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Local Visão Tv - Guarda
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Hoje, e na próxima semana, com a concisão de argumentos que impõe um blogue, vamos glosar duas teses sobre Riba-Côa, muito difundidas por alguma da nossa Historiografia; a saber: A hipotética conquista do território pelo nosso rei D. Afonso Henriques e posterior perda para os mouros ou leoneses, ou para aqueles, com posterior reconquista destes; a conquista militar de Riba-Côa, por D. Diniz, no âmbito da guerra sucessória entre o Infante D. João de Lacerda e Fernando IV de Castela, e sua posterior incorporação de iure, com o tratado de Alcanizes, no território Português.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaNa minha opinião, nenhuma das teses está cabalmente comprovada histórica e documentalmente. Não alinho portanto por aquelas teses.
De facto, salvo melhor opinião, não só que a conquista de Riba-Côa aos mouros foi Leonesa e não Portuguesa; mas também, o tratado de Alcanizes, pode apenas ter consagrado de iure, o resultado de uma composição amigável anterior, no contexto da paz acordada na referida guerra civil, em que D. Dinis se envolveu, no Outono de 1296, como aliado daquele do Infante e da coroa de Aragão.
As fontes que parecem confirmar a conquista Leonesa do território de Riba-Côa, são: Maris, no dialogo 2; Rodrigo Mendez Silva, Dialogo Real Tit. filhos do Emperador Dom Affonso; Brandão 3.pl. 1º e 37; Bernardo de Brito nas Crónicas de Cister tom. 1 liv. 5 cap. 3.. A Revista Lusitana, Vol XIII, 1 e 2, e a Crónica Geral De Hespanha, a Monarquia Lusitana de Frei Francisco Brandão, e Potrugaliae Monumentae Historicae, de Herculano.
Da posse de Riba-Côa, por D. Dinis, temos, como fontes, a crónica de D. Diniz cap. VII, VIII e IX, de Rui de Pina, a qual, apesar de referir uma conquista pela força das armas, confrontada e integrada com as fontes espanholas, designadamente com Fernando Soarez, cronista de Valhadolid, contemporâneo e testemunha presencial dos factos, que vivia na corte espanhola, estacionada nesta cidade, e, tendo em conta a forma como se projectou no terreno a campanha militar de Valhadolid, induz mais à conclusão da posse pacífica e consentida.
Os limites de Portugal e Leão, no interior, até mesmo durante o governo do Conde D. Henrique e de Afonso Henriques, sempre foram vagos. O litoral, sabe-se por uma carta de 965, ia a flumine minco usque in tagum (port. Mon. Hist Dipl. ou carta. Pág 221). Ao norte do Douro, até ao ano 1100, o ponto mais oriental, podendo considerar-se português, é Campiã (Camplana) (Iden p.455). A Sul do Douro, os territórios da moderna Beira Baixa tinham o nome de Estremadura, segundo um documento de 960 e outro de 1059 diz «in estremis ex alia parte durio.»(Iden p. 256)
Os castelos que ficavam naquela Estremadura eram, segundo a carta de 956 «Trancoso moraria longrobia nauman uacinata amindula pena de dono alcobria seniorzelli Caria cum alias penelas et populationes».
O documento de 1059 repete as mesmas povoações «Trancoso moraria longrobia nauman uacinata amindula pena de dono alcobria seniorzelli Caria».
Ou seja, os limites orientais de Portugal, na latitude do Côa, eram em meados do Sec. XI Trancoso, Moreira de Rei, Longroiva, Almendra, Penedono, Terrenho e Caria.
No sec. XII e XIII avançaram até aos limites do Côa, porque é de fins daquele século a erecção da diocese da Guarda e o foral de Pinhel, e do primeiro quartel deste, os forais de Penamacor, Belmonte, Sortelha, Touro e Castelo Mendo.
Pelo que se pode afirmar que todo o território da margem esquerda do Côa, desde o Sabugal até ao Douro, era Português. A margem direita era e sempre foi, Leonesa.
Em meados do sec. XII, mais propriamente por volta de 1156, no tempo de Fernando II de Leão, genro e contemporâneo de D. Afonso Henriques, as terras da Beira e estremadura estavam ainda sujeitas aos mouros, pelo menos o Côa Intermédio e Superior.
O Côa Inferior, sob influência do convento de Santa Maria de Aguiar por volta de 1176 já era Cristão e leonês, uma vez que o referido convento já existia em 1165, e do seu cartório fazem parte varias doações pelo rei D. Fernando II de Leão de uma terra na foz do Rio Aguiar (Cart. de Aguiar, maço 7, n.º 12) e junto à Vermiosa (iden, maço 1, n.º 25), e D. AfonsoIX doou outra em Rio Seco, na Nascente do Rio Aguiar (Mal Partida), e outra em Fonte do Canto (Mêda) ao referido convento.
Por essa altura, um grupo de moços nobres Leoneses , capitaneados por D. Soeiro, assentou arraiais perto de Ciudad Rodrigo, querendo aí fundar um castelo para combater os mouros. A instâncias de um ermitão, de nome Amando , diz Bernardo de Brito, que e recolhera numa ermida de invocação de S. Julião, junto à vila do Pereiro, Pinhel, instalaram-se neste local, uma vez que as povoações cristãs junto daquele local podiam ajudar naqueles intentos.
