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À semelhança daquilo que aconteceu, há já muito tempo, em Espanha, Vilar Formoso e Nave de Haver também alguns jovens de Foios se organizaram tendo criado algumas Peñas.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaEstas Peñas são, no fundo, associações de jovens que têm um espaço comum para poderem conviver. Quase a fazer lembrar as antigas e típicas tabernas. Aí cozinham, bebem uns copos, cantam, tocam e dançam.
De entre as quatro ou cinco que foram criadas em Foios há duas que já visitei e confesso que gostei. Por isso dou os meus parabéns aos fundadores a quem já tive oportunidade de lhes dizer que na qualidade de Presidente da Junta estarei disposto a ajudar sempre que possível e necessário.
As ditas peñas designam-se por: «Peña Q TaPariu» e «Peña da Castaña».
Encontram-se instaladas em casas antigas tendo os fundadores trabalhado no restauro do interior e exterior dos respectivos espaços.
Qualquer delas está equipada com fogão, frigorífico, grelhador, garrafeira, balcão e mesas que também eles construíram.
Confesso que admiro esses grupos de jovens que encontraram mais uma forma de viver e conviver num espírito de compreensão e de interajuda.
A rivalidade entre eles não existe. Bem pelo contrário. Quando muito bem entendem visitam-se e comem refeições conjuntamente.
Reconheço e valorizo estas iniciativas e não me restam dúvidas de que esses grupos de jovens estão cada vez mais entusiasmados e agarrados aos Foios.
Continuai unidos e animados. Parabéns.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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Eu José Leal, na qualidade de Presidente da Associação de Caça e Pesca dos Foios, tenho procurado que tudo corra da melhor maneira. Mas nem sempre é fácil, visto que os dinheiros são escassos e governar-mo-nos apenas com o dinheiro das quotas dos associados é muito complicado.

No tempo em que era Presidente do Município o Sr. Eng.º Morgado e o Sr. Manuel Rito Vice-Presidente, foi-nos concedida uma pequena – para nós grande – verba que deu para procedermos a alguns trabalhos no edifício que nos serve de sede. Antigo Posto da Guarda Fiscal que é propriedade da Junta de Freguesia mas que cedeu à Associação de Caça e Pesca enquanto existir.
No passado ano tivemos que proceder ao levantamento do telhado, que era de madeira e se encontrava em muito mau estado.
Para nos podermos abalançar em todos os trabalhos que era necessário levar a efeito tivemos que também contar com a colaboração da Junta de Freguesia que nos ajudou e nos continua a ajudar.
Visto todos termos consciência das enormes dificuldades financeiras decidi, como Presidente, mobilizar o maior número possível de associados e hoje, dia 21 de Maio, os quinze caçadores que responderam à chamada trabalharam afincadamente nas mais diversas tarefas. Uns nivelaram e cimentaram os pátios e outros pintaram o edifício.
Visto que também dou um jeito na cozinha preparei um merecido almoço para todos aqueles que decidiram comparecer e trabalhar no edifício que é, afinal, de todos.
Como já vem sendo habitual também este ano vamos organizar, no pavilhão multiusos, a festa dos caçadores no dia 10 do próximo mês de Junho.
Para esta festa é convidado todo o povo porque é uma maneira de agradecer e reconhecer todos os proprietários dos terrenos que estão integrados na reserva de caça associativa.
José Afonso Leal (Presidente da Associação de Caça e Pesca dos Foios)

RECEITAS GASTRONÓMICAS – SÁVEL – Antigamente, ia-se à beira-rio, arranja-se uma vara de choupo ou amieiro e por 20 ou 30 escudos se trazia um belo sável dependurado pela guelra…

