas apreensões de plantas de Cannabis Sativa que são cultivadas em quintais particulares de diversas localidades da região.
plb

O Comando Territorial da Guarda da GNR procederam à detenção de dois indivíduos por posse ilegal de armas de fogo, um dos detidos é de Cinco Vilas, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, e o outro de Vila Nova de Foz Côa.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaNo dia 21 de Julho, o Núcleo de Investigação Criminal de Vilar Formoso efectuou buscas a duas residências, dois barracões e duas viaturas, em Cinco Vilas, Figueira de Castelo Rodrigo, no âmbito de um inquérito por crime de posse ilegal de armas e tráfico de estupefacientes. Durante as buscas foram apreendidas quatro armas de fogo, 11 armas brancas, 239 munições de diversos calibres, um bastão extensível, um arco e quatro flechas, três soqueiras e cinco shuriken (arma conhecida por «estrela da morte» e associadas às artes marciais), assim como 43 cargas explosivas de foguete e 65,5 gramas de pólvora. Foram ainda apreendidas duas plantas de cannábis.
Em consequência das buscas, foi detido um indivíduo de 31 anos, desempregado, residente naquela localidade, por posse ilegal de armas, cultivo e posse de estupefacientes. Presente ao Tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo, ficou com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, a aguardar o resultado do Inquérito.
Na noite de 24 de Julho, foi detido pela GNR de Vila Nova de Foz Côa um homem de 64 anos, residente em Foz Côa, que tinha na sua posse duas armas de fogo em situação ilegal, sendo uma carabina de calibre 7,5 mm e uma pistola de alarme (calibre 6,35 mm) que tinha sido, alegadamente, transformada. Foram-lhe apreendidas as referidas armas, conjuntamente com 5 munições dos ditos calibres.
Esta detenção ocorreu após uma situação de conflito e discussão, com ameaças e ofensas à integridade física, havendo necessidade de o detido vir receber tratamento no hospital Sousa Martins, na Guarda.
Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Ainda segundo a nota informativa semanal da GNR, na madrugada de 23 de Julho, militares do Núcleo de Protecção Ambiental de Pinhel detiveram um indivíduo de 29 anos de idade, residente em Sebadelhe, Vila Nova de Foz Côa, pela prática de pesca ilegal em Almendra. Foram-lhe apreendidas duas canas de pesca e um saco de rede com duas carpas, que foram devolvidas à água. Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, ficou com Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do Inquérito.
plb

A luta pela Liberdade acompanha a História da Humanidade, ninguém a pode deter. Os Partidos Socialistas Europeus perderam, e continuam a perder credibilidade. Isto não tem só a ver com a crise económica, nem com a vontade de uma oligarquia os apear do poder e desprestigiá-los. Abriram-se ao Neoliberalismo, e o Neoliberalismo não é mais do que a destruição da ordem social, da Liberdade e da Democracia. O que fazer para voltarem a ter credibilidade? Regressar às origens.