Com o tempo fortificaram o lugar, correu fama dos seus feitos e juntaram-se-lhes outros cristãos e, formando uma milícia religiosa, tomaram de Ordonho, Bispo de Salamanca, as regras de São Bento, segundo os estatutos de Cister, vestindo escapulário e capelo negro.
Participando sob o pendão do referido D. Fernando de Leão, em 1776 na batalha de Organal contra o nosso D. Afonso Henriques, foram compensados por aquele rei, no mesmo ano, com os lugares do Pereiro, Reigada, Vilar, Trupim, Colmeal, Almendra e Granja da Fonseca.
Ora, a instalação da ordem deu-se entre terras cristãs, mas numa zona de conquista, conforme podemos observar. Por outro lado, se o Rei de Leão doou aqueles territórios, todos no Côa Intermédio, à Ordem do Pereiro, é porque os mesmos eram Leoneses e não portugueses; ninguém dá aquilo que não tem!
Se não doou territórios na zona do Côa Superior, concelhos de Alfaiates, Vilar Maior e Sabugal, o que seria lógico, sendo uma zona de fronteira e de reconquista, é porque os mesmos àquela data ainda não eram cristãos.
A corroborar esta afirmação está o facto de já ter sido o terceiro mestre da ordem, Bento Soares Sugis, a expulsar os mouros de toda a Riba-Côa e a conquistar Almeida e todas as restantes terras de Riba-Còa que hoje pertencem a Portugal.
E esta data é seguramente posterior a 1183, pois este foi o ano em que o papa Lúcio III instituiu o Mestrado na ordem na pessoa do antecessor de Bento Sugis, Dom Gomes.
E na Ordem do Pereiro se mantiveram estes territórios porque aqui se mantinha esta ordem, quando Afonso IX de Leão lhes doou em 1218 a Vila de Alcântara, cidade para onde transitou a sua sede, passando a designar-se como Ordem de Alcântara.
A razão desta doação está no facto de os território a Sul do Sabugal ser português e da Ordem de Santiago, o que impedia esta ordem de continuar a luta aos mouros. A vila de Alcântara, recem-conquistada, recolocava a Ordem do Pereio na linha fronteira da reconquista.
A confirmar ainda esta posse Leonesa, além do domínio de uma Ordem militar Leonesa, beneficiária de doações régias Leonesas, está ainda o facto das tentativas de conquista do território de Riba-Côa a Leão, pelo nosso infante D. Afonso (futuro Afonso II), em 1195 e 1199, datas em que foi derrotado perto de Pinhel e de Cidad Rodrigo, respectivamente. Duas pesadas derrotas não têm como consequência uma conquista; como é do senso comum, e da lógica militar!
A minha dúvida está em saber se Castelo Rodrigo chegou ou não a ser portuguesa, ainda que transitoriamente, antes do tratado de Alcanizes, na sequência das campanhas de Afonso II no território. O facto prende-se com o facto de o mesmo rei, por volta de 1213 se encontrar em Castelo Rodrigo, aquando do episódio do regresso ao reino da Ribeirinha com o seu raptor, Gonçalo Viegas, neto de Egas Moniz, e sabermos por um documento do cartório de Aguiar, datado de 1194, que Fernando de Leão doou a herdade de Tourões, no termo de Castelo Rodrigo, ao mosteiro de Aguiar. Outra dúvida é se Castelo Mendo, que teve foral Português em 1229, foi portuguesa desde essas campanhas também.
Acresce ao facto, de ter sido em 1238, atenta a correcção no lapso na transcrição da data feita por Bernardo de Brito na sua Monarquia Lusitana, que Afonso de Leão concedeu carta de povoação a Vilar Maior e esta vila ter sido posteriormente integrada, em meados do século XIII, tal como Caria Talaia, pelos reis de Leão no termo do Sabugal, e de serem à data do tratado de Alcanizes todos os foros e costumes destas terras, à excepção de Castelo Mendo, Leoneses; sendo que todas as do Baixo e Côa Intermédio pertenciam à comarca de Cidad Rodrigo e as do Alto Côa, do senhorio de D. Sancho de Ladesma, formavam a comarca de Ladesma, fronteiras com Portugal.
Por tudo o que se vem dizendo, e porque as fontes omitem ter sido conquistada esporadicamente por D. Afonso Henriques, e a te-la este perdido para os mouros ou Leão, estou convencido que Riba-Côa, à excepção de Castelo Mendo, nunca foi portuguesa, antes do tratado de Alcanizes.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O comércio tradicional na cidade da Guarda vai desaparecendo pouco a pouco. Para mais tarde recordar. Reportagem das jornalistas Paula Pinto, Sara Castro e Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Os forais manuelinos do Sabugal, Sortelha e Vila do Touro, vão ser digitalizados pelo Arquivo Distrital da Guarda (ADG) com vista a sua disponibilização via Internet, a fim de facilitar o acesso aos documentos por parte de investigadores, estudiosos e o público em geral.

