É já na sexta.
É no sábado e é no domingo.
No Casteleiro.
É a 2.ª Festa da Caça.
Um cão que ladra.
Uma perdiz que voa.
Um falcão que nos olha.
Um gambuzino que se escapa.
Muita música que nos entra pela alma dentro.

Há venda de produtos regionais e de artigos relativos à caça.
Há muita animação, música e dança folclórica.
Há mostra de cães e suas habilidades.
Há comes e bebes, claro.
Há convívio e festa, evidentemente.
Há gente e amigos e boa disposição.
Há passeios e até há paintball, veja lá.
Mas, melhor do que qualquer descrição, vale a pena ouvir aqui o ladrar do cão no final de um destes dois spots de rádio com que a Festa da Caça está a ser promovida na região.
Dizem que cão que ladra não morde – e deve ser verdade: este cão que aqui ladra tem um ar meigo e pacífico, brincalhão e bem disposto, amigo do dono e comunicativo.
É um cão digno da Festa da Caça.
Que só vai fazer algumas vítimas: as perdizes, coitadas, que vão ser largadas à traição na manhã de 10, a partir das 9.
Sim, as únicas vítimas, porque os outros potenciais alvos a abater, os gambuzinos… esses ficarão mais uma vez e sempre a rir-se dos humanos ingénuos que há décadas os procuram e… nada.
Boa Festa, Amigos.
O Casteleiro quer receber-vos e receber-vos bem, como é nosso timbre.
Venham e sirvam-se: a Festa é vossa.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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