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E quando percebemos que já estamos em terras sabugalenses, parece que uma alma nova se apodera de nós e que o mundo é melhor!…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»São três horas da tarde de quarta-feira, dia 22, quando paro o carro no fundo da rua da Tílias (onde, felizmente, ainda mora a minha mãe).
Para além do matar de saudades, esperam-me uns dias cheios e que começam logo às seis da tarde na:
1. Santa Casa da Misericórdia do Sabugal. Respondendo a um amável convite da Mesa da Santa Casa e do seu Provedor António Dionísio, tenho o prazer de assistir à festa de fim de ano desta Instituição que, em 2016, comemorará os 500 anos!
Idosos e crianças e seus familiares juntam-se num convívio intergeracional de grande intensidade emocional, não podendo deixar de salientar a clara cumplicidade existente entre utentes e pessoal que ali trabalha, numa prova viva de como estes trabalhadores se dedicam à Instituição e aos idosos e crianças para quem trabalham.
À Santa Casa, aos seus dirigentes e trabalhadores e às famílias sabugalenses que usufruem dos seus serviços, os meus sinceros parabéns!
Saído da Santa Casa, volto a pé (que é a melhor forma de amar o Sabugal), e passo, embora de forma fugaz, pelo Largo da Fonte onde têm início as
2. Festas de S. João. Sei que já não são as festas do antigamente (quando o meu pai e o Ti Alberto Espanha entusiasmavam os participantes com as suas actuações enquanto leiloeiros na «quermesse»!), e quando havia o baile dos «pobres» (à volta do coreto, em chão de terra) e o «dancing» dos «ricos» (os que pagavam a entrada e podiam dançar em piso de cimento!).
Mas lá estava o nosso «carvalho», vestido a preceito e com a respectiva «boneca» no topo! Que os percalços que a organização destas festas tão populares vem sofrendo, possam ser ultrapassadas e que o S. João volte a ser uma festa de referência no Concelho (sem dancing, claro…), são os meus mais sinceros desejos…
3. «Forcão Capeia Arraiana». 23 de manhã, desloco-me à Casa do Castelo onde a minha amiga Talinha me guarda um exemplar (autografado pelos autores António Cabanas e Joaquim Tomé) do livro «Forcão Capeia Arraiana». Não me tendo sido possível star presente no lançamento, a leitura que já fiz dos textos e a apreciação das fotografias, leva-me a dizer que este é um dos mais belos livros que já foram feitos sobre a nossa Capeia.
Obrigado a António Cabanas que não sendo do Sabugal, nos brinda com textos de rara sensibilidade e qualidade e ao Joaquim Tomé, nosso conterrâneo para quem certos sabugalenses tão madrastos foram.
As suas fotografias são o exemplo da sua competência enquanto fotógrafo, mas, e sobretudo, a prova do grande amor que o Quim tem pelo Sabugal, pela sua cultura e pelas suas tradições.
Um abraço também à Talinha e ao Romeu que continuam na sua saga de divulgar o Concelho, contra tudo e contra todos.
4. Festas de S. João em Vale de Espinho. Convidado pelo Carlos e pelo Ilídio Clemente, dois irmãos que este ano abraçaram a organização desta festa tão tradicional, voltei à que, como todos sabem, considero a minha segunda terra de nascimento, tais os laços familiares que me ligam a Vale de Espinho.
Ali assisti à leitura das «Famas», acompanhando as centenas de pessoas presentes nas risadas que as quadras mordazes iam provocando.
Não posso deixar de salientar os muitos «valedespinhêros» que se deslocaram de Lisboa, Porto, etc., para não deixar esta festa morrer. Grande exemplo de bairrismo e amor à terra!
E que novos Clementes se sintam motivados para organizarem o S. João para os anos que aí vêm!
5. Igreja de Badamalos. O dia seguinte leva-me a Badamalos onde o dinamismo do Padre Hélder bem apoiado pelos habitantes e naturais desta terra está a levar a cabo a recuperação da igreja.
Participo na iniciativa «Estaleiro Aberto», durante a qual nos é feita uma apresentação do decurso da obra. 39 dias de trabalho intenso que levaram à quase completa requalificação do espaço, a que se seguirá agora a requalificação das peças de arte sacra, com destaque especial para uma riquíssima capela-mor.
Badamalos pode e deve orgulhar-se deste trabalho, não podendo deixar de salientar o apoio que a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal, o Governo Civil e a CCDR-Centro têm dado para que esta obra se concretize.
Não posso igualmente deixar de realçar o trabalho de restauro de antigas casas em granito que permitem que o centro de Badamalos seja hoje um exemplo a apontar e a seguir.
6. Assembleia Municipal. Mais um momento alto de democracia, pois quando este Órgão Autárquico se reúne, o sistema democrático local atinge a sua expressão máxima.
E saliento, enquanto Presidente da Assembleia, a forma empenhada com que todos os deputados municipais intervêm, votando em consciência os diversos assuntos que ali são levados, mas, e sobretudo, tornando muito rico o período de Antes da Ordem do Dia, momento em que cada membro pode expressar de forma livre a sua opinião.
7. Convívio dos Manéis. Infelizmente a minha estadia no Sabugal está a chegar ao fim. Não sem antes me associar a este convívio de «Manéis sabugalenses». Poucos sabem, mas também tenho Manuel no nome, e o prazer de estar mais um pouco com os meus conterrâneos leva-me a rumar à Sra. da Graça onde reencontro desde o Manel Rasteiro ao Manel Nabais, passando pelo Manel Ramos (e um grande obrigado à Maria pelo seu doce de ginja!…) e muitos outros amigos de infância, permitindo-me uma referência especial ao meu amigo e antigo vizinho Manel «Pidente» ali levado pela sua mãe, a quem tive também a alegria de abraçar depois de passados tantos anos… E para o ano, contem comigo!
Foi uma forma boa de me despedir e de terminar 4 dias de intenso e imenso Sabugal!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

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A obrigatoriedade de usar placas de cor diferenciada consoante a origem dos produtos vendidos, é a principal novidade do projecto do novo Regulamento do Mercado Municipal do Sabugal, que foi aprovado por unanimidade na reunião do Executivo Municipal de 8 de Junho e que vai ser colocado à discussão pública.

O projecto do novo Regulamento surgiu pela manifesta desactualização do Regulamento em vigor, que data de 1991, tornando-o mais funcional e adaptado à nova realidade. Há muito que estava a ser preparado, e tardou a ser apresentado ao executivo, cujos vereadores, nomeadamente a eleita do PS Sandra Fortuna, o tinham já reivindicado ao presidente por mais de uma vez.
Após a discussão pública que se seguirá, o projecto será submetido à apreciação e votação da Assembleia Municipal, sendo apenas depois remetido para publicação no Diário da República, passando então a estar em vigor.
A grande novidade do regulamente é a obrigação que os comerciantes passarão a ter de identificarem claramente a origem dos produtos que vendem, recorrendo a placas com cores diferentes, fornecidas pela Câmara Municipal.
Nos termos do previsto no projecto de regulamento, os produtos a expor para venda no Mercado serão obrigados a estar identificados com placas que indiquem a sua origem, usando-se cores diferentes para esse efeito:
Placa amarela – produto do concelho do Sabugal;
Placa laranja – produto regional;
Placa azul – produto nacional;
Placa beije – produto importado.
No mais o regulamento estabelece os horários de funcionamento das lojas, bancas e terrados, assim como do serviço de abastecimento. Estabelece ainda as regras que enquadram a atribuição de espaços por hasta pública, e como se processa a transferência ou cedência do espaço a terceiros e a mudança de ramo de actividade por parte dos comerciantes.
A Câmara Municipal, também fica sujeita a obrigações específicas, nomeadamente na conservação da infra-estrutura, na gestão dos espaços, sua fiscalização e aplicação de consequentes penalizações por incumprimento das normas regulamentares.
O Regulamento define ainda as coimas a aplicar em caso de se verificarem infracções ao estipulado.

Não posso deixar de observar que o projecto de Regulamento é uma peça deveras peculiar, dada a originalidade de algumas das suas normas, de que é exemplo o seu artigo 7º, que tem por epígrafe «proibições». Atente-se a estas pérolas: «é proibido não cumprir regras…», «é proibido não manter os espaços organizados», «é proibido não obedecer às ordens…». Outra aberração é a norma genérica do artigo 28º («das infracções»), onde come tudo pela mesma tabela: 50 a 500 euros de coima pelas infracções ao Regulamento, não especificando nem diferenciando. Ou seja, a realização de obras não autorizadas é igual a ocupar áreas de circulação ou a não ter os preços dos produtos afixados.
plb

Em honra de Teresa Duarte Reis, colaboradora do Capeia Arraiana, poetisa que domina, «em harmónica simbiose as técnicas da versificação», recebemos, em forma de «comentário», este belo texto de Manuel Leal Freire, a que decidimos dar o devido e merecido relevo.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaComo antigo professor da Escola do Magistério Primário de Castelo Branco – possivelmente o único superstite do tempo em que se tratava de um estabelecimento de cariz privado da propriedade e direcção do Doutor João Folgado Frade Correia, insigne pedagogo e inspirado poeta, vibro ab imo corde com os êxitos dos alunos que saídos da famosa NORMAL espalharam e continuam a espalhar claridade e iluminar cérebros por todo esse vasto mundo onde se fixaram comunidades de raiz lusíada.
E pela minha qualidade de reformador dos ensinos da DIDÁCTICA, que abrangia as LÍNGUAS e a HISTORIA, mais e mais fortemente vibro quando vejo uma professora modelada no estabelecimento dominar em harmónica simbiose as técnicas da versificação e a realidade factual, magnificamente cadinhadas por uma sensibilidade verdadeiramente estremecida. Daí a minha homenagem sentidamente vivida…e que testemunho com uma peregrinação pelos lugares sacralizados pelo quotidiano heroísmo dos vergalhudos da Raia

Cinco concelhos inteiros
Cabem no do Sabugal
Cinco castelos roqueiros
Legendas de armorial

As vilas mortas morreram
Mas os torreões resistem
Nunca os heróis se esconderam
Por onde as heras se enristem

Passado com o futuro
Assim se engavinha e enleia
O porvir será venturo
Se o vaticina uma ideia

Além dos cinco concelhos
Ia o concelho plus ultra
Aprende nos livros velhos
Quem livros velhos consulta

O limite natural
Não se queda na barreira
Dava a guarda o Carvalhal
Castelo Mendo a Cerdeira

O Trans, o Riba, o Cis-Coa
Religou-os Alcanizes
Andaram Burgos á toa
Linha em perenes deslises.