No âmbito do objectivo de disponibilizar, via Internet, documentos históricos em formato digital, o Arquivo Distrital da Guarda vem celebrando protocolos com os Municípios a fim de garantir a digitalização de alguns desses documentos.
No seguimento desse procedimento, o ADG pretende assinar um protocolo com a Câmara Municipal do Sabugal para garantir a digitalização de três forais manuelinos: o do Sabugal (1515), de Sortelha (1510) e de Vila do Touro (1510). Os forais originais, em pergaminho, estão na posse do Município sabugalense.
O protocolo garantirá ainda o estabelecimento de uma cooperação sistemática, que poderá ir da simples troca de informação até à realização conjunta de projectos de estudo e de valorização do património arquivístico.
O primeiro documento que o ADG disponibilizou através do seu sítio na Internet, foi a constituição sinodal aprovada em sínodo de 29 de Junho de 1614, sendo bispo D. Afonso Furtado Mendonça. A partir desse primeiro passo o ADG passou a disponibilizar sucessivas reproduções digitais, certificadas e não certificadas dos documentos detidos.
O Arquivo Distrital da Guarda está instalado no edifício do antigo Convento de São Francisco da Guarda, que também já foi quartel e sede do Regimento de Infantaria n.º 12.
Uma recuperação profunda das alas sul e poente do edifício veio dotar o Arquivo Distrital, a partir de 1993, de uma capacidade de depósito para cerca de três quilómetros de documentos, dispondo de uma ampla sala de leitura e de um espaço polivalente destinado a exposições e auditório.
plb