António EmidioOs Partidos Socialistas da Europa Ocidental, durante boa parte do século XX, e até à queda do Muro de Berlim, representavam as classes trabalhadoras, lutavam pela substituição do Capitalismo pelo Socialismo. Com a queda do Muro de Berlim, tudo se dissipou, deixaram de representar o proletariado, passando a representar uma classe média acomodada. Os seus líderes passaram a ser tecnocratas e funcionários políticos, vindos das classes médias, sem ligação nenhuma com os trabalhadores mais humildes e explorados. Uma das características da maior parte dos seus líderes e militantes, é a tremenda falta de sensibilidade social. Sem dúvida que já não existe aquele proletariado das fábricas cujas máquinas eram em ferro e controladas manualmente, a tecnologia tudo transformou. As próprias condições de trabalho e de vida do século XIX (capitalismo manchesteriano) e princípios do século XX, foram infinitamente piores do que agora, mas isto não significa que os trabalhadores tenham deixado de ser vitimas da exploração e opressão social. O que está a acontecer no principio deste século? Século XXI? O retrocesso de direitos conquistados pelos trabalhadores num esforço de centenas de anos. Presentemente toda a sociedade está submetida aos interesses dos poderosos. Hoje, mais do que nunca, são necessários os Partidos Socialistas, mas os seus militantes e simpatizantes devem pensar em algo mais do que conquistar o poder, se assim não for, tornam-se idênticos aos que ideologicamente representam o Neoliberalismo e, passam a ser uma falsa alternativa eleitoral, talvez por isso, já os povos clamam por essa Europa fora nos seus protestos, slogans como este «os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas». O caminho certo para sair desta crise, desta opressão económica, é lutar por uma Europa democrática e social, uma Europa que ponha a economia ao serviço do homem, e não o homem ao serviço da economia.
Aos socialistas cabe denunciar que a Democracia está manipulada por minorias ricas e poderosas, cujos interesses privados dominam sobre os interesses públicos, é desumano que milhões de assalariados modestos venham ter reformas de miséria, é essa a recompensa que lhes está reservada pelo trabalho de toda uma vida. É preciso denunciar também que o Estado teve dinheiro, e tem, para resgatar bancos e não o tem para garantir saúde e educação aos seus cidadãos. É preciso denunciar que milhões de jovens estão desempregados porque o grande poder económico assim o quer.
A história da Europa está num processo de aceleração e, em jogo está, nada mais, nada menos, do que o futuro da Democracia nesta mesma Europa. É a altura dos Partidos Socialistas regressarem às origens, porque a Europa a continuar assim, o mais certo é que perecerá entre lutas nacionalistas, populismos de direita e de esquerda que poderão originar uma guerra.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Ao fim de um ano e oito meses como presidente da Câmara Municipal do Sabugal, podemos afirmar que António Robalo tem sido um líder titubeante, que hesita a cada passo e que querendo corrigir um erro comete sempre um outro, numa sequência imparável.

A vertigem do caminho errático de António Robalo iniciou-se há um ano, quando, apercebendo-se que estava na Câmara em minoria, acordou com o vereador Joaquim Ricardo, a sua passagem a tempo inteiro. A partir deste passo, que parecia lógico e necessário, foi um «ver se te avias» em imprudências sucessivas.
António Robalo estava talhado para ser um vereador cumpridor e diligente, como de resto o foi ao longo de 12 anos. Enganou-se quem acreditou que reunia predicados para presidir aos destinos do Município.
Claro que suceder a Manuel Rito não se revelava tarefa simples. Dar continuidade à acção do predecessor exigia ter na cabeça uma única e determinante ideia: contornar as leis que obstaculizam o desenvolvimento do concelho.
Ademais António Robalo não conseguiu as condições políticas que existiram nos mandatos anteriores – faltou-lhe uma maioria que sustentasse a sua acção. Falho de orientação politica, cometeu toda uma série de equívocos, que bem poderiam integrar um manual contendo os erros políticos que qualquer autarca deve evitar.
Há variados exemplos para ilustrar o sofrível desempenho político de António Robalo, mas atenhamo-nos a um claramente revelador: a administração da empresa municipal.
Começou por tentar reconduzir na Sabugal+ quem bem sabia não reunir a confiança da nova maioria (PS/MPT). Saindo derrotado propôs-se a si mesmo, acompanhado de uma vereadora da oposição socialista. Mas ainda não aquecera o lugar, e já revelava ter-se entendido com o vereador do MPT, correndo com a vereadora da administração da empresa, para a entregar ao seu novo aliado. Porém a eleição da nova administração ficou ferida de ilegalidade e a convivência política com o vereador do MPT deteriorou-se, a pontos de, passados escassos meses, este se demitir da empresa.
Novamente perante a necessidade de decidir, toma a maior das imprudências: voltou a assumir a presidência da empresa, como que dizendo «dou o corpo às balas, resolvo eu mesmo as dificuldades». Mas o facto de estar na administração fez com que tivesse de abandonar as reuniões do executivo sempre que os assuntos da empresa vinham à mesa. Esse facto, aliado à incompatibilidade de funções dos outros dois elementos da administração, levou-o de novo a propor a eleição de outro conselho administrativo, de que a vice-presidente e o vereador que resta ao PSD passaram a tomar parte, saindo ele do elenco para presidir por inteiro aos destinos do Município.
Costuma dizer-se que por vezes «a emenda é pior que o soneto» e esse adágio assenta que nem uma luva à nova situação. A partir de agora sempre que a empresa venha à baila nas reuniões de câmara, o presidente fica sozinho perante os quatro vereadores da oposição. E se, numa próxima reunião, tiver que discutir-se um assunto da empresa reportado ao tempo em que António Robalo estava no conselho de administração, terá também ele de abandonar os trabalhos, deixando na sala a oposição, que debate e decide o que lhe aprouver sem que um único vereador do PSD possa estar presente.
Para além do caminho titubeante à volta da composição do órgão de gestão da empresa municipal, há um outro sinal que revela a insensatez e a falta de lógica política de António Robalo. Trata-se de ser vice-presidente da comissão política concelhia do PSD, que tem à cabeça o seu chefe de gabinete, Vítor Proença. Se pensarmos ainda que na mesma comissão a vice-presidente da Câmara desempenha as funções de tesoureira, temos tudo esclarecido, ou seja, há uma absoluta incapacidade de liderança politica na Câmara Municipal do Sabugal.