Velavam as cinco vilas
Por sobre a velha Castela
Vigias não tranquilas
Acordadas sentinelas

Vilar Maior, Alfaiates,
Sortelha, Vila do Touro
Inspiram hoje outros vates
É outro o tempo vindouro

Não são sedes de concelho
Mas conservam a glória
Que garante o Evangelho
A quem se revê na Historia

Passado rima com luz
Com o futuro se entrosa
É guia que nos conduz
É rima, mote e glosa

Manuel Leal Freire

As associações de desenvolvimento ADRUSE, Pró Raia e Raia Histórica, promoveram a aquisição (arrendamento) de um espaço em Salamanca (Espanha) tendo em vista a instalação de uma loja de produtos regionais portugueses e de um local de divulgação turística.

Para se conseguir esse objectivo vai ser celebrado um protocolo, que envolve também as câmaras municipais do distrito, entre as quais a do Sabugal. Está igualmednte previsto envolvimento do governo civil da Guarda, ficando porém agora a dúvida de que tal se mantenha, atendendo à exoneração dos governadores civis e do anúncio governamental de que não serão nomeados outros que os substituam.
De acordo com o previsto, as câmaras e o governo civil financiam o projecto, cabendo às associações de desenvolvimento a implementação e a monitorização do mesmo, afectando-lhe os meios físicos e humanos que se revelem necessários.
O espaço terá a designação Oficina de Turismo «Portugal Interior» e estará localizada na Plaza Mayor da cidade espanhola de Salamanca.
As associações envolvidas são a Associação de Desenvolvimento da Serra da Estrela (ADRUSE), a Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte (ProRaia) e a Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira (Raia Histórica).
plb

«Ribeira do Casteleiro»: (…) «as suas margens se costumam cultivar para centeio».
Esta simples frase, escrita há 260 anos, é muito importante. Foi lavrada pelo «Cura deste dito lugar de Casteleiro» na resposta ao inquérito nacional ordenado pelo Marquês de Pombal e em que cada pároco respondeu a algumas dezenas de perguntas da Corte. Coisa séria: uma espécie de Censos / 1756.

No Casteleiro sempre se cultivou muito centeio. Aliás «pão» para nós era «centeio». «Trigo» era «trigo». Só depois, já a deambular por outras paragens, como Lisboa, é que vem a surpresa: não há pão/centeio e toda a gente fala de pão mas é trigo. Na meninice e juventude isto faz cá uma confusão…
Naqueles dias com piada, tal como pelos séculos anteriores se foi aperfeiçoando essa arte, o centeio era fonte de vários produtos essenciais e alguns acessórios da vida rural: antes de mais, a ferrém: quando o pão-planta, ainda no alqueve, é pequenito dá para os animais comerem – mas é um desperdício, melhor é a aveia, que não serve para mais nada; depois, quando o pão cresce e fica grado, alguns colhiam os cornachos ou lenticão que se vendia e dava para certos medicamentos; mais tarde, quando fica bem seco, vai para a laje e junta-se em medas, malha-se e de lá saem vários produtos: o grão do centeio que, moído, dá para fazer pão e bolos (mas para estes é sempre melhor a farinha de trigo, planta pouco cultivada no Casteleiro de então, apenas marginalmente, mas sempre havia algum); a palha que dá para comida dos animais, sobretudo as vacas, no inverno, e também para a cama do vivo todo na palheira e depois para estrume que serve para adubar as plantas: circuito da Natureza concluído: veio da terra e à terra voltou…

Coza o forno
«Haja saúde e coza o forno». Uma frase que é de incitamento para se vencer a vida como se de uma operação especial se tratasse.
O «forno» no Casteleiro da minha meninice era um local especial, onde a minha avó, sobretudo, mas também a minha mãe me deixavam ir a acompanhá-las nos dias em que o forno andava. Andar o forno quer dizer: o forno funcionava, as famílias coziam o seu pão para toda a semana. Julgo que era às terças que o forno andava.
No Casteleiro dos anos 50 havia dois fornos, pertencentes a duas das pessoas mais ricas da terra. Cada família tinha hábitos de ir para um ou outro, julgo que apenas por critérios de proximidade e ou de simpatia e de favores devidos ao dono do forno. Pagava-se a «poia» (aluguer do forno) em pão cozido.
A ideia que tenho é que nos dois fornos se juntavam as mulheres e enquanto o pão entrava e não entrava, enquanto se cozia e não cozia, vai de «pôr a escrita em dia», desenferrujar a língua, actualizar a base de dados – ou seja, o forno representava para as mulheres, uma vez por semana, nesta matéria da «escrita», mais ou menos o mesmo que para os homens a tasca ou a taberna – eram locais diferentes, já agora também lhe digo: havia uma tasca, duas tabernas e até havia já um café, veja lá.
Portanto, não sendo nenhum deles um forno «comunitário», porque isso tem a ver com a propriedade do equipamento e no Casteleiro ambos os fornos eram particulares, a verdade é que no forno se viviam bons momentos, como sempre me pareceu.
O pão que de lá saía era muito bom, dava para a semana toda de toda a família e era biológico e «fitness»: tinha «bué» de fibras naturais – e aguentava-se a semana toda bem saboroso.

Glossário mínimo para ler este texto:
Vivo – gado
Pão – centeio
Poia – paga por fazer o pão no forno
Andar o forno – trabalhar, funcionar o forno
Alqueve – extensão de terreno semeado de pão
Ferrém – forragem
Palheira – estábulo
Laje – eira
Meda (ler mêda) – cone de cereal de cada proprietário ao redor da eira, antes de ser malhado
Lenticão – «Excrescência nas espigas do centeio» (in ‘Dicionário on line’). O povo chamava-lhe «cornachos», devido à forma retorcida dos apêndices pretos e carnudos das espigas.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

O mundo da imaginação encaixa-se, à perfeição, no mundo da escrita. Desta feita, ao anotar, na minha mente, a intenção de escrever um pequeno texto para a Capeia Arraiana, surgiram-me, de novo, imagens dos contrafortes do Monte (do Jarmelo). E é convencimento meu que a escrita, como a leitura, podem ser boas formas de viajar!

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»A minha imaginação parte, então, ao reencontro do silêncio inerte das rochas e da solidão das fragas. Depara-se, ainda, com a quietude dos campos e das árvores, com a calada dos sítios, com o carisma dos vestígios milenares, enfim, com os lugares por onde sempre ansiei perder-me.
Ouço queixar o velho Monte da voragem do tempo que o tem feito envelhecer, envolto em vivências de história e de lendas, por entre contos de amores desabridos ou desabrigados.
Para aqui me escapei milhentas vezes. Aqui regressei, ainda adolescente, na procura do meu habitat preferencial. Agora, mais velho, para aqui me dirijo, não quando quero, mas quando posso e aqui, colho as minhas mais gostosas recordações. Assim me assola a saudade tão só porque ela existe e porque ela persiste naturalmente.
Mas sei da calma do Monte, poucas vezes perturbada. Se penso em movimento imagino apenas o voo desgarrado de algum pássaro ou a passagem sussurrante (em sonorização excepcional) do vento entre as ramagens. Seduz-me o adivinhar verde dos carvalhos e dos castanheiros. Convenço-me da infinidade de histórias que, com certeza, foram contadas sem que nunca ninguém as tenha escrito.
Tudo isto me surpreende tanto quanto me surpreenderia pela primeira vez. Tudo isto se me apresenta repetido e, paradoxalmente, tudo me parece novo. Admiro o rural, o tosco, o inculto mas nunca encontro o incultural. Respiro um inegável e denso ambiente histórico.
Entendo muito bem a razão pela qual o rural se pode impor ao urbano e compreendo-me na minha crescente necessidade de voltar, de voltar sempre. Percebo Torga (à exaustão) quando diz «o pouco que sou devo-o às fragas».
E, quando observo as alturas, revejo o marco geodésico gigante, branco, cintado de negro, picando os céus. É como se o Monte falasse. É como se ele levantasse um dedo enorme para chamar a atenção e gritasse história … contra a solidão humana.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

A cidade de Coimbra recebe, nos dias 2 e 3 de Julho, as confrarias gastronómicas de todo o país, numa iniciativa designada Mostra de Sabores Tradicionais, a qual divulgará os valores da gastronomia tradicional portuguesa.

Participam no evento mais de 30 confrarias, de norte a sul do país, incluindo das regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Coimbra acolherá a iniciativa, no próximo fim-de-semana, no Parque D. Manuel Braga, onde as confrarias ocuparão vários stands e aí servirão petiscos e exporão artesanato e outros produtos regionais. Também haverá animação através de danças e cantares tradicionais.
No sábado, pelas 10 horas, realiza-se o desfile inicial, a partir da Câmara Municipal de Coimbra até ao local da Mostra.
A Mostra de Sabores Tradicionais é promovida pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Câmara Municipal de Coimbra, Turismo de Portugal e Turismo do Centro.
A Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, por dificuldades logísticas, não ocupará qualquer stand na Mostra, mas estará presente na iniciativa, participando no desfile com as demais confrarias gastronómicas.
plb

Três dias de animação intensa e de qualidade, com a participação directa de mais de 100 pessoas, e mais de 7.500 visitantes. É este o balanço que a organização da Feira de São João faz do evento que animou a Guarda entre 23 e 25 de Junho e que contou com a colaboração de dezenas de colectividades do concelho e da região, tanto na venda de produtos como na animação do evento.