Democracia é que é difícil que lhe possamos chamar. Estamos debaixo do pensamento único, o único autorizado por um invisível e omnipresente polícia de opinião. Esse pensamento foi muito bem definido por Alain Minc, economista e director de empresa: «O Capitalismo não pode modificar-se, é o estado natural da sociedade. A Democracia não é o estado natural da sociedade. O Mercado sim». É com este pensamento que milhões de portugueses irão às urnas a 5 de Junho próximo.

António EmidioEsta União Europeia, em que a preponderância da economia sobre os demais aspectos da vida humana é uma realidade, e que está regida pelos interesses particulares de nações poderosas como a Alemanha e a França, deixa os políticos dos outros países membros, principalmente os mais débeis política e economicamente, pouca ou nenhuma margem de manobra para um trabalho realmente pessoal e criador. Esta União Europeia está a ficar destroçada pela acção de um capitalismo desregulado e selvagem, pelo desemprego galopante, pela concorrência feroz, pelo desmantelamento da Segurança Social, pela desigualdade entre povos e pelo egoísmo de alguns políticos. Há povos que são praticamente escravos das nações mais poderosas, como o grego, e muito temo que qualquer dia seja o português.
Ainda podemos emitir o nosso voto, mas não podemos de maneira alguma controlar ou contrariar as decisões de Berlim, de Bruxelas e dos mercados, que são tomadas nas nossas costas. O nosso País, foi à coisa de um mês frequentado por dois ou três indivíduos de outros países. Esses indivíduos, sem serem cidadãos nacionais com direito a voto, conseguiram e conseguem ter um poder de decisão superior ao do eleitorado português. Depois disto, qualquer pessoa fica a pensar que a política deixou de ser um serviço à comunidade nacional, regional e LOCAL, sendo uma luta de interesses entre os principais grupos de pressão político/económicos que hoje enxameiam o Mundo, como por exemplo o Banco Central Europeu e o FMI.
Querido leitor(a), vou dizer-lhe uma coisa que não é novidade nenhuma, as eleições do próximo dia 5 de Junho, sem dúvida alguma que irão ser livres e não truncadas, não serão é democráticas, porque há outras forças que nada têm a ver connosco portugueses e que irão afectar de maneira determinante aqueles que irão apresentar-se a estas mesmas eleições e que depois nos governarão.
Tenho asco àqueles que aceitam tudo isto e esperam que o dia 5 de Junho seja o dia do «tacho» para eles. Não me refiro a governantes nem a parlamentares, mas sim a uma fauna de parasitas idiotas, com fraquíssimo horizonte mental, moral e ético, que irão procurar «fazer pela vida» bajulando alto e humilhando baixo. Esta fauna, quanto a mim, é o maior cancro da nossa sociedade…
Vou pedir-lhe, querido leitor(a), que lutemos para modificar este refrão ultraliberal, próprio da ideologia que nos está a ser imposta, o tal pensamento único: «Onde está o dinheiro está o poder». Vamos modificá-lo para este tão simples: EM DEMOCRACIA, ONDE ESTÁ O VOTO ESTÁ O PODER DO POVO. Foi com este lema que a Social Democracia (Socialismo Democrático) fez da Europa do pós Segunda Guerra Mundial, um continente onde a Justiça Social mais se aproximou da ambição de justiça que o homem sempre procurou. Tudo isto se fez com o Estado Social, que agora tentam destruir.
Sou um radical? É possível, mas se o sou é porque vou à raiz das coisas.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Foi hoje, 30 de Maio, publicado no Diário da República o Regulamento das Distinções Honoríficas do Município do Sabugal, o qual define as regras conducentes à eventual homenagem a pessoas singulares ou colectivas que tenham contribuído para o engrandecimento do concelho.

Brasão Câmara Municipal SabugalO Regulamente também permite o reconhecimento dos que se distingam pelo mérito dos serviços prestados em favor da comunidade e ainda dos trabalhadores da autarquia que se tornem notados pelo exemplar desempenho das suas funções.
Dentre as distinções a atribuir, o galardão de mais alto valor é a Medalha de Ouro do Município, que servirá para honrar os que se tenham distinguido por feitos excepcionais, pelo exemplo como cidadãos, por actos notáveis de coragem ou pela concessão de benefícios de excepcional relevância. Só pode ser concedida por decisão da Assembleia Municipal, tomada por voto secreto, por dois terços dos seus membros.
Na hierarquia das distinções segue-se a Medalha de Mérito do Município, atribuível àqueles de cujos actos advenham assinaláveis benefícios para o concelho do Sabugal, nomeadamente nos campos do ambiente, ciência, cultura, desporto. Tal como a Medalha de Ouro, tem de ser atribuída pela Assembleia Municipal, reunindo dois terços de votos favoráveis em escrutínio secreto.
Surge depois a Medalha de Bons Serviços e Dedicação ao Município, destinada a galardoar os funcionários da Câmara que tenham cumprido determinado tempo de carreira, actuando com zelo, competência e dedicação. Com três graus definidos (ouro, prata e bronze), é atribuída em reunião de Câmara.
A Chave de Honra da Cidade concede o título de Cidadão Honorário do Município e destina-se a agraciar as pessoas singulares ou colectivas exteriores ao concelho pelo mérito, prestígio, cargo ou acção, que estejam em visita ao concelho do Sabugal, se revelem merecedoras de tal distinção. Também pode ser atribuída a titulares dos órgãos de soberania e a outras personalidades de prestígio. É concedida por deliberação do executivo camarário.
O Regulamento prevê ainda o Voto de Louvor, para distinguir quem, pelas suas qualidades e actividades, seja merecedor do reconhecimento do Município, podendo igualmente ser concedido aos funcionários da autarquia que tenham demonstrado lealdade, elevada competência, dedicação e disponibilidade.
As distinções serão entregues em cerimónia pública e solene, de preferência no dia do concelho (10 de Novembro).
As juntas de freguesia, conselhos de administração de empresas municipais, organismos oficias implantados no concelho, associações, e os próprios cidadãos individuais podem apresentar á Câmara Municipal sugestões de pessoas individuais ou colectivas merecedoras de receberem uma distinção.
plb