Sável Rio Douro

Paulo Sá Machado - Ensaísta - Historiador - Emoções GastronómicasEm que casa rica, remediada ou mesmo pobre faltava uma posta de sável? Haveria comida mais abundante e democrática na Primavera? Enfim, bons tempos, porque hoje foi chão que deu uvas e os pouquíssimos exemplares que aparecem à venda mais caros que lagosta, dizem que são pescados por espanhóis no rio Minho.
Muitos se recordarão de uma deliciosa posta de sável frita acompanhada de um malandro arroz de mílharas e de uma fresca salada de alface, que era petisco obrigatório no domingo de Páscoa depois das famílias receberem a visita do compasso.
Também tinham um sabor especial umas postas bem salgadas para ficarem rijinhas, e depois cozidas com batata nova e umas ervilhas de quebrar!
E feito de um dia para o outro com molho de escabeche bem avinagrado para amolecer as espinhas?
Vou, porém, confessar um pecado de gula. O sável no espeto é mesmo o meu preferido, que aprendi a fazer de tantas vezes, desde catraio, o ver preparar em Arnelas, mesmo à beirinha do Rio Douro e depois na nossa casa em Avintes.
Trata-se de um petisco com um ritual muito próprio:
Corta-se o bicho que deve, de preferência, ter de 3,5 kg a 4 kg, em postas de três dedos de largo e põe-se a temperar num alguidar com água bem salgada. Quando os olhos ficam baços/esbranquiçados está pronto de sal. Enfiam-se, então as postas atravessadas no espeto e coloca-se a assar sobre um bom braseiro de lenha de poda que entretanto se fez. Só pode ser lenha de poda, por causa do fumo e porque não entra em chama com a gordura a pingar!
À parte, faz-se uma boa quantidade de molho com azeite, pimenta, alho, pimenta e bastante cebola.
Quando as postas começam a alourar, untam-se com o molho para ficarem ainda mais suculentas, com um raminho de salsa atado a uma vara.
Depois de assadas, retiram-se as postas do espeto com cuidado para que não se partam (proteger as mãos com um pano grosso dá muito jeito!) e vão a refogar uns 20 minutos em púcaras de barro, cobertas e aconchegadas nas cinzas ardentes da lenha de poda, com o molho de azeite e cobertas de cebola.
À parte, está a fazer-se o arroz do mesmo sável: deixa-se ferver num tacho com estrugido as mílharas, e a cabeça com um bom cachaço do bicho. Tira-se as espinhas e os ossos da cabeça quando cozida, desfazem-se as mílharas e volta tudo para o tacho com uma folhinha de louro e um pouco de salsa, ajustando-se a água e o tempo de cozedura do arroz para que fique malandro e pronto quando o sável assado estiver pronto.
Muito importantes dois conselhos: em primeiro lugar, nestes casos a comida para chegar tem de sobrar, e, depois, o sável e o arroz não podem esperar por nós, mas nós por eles.
Diga-se, finalmente que todos estes passos devem ser acompanhados de uma boa conversa, bem regada com um bom vinho ao redor do braseiro enquanto o animal assa, e depois ao redor da mesa, com a família ou um bom grupo de amigos, porque a receita não funciona para uma ou duas pessoas. E é imprescindível que haja tempo para comer, rir e, sobretudo, conversar muito.
À sobremesa vai bem um creme queimado e para a digestão, aconselha-se um bom jogo da malha no quintal de trás!

:: Bom apetite! ::

«Emoções Gastronómicas», crónica de Paulo Sá Machado
(Ensaísta, Historiador)
paulosamachado@netcabo.pt

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaMais um guardião do Côa, o Castelo de Vila do Touro olha, vigia, parece abençoar o vale da ribeira do boi, no ponto de confluência com aquele rio. Completei, assim, a primeira fase de «La Ruta de los Castilhos», com o meu estudo sobre os 5 castelos do Côa. Fi-lo com a maior admiração e carinho por estes meigos gigantes de pedra, na altivez majestosa, dura mas carinhosa, que deles emana. Sinto, como dizia atrás, que eles abraçam as povoações, num enlevo protector que não podemos desprezar.

Ruta de los Castillos - Castelo Vila do Touro - Sabugal

VILA DO TOURO

Táureo foi teu nascimento
Pedro Alvito foral criou
Mais ninguém o reforçou
Negaram-te merecimento.

2.º e 1.º Reis te visitaram
Isso mostra o teu valor
Guarda mudou teu Senhor
Aos Templários te entregaram.

Pequeno permaneceste
Pois o terreno acidentado
Dificultou teu traçado
Irregular, altivo, agreste.

Escondidas pela folhagem
Tuas torres… ou destruídas?
Mas se nunca foram erguidas
Será verdade ou miragem?

Traçado no chão marcado
Para provar teu projecto
Apenas de sonhos coberto
Sem conclusão, inacabado.

A Porta de S. Gens, exclusiva
Assim, em Gótico talhada
De Dinis não veio mais nada
Ficaste singelo, à partida.

Alcanizes já não te valeu
Nem tua obra se concluiu
A muralha se resumiu
Teu valor esmoreceu.

Tua defesa enfraquecida
Sabugal te protegia
Vizinhos, a tal obrigaria…
Mas a fronteira, perdida.

D. Manuel quis reerguer-te
Não houve quem o seguisse
Para que no esquecimento caísse
E nada pôde valer-te.

Em guerras, sacado e maltratado
Que culpa por teres sofrido
E o pouco teres perdido
Nesse desaforo desconcertado?

De onde estás, a Guarda vemos
Bem no alto, ali erguido
Em lugar bem altivo
Só não vemos, se não queremos!

Não sofras por seres esquecido
Não podes ser acusado
De seres desconsiderado
Se mais não te foi exigido!

Um abraço a Vila do Touro.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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