Artesãos, artistas populares, músicos, actores, animadores e vendedores participaram nesta grande festa que foi a evocação histórica da feira de inícios do século XX na cidade mais alta. Uma grande festa na qual não faltaram as tasquinhas com a ementa a condizer com os santos populares, a venda de artesanato da região e dos produtos hortícolas e frutícolas e, é claro, a animação. De destacar ainda um dos pontos altos deste evento: a fogueira e baile de São João. Depois da queima da boneca na fogueira de rosmaninhos, uma tradição da região, veio o baile popular ao som de um duo de acordeões que juntou centenas de pessoas em rodopio pelo recinto.
De referir ainda que grande maioria dos participantes da feira ficou satisfeito com a grande afluência de público nesta edição. A Feira de S. João foi uma iniciava organizada pela Culturguarda em parceria com a Câmara Municipal da Guarda, inserida num dos projectos da candidatura ao programa Mais Centro, Eixo 2 – Política de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana.
plb (com Culturguarda)

Será que viver honestamente se tornou inútil neste meu País? Tudo leva a crer que sim, mas o pior está para vir, com a brutal austeridade que nos vai ser imposta, nessa altura será o salve-se quem puder, vai ser o reino dos corruptos, dos mentirosos, dos oportunistas, dos ignorantes, dos servis, dos que não têm pinga de escrúpulos, dos tais «parasitas improdutivos», dos que se vendem a quem der mais, dos partidários de todos os partidos e dos discípulos de todas as ideologias, daqueles que são a negação mais absoluta do que é a Democracia.
De fora, virão as ordens e as orientações para a nossa economia e para a nossa Democracia, não virão ordens para mudar mentalidades, isso é impossível.

António EmidioO tecido social português está infiltrado por toda a espécie de marginais de «colarinho branco», desde o poderosíssimo corrupto, até ao simples «fala barato», cuja tribuna de onde fala é o balcão da taberna. São aceites e respeitados pela sociedade, isto acontece porque esta mesma sociedade se encontra numa crise moral e social, assustada por um holocausto económico. Uma atmosfera de desilusão invadiu-nos, todos estamos desiludidos, o nosso País está dominado pelo materialismo, pela violência, pela ausência de justiça, pela lei do mais forte, pela corrupção e pelo cinismo. Por mais absurdo que pareça, tudo isto tem origem na «Pax Americana» que nos últimos anos se acentuou em todo o Mundo, depois da Guerra Fria, quando a família Bush, Bush I e Bush II, juntando a estes, Bill Clinton, anunciaram a Nova Ordem Mundial. Quer queiramos, quer não, todos os habitantes da terra nos transformámos em súbditos dos Estados Unidos. A prova mais evidente desta situação é que dependemos mais do que dizem e fazem Wall Street e a Casa Branca, do que o que dizem e fazem os nossos governantes. Isto talvez nunca o tenha dito esse Oceano de saber que é o professor Marcelo no canal de televisão onde fala. Mas esse Oceano, infelizmente para quem o ouve, só tem cinco centímetros de profundidade.
Aliás, a Globalização é o acentuar do poder dos Estados Unidos e a formação de outros imperialismos que com o caminhar da história irão substituir esse poder Estado Unidense.
O actual momento histórico que nos está a tocar viver, a nós portugueses, é um momento de angústia, próprio de uma época cansada. Para encher este vazio espiritual, os portugueses procuram o futebol, as novelas, as revistas do «beautiful people», e outros entreténs modernos, vazios de qualquer sentido. Assim não conseguem fugir da frustração que esta sociedade Neoliberal e de consumo lhes transmite. E a Democracia portuguesa em que se transformou? Transformou-se numa Democracia sem politica, sequestrada por potências estrangeiras, isto conduz à marginalização dos políticos por parte do eleitorado. Democracia não pode ser outra coisa que o governo do, e para o povo, nunca como agora, à margem e contra o próprio povo.
Aqui na Cidade do Sabugal, quando passo diante da capela do Senhor dos Aflitos, cada vez vejo mais gente ajoelhada a orar, cada vez vejo mais velas acesas e flores. O significado? As pessoas têm medo, as pessoas voltam-se para Deus porque aí encontram uma fonte de consolo e esperança. Talvez aqueles que estão a regressar ao Concelho, vindos das grandes cidades porque a crise os lançou no desemprego ou no desespero, vejam nele também esperança para as suas vidas (é engraçado, os Sacrossantos Doutores da Lei e os Politicamente correctos, nunca nos falaram nesta gente, olhai que podem dar votos…). Outros e outras, mais pragmáticos, procuram a «esperança», não em Deus, nem no Concelho que tanto “amam”, procuram-na e conseguem-na ladeando «políticos», cujo amor à Democracia depende do dinheiro que ela lhes propicia e, cuja ambição desmedida e boçal é superior à sua capacidade. «Políticos» que precisam de «amparo» quando saem á rua, ou na comunicação social, pedindo o voto popular, daqueles que não sabem que o único «amparo» que um politico deve ter quando se dirige ao povo é a sua ética, a sua moral, o seu humanismo e o seu amor à Liberdade. Mas os tais pragmáticos, ou pragmáticas, preferem o tipo de políticos que lhes enche os bolsos de dinheiro e os ouvidos de promessas, nunca os governantes honrados que reclamam o mesmo comportamento ético que exigem a si mesmos.
Vai ser sempre assim? Não querido leitor(a), há épocas assim, e esta é uma delas. Prepare-se para ver singrar aqueles e aquelas que numa época diferente, seriam umas obscuras personagens, ou até estariam numa cadeia.

Soube que uma «elite» concelhia, numa das suas libações, referiu-se a mim com uma ameaça velada, dizendo que alguém que trabalha na Câmara não pode escrever certas coisas… Tenho a dizer-lhes que ao fazer-me escritor, não foi para bajular os grandes e poderosos, sejam eles de onde sejam, por isso me atenho ás consequências. Podem retirar-me das tribunas concelhias, a sua comunicação social, como já aconteceu, podem mandar-me para o desemprego ou perseguirem-me moralmente no mesmo, mas uma coisa digo: nunca serei rei do meu silêncio, nem escravo das minhas palavras.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Na reunião de 22 de Junho, o executivo municipal do Sabugal aprovou alterações ao Regulamento Municipal do Transporte Público de Veículos Ligeiros de Passageiros – Transporte de Táxi. Não houve porém unanimidade, tendo o vereador Joaquim Ricardo votado contra o projecto.

O facto de terem chegado à Câmara Municipal várias reclamações acerca de um profissional taxista que recolhe clientes sem respeitar a sua vez na praça de táxis, recentemente mudada para o lado norte do Largo da Fonte, levou a Câmara a introduzir regras precisas de funcionamento do serviço.
A norma agora aprovada e acrescentada ao regulamento em vigor desde 2003, obriga a que a utilização dos táxis que estão parqueados respeite a sua ordem de chegada à praça, excepto nos casos em que seja solicitado o serviço de um táxi com lotação superior a cinco lugares, situação em que avançará a primeira viatura que reúna essas condições. Por outro lado, nenhum taxista poderá tomar passageiros na sua viatura a menos de 500 metros da praça de táxis.
O desrespeito pela norma agora introduzida do Regulamento constitui contra-ordenação punível com coima de 149,64 a 448,92 euros.
A alteração ao Regulamento não mereceu porém a unanimidade dos elementos do executivo, pois o vereador Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, votou contra por considerar que a nova regra relativa à tomada de passageiros faz com que deixe de haver livre escolha por parte dos utentes do serviço, corrompendo-se igualmente a livre concorrência entre os taxistas. O facto de se estar num meio rural, onde as pessoas se conhecem e há taxistas que têm clientes de há longo tempo, desaconselha à imposição de regras que desvirtuem essa realidade. O vereador considerou de resto a proposta ilegal já que não existe lei que condicione a livre escolha dos consumidores.
plb

Na sexta-feira, dia 1 de Julho, o Teatro Municipal da Guarda (TMG) dedica a noite ao rock português, actuando no Grande Auditório os Pop dell’Arte, que recentemente editaram um novo disco.

A anteceder a actuação dos Pop Dell’Arte, sobe ao palco a banda guardense Nihil Aut Mors, que aceitou o desafio proposto pelo TMG e voltou a reunir-se após quase duas décadas. O espectáculo está marcado para as 21h30.
A banda de João Peste vem apresentar ao TMG o seu último disco, «Contra Mundum» (2010), uma edição que marcou a celebração dos 25 anos de carreira. Para além da formação actual, João Peste, Zé Pedro Moura, Paulo Monteiro, Eduardo Vinhas e Nuno Castedo, pelo grupo passaram nomes como Paulo Salgado, Ondina Pires, Sapo, Rafael Toral, Luís San Payo, Pedro Alvim, J.P. Simões e Tiago Miranda, entre outros. «Contra Mundum» foi considerado o melhor álbum de 2010 pela Rádio Universitária de Coimbra, o segundo melhor do ano para o Diário de Notícias e o sexto para a revista Blitz.
Os Nihil Aut Mors existiram entre 1987 e 1994 e tinham a particularidade de criar temas que cantavam quase exclusivamente em Latim. Actuaram em diversos concertos com bandas como Bastardos do Cardeal, Pop Dell ‘Arte, Major Alvega, Tina and The Top Ten, Censurados, É M’as Foice, K4 Quadrado Azul, John Holmes Underground, Sérgio and Those, Gabardine 12, Sitiados, A Kausa, entre outros.
Recordando algumas das edições da banda guardense, destacamos a maquete «Super» (1989, Tragic Figures) e a participação na colectânea «Insurrectos» (1990, Área Total).
Sobre esta noite de Rock português no TMG, de referir ainda que os Nihil actuaram com a banda de João Peste num mítico concerto no Parque Municipal da Guarda, em plena década de oitenta. Esta é por isso também uma noite de celebração: 22 anos depois e a convite do TMG, as duas bandas reúnem-se em palco para mais uma memorável noite de rock.
No Sábado, dia 2 de Julho, os «Melómanos» apresentam-se no Café Concerto, às 22 horas.
«Melómanos» é um novo projecto da Guarda que junta músicos com experiências muito diferentes e que recriam clássicos do Pop Rock dos anos 80 e 90, dos U2 aos The Cult. Trata-se de uma banda que apresenta versões de temas que fizeram a história da música dos últimos 30 anos e que promete animar públicos de várias gerações. Os Melómanos são Ricardo Leal (voz e guitarra), Hugo Dantas (bateria), Paulo Monteiro (baixo) e Jorge Maia (Guitarra).
plb (com TMG)

Com vista a relançar a agricultura no concelho do Sabugal, a Câmara Municipal vai constituir uma equipa de projecto, cuja missão é o desenvolvimento rural através da implementação de um programa mobilizador das sinergias e recursos existentes.