A 19ª campanha de recolha de alimentos por parte do Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira, acontecida no sábado e domingo, angariou 38 466 Kg de alimentos, o que representou um acréscimo de cerca de cinco por cento face ao recolhido na campanha de primavera de 2010.

Banco Alimentar Contra a FomeNo esforço estiveram envolvidos cerca de 500 voluntários, fazendo jus ao facto de estarmos no Ano Europeu de Voluntariado. Esta tem sido, de resto, a maior acção de voluntariado organizada regularmente em Portugal, mostrando uma crescente adesão e uma continuada preocupação com o bem-estar social de todos.
Depois do trabalho de recolha o Banco Alimentar está já a preparar a distribuição dos alimentos pelas instituições que no terreno ajudam a população carenciada da Beira Interior.
Segundo Paulo Pinheiro, responsável pelo Banco Alimentar da Cova da Beira, esta campanha da Primavera foi muito bem sucedida, o que comprova o espírito de solidariedade dos portugueses para com os mais necessitados, havendo porém ainda muito a fazer para se conseguir corresponder às reais dificuldades da população carenciada da região. «Com a actual situação económica, não param de crescer os pedidos de ajuda, e, apesar da generosidade patente na elevada quantidade de alimentos recolhidos, ainda estamos longe de suprir as necessidades do Banco Alimentar da Cova da Beira», disse Paulo Pinheiro.
O Banco Alimentar espera que as pessoas continuem disponíveis para ajudar na «Campanha Vale», ainda a decorrer, onde a compra de um vale se traduzirá em alimentos
Ao longo da próxima semana, até 5 de Junho, haverá ainda a possibilidade de doar alimentos através da nova campanha na Internet (aqui).
Nos 26 e 27 de Novembro haverá nova recolha nacional de alimentos.
plb

Longe vão os tempos em que a sociedade quase se auto-regulava, com mecanismos próprios para a resolução de conflitos, de que eram bons exemplos o juiz de paz e o júri avindor.

Ventura ReisAntigamente os pequenos conflitos nas comunidades, mormente nas aldeias, eram resolvidos no seu seio, pelos chamados e considerados «homens bons», ou justos. Havia sobretudo duas fórmulas para a arbitragem dos conflitos, cuja decisão era geralmente acatada.
Uma era através da figura do juiz de paz, que existia em todas as freguesias, à excepção das que eram sede de comarca. O juiz era um homem bom da freguesia, a quem cabia decidir os conflitos ali verificados. Competia-lhe procurar conciliar as pessoas antes que litigassem em juízo. As funções de juiz de paz podiam ser acumuladas com as de regedor, tendo então também atribuições policiais, tais como tomar conhecimento dos crimes ou infracções cometidas, prender os delinquentes em flagrante, proceder ao corpo de delito ou quaisquer diligência no âmbito do processo criminal.
Outra forma de resolver os conflitos nas comunidades de antanho era através do chamado júri avindor, que intervinha em alguns assuntos concretos, para os quais era especialmente constituído. O júri avindor era formado por três homens bons da freguesia, um deles presidente e os outros vogais, e tinha por competência promover a conciliação dos desavindos, pronunciar-se sobre as reclamações, julgar transgressões, aplicando as respectivas multas e fixando o valor das indemnizações.
Este júri podia ser constituído por motivo de uso das águas ou de exploração das terras.
As funções inerentes aos cargos de juiz de paz ou de membro do júri avindor eram gratuitas, tendo no entanto direito a ser reembolsados, quer das despesas efectuadas por motivo das investigações e diligências efectuadas, quer das remunerações eventualmente perdidas no exercício das funções.
Não se conformando as partes com as decisões do juiz de paz ou do júri avindor, cabia recurso para o juiz de direito da comarca, cumpridos certos pressupostos.
Tudo isso acabou com a modernidade e o garantismo. Hoje a resolução de um litígio demora uma eternidade, fruto da desorganização da Justiça, do fundamentalismo burocrático e do entupimento dos serviços judiciais. Tudo tem que ir a juízo, seguindo o manancial de regras e de prazos estabelecidos. Já não há «homens bons» na nossa sociedade, porque só ao juiz formado na universidade e com os códigos enfiados na cachimónia, é possível decidir e fazer Justiça.
Ainda andou por aí uma tentativa de reintrodução dos julgados de paz, mas o fanatismo da formalidade e o do garantismo deitaram tudo a perder.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Soaram as campainhas de alarme na Câmara Municipal do Sabugal com a informação de que a autarquia ultrapassou o valor limite de endividamento fixado na lei do Orçamento do Estado para 2011.