PS: No Sabugal os políticos abespinham-se muito com quem os critica, como se isso fosse algo de anormal em Democracia. Porém, para evitar conclusões erróneas, alerto que talhei uma opinião pura e simplesmente política acerca da prestação de António Robalo enquanto presidente de Câmara. Enquanto cidadão sabugalense António Robalo merece-me todo o respeito e consideração.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Os militantes socialistas do Sabugal apenas deram votos a António José Seguro nas eleições directas para secretário-geral do Partido, que decorreram nos dias 22 e 23 de Julho.

António José Seguro foi eleito no passado sábado secretário-geral do PS, derrotando o seu adversário interno, Francisco Assis, com quase 68 por cento dos votos, num universo superior a 35 mil militantes socialistas.
No Sabugal os 47 militantes que votaram fizeram-no em Seguro, não se registando qualquer voto em Francisco Assis. Na Federação da Guarda, onde o novo secretário-geral socialista é militante, a sua candidatura arrecadou 913 votos (87,87%) contra 126 (12,13%) de Assis. Em termos de secções concelhias, o resultado do Sabugal foi repetido em Aguiar da Beira e em Almeida onde Seguro fez igualmente o pleno dos votos expressos.
Assis venceu na Mêda com 27 votos contra 12 de Seguro, tendo perdido nas restantes concelhias da federação da Guarda. Mêda foi aliás, a nivel nacional, uma das poucas concelhias onde Assis venceu.
No que toca a federações, Seguro venceu em todas elas, sendo a de Braga, por cujo círculo eleitoral foi eleito deputado, aquela em que conseguiu um resultado mais expressivo (89, 33%). A votação mais equilibrada sucedeu no Porto, o distrito de onde Assis é natural e foi eleito deputado nas últimas legislativas. Aqui Seguro venceu por apenas 50,04% dos votos.
plb