A reunião do executivo municipal do dia 22 de Junho aprovou a implementação do Programa de Desenvolvimento Rural e decidiu criar uma equipa de projecto para o implementar no decurso dos próximos dois anos.
O sector primário teve desde sempre uma grande importância na actividade económica do concelho, mas quase desapareceu com a emigração e com o consequente abandono dos campos, a que não foi alheia a politica europeia marcada pela atribuição de subsídios compensatórios à improdutividade do solo. A situação a que se chegou leva à ideia de que é imperioso relançar o sector primário, desenvolvendo-o como actividade produtiva fundamental, à qual importa afectar bons recursos. Este sector pode ser a alavanca que falta para o desenvolvimento das terras do interior.
A equipa agora constituída agirá com esse propósito, tentando coligir e disponibilizar informação para os agricultores e cooperar com os movimentos associativos.
A equipa é multidisciplinar e inclui um coordenador, sete técnicos superiores e um assistente técnico, todos dos quadros de pessoal da autarquia. Terá como missão implementar as acções tidas por fundamentais para relançar a agricultura, articular programas e medidas voltadas para o sector e dinamizar as parcerias entre as entidades envolvidas. Os objectivos estratégicos assumidos são o reforço da competitividade, o incentivo da produção com qualidade e com recurso à inovação, a melhoria da qualidade de vida dos produtores e o reforço do movimento associativo para que melhore a iniciativa dos agricultores e a defesa dos seus interesses.
A nova equipa ficará na dependência directa do presidente da Câmara, constituindo-se como uma estrutura autónoma da demais hierarquia da edilidade. A criação desta equipa de projecto foi apenas possível devido à recente reestruturação da orgânica dos serviços da Câmara Municipal do Sabugal, que prevê precisamente a existência de equipas de projecto, criadas por um determinado período temporal visando o cumprimento de uma missão específica, optimizando os recursos existentes e colocando-os ao serviço de questões estruturais para o concelho.
plb

Coube aos confrades Francisco Santos e Rosa Santos representarem a Confraria do Bucho Raiano no XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes, que se realizou naquela localidade situada junto a Gaia, ao Porto e ao Rio Douro. Os confrades do Bucho presentes descrevem, agradados, como decorreu o cerimonial.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Na tarde de sábado, 25 de Junho de 2011, com muito calor, realizou-se em Avintes o XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes. Após a concentração, como habitualmente no Largo do Palheirinho, os Confrades presentes iniciaram, à hora programada, o desfile de todas as Confrarias em direcção ao auditório dos Plebeus Avintenses (prestigiada companhia de teatro amador com mais de 80 anos de existência) onde iria decorrer a cerimónia de Indignação dos novos Borunários.
A sessão, conduzida por Paulo Sá Machado, iniciou-se com a actuação, durante cerca de 20 minutos, de uma banda de metais formada por 10 jovens da localidade. Seguiu-se a formação da mesa, após o que o Presidente da Direcção e Borunário-Mor, Joaquim Costa Gomes, discursou, sendo de relevar a sua lição de bom português relativa ao «fim da polémica» (até ver…) de que o feminino de «o confrade» é «a confrade».
Seguiu-se a imposição das insígnias aos novos Borunários, dos quais dois belgas e um francês, e respectivo juramento. A sessão prosseguiu com a apresentação de cumprimentos e oferta de lembranças às 33 confrarias presentes e onde não poderia faltar a broa de Avintes. De registar uma menção especial, e simpática, do anfitrião, dr. Paulo Sá Machado, à nossa Confraria do Bucho Raiano.
A sessão terminou com alguns discursos, curtos, das entidades que faziam parte da mesa, após o que todos os presentes se deslocaram para a Quinta do Gradouro, onde foi servida uma deliciosa merenda ajantarada e onde os confrades tiveram oportunidade de continuar o convívio desta magnífica tarde.

Nós por cá já não temos dúvidas. De forma sapiente mestre Pinharanda Gomes afirmou que o feminino de confrade é confreira.
Rosa & Francisco Santos

A Assembleia Municipal do Sabugal decidiu por unanimidade atribuir ao escritor sabugalense Manuel António Pina a medalha de mérito cultural do Município.

A proposta foi apresentada pela Câmara Municipal à Assembleia que se realizou do dia 24 de Junho, na passada sexta-feira, nos termos do regulamento das distinções honoríficas recentemente publicado.
Nos termos do regulamento, a Medalha de Mérito Cultural é atribuída a pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, que se tenham destacado em qualquer forma de expressão cultural, designadamente na literatura, nas artes plásticas, no teatro, na música, no cinema, na investigação histórica, na divulgação e preservação do nosso património, na valorização das gentes do Município, ou que, de qualquer forma, tenham promovido a cultura.
Foi precisamente o que sucedeu com o sabugalense Manuel António Pina, que se destacou no âmbito da escrita, enquanto escritor e jornalista, cuja obra literária o levou de resto a ser recentemente agraciado com a maior distinção da literatura de língua portuguesa: o Prémio Camões.
Nascido no Sabugal em 1943, Manuel António Pina, foi, ainda criança, levado para outras terras, vindo mais tarde a fixar-se no Porto. Foi jornalista durante várias décadas e estreou-se na poesia em 1974 com o livro «Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde». No ano anterior publicara o seu primeiro livro para crianças, «O País das Pessoas de Pernas para o Ar». Consensualmente reconhecido como um dos melhores cronistas de língua portuguesa, publicou dezenas de livros de poesia e de literatura para crianças, mas só em 2003 se aventurou na ficção «para adultos», com «Os Papéis de K.».
Os seus livros de poesia estão traduzidos em várias línguas, incluindo «Os Livros», publicação que venceu os prémios de poesia da Associação Portuguesa de Escritores e a da Fundação Luís Miguel Nava.
Em Abril de 2009, numa iniciativa da Junta de Freguesia do Sabugal, realizou-se um acto de homenagem a Manuel António Pina, que passou pelo descerrar de uma placa na casa onde o escritor e jornalista nasceu há 67 anos e onde viveu parte da infância. Realizou-se também uma palestra sobre a vida e a obra do homenageado e foi exibida uma peça teatral da autoria do escritor.
Nos termos regulamentares a medalha de mérito cultural será entregue a Manuel António Pina em cerimónia pública e solene, que provavelmente acontecerá em 10 de Novembro, Dia do Concelho do Sabugal.
plb

Das festas onomásticas, que antes aconteciam em barda na cidade do Sabugal (zés, quins, tós, joões, e outros que tais) apenas a que reúne os maneis se mantém viva e dá mostras de estar para durar.

Ontem, dia 25 de Junho, os persistentes maneis e suas famílias fizeram a sua festa anual, cumprindo aquilo que já é uma tradição, resistindo à voragem dos tempos.
O local do convívio foi mais uma vez o recinto da Senhora da Graça, junto à barragem com o mesmo nome, a pouco mais de dois quilómetros do Sabugal.
Cerca de 50 pessoas, entre maneis e seus familiares, responderam à chamada e passaram um dia festivo, comendo, bebendo, cantando e dançando em louvor de um nome que é muito comum entre os naturais do Sabugal.
A mordomia deste ano, que tudo organizou e a todos mobilizou, foi constituída por Manuel Nabais, Manuel Saldanha, Manuel Mário Ricardo e Manuel Peixoto.
E para que a festa não acabe, foi nomeada a comissão que organizará o convivio de 2012: Manuel Augusto Ramos, Manuel Joaquim Rasteiro, Manuel Sousa Dias e Manuel Andrade.
Manuel vem de Emanuel, nome de origem hebraica que significa «Deus está entre nós». Os entendidos consideram que quem tem o nome Manuel é a pessoa indicada para viver em sociedade e para comunicar com os outros. É alegre e optimista e faz amigos com grande facilidade. Talvez seja por estas características intrínsecas que os maneis não desistem da sua festa onomástica.
plb

A carta e a denúncia anónimas são o rosto dos covardes. Só gente desprezível e repugnante é capaz de recorrer à calúnia para ferir a honra alheia.

Ventura Reis - TornadoiroPor detrás do anonimato agacha-se aquele que é incapaz de lutar lealmente, dando a cara, antes preferindo fugir às consequências da sua perfídia.
Quem dá a face aceita a responsabilidade pelo que afirma, lutando pela defesa daquilo em que acredita e lealmente protege. Tem a noção da justiça, sabe o que são a moralidade e a honradez. Lutando lealmente acaba aliás por atingir o seu objectivo.
Já o anónimo que joga na insídia acredita na impunidade resultante de estar escondido. Como ninguém o vê, não será identificado nem responsabilizado e pode dizer tudo o que quer sem temer consequências que o afectem. Esquece porém que essa conduta o afunda na escala da moralidade, e essa é a maior das condenações.
Falo assim perante o uso que nos dias de hoje se vem dando à carta anónima. Por essa via malévola, se tem feito mal a muita gente, dando-se azo a notícias e campanhas públicas, quando não a processos e inquéritos, que conduzem à desacreditação das pessoas, que ardem vivas na fogueira na exposição mediática. E isto acontece porque o caluniador tem sempre um cúmplice disposto a dar-lhe ajuda. Esse cúmplice, que é aquele a quem chega a carta anónima, ou que dela vem a ter conhecimento, e decide divulgá-la, merece igual condenação, porque ajuda o covarde a atingir os seus maldosos fins.
Hoje ninguém está a salvo de um ataque do anonimato calunioso. A todo o momento se assiste à conspurcação leviana da honra de muito boa gente, apenas porque alguém o caluniou anonimamente e outro, ou outros, deram crédito a essa forma de agir.
Reafirmo pois que a calúnia feita através do anonimato se tornou numa poderosa arma que a todos pode trucidar, conspurcando-lhe o nome e destruindo-lhe a carreira profissional, a vida familiar e a imagem social.
E porque afirmo eu que a calúnia é um mal actual? Pois por verificar que de há um tempo a esta parte se tornou hábito dar expressão pública, nomeadamente através dos meios de comunicação social, a esse tipo de campanhas, quantas vezes na sequência de processos a que polícias e tribunais deram também crédito.
Pois noutro tempo, quando a moralidade imperava, havia uma recomendação expressa para todos os serviços públicos, que rezava assim:
«1- Não tomar conhecimento de qualquer documento que não venha devidamente assinado pelo autor;
2- Proceder com veemência contra aqueles que vierem a descobrir-se como seus autores, participando os factos ao Ministério Público que analisará a possibilidade de acção criminal por denúncia caluniosa».
Todos sabem que há formas de serem ouvidos nas suas pretensões por modo a fazer prevalecer os princípios da justiça, não sendo aceitável que alguns se sirvam de processos ignóbeis e reveladores de acentuada covardia moral.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A choça era o abrigo do pastor, no tempo em que guardar as ovelhas era tarefa permanente, que obrigava a passar os dias e as noites vigilante.