Câmara Municipal SabugalNos termos do estabelecido na Lei Orçamental, o Município do Sabugal não pode apresentar um endividamento líquido superior a 7.243.561 euros, porém no momento actual o valor da dívida líquida ultrapassa esse valor, atingindo já os 7.628.169 euros. A situação está a preocupar seriamente os responsáveis da Câmara, que não encontram soluções para fazer diminuir o endividamento, colocando-o no limite legalmente admitido.
O valor limite terá que se verificar obrigatoriamente no final do ano, porém a falta de liquidez para fazer face a compromissos financeiros de curto prazo pode agravar o problema e fazer com que a autarquia fique numa situação de incumprimento.
Sinal da situação de desespero foi a contratação recente de um empréstimo de curto prazo no valor de um milhão de euros (ainda não contabilizado), que servirá para socorrer a tesouraria da câmara, que está numa situação aflitiva de falta de liquidez. Uma parte desse dinheiro poderá servir para pagar algumas das dívidas que estão pendentes, porém esse mesmo empréstimo terá que ser amortizado no final do ano.
A Câmara do sabugal que era dada como uma autarquia exemplar no pagamento dos compromissos financeiros, baixou significativamente no ranking nacional do prazo de pagamento aos fornecedores. Segundo a Direcção-Geral das Autarquias Locais, em 31 de Dezembro de 2010 a Câmara Municipal do Sabugal posicionou-se em 33.º lugar com um prazo médio de 23 dias na resolução das facturas recebidas, no entanto, em 2009 precisava apenas de 16 dias para cumprir as suas obrigações.
A extrema falta de liquidez e o consequente crescimento da dívida acumulada da Câmara poderão criar uma situação de incumprimento do limite legal de endividamento no final do ano, o que terá consequências para o ano de 2012.
plb

Em resposta a um pedido formal da Rede de Judiarias de Portugal, o executivo da Câmara Municipal do Sabugal, reunido em 25 de Maio, decidiu por unanimidade aderir a essa associação, atendendo ao património histórico do concelho.

Breve História dos Judeus em Portugal - Casa do Castelo - Sabugal (em Outubro de 2009)Jorge Patrão, presidente do Turismo Serra da Estrela e secretário-geral da Rede de Judiarias, tem visitado o Sabugal e estabelecido contactos com o presidente da Câmara, António Robalo, concluindo que o centro urbano tem importância histórica verificada na presença de vestígios sefardiastas. Por essa razão dirigiu uma carta ao Município sabugalense convidando-o a solicitar a adesão à associação que reúne algumas das cidades e vilas de Portugal que contêm património histórico ligado à presença dos judeus.
Nessa sequência o Gabinete de Arqueologia da Câmara elaborou um mapa com o levantamento das «marcas cruciformes cristãs» e «armários» que estão referenciados nos centros históricos do Sabugal, Vilar Maior e Vila do Touro.
Segundo a informação do Gabinete de Arqueologia, existem dois «armários» no centro histórico do Sabugal e um no centro histórico de Vilar Maior. No que toca a «marcas cruciformes» cada centro histórico (do Sabugal, Vilar Maior e Vila do Touro) possui cerca de duas dezenas desses vestígios. Na conformidade com a efectiva existência de marcas históricas da presença da cultura judaica no concelho, a Câmara decidiu que vai solicitar a adesão à Rede de Judiarias de Portugal.
A Rede de Judiarias tem sede em Belmonte e tem como grande objectivo defender o património judaico urbanístico e arquitectónico que existe em Portugal. A associação, que junta diversas entidades, foi formalmente constituída em 10 de Março de 2011, tendo sido assinada pelos representantes dos municípios de Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor e Trancoso, bem como as Entidades Regionais de Turismo de Douro da Serra da Estrela, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve, assim como a Comunidade Judaica de Belmonte.
plb