Há cerca de dois meses fui contactado pela Talinha, proprietária da Casa do Castelo, na cidade do Sabugal, para me dizer que ia participar numa acção – caminhada – em Vila Nova de Foz Côa e que muito gostaria de levar uns garrafões de água da nascente do Côa. Solicitou, então, a minha colaboração.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaAcedi, de bom grado, ao pedido da Talinha pelo que me desloquei à nascente, com o meu amigo António Sanches, para me ajudar a encher os garrafões e também para tirar umas fotos que comprovavam ser, efectivamente, água da nascente.
Mandei os garrafões para a Talinha e eis que ela parte para Foz Côa, com esse precioso líquido, como uma verdadeira embaixatriz do nosso Município.
Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com o gesto e com a ideia da Talinha visto me ter parecido uma acção da qual poucas pessoas se lembrariam.
Nesse mesmo dia tive o feedback da acção e fiquei maravilhado por ter sabido que todos os Amigos de Foz Côa se deliciaram com esse precioso líquido. A ideia da Talinha havia sido coroada de êxito.
A semana passada fui de novo contactado pela Talinha para me comunicar que parte desse grupo de amigos, com os quais havia convivido em Foz Côa, se deslocariam ao Sabugal no dia 23 do corrente mês de Julho.
A Talinha convidou-me para o almoço que ela própria confeccionou e serviu no espaço judaico que se situa na cave da sua casa do Castelo.
Confesso que me senti honrado e sinceramente agradecido. Foi um almoço diferente porque o local também é diferente.
Por volta das 16 horas o grupo deslocou-se até ao viveiro das trutas, Trutalcôa, onde, para surpresa do grupo, encontrámos o amigo Celso Ramos, Alcalde de Navasfrias e também deputado na Diputación de Salamanca.
De seguida o grupo de Foz Côa acompanhado por mim, Presidente da Junta de Foios, e pela Talinha, rumou até à Serra das Mesas com a intenção de poderem visitar e beber água na nascente do Côa. Assim aconteceu, efectivamente.
Mas não se ficou apenas pela visita à nascente. Os amigos(as) de Foz Côa ansiavam por conhecer e viver intensamente a Serra das Mesas. A tarde estava algo fresca, circulando uma brisa, que animava os visitantes.
Já com a noite a aproximar-se e atendendo a que algumas pessoas ainda teriam que rumar até Lisboa, e outras ao Porto, lá nos apressámos até à praça de Foios.
Depois das viaturas estacionadas as pessoas deslocaram-se a um bar onde tomaram uma merecida bebida.
Embora um pouco a correr houve ainda tempo para uma visita ao Centro Cívico «Nascente do Côa».
Foi com imenso prazer que fiz uma visita guiada às instalações do Centro Cívico. Com muito mais prazer e gosto porque algumas das pessoas do grupo são amigos pessoais do estimado amigo Eng.º António Gouveia.
Foi no tempo em que o Sr. Eng.º António Gouveia era Director do PROCÔA que apresentámos um projecto de candidatura tanto ao Centro Cívico como ao alcatroamento do caminho que dá acesso à nascente do Côa.
O povo dos Foios não esquece duas pessoas que muito contribuíram para estes dois importantes melhoramentos. Eng.º António Gouveia e o então Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Morgado.
Mas voltando aos amigos de Foz Côa, que hoje nos acompanharam, pretendo dizer que fiquei mais rico pelo facto de os ter conhecido e com eles ter convivido.
Esse grupo de pessoas pertence a uma associação que criaram, muito recentemente, designada por «FOZ CÔA FRIENDS». Tem um programa abrangente e ambicioso que passa, entre muitas acções, pela ligação e união da nascente e da Foz do Côa.
O entusiasmo que de todos se apoderou levou-nos a pensar e a sonhar com muitas e interessantes actividades. Uma caminhada começa num passo e hoje demos, certamente, o passo que pretendemos seja o primeiro de uma grande caminhada.
Pretendemos envolver as respectivas autarquias – Câmara e Juntas – porque temos plena consciência de que sem o reconhecimento e o apoio do poder autárquico, e nem só, não poderemos atingir os objectivos a que nos propomos.
Pretendo agradecer e reconhecer todo o esforço e envolvimento da Casa do Castelo, na pessoa da gerente e proprietária TALINHA, porque foi ela que proporcionou este magnífico e profícuo encontro.
Agradeço igualmente aos novos amigos da associação «FOZ CÔA FRIENDS» as lembranças que fizeram questão de me entregar e que vou guardar carinhosamente como também pretendo guardar e fortalecer a amizade que hoje começámos a construir.
Um abraço para todos os que vieram e para os outros, de quem muito falaram, mas que não puderam estar presentes. Mas há mais marés.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Pegou moda o uso de expressões linguísticas estrangeiras para designar coisas nacionais. Em restaurantes chega a haver cardápios escritos em Inglês, que se tornou a língua dominante, relegando o Português para segundo plano, facto inadmissível e que apenas se verifica pela falta autoridade e de sentido de responsabilidade que grassa no País.