No tempo calmo do Verão, era uso levar o gado para os pastos, muitas vezes longe da aldeia onde ovelhas e cabras tinham a corte. Durante o dia a piara andava pelo monte, guardada pelo pastor, recolhendo ao sol-pôr a um terreno arável, onde previamente fora montada uma vedação, formada por cancelas móveis. A essa vedação se chamava bardo, redil, cancelhal ou aprisco. Era lá que o pastor ordenhava as ovelhas e tratava com denodo aquelas que apresentassem moléstia. Seria aí também que as ovelhas, os cães do gado e o pastor passariam a noite.
Para além da recolha do gado e sua guarda nocturna, o cancelhal visava estrumar a terra. Para tanto era mudado todos os dias, estrumando-se em cada noite novo talhão, até que a propriedade ficasse adubada.
Ao redor do bardo o pastor erguia a sua choupana, onde se refugiava, protegido do frio, do vento e da chuva. Além do mais era aqui que guardava os parcos haveres e os utensílios da faina: louças, colares, campainhas, e também o inseparável pífaro. Este abrigo era denominado por choça, sendo o seu tipo mais comum a grade ou taipal rectangular, formado com paus de madeira (às vezes uma cancela do próprio bardo), forrado com palha, que se erguia, voltada contra o vento, firmada por estacas com galha. Era sob ela que se enroscava o pastor, passando ali a noite, coberto pelo inseparável cobertor de papa.
A vantagem da choça era a sua mobilidade. Mudando-se as cancelas do bardo, às vezes para bem longe, igualmente se deslocava a grade da choça, tudo transportado num carro de vacas.
Mas para além do tipo mais comum e singelo de choças referido, havia também choupanas de maior elaboração e mais cuidado feitio. Às vezes usavam-se duas esteiras que se apoiavam uma contra a outra, formando um gracioso casoto de duas águas. Noutros casos colocam-se anteparos laterais à grade erguida contra o vento, ficando uma cabana com abertura apenas de um lado.
Paulo Leitão Batista

As Piscinas Municipais de Penamacor e as Piscinas do Parque de Campismo do Freixial reabriram as suas portas no dia 20 de Junho para mais uma época balnear.

Uma zona agradável e apelativa ao convívio para miúdos e graúdos que procuram alternativas para passarem o verão, as piscinas municipais de Penamacor uma boa opção. Bem situadas e com um ambiente acolhedor, são um local para diversão e lazer, à mercê das pessoas da região.
Segundo a informação difundida pela Câmara Municipal de Penamacor, as piscinas encontram-se abertas todos os dias das 10 às 20 horas, até meados do mês de Setembro.

Exposição Hans Christian Andersen
Ainda em Penamacor está patente ao público uma exposição dedicada ao dinamarquês Hans Christian Andersen, célebre pelos seus contos infantis. A inauguração decorreu no dia 17 de Junho, nos Paços do Concelho, com a presença do presidente da Câmara, Domingos Torrão, do promotor da exposição, Niels Fischer, e da vereadora da Cultura, Ilídia Cruchinho.
A vila de Penamacor irá acolher a exposição durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro.
plb

As mães, às vezes, têm destas coisas…

Mãe e filho

Carla NovoComo te posso eu fazer acreditar que a vida são caminhos sem fim e a maior aventura é mesmo a de os percorrer?
Como te posso eu preparar para esses caminhos sem ter de te ver nunca tropeçar e raspar o coração?
Como te posso eu dar a mão, te embalar para, depois, seguires sozinho, apaixonado e confiante, sem ter de algum dia te perder de vista?
Como te posso eu proteger dos buracos ou, caso tropeces e caias nalgum, te ajudar a tirar de lá com o mínimo de arranhões? Ou, pelo menos, não deixar que as feridas nunca te façam desacreditar e perder a fé desta maravilhosa aventura?
Como te posso eu fazer acreditar que quando te desanimares por algum motivo ou que alguém te magoe, tu saberás sempre que contas comigo? Será que me vais dar algum sinal ou te fecharás no silêncio?
Como te posso eu nunca te desiludir, ou te sentires beliscado comigo, ainda que seja para teu bem?
Como é que te posso eu mostrar que a vida – a tua, a minhas e as nossas – é uma dádiva, ainda que à nossa volta existam injustiças, guerras e pessoas indignas e de coração cego?
Como te posso eu aconchegar-te sempre no meu colo, mesmo quando achares que já não tens idade para ele?!
Como te posso eu explicar que, por vezes, terás de ser tu a ir à frente no caminho porque o meu lugar será seguir-te atentamente para te apanhar se eventualmente caíres? E, saberes que se olhares para trás e não me vires, é porque vou mesmo ao teu lado, numa espécie de sombra reconfortante?
Como te posso eu segurar e ao mesmo tempo te largar, te abrir portas aos sonhos e ao mesmo tempo te mostrar que também há pesadelos?
Como te posso eu algum dia que seja deixar de pensar em ti, se nasceste de dentro de mim e se moras no meu coração?
Como poderemos nós – eu e tu – algum dia duvidar do que quer que seja se temos, em nós, esta alegria e amor que nos une? Sei que sabes e tu sabes que eu sei que esses muitos caminhos são muito mais divertidos quando os percorremos juntos!
Adoro-te!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaContinuo pelas Aldeias Históricas, agora com Castelo Novo, um monumento que aprendi a admirar ainda jovem. Eram as visitas de Estudo de aluna ou mais tarde Professora, que me levavam a estudá-lo e a apreciá-lo, na sua magnífica estrutura altiva e dominadora, que, tocando o céu mais pequenina me fazia sentir. E lembro a Beira interior, neste tempo das cerejas rubis brilhando ao sol, convidando a todas à visita desta zona peculiar da Cova da Beira, de cheiro a frutas frescas e amoras doces, de recantos viçosos e trilhos verdejantes.

Castelo Novo - Ruta de los Castillos

CASTELO NOVO

Tua história na origem menos clara
Teve por isso várias interpretações
Mais encanta quando essa origem é rara
E a nossa busca é que então não pára
Para tirarmos mais claras conclusões.

No tempo de Sancho para te edificar
Quando Gualdim Pais teu Senhor foi, talvez
A Ordem do Templo na região dominar
Foral de Lardosa, teu nome lembrar
Assim tu ganhaste por ser português.

É então D. Dinis que te faz reforçar
Com ameias conhecidas como tais
Se o castelo velho era de abandonar
Teu nome subiu a préstimo redobrar
Cuidando de ti com arranjos pontuais.

Depois D. Manuel de novo te cuidou
Como era natural deste rei esperar
E com João III, teu sino tocou
A torre sineira jamais se calou
Até o terramoto te arruinar.

Já no século 20 foste restaurado
Senhor da Gardunha, vizinho do Fundão.
Mesmo assim ficaste desclassificado
Continuaste sem dados, quase abandonado
Nem por tua muralha ter remodelação.

Porém, as escavações vieram em teu favor
As tuas riquezas fizeram destacar
Velho ou Novo só importa o teu esplendor
Museu histórico recolheu teu valor
Que na Casa da Câmara se pode admirar.

Torre de Menagem e ainda a sineira
De planta quadrada ou de outra estrutura
Cantaria e granito abundância primeira
Estás no Livro dos Forais Novos da Beira
Na Torre do Tombo teu nome faz figura.

E às Aldeias Histórias pertences
Devido aos cuidados da Arqueonova
De Arquitectura militar tu nos vences
Com teu reforçado vigor nos convences
Teu mérito tinha que nos dar essa prova.

Dominando a Serra e tocando o céu
Te elevas dominador quanto sereno
É bom rever-te em dia claro ou de breu
Como em dias de visita me ocorreu
Que és belo mesmo com luar doce e ameno.

A minha homenagem a Castelo Novo.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O elefante Salomão, o do livro de Saramago «A Viagem do Elefante», tinha vindo da Índia para ser mostrado em Lisboa. Mas o nosso rei D. João III resolveu oferecê-lo ao primo, o sacro imperador Maximiliano II da Áustria.