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaEis-me, de novo, pronta a enfrentar mais um desafio: prolongar “La Ruta de los Castillos” e versejar sobre os castelos das Aldeias Históricas. Apesar de continuar a considerar-me pouco digna de o fazer, tentarei honrá-las como merecem. Imbuídas de valor histórico, nascidas antes de Portugal, mas fortalecidas pelo seu amor pátrio, ei-las nobres e belas, altivas e dignas do seu passado, em luta pela sobrevivência, acarinhando as povoações que, por sua vez, as amam e eternamente admiram. Guardadoras de segredos, de lutas e terrores, de paixões e amores, é o coração que pulsa no Interior das Beiras e Interior Norte, como qualquer coração… que se impõe no amor aos seus.

Ruta de los Castillos - Almeida

ALMEIDA

De Castro pré-histórico
A castelo Muçulmano
Reconquistado por Leão
Mais tarde português ficaste…
Tão sublime, Almeida bafejaste!

É também Alcanizes
Que te define português
D. Dinis te deu castelo
Outros castelos se revigoraram
E com D. Fernando te renovaram.

Com covilhanense Mateus Fernandes
D. Manuel te duplicou muralhas
Figurado por Duarte de Armas
Em Livro das fortalezas
Por teu valor, tuas riquezas.

Revalorizado na Restauração
Por tua posição fronteiriça
Foste modernizado
Te tornaram Praça-forte
Mais por teu valor, do que por sorte.

Reedificadas fronteiras
Imponente, albergaste teu povo.
Em galerias subterrâneas
Onde o perigo esmorecia
E a população se recolhia

No século dezanove sofreste
Com a Guerra Peninsular
Em 17 dias, o que perdeste!
Mas mantiveste dignidade sem igual.
Como valioso Monumento Nacional

Tua planta hexagonal
E seu traçado em estrela
Com seis baluartes aos Santos
Foste prisão durante as lutas liberais
Mas os Santos eternizaram teus portais.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

«Lixo Extraordinário» é um fantástico documentário sobre um projecto do artista plástico brasileiro Vik Muniz, que conseguiu criar obras de arte com a ajuda de catadores de lixo de uma das maiores lixeiras do Rio de Janeiro.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaRealizado por Lucy Walter, João Jardim e Karen Harley «Lixo Extraordinário» foi um dos nomeados ao galardão de Melhor Documentário na última edição dos Óscares e é um daqueles documentários que nos leva para dentro de uma realidade que não conhecemos. Partindo de um projecto de Vik Muniz, que pretendeu criar fotografias artísticas com lixo retirado do Jardim do Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do mundo, situado no Rio de Janeiro, o documentário vai muito para além de mostrar a arte. Conta as histórias das pessoas que vivem literalmente no meio do lixo, ganhando entre 40 e 50 reais por dia (entre cerca de 17 e 21 euros), segundo nos conta uma das mulheres que lá trabalham, para vender material para reciclar. As imagens daquela enorme lixeira quase que nos fazem sentir o cheiro. Mas são precisamente as pessoas e a sua grande humanidade e forma de estar na vida que nos tocam mais, com as suas histórias no meio da miséria, onde foram parar por falta de alternativas. Mais do que a o trabalho de Vik Muniz, o pretexto para o filme.Lixo ExtraordinárioDepois de conhecermos alguns dos protagonistas e as suas filosofias («99 não são 100», diz um dos trabalhadores mais velhos, que acabou por ficar de fora dos retratos finais) vamos assistindo à criação dos retratos feitos por Vik Muniz. Primeiro as fotografias tiradas aos protagonistas e depois a sua reconstrução em estúdio, com o material recolhido no Jardim do Gramacho. Apesar de poder ser considerado como um filme de promoção à obra do artista plástico, o que apenas se poderá notar nas cenas em que ele regressa à casa onde viveu, também numa favela, «Lixo Extraordinário» não deixa de ser um belo filme sobre pessoas e a sobrevivência em condições muito difíceis. Não há contos de fadas no Jardim do Gramacho, mas este projecto ajudou algumas daquelas pessoas a recuperarem a sua humanidade.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