Ventura Reis - TornadoiroHá várias décadas que o Português vem perdendo terreno. Para piorar o panorama e irremediavelmente o comprometer, o governo de José Sócrates introduziu a obrigatoriedade da aprendizagem do Inglês nas escolas primárias. Essa medida, que gerou a simpatia de muita gente, foi um sinal de capitulação no esforço por uma melhor aprendizagem da nossa língua materna. A língua dominante, escrita e falada na poderosa América do Norte e tornada «língua de trabalho» em tudo o que é comunicação internacional, triunfou em toda a linha.
Cabe perguntar onde fica a Língua de Camões e de Gil Vicente, já de si tão maltratada com o recente acordo ortográfico, que a abrasileirou?
Mais uma vez tenho que recorrer aos ensinamentos antigos, nos saudosos tempos em que se defendia, com unhas e dentes, a língua pátria conta todo o género de tentativas em a desvirtuar ou em a relegar para segundo plano.
Ao contrário de hoje, em que o livre arbítrio é a regra soberana, na minha mocidade havia leis que protegiam a língua nacional. Cito um diploma legal de 1930, que se manteve válido durante sucessivas décadas, e que ainda hoje contém os pressupostos para que estivesse em vigor, não fossem os destruidores da nação tê-lo revogado em nome da irresponsabilidade que por aí abunda. Trata-se do Decreto nº.18.281, de 30 de Abril, que logo no seu primeiro artigo determinava: «É proibido o uso de língua estrangeira nas tabuletas, cartazes, anúncios, reclamos, marcas de fábricas ou de comércio nacionais e bem assim nas listas de mesas dos hotéis, restaurantes, casas de pasto e outros estabelecimentos similares».
Como todo e qualquer normativo legal só tem eficácia se para cada dever definir uma sanção, lá estava também a punição pelo incumprimento da obrigação de tudo estar escrito em Português: multa de 50 a 1000 escudos, «conforme ao juiz parecer». Se houvesse reincidência a multa elevava-se para os 5000 escudos e o culpado sujeitava-se a cumprir prisão até 30 dias.
Quanto às placas, cartazes ou anúncios encontrados escritos em língua estrangeira, a lei determinava expressamente a sua imediata destruição pela Polícia Administrativa.
Não se compreende que uma nação antiga de quase nove séculos, com uma língua una e riquíssima, se deixe arrastar para o abismo ao abdicar da obrigatoriedade do uso regular do Português na escrita e na oralidade. A nossa língua nada fica a dever ao Inglês, Francês, Alemão ou ao Castelhano, antes se afirmando como uma das mais completas do mundo, desde logo evidente na riqueza vocabular que contém.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

No dia 16 de Julho, na freguesia da Lageosa da Raia, pelas 8 horas da manhã, cumpria-se mais uma tradição em todo o processo da Capeia Arraiana – fazer o Forcão! Tal como combinado, por essa hora começou a chegar a gente do povo que quis ajudar.

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O processo inicia-se com a escolha dos paus principais e com o desbaste dos mesmos. Ao mesmo tempo, vão-se descascando as galhas para serem colocadas depois. Prepara-se também o pau de pinho, descascando-o e ajustando à medida.
A meio de todo este processo, fez-se uma pequena pausa, onde se petiscou recuperando as forças.
Após isto, fez-se a montagem do forcão, sempre sobre a orientação do senhor João de Aldeia do Bispo, ao qual os mordomos agradecem desde já por se ter disponibilizado para ajudar.
Com o forcão terminado, e sendo já hora de almoço, os mordomos, como forma de agradecimento pela ajuda disponibilizada, ofereceram o almoço.
Já recompostos, fez-se uma pequena ronda pela freguesia, ao som do tambor.
Agora, venha o dia 6 de Agosto para que uma vez mais se cumpra a tradição!

A primeira é na Lageosa da Raia
Como é tradição, a Capeia Arraiana da Lageosa da Raia, é a primeira de Agosto.
Como tal, ela irá decorrer no dia 6 de Agosto, com o encerro a cavalo, pelos cavaleiros da região programado para as 11 horas, seguindo-se o tradicional «Toiro da Prova».
Pelas 16 horas, será o pedido da praça, feito pelos mordomos, seguindo-se a tradicional Capeia Arraiana.
É de salientar também, que na noite de dia 3 para dia 4, haverá a «Vaca da Aguardente».
Os mordomos decidiram fazer também, no dia 1 e 2 de Agosto, duas festas temáticas.
No dia 1 de Agosto, haverá a Festa da Caipirinha, com discoteca ao ar livre.
No dia 2 de Agosto, temos o Arraial da Cerveja, com o concerto dos «Undercover’s» e discoteca ao ar livre.
Agradecemos a todos os que se deslocarem a esta nossa festa, a CAPEIA ARRAIANA!
Micael Caria (mordomo da Capeia da Lageosa 2011)

Há tourada na Aldeia. «A festa seguiu tarde fora. Na arena improvisada a força da besta e a bravura dos homens foram desafiadas numa festa para que a tradição não acabe», relata a repórter acompanhada pelas palmas dos sons ciganos. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O forcão para a Capeia Arraiana nocturna de 6 de Agosto é novinho em folha. A sua construção serviu de «desculpa» para mais uma jornada de convívio da malta de Ruivós.