Notícia de última hora:
«O elefante indiano Salomão, o real (porque ele existiu mesmo e fez esta viagem romanceada «agora» por José) passou pelo Casteleiro em 1551 ou 52.
A minha teoria é simples: inevitavelmente, neste troço da viagem, entre Castelo Novo e Sortelha, naqueles anos de antanho, o Salomão foi conduzido por ali: pela Ribeira da Cal e pelo Casteleiro (parece que era esse o traçado da Calçada), passando na Calçada Romana que está assinalada pelo Mar(i)neto acima, Serra da Vila acima, até Sortelha.
Aliás: alguém me explica como passaria na Calçada Romana (ou calçada medieval, sabe-se lá), que vinha desde a Beira Baixa até à fronteira a Norte… sem passar no Casteleiro?
Claro que Saramago nunca diz que passou aqui ou ali: preferiu dizer sempre que «o elefante poderia ter passado por aqui». É que ele não estava a fazer um livro de História mas sim um livro de ficção literária».
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Seria hipócrita se não dissesse que fiquei satisfeito com a extinção dos Governos Civis.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO Dr. Passos Coelho teve a coragem de tomar uma medida que, quanto a mim, só peca por tardia.
Mas confesso que, se fosse possível, meteria uma cunha ao Sr. Primeiro Ministro para que não acabasse com o Governo Civil da Guarda. Mas só na condição de lá poder permanecer o Dr. Santinho Pacheco.
Isto não passa de uma utopia mas é mesmo o que me vai na alma. É, no fundo, uma homenagem que presto àquele que considero ter sido um Governador atento aos problemas sociais. No distrito da Guarda o melhor de todos os tempos.
É caso para dizer que, na Guarda, fechámos com chave de ouro.
Também reafirmo que se todos fossem como o Santinho talvez a extinção não se tivesse verificado.
É verdade que o Dr. Santinho Pacheco não resolveu muitos dos nossos problemas mas teve a coragem e a virtude de sempre nos ter ouvido e de muitas vezes ter levado às mais altas instâncias as nossas preocupações e anseios.
Obrigado Dr. Santinho.
A vida continua e, como felizmente pertencemos ao mundo dos vivos, vamos continuando a encontrar-nos e a conviver. Pretendemos continuar a aprender Consigo.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Vai chegando a Portugal (e parece que a alguns sabugalenses também…) o movimento dos autoproclamados «indignados»…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Numa visita recente à Galiza tive oportunidade de ver os «acampamentos indignados» que, um pouco por todo o lado se foram apoderando das «plazas maiores» das principais cidades.
É um direito que lhes assiste e que, mesmo discordando dos métodos e slogans escolhidos, serei a última pessoa a criticar ou a justificar qualquer intervenção policial de desmantelamento dos mesmos.
Também eu tenho as minhas «indignações sabugalenses».
1. Indigno-me contra o processo lento mas continuado de desertificação das nossas aldeias e de envelhecimento das populações ali residentes!
2. Indigno-me por não termos ainda encontrado os caminhos para garantir uma sociedade sabugalense coesa e solidária, onde todos, sobretudo os mais vulneráveis, vivam com qualidade!
3. Indigno-me por não possuirmos uma estratégia clara para construir um Sabugal Melhor!
4. Indigno-me por não conseguirmos atrair à causa do desenvolvimento do Concelho todos os sabugalenses que, espalhados pelos quatro cantos do mundo, têm qualidades e saber que, poderiam colocar ao serviço da sua terra!
5. Indigno-me por ver que, muitas das vezes, imperam o compadrio e os interesses pessoais nas tomadas de decisão!
6. Indigno-me por ver amigos de longa data trocarem as suas fidelidades pessoais e familiares por novas e menos dignas formas de pressão e de «troca de favores»!
7. Indigno-me por ver um Concelho sem vida cultural, onde até práticas ancestrais, como o S. João, correm sérios riscos de desaparecerem!
8. Indigno-me por ver que cada vez menos sabugalenses se indignam!
E são estas indignações que me levam a trautear uma das mais belas canções de José Mário Branco, que termina assim:
«Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.»

Ps: A Associação Transcudânia lançou a ideia de criar no FACEBOOK um Grupo de Descendentes do Sabugal, ao qual aderi de imediato e para o qual incito todos os que nasceram ou são descendentes de naturais do Concelho do Sabugal a aderirem.
Eis uma iniciativa que me deixa menos indignado!

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O aumento das tarifas da água e a ausência de resposta às propostas dos municípios para minimizarem o problema, levou os presidentes das câmaras que dependem do abastecimento através da empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC) a avançarem com um processo judicial tendente à denúncia e anulação do contrato celebrado.

Os municípios mandataram em conjunto um advogado com escritório na Covilhã para os representar na acção contra a AZC. O objectivo é colocar em causa os contratos assinados de fornecimento de água em alta, de recolha de afluentes e de valorização das infra-estruturas municipais. A acção judicial visa ainda obter a celebração de novos contratos que tenham em conta as especificidades reais dos municípios e da região em que se inserem.
Face às despesas de interposição do processo, que já atingem uma verba que ronda os 80 mil euros, os presidentes das câmaras, reunidos na Mêda, em 14 de Junho, acordaram em distribuir esse encargo por todos os municípios envolvidos, tendo por base o que cada um recebe do Fundo de Equilíbrio Financeiro. Assim à Câmara do Sabugal caberá contribuir com 8.684 euros, o segundo valor mais alto, apenas inferior ao contributo previsto para a Câmara da Guarda, que será de 9.757 euros.
Os presidentes de câmara consideram que as posições irredutíveis da empresa levaram a uma saída prematura do Município da Covilhã do sistema, o que originou, logo no início, a perda de largos milhares de clientes, que colocou problemas à sustentabilidade financeira da empresa. Face à situação a AZC decidiu aumentar unilateralmente as tarifas, o que ensandeceu os presidentes das autarquias, que consideram o aumento incomportável, tendo que o fazer reflectir na facturação da água aos munícipes.
Face à situação os presidentes das câmaras propuseram que o passivo da empresa fosse incorporado e consolidado nas contas da empresa mãe, a Águas de Portugal (que é o principal accionista da AZC). Esse saneamento das contas tornaria possível avançar com os investimentos necessários para uma melhor exploração e distribuição da água, ao mesmo tempo que permitiria uma revisão do tarifário, definindo-se um preço justo e socialmente aceitável, tendo em conta a situação do Interior, assim como as dificuldades das autarquias e dos consumidores. Os autarcas avançam mesmo com a proposta de que as novas tarifas, resultantes desse processo de saneamento, não ultrapassem a média nacional das tarifas definidas.
Outro problema que os municípios vêm contestando é o método de contagem da quantidade de água que entra na rede de saneamento, isto porque a contagem inclui as água pluviais que entram na rede e que vão parar às estações de tratamento de resíduos, o que aumenta em muito os custos das autarquias. Aqui os municípios propõem uma mudança no método de contagem, que deverá ter por padrão os valores dos meses secos, pagando-se nos meses das chuvas um valor igual ao praticado no Verão.
Entretanto, e face ao impasse, a maior parte das autarquias deixaram de pagar o valor das facturas da água. face a isto a AZC resolveu moveu também processos contra essas autarquias nos tribunais administrativos e fiscais, o que aumentou a tensão no já difícil relacionamento.
O conflito levou, logo no início deste ano, a uma reunião dos autarcas com a ministra do ambiente, Dulce Pássaro, que no entanto não teve consequências práticas, e à decisão do presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, de se demitir do lugar de vogal do concelho de administração da empresa.
A situação parece estar para se manter, seguindo o conflito nos tribunais, com a empresa e exigir os pagamentos em falta e as câmara a intentarem a denúncia do contrato.
plb

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje, no seu discurso de tomada de posse, que o seu Governo não vai nomear novos governadores civis e vai promover um «Programa Nacional de Poupança». Na Assembleia da República a deputada social-democrata Assunção Esteves foi eleita à primeira volta, com 186 votos a favor, 41 brancos e dois contra conquistando 81 por cento dos votos dos deputados. A antiga juíza do Tribunal Constitucional é a primeira mulher a ser eleita presidente da Assembleia da República.

Governo Civil - Guarda

«O Estado dará o exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam. E o meu Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos governadores civis já sinaliza», declarou Passos Coelho, na cerimónia de posse do XIX Governo, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
Na sua intervenção, o primeiro-ministro disse ainda que vai responder «à estagnação económica» com «um Programa para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego, que ataca os bloqueios à produtividade e à iniciativa empresarial, e que aposta nos sectores dos bens transaccionáveis», considerando: «É aqui que se joga o futuro da nossa prosperidade».
As medidas de «desvalorização fiscal» são «uma aposta decisiva na reaquisição de competitividade externa», referiu o primeiro-ministro e presidente do PSD.
O «Programa Nacional de Poupança», terá «o intuito de elevar a taxa de poupança para reduzir o endividamento das famílias e das empresas» e incluirá «um esforço de atracão das poupanças dos portugueses que vivem no estrangeiro, travando assim a dependência extrema e insustentável da economia nacional relativamente ao financiamento externo», disse.
«Do mesmo modo que em face das presentes restrições teremos todos de aprender a fazer mais e melhor com menos, teremos também todos de conseguir ainda assim poupar mais. Aumentar a poupança converteu-se num imperativo económico de primeira ordem de recuperação da economia portuguesa», considerou Passos Coelho.
Em declarações à Lusa, Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros salientou que o fim dos Governos Civis «vai obrigatoriamente suscitar uma reflexão e reestruturação do sistema de protecção civil em Portugal», porque o Governo Civil tem competências do ponto de vista político-administrativo que ou transitam para outra entidade ou têm de ser repensadas.
Em causa está, explicou, o papel desempenhado por «muitos governadores civis dos últimos governos como preciosos auxiliares para os bombeiros, ao fazerem a ponte com Governo central e com os autarcas».

Assunção Esteves - Presidente Assembleia República

Assunção Esteves eleita à primeira
Assunção Esteves foi eleita à primeira para a Presidência da Assembleia da República com 186 votos, ficando a 18 votos do resultado obtido em 2009 por Jaime Gama – que foi o presidente da AR mais votado desde o 25 de Abril – mas que mesmo assim é uma maioria confortável. A candidata do PSD obteve ainda 41 votos brancos e dois nulos. Votaram 229 deputados, tendo faltado um.
A eleição acontece depois de Fernando Nobre ter falhado por duas vez a eleição para o segundo lugar mais importante do Estado português.
Assunção Esteves torna-se assim na primeira mulher a assumir o cargo que representa a segunda figura do Estado.
Assunção Esteves, de 54 anos, foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de juíza no Tribunal Constitucional, onde esteve entre 1989 e 1998, e também a única eurodeputada eleita para o Parlamento Europeu nas eleições de 2004, pela lista de coligação Força Portugal (PSD/CDS-PP).
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, onde também fez um mestrado em Ciências Jurídico-Políticas, Assunção Esteves foi eleita deputada pelo círculo de Vila Real, em 1987, na primeira maioria absoluta liderada por Cavaco Silva, informa ainda a Lusa.

