A revitalização de uma aldeia como o Casteleiro é fundamental para as gerações actuais e futuras. E isso acontece também com a dinamização de iniciativas como a Festa da Caça, que este ano vai para a segunda edição, depois da belíssima experiência do ano passado.

A minha terra sempre foi terra de caça e de caçadores. Eu mesmo, não: nunca fui à caça. Mas sou excepção, mesmo. E devia ser bom nisso: atirador especial em Mafra, Operações Especiais / Ranger em Lamego (1971/72)… Tenho a «obrigação» de não falhar no tiro instintivo – que é o que a caça é… Só que me dá pena da bicharada, sei lá!
Mas adiante.
A Festa da Caça vai acontecer daqui por quinze dias: de 10 a 12 do mês que vem – sexta (feriado), sábado e domingo.
O programa está praticamente fechado e dele destaco, para lá das iniciativas dedicadas à Caça propriamente dita, os seguintes momentos especiais de cultura:
– dia 10, às 18 horas: Fanfarra Sacabuxa anima a Festa.
– dia 11, às 22: Banda Virgem Suta.
– dia 12, às 17: Cantares do Fundão.
As ruas vão estar sempre animadas por grupos especialistas nessa tarefa.
Mais uma vez, portanto, uma grande Festa.
E também uma absoluta novidade de que tomei conhecimento com muito carinho: vai acontecer no Casteleiro, pela mão de duas dezenas de artistas, em estreia mundial, a recriação da Caça ao Gambuzino.
Atenção: o gambuzino existe. É um ser da nossa imaginação de crianças. À noite, ao serão ao ar livre em grupo de famílias, o Sr. José Carlos (Mendes Figueiredo), nosso vizinho sempre brincalhão, mandava-nos, aos miúdos, ir ali mesmo à ponta do aqueduto da Cabina Eléctrica esperar com uma saca os gambuzinos que os grandes iam enxotar lá de cima, da outra ponta do aqueduto. Isto, pelas nove e meia, dez. Mandavam as regras que por ali ficássemos até os gambuzinos «saírem»… ou seja: até que os meus pais me mandavam destroçar, digamos assim, por volta das 11 e meia – que ao outro dia havia «escola». E dos gambuzinos, ate hoje, nem rasto – claro. Nunca vi nenhum. E vocês? Li na net que são pássaros ou peixes. Isso é que é imaginação. Pois se nunca ninguém viu nenhum… que raio!
No ano passado, foi a estreia da Festa da Caça do Casteleiro: era a 1ª edição e foi o que se viu: toda a gente encantada. Não perca agora a segunda edição – melhorada e ampliada para três dias…
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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