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No passado dia 9 de Julho em Ruivós construiu-se um novo forcão para a Capeia Arraiana nocturna, que se realizará no próximo dia 6 de Agosto a partir das 21 horas.
O dia começou bem cedo, os artistas reuniram-se junto da amoreira secular da Freguesia, para aí pegar os paus que iriam fazer parte do novo Forcão.
Foi junto ao Salão de Festas e da Sede da Associação dos Amigos de Ruivós que todo o processo se desenvolveu. O dia foi longo, o calor apertou, mas foi com grande alegria, entusiasmo e diversão que no final, todos os participantes festejaram e deram por concluída a sua missão.
A Associação doa Amigos de Ruivós e os mordomos da Capeia 2011, não quizeram deixar este dia em branco e organizaram o almoço e o jantar convidaram toda a população a participar e a conviver.
De facto, foi um dia desgastante mas também muito participativo por parte de todos os presentes, demonstrando mais uma vez a união do povo de Ruivós.
Gonçalo Pires

Andreia Tourais vai expor as suas mais recentes criações nos Forcalhos. Reportagem da jornalista Andreia Marques da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A paróquia de Badamalos está em festa. O momento há muito aguardado está prestes a chegar. Este Domingo, 24 de Julho, as portas do templo restaurado vão abrir-se para voltar a receber os paroquianos.

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A paróquia de Badamalos está em festa este domingo, 24 de Julho.
O Sr. Dom Manuel Felício, Bispo da Guarda, presidirá à Eucaristia marcada para as 12 horas, dando graças pela conclusão da primeira fase das obras.
Para além de grande número de badamalenses, residentes e emigrados, estão também confirmadas as presenças do Presidente da Câmara do Sabugal e do Dr. Santinho Pacheco, último Governador Civil da Guarda, que há um ano apadrinhou as obras da igreja de S. Bartolomeu.
Pe. Hélder Lopes (Conselho Económico Paroquial)

O deputado do PSD, Carlos Peixoto, eleito pelo círculo eleitoral da Guarda afirmou esta esta semana no Parlamento que é tempo do Governo assumir o tema da interioridade como um desígnio nacional.

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A interioridade foi o tema escolhido pelo PSD para a primeira declaração política desta legislatura. O deputado da Guarda, Carlos Peixoto, começou por recordar que «37 anos de democracia criaram um fosso muito maior entre um Portugal promissor (o do Litoral) e um Portugal redutor (o do Interior)». Na opinião do social-democrata, «são os governos, designadamente o de hoje, quem tem de fazer o que os de ontem esqueceram, assumindo como desígnio nacional a obrigação de travar esta sangria».
O deputado beirão, eleito pela região da Guarda, lembrou que de acordo com os resultados dos Censos, nos últimos 10 anos, o distrito de Castelo Branco perdeu quase 13 mil habitantes e o da Guarda quase 20 mil. Aliado a este despovoamento, o parlamentar afirmou que um estudo prospectivo realizado pelas Nações Unidas prevê que, em 2030, 80 por cento da população estará concentrada nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto, cerca de 8 por cento viverá em cidades médias e só 12 por cento resistirá em todo o Interior. «É, pois, tempo de pormos os olhos em Estados com a nossa dimensão, mas com uma competitividade manifestamente superior», acrescentou Carlos Peixoto.
Carlos Peixoto frisou que é de salutar que as grandes cidades continuem fortes e competitivas, «mas é também premente e patriótico que o resto do País deixe de ser, como diz o adágio, apenas paisagem».
«O PSD sabe que este Governo terá arte, engenho e, sobretudo, coragem para inverter a trajectória do despovoamento e da desertificação de Portugal mais profundo. É tempo desta questão passar a fazer parte do discurso e da prática política. Por isso, o PSD irá propor um amplo debate no seio do Parlamento e fora dele sobre este tema da interioridade, com a audição de entidades públicas e de organismos e personalidades da sociedade civil capazes de dar os seus contributos em prol deste combate que o País não pode deixar de travar. Porque a melhor forma de ajudar o litoral é desenvolver o interior de Portugal», disse ainda o deputado social-democrata Carlos Peixoto.
jcl