Aproveitamos para desejar felicidades e votos de boa governação a dois beirões: ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, natural de Manteigas e ao secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, natural do Pocinho, Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)

A 13ª edição do passeio de motociclistas «Portugal de Lés-a-Lés», que liga o Nordeste Transmontano ao Barlavento Algarvio, vai realizar-se de 23 a 25 de Junho de 2011, incluindo no percurso o Sabugal, onde está previsto o fornecimento do almoço aos participantes.

A grande festa do mototurismo nacional, tem como percurso: Mogadouro – Sabugal – Castelo de Vide – Vidigueira – Lagoa.
No feriado de 23 de Junho (quinta-feira), durante a manhã, os participantes concentram-se no Mogadouro (Bragança), onde realização um percurso pelo concelho, realizando-se depois um jantar de boas-vindas.
No dia 24 de Junho, pelas 6 horas, as equipas fazem-se à estrada seguindo para sul, no percurso dos vales do Sabor e Douro e das aldeias históricas da Beira Alta.
O almoço será servido no Sabugal, onde a organização promete aos participantes uma surpresa: «uma especialíssima salada que será servida para ajudar a combater a intensa canícula prevista para estes dias».
Depois far-se-ão de novo à estrada, seguindo por Monsanto, Monfortinho, Alcântara (Espanha) e Marvão. Ao fim da tarde atingirão Castelo de Vide, onde lhes será servido o jantar e onde pernoitarão.
No sábado, dia 25, os motociclistas voltam ao percurso, seguindo para Póvoa e Meadas, onde participam na celebração dos 500 anos desta freguesia alentejana. Avançam depois para Évora e dali para a Vidigueira, onde haverá almoço. De tarde o percurso será à beira-mar, pelas praias de Carvoeiro e Ferragudo, até atingirem o centro de Lagoa, onde termina a prova.
O «Portugal de Lés-a-Lés» é uma verdadeira festa, que reúne motociclistas em convívio, proporcionando um longo passeio pelo país, desfrutando da beleza paisagística, do conhecimento de locais históricos e da degustação da rica gastronomia tradicional.
A prova é organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal e esta edição de 2011 terá um percurso total de 961,6 quilómetros
Com a maior lista de inscritos de sempre, o 13.º Portugal de Lés-a-Lés conta com alguns nomes bem conhecidos, como os ex-pilotos Paulo Marques, Bernardo Villar e Joaquim Cidade; os actores Vítor Norte e João Lagarto; os deputados Rodrigo Ribeiro e Miguel Tiago; o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques.
plb

Pergunto muitas vezes a mim próprio, como foi possível que uma Democracia como a portuguesa se tenha transformado, em tão pouco espaço de tempo, refém dos interesses estrangeiros. E como é possível, também, que alguém nos tempos que correm, e se diga ideologicamente da Social Democracia e do Socialismo Democrático, seja logo apelidado de populista, comunista e de fazer o jogo da extrema direita.

António EmidioNunca pensei que a Democracia que eu vi erigir pós 25 de Abril de 1974, fosse um dia confiscada por um grupo de privilegiados. Hoje, infelizmente, Democracia significa enriquecimento desses mesmos privilegiados. Vi homens e mulheres de valor governarem o meu País, tanto de direita como de esquerda, pensei que fosse sempre assim. Puro engano! Agora, além da incompetência, têm uma meta, conservarem o poder. Sublinho, que há homens e mulheres, honrosas excepções, com ideais e ideias. Pensei que a luta por uma vida melhor fosse no meu País um fenómeno constante, enganei-me, a maior parte dos portugueses, as classes que mais sofrem com esta Contra Reforma, já não se rebelam contra os seus exploradores e opressores, há nelas uma mistura de impotência e resignação, mas a principal causa talvez seja o medo, o medo de perderem o pouco que têm. O medo de perderem o emprego. O sistema vê isto, sabe portanto que as vitimas nunca se atreverão a enfrentá-lo (pode ser que se engane…).
Querido leitor(a), quem são os heróis? Aqueles que não saem das televisões, dos jornais e agora até dos blogues, para depois receberem uma grande quantidade de votos e de dinheiro, ou aqueles que são tratados por este sistema com arrogância, aqueles que têm escassos ou nulos meios económicos, os mais humildes que se mantêm de pé perante todas as adversidades?
Mas o maior desengano tive-o com o Partido Socialista que abracei logo pós 25 de Abril de 1974. Abracei este partido com aquela utopia própria de adolescente, nele vi a mudança para uma sociedade verdadeiramente democrática e justa. Mas uma coisa é a ideologia, outra, são os homens. Nestes últimos anos o Partido Socialista esteve dominado por tecnocratas, burocratas, pragmáticos e funcionários do partido, governaram para os ricos e poderosos, não para os que tiveram e continuam a ter sede de justiça. Agora, limita-se a guerrear o PSD, no intuito de ver qual deles gere melhor as ordens vindas da Alemanha.
Sabe uma coisa querido leitor(a)? Antes da Democracia inventou-se a mentira.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Conselho Económico Paroquial de Badamalos, com a colaboração do Engenheiro Miguel Neto, técnico da Câmara Municipal do Sabugal, do Senhor Carlos Pais dos Santos, empreiteiro que está a executar a primeira fase das obras da Igreja de Badamalos e do Atelier «Samthiago» que está a executar a conservação e restauro de toda a arte sacra da Igreja, vai realizar a iniciativa «Estaleiro Aberto».

Será no próximo dia 24 de Junho de 2011, pelas 12h00, e pretende-se com esta actividade dar a conhecer o estado das obras da Igreja de S. Bartolomeu da paróquia de Badamalos, concelho do Sabugal, proporcionando uma visita guiada ao estaleiro e ao edifício que está a ser intervencionado.
Contamos com a presença do Pároco, do Presidente da Câmara, Eng. António Robalo, do Presidente da Junta de Badamalos, Joaquim Nobre, do Dr. Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, da técnica do Gabinete de Arte Sacra da Diocese da Guarda, Dra. Joana Pereira e dos técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR/C).
Pe. Hélder Lopes (P’lo Conselho Económico Paroquial de Badamalos)

A Assembleia Municipal do Sabugal vão reunir em sessão ordinária no dia 24 de Junho (sexta-feira) pelas 20h15, no Auditório Municipal, segundo convocatória distribuída pelo presidente da mesa, Ramiro Matos.

Brasão Câmara Municipal SabugalDa ordem de trabalhos da assembleia constam, entre outros, os seguintes assuntos:
– Discussão e votação das sessões ordinárias realizadas nos dias 28/12/2010 e 29/04/2011;
– Emissão de declaração de interesse municipal da construção de uma edificação destinada a armazém para fins logísticos de transporte de mercadorias, no sítio da Mucha, freguesia do Soito;
– Emissão de declaração de interesse público do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Alto Zêzere e Côa – sistema base – «Ligações Técnicas de Abastecimento de Belmonte – 2ª Fase»;
– Emissão de declaração de interesse público do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Alto Zêzere e Côa – sistema base – «Ligações Técnicas do Sabugal Lote 4 – Lote A»;
– Adesão à Rede de Judiarias de Portugal;
– Adesão da Universidade Sénior do Sabugal à RUTIS – Associação Rede de Universidades da Terceira Idade;
– Atribuição de Medalha de Mérito Cultural a Manuel António Pina;
– Eleição de Membros da Assembleia para integrar o Concelho Municipal da – Juventude;
– Segunda revisão do Orçamento para 2011 e segunda revisão das GOP’s 2011-2014;
– Discussão e aprovação do documento de Consolidação de Contas 2010
plb

A Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, de parceria com o Museu Nacional de História Natural e o Centro de Biologia Ambiental, estão a realizar a iniciativa «11 Caminhos + 1 – Percursos na Biodiversidade», que irá percorrer Portugal de Norte a Sul, passando pelos Fóios, freguesia do concelho do Sabugal.

A iniciativa, que está integrada no programa de Comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa, consiste na inauguração de doze Estações da Biodiversidade.
O programa começou em Carrazeda (Bragança), no dia 18 de Junho, e acaba em Vale Gonçalinho (Beja), em 29 de Outubro. No total vão ser percorridos 12 caminhos, para conhecer a biodiversidade e usufruir de paisagens naturais muito diferentes, sempre ao fim-de-semana. Os passeios têm uma duração aproximada de três horas, são gratuitos e acessíveis a todos os públicos. Não são necessárias inscrições prévias.
Os participantes serão guiados por dois investigadores convidados – um botânico e um entomólogo. As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres onde se encontram instalados oito painéis informativos com imagens e comentários sobre plantas e animais comuns. Nas inaugurações, após uma breve introdução ao projecto, é feita uma visita guiada pelos investigadores convidados
A maior parte das doze Estações da Biodiversidade localizam-se na rede Natura 2000.
A estação de Fóios, no concelho do Sabugal, junto à fronteira com Espanha, será inaugurada no dia 2 de Julho, correspondendo ao terceiro passeio da biodiversidade.
A iniciativa é apoiada por diversas associações ambientalistas e autarquias, incluindo a Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de Freguesia dos Fóios.
Contactos:
bioeventos2010@museus.ul.pt
Tlm. 919515693/966972205
plb

Durante a semana passada, a GNR deteve em todo o distrito da Guarda 20 Indivíduos pela prática de diversos crimes. Realizou ainda uma grande operação de controlo do tráfico rodoviário e registou 15 acidentes de viação.

Guarda Nacional RepublicanaVerificaram-se 14 detenções em flagrante delito, das quais seis por condução sob o efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal, quatro por desobediência à autoridade e duas por furto em estabelecimento comercial. Verificaram-se ainda seis detenções através do cumprimento de mandados judiciais.
As detenções por furto respeitaram a dois indivíduos, de 17 e 19 anos de idade, naturais de Gouveia e de Lisboa, respectivamente, e foram efectuadas em Celorico da Beira no dia 15 de Junho. Na madrugada desse dia, os suspeitos cometeram um furto no interior de um estabelecimento comercial e, após diligências investigatórias, efectuaram-se buscas domiciliárias autorizadas pelos proprietários da residência visada, tendo-se recuperado, entre outros objectos, dois computadores portáteis, dois telemóveis, diversas garrafas de bebidas espirituosa, tabaco e dinheiro subtraídos naquele estabelecimento.
Durante o período em análise verificaram-se 15 acidentes de viação. Nove resultaram de colisão, quatro de despiste e dois de atropelamento. Dos sinistros resultaram seis feridos leves.
plb

Malgrado o enorme valor despendido pela Câmara Municipal, o facto da 7ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta de 2011 ter o seu início no Sabugal, trará diversas vantagens, dentre as quais a grande projecção mediática e a oportunidade de negócio para algumas empresas locais, nomeadamente no ramo da hotelaria e restauração.