A praia fluvial do Sabugal foi concessionada à empresa Radical Lince etem este ano nova dinâmica. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaManuel Leal Freire, distinto escritor natural da Bismula, concelho do Sabugal, tem-se empenhado na defesa da gastronomia tradicional portuguesa, sendo membro de várias confrarias gastronómicas.
A sua primeira confraria é a do Queijo Serra da Estrela, da qual foi fundador e é Grão-Mestre, mas é também presidente do conselho fiscal da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, sendo além disso sócio de honra da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
Dando nota do valor do bucho raiano, que considera «o melhor prato do mundo», Manuel Leal Freire publicou no nº.19 da revista «Gastronomias» (edição de Junho de 2011), dois sonetos dedicados ao bucho e à sua confraria, que aqui transcrevemos com a devida vénia.

Bucho Raiano – O Melhor Prato do Mundo
Sabores da mais rara qualidade
A que o tempo deu superno cunho
Atingiram no bucho a sumidade
De que a Confraria é testemunho

Qualquer um de nós pelo seu punho
O atesta escrivão da puridade
Perfeita assinatura e não rascunho
Que para sempre obrigar-nos há-de.

Que outros cantem hinos, carmes, loas
Gastem, horas de sexta, véspera e noas
Rendidos aos seus sabores, é natural.

Mas nós de nossas coisas sempre ufanos
Elegemos como Ambrósia dos raianos
O bucho que se serve em Sabugal.

De onde advirá todo este gosto
Que corpo e alma tanto nos deleita
Tão entranhado em nós que é pressuposto
De uma interacção quase perfeita.

Antiga, muito antiga é a receita,
Perene, em seus segredos, o composto
O fumo, a carne, o dedo que a confeita
O alho e colorau, em contragosto.

Os Deuses no Olimpo luminoso
Criaram um sabor suprafamoso
Que Homero eternizou, de nome Ambrósia

Porém, se o nosso bucho aos sete céus
Chegara um dia, então diria Zeus
Que tudo ali ao bucho é simples sósia
Manuel Leal Freire

Foram apresentados os principais eventos culturais do TMG-Teatro Municipal da Guarda até ao final do ano. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A edição de 2011 da Festa da Europa, que acontece no Sabugal, de 28 a 31 de Julho, conta a actuação da consagrada banda musical Quadrilha, num cartaz que junta à música a gastronomia e o artesanato regional.

A Quadrilha actua na segunda noite da festa, a 29 de Julho, pelas 22 horas, no Largo do Côa. A conhecida banda portuguesa, formada em 1991 pelo compositor Sebastião Antunes, junta música tradicional portuguesa e música celta, apresentando o som de instrumentos musicais como violino, bandolim, gaita-de-foles e concertina
Na primeira noite a animação musical está a cargo do grupo Diabo na Cruz. No dia 30 será a vez da banda Anaquim e no dia 31, o último, será a vez de A Caruma.
A festa, organizada pela Câmara Municipal do Sabugal, será ainda animada com a actuação de acordeonistas, do grupo de bombos Coiros de Cabra (de Badamalos), da Sociedade Filarmónica Bendadense e da Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo.
O recinto da festa conta com a habitual feira de artesanato e com tasquinhas, que estarão a cargo de associações do concelho e servirão variados petiscos da rica gastronomia raiana.
A Festa da Europa reúne ainda três exposições temáticas: «Portugal e a Europa: Uma História contada através dos selos portugueses», «Trajes dos Povos Europeus e do Mundo» e «Evocação a Jean Monnet».

TASQUINHAS
Associação Cultural dos Amigos de Trigais
Liga dos Amigos de Sortelha
Associação Social, Cultural e Desportiva da Rebolosa
Associação Juventude Pontense
Associação dos Amigos de Ruivós
Clube Automóvel 6 Kinas
Comissão de Festas de São João 2012
Transcudânia
Associação Recreativa e Cultural do Ozendo
Núcleo Sportinguista do Sabugal
Sede Cultural de Ensino e Trabalho da Cerdeira
Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo
Liga dos Amigos de Águas Belas

A Festa da Europa é uma iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal e da Empresa Municipal Sabugal+ com o apoio da ADES (Associação de Desenvolvimento do Sabugal), Caixa Geral de Depósitos e LocalVisãoTv.
plb

A 14 Agosto, pelas 17h30, a imponente Praça de Toiros de Aldeia da Ponte recebe a sempre muito esperada tourada mista, que junta toureio a cavalo, forcados, matadores e bandarilheiros. Agosto é de resto um mês intenso para esta freguesia do concelho do Sabugal, cuja praça de toiros acolhe ainda a popular capeia arraiana, e o imperdível festival do forcão.

Sónia Matias e Brito Paes, são os cavaleiros que Aldeia da Ponte espera, cabendo ao Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita fazer as pegas no final de cada lide a cavalo.
A tourada conta ainda com a actuação do matador venezuelano Erick Cortez, exímio no capote, bandarilhas e muleta.
Os seis touros da tarde são provenientes da reconhecida ganadaria Pinto Barreiros, de Montemor-o-Novo, no Alentejo.
A animação do espectáculo estará a cargo da banda musical «Santana», de Ciudad Rodrigo. Os bilhetes para o espectáculo estão à venda na Associação Amigos de Aldeia da Ponte e no Café das Bombas da localidade.
A corrida de touros mista é uma realização que vem há muitos anos a esta praça de toiros raiana, pela mão da Associação de Amigos de Aldeia da Ponte, como nobre objectivo a angariação de fundos para o restauro do Colégio de Aldeia da Ponte ou a favor do bem social e cultural do povo de Aldeia da Ponte.
No dia 15 realiza-se na mesma praça a tradicional capeia arraiana, precedida do encerro dos toiros, dando sequência ao costume popular. O forcão evoluirá na arena, ao sabor das investidas dos possantes toiros, dando continuidade à maior e mais viva tradição raiana.
A Praça de Toiros de Aldeia da Ponte recebe ainda no dia 20 de Agosto, pelas 15h30, o muito esperado festival Ó Forcão Rapazes, que junta em viva competição as aldeias raianas que mantêm a tradição da capeia do forcão. Nesta edição, a 26ª, a organização do festival está a cargo da Associação de Jovens da Lageosa da Raia e da Junta de Freguesia dos Forcalhos.
plb

O novo balneário das termas do Cró tem excelentes condições para a prática do termalismo, disponibilizando diversos serviços terapêuticos de primeira qualidade, porém as aquisições ultimamente efectuadas pela Câmara para tornar o edifício funcional ultrapassam os 100 mil euros.

As termas abriram para a época balnear nas novas instalações, tendo a Câmara Municipal procedido à aquisição de bens para o equipamento do balneário durante os meses de Abril Maio e Junho deste ano.
A compra mais espectacular é a de toalhas e roupões para usufruto dos utentes do balneário, cujo valor atingiu os 18.180 euros. Esta aquisição foi feita pela Câmara à empresa «Tecgifts – Comércio e Fabricação de Brindes, Lda», sedeada em S. João da Madeira.
Na aquisição e aplicação de estores para as janelas do edifício do balneário termal gastaram-se por sua vez 6.301,66 euros. Esta contratação foi feita em Maio à empresa «Via Rápida, Lda», com sede na Guarda.
Na compra de consumíveis para as vias respiratórias e outros tratamentos termais, celebrou-se um contrato com a empresa «Artecer – Artesanato Cerâmica, Lda», de Aveiro, no valor de 6.779,46 euros.
Foi ainda instalado um moderno equipamento informático, o que importou num valor de 15.418,14 euros, através da firma «Inforsabugal – Comercialização de Artigos Informáticos, Lda», com sede no Sabugal.
A aquisição e instalação de um sistema de controlo de acessos para o Parque Termal importou em 6.603,95 euros, desta feita, à empresa «Micro-Net II – Serviços Empresariais, Lda», de Braga.
A mesma empresa de Braga vendeu e instalou software para o equipamento informático para o Parque Termal, no valor de 14.776 euros.
Por sua vez a aquisição e montagem de mobiliário metálico atingiu o valor de 33.483,40 euros, através da firma «Guialmi – Empresa de Móveis Metálicos, SA», de Águeda.
A excelência do serviço prestado no novo balneário termal das Caldas do Cró, que tem merecido rasgados elogios de quem já o usufruiu, resultou de um investimento avultado, não apenas na construção do edifício pela SOMAGUE mas também na instalação do mobiliário e de outros bens e serviços fundamentais para a sua funcionalidade.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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