Soube-se agora que, no dia 12 de Agosto, o Sabugal será o ponto de partida para o contra-relógio da Volta a Portugal em Bicicleta, que ligará esta cidade raiana à capital de distrito num percurso com cerca de 30 quilómetros.
A inclusão do Sabugal na Volta, como ponto de partida, implicou a celebração de um protocolo entre o Município e a empresa PAD Produção de Actividades Desportivas SA, a quem cabe a organização da prova. O objecto do acordo materializa-se na regulação dos termos e condições da prestação de patrocínio à etapa da Volta.
A Câmara paga uma verba cujo montante em concreto ainda não foi revelado, mas que pode atingir os 50 mil euros, a troco de umas quantas contrapartidas insignificantes e até burlescas, de que são exemplo: a designação da Câmara como patrocinador oficial da prova (entre outras dezenas de patrocinadores), referência ao Município em alguns spots publicitários, presença do presidente da Câmara na cerimónia protocolar de início da etapa e corte da fita da partida, depoimento do presidente no livro oficial da volta, direito a que duas pessoas indicadas pelo Município acompanhem a etapa numa viatura da organização (quem serão os felizardos?).
Perguntar-se-á se merece a pena, em tempos de crise e quando o Município se atola em dificuldades financeiras, patrocinar com tão elevado valor uma prova desportiva. Se fizermos a análise custo-benefício tendo apenas em conta os termos do protocolo, diríamos peremptoriamente que não. Porém, há que atender a outros factos, porque a realização de uma etapa da Volta é algo que movimenta uma imensa logística e chama muito a atenção.
Há desde logo a projecção mediática do Sabugal enquanto local da partida da etapa. Depois há toda a movimentação gerada com a execução da prova. Atletas, equipas técnicas, staff de apoio, polícias, organizadores, jornalistas, patrocinadores, em suma largas centenas de pessoas, irão acorrer ao Sabugal. Tratando-se de um contra-relógio individual, a atenção para com o local da partida não se resume a um momento, pois a saída dos ciclistas far-se-á pausadamente, cada um por sua vez e com os mais bem classificados a serem os últimos a partir.
Não se esqueça ainda que vem sendo hábito a televisão que tem o exclusivo da transmissão da Volta, fazer um programa durante a manhã a partir do local onde a etapa diária começa, dando expressão à vida local, às artes e ofícios, à gastronomia, às tradições e dando voz às pessoas da terra.
Muitos dos envolvidos com o evento irão pernoitar no Sabugal, beber e alimentar-se nos cafés e restaurantes, abastecer as viaturas nos postos de combustível e fazer compras nas diversas casas comerciais.
Desconhecendo, como acima referimos, o valor concreto da comparticipação financeira da Câmara para ver garantida a realização do inicio da prova no Sabugal, existem desde já razões para com isso nos congratularmos, felicitando o presidente António Robalo por o ter conseguido.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo está a liderar o projecto de definição de uma rota turístico-cultural, baseada no livro de José Saramago «A viagem do elefante», a qual poderá incluir Sortelha e Sabugal.

Quando se completa um ano da morte do escritor, a 18 de Junho de 2010, o presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, disse à Lusa que o projecto, que ligará Lisboa e aquele concelho raiano, poderá ser concretizada «ainda este ano».
«Estamos a preparar o caderno de encargos para a sinalética e para o que fruir em cada um dos territórios», indicou, salientando que a iniciativa também envolve as Câmaras Municipais de Lisboa, Constância, Sabugal, Belmonte, Fundão e Pinhel e a Fundação Saramago.
O livro de José Saramago «A viagem do elefante», editado em 2008, narra a jornada de um paquiderme asiático, que estava em Lisboa e que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). A acção decorre no século XVI, em 1550, 1551 e 1552, quando o elefante tem de fazer a penosa caminhada, desde Lisboa até Viena, escoltado por um destacamento de soldados portugueses, a quem, em Castelo Rodrigo, se juntaram alguns soldados do arquiduque, o que gerou uma forte tensão entre as duas hostes militares.
Em Junho de 2009 o próprio Saramago fez com a mulher, Pilar del Rio, e outros amigos, o suporto percurso em Portugal que o elefante Salomão terá feito na sua viagem, tendo em vista lançar uma rota cultural, ideia que agora António Edmundo agarra com ambas as mãos.
plb

Em casa dos meus saudosos pais, que Deus tenha, sempre houve cães, que livremente entravam e saíam da habitação e por ela se movimentavam, sendo estimados por todos, pela utilidade que tinham e pela docilidade que os caracterizava. Hoje há muito quem tenha cães dentro de portas, mesmo na cidade, mas na maior parte dos casos isso constitui uma desumanidade.

Ventura ReisNa nossa casa, no Sabugal, os cães tinham um estatuto muito especial, por serem considerados os fieis companheiros de todas as horas. Cabia-lhes guardar a casa, dando sinal sempre que um estranho se aproximasse, e acompanhar-nos nas deslocações e nas labutas campestres, ajudando até na guarda das vacas.
Mau grado a liberdade de movimentos, era-lhes absolutamente vedado dormir na habitação, tendo que o fazer no curral, enroscando-se geralmente debaixo do carro das vacas, que por sua vez se quedava sob o alpendre.
Estes animais eram tratados com todo respeito e humanidade. E ai do quem lhes batesse, maltratando-os. Meu pai, que era um homem severo, não perdoava esse tipo de excessos.
Falo neste assunto a fim de alertar para a mudança dos tempos, num processo muito marcado pelo progressivo desrespeito para com os animais, praticado sobretudo nas cidades.
É uso corrente meter os canídeos dentro de casa, ainda que em apartamentos em prédios de elevada altitude, tratando-os como se fossem gente ou como objectos de estimação. Nalguns casos estes pobres e infelizes animais apenas saem à rua por alguns minutos de manhã ou à noite, para fazerem as necessidades, sendo comum conspurcarem passeios e jardins públicos. No resto, permanecem encerrados, sujeitos a terrível tortura, provocada por gente sem escrúpulos que em alguns casos chega ao ridículo de os vestir com camisola, calções e pantufas.
Na ridicularia do desrespeito pelos animais, há até quem se preste a andar na rua passeando-os, munido de plástico ou luvinha de lycra para apanhar as fezes que depois mete num saquinho que por sua vez enfia no bolso do casaco. Afigurasse-me que tais pessoas nem terão a noção do grotesco.
Pois eu, sendo apologista da prática antiga do respeito sincero para com os cães, defendo que apenas deve ter cão quem possua um quintal junto à casa, espaço onde poderá montar casota e dar ao animal a nobre missão de zelar pela segurança, dando sinal (latindo) quando algum estranho se aproxime.
Faço gala nestas opiniões, baseado na experiência antiga que me foi dado viver nos meus tempos de mocidade, passados no Sabugal. E não se pense que naquela época não estava devidamente regulada a salvaguarda da saúde e da dignidade dos animais de raça canina. Era obrigatório proceder ao seu registo na Câmara Municipal, assim como o era sujeitá-los à vacinação anti-rábica e trazê-los sempre com coleira, onde constasse o respectivo número de registo, a classificação (de guarda, de gado, de caça ou de luxo) e o concelho a que pertenciam. Se um animal fosse encontrado sem vacinação, o dono era sujeito a uma pesada multa, sendo a fiscalização competência expressa de todas as autoridades e agentes do Estado e dos municípios.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Pela primeira vez o Sabugal será o ponto de partida de uma etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, o que sucederá num importantíssimo e porventura decisivo contra-relógio individual que, na sétima etapa, ligará a cidade raiana à Guarda.

Embora sujeito a eventuais alterações, dadas por pouco prováveis, o diário desportivo A Bola revelou o percurso da 73.ª Volta a Portugal em Bicicleta, que se realiza entre 4 e 15 de Agosto.
Com a região a sul do rio Tejo assim como o nordeste transmontano fora do percurso, uma das principais novidades é a estreia do Sabugal como ponto de partida, o mesmo sucedendo com a Trofa, que também figura pela primeira vez no início de uma etapa.
Outra novidade é o regresso da Covilhã, ultrapassadas as divergências de anos anteriores e a chegada no penúltimo dia à Sertã, repetindo o final de 1976 numa tirada que teve por vencedor Marco Chagas.
Face ao figurino das 10 etapas, a corrida afigura-se direccionada aos trepadores, com cinco finais em altitude – Senhora da Assunção em Santo Tirso (2.ª etapa), Senhora da Graça em Mondim de Basto (3.ª etapa), Gouveia (4.ª etapa) e Torre (8.ª etapa), a que se junta o importantíssimo contra-relógio entre Sabugal e Guarda (7.ª etapa) com cerca de 30 quilómetros. Com o prólogo a ser disputado em Fafe, os velocistas dispõem dos finais em Oliveira do Bairro, Viseu, Castelo Branco, Sertã e Lisboa.
Eis todas as etapas:
4 Agosto: Prólogo em Fafe
5 Agosto: 1.ª Trofa – Oliveira do Bairro
6 Agosto: 2.ª Ol. Azeméis – Senhora da Assunção
7 Agosto: 3.ª V. Castelo – Senhora da Graça
8 Agosto: 4.ª Lamego – Gouveia
9 Agosto: 5.ª Oliveira do Hospital – Viseu
10 Agosto: Descanso
11 Agosto: 6.ª Aveiro – Castelo Branco
12 Agosto: 7.ª Sabugal – Guarda (CRI)
13 Agosto: 8.ª Seia – Torre
14 Agosto: 9.ª Covilhã – Sertã
15 Agosto: 10.ª Sintra – Lisboa
plb

JOAQUIM SAPINHO

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