SOLIDARIEDADE SOCIAL, eis o terceiro desafio com que se defronta hoje o Concelho do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Continuo esta minha breve abordagem aos grandes desafios do Concelho do Sabugal.
A importância que hoje assume a grave situação social com que o País se defronta, e que ganha maior gravidade em regiões como a nossa em que, ao elevado nível etário da população se alia a crescente desertificação de grande parte das aldeias, impõe-me que considere esta questão como fundamental.
Para além disso, tenho dito que a gestão da «coisa pública» deve ter como preocupação maior garantir a plena cidadania de todos, isto é, que a Administração Pública deve entender que o serviço que presta é o serviço mais nobre que alguém pode exercer, pois, do mesmo resulta ou não que o seu destinatário usufrua sem entraves ou constrangimentos dos direitos constitucionalmente definidos.
E se em Dezembro de 2007 dizia «Se a percentagem de idosos atinge hoje quarenta por centro da população concelhia, os mesmos devem merecer uma atenção especial, devendo adoptar-se estratégias que conduzam a um aumento da qualidade de vida dos nossos “mais velhos”», esta frase tem hoje ainda mais razão de ser.
Importa aprofundar a relação do poder autárquico com o movimento social protagonizado pelas IPSS.
Importa dinamizar o trabalho da Rede Social do Concelho, actualizando o Plano de Desenvolvimento Social, elaborado em 2006 para o quinquénio 2006-2011 e elaborando o respectivo Plano de Acção (pelo que sei nunca foi elaborado nenhum desde 2006…).
Mas importa, sobretudo, perceber que a fragilidade dos nossos idosos e, sobretudo, dos mais isolados, se combate com um conjunto de acções de proximidade, muitas das quais venho defendendo há muitos anos: Unidade Móvel de Saúde; sistema de distribuição ao domicílio de medicamentos; Loja do Cidadão Móvel; Centros de Noite; Aldeias-Lar; etc.
Uma sociedade coesa e desenvolvida não assenta apenas em processos de desenvolvimento económico.
Assenta, sobretudo, na criação de um território de qualidade onde todos, dos mais novos aos mais velhos, têm as condições para serem felizes.
E não teremos um Sabugal melhor se não atendermos às necessidades de 35% da população residente!

Ps: Sábado passado tive o prazer de confraternizar com os naturais de Vale de Espinho que se reuniram em Lisboa. Para os que não sabem toda a minha família materna era natural desta Freguesia e ali passei muito bons momentos da minha meninice, quando passava férias com as minhas saudosas tias Gina e Rita.
A todos os que me acolheram como um dos seus, obrigado!

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A análise às contas de 2010 da Câmara Municipal do Sabugal levou os vereadores da oposição a fazerem fortes criticas à situação financeira do Município especialmente no que se refere ao crescimento da dívida acumulada.

Na reunião do executivo de 20 de Abril, realizada com o fim de votar as contas de 2010, o presidente da Câmara, António Robalo, congratulou-se com as mesmas, atendendo a que as contas reflectiram um saldo do exercício a transitar para o ano de 2011, superior a 700 mil euros. Isto ainda que as despesas (18.061.531,67), sejam superiores às receitas (17.983.213,14) contabilizadas ao longo do ano.
Colocadas a votação as contas foram aprovadas com os votos favoráveis dos vereadores do PSD, tendo os vereadores da oposição, PS e MPT, optado pela abstenção.
O vereador Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, apresentou uma declaração de voto, onde fez a análise exaustiva às contas. Alertou especialmente para o comportamento da dívida que cresceu 35% de 2009 para 2010. Preveniu ainda para o peso significativo dos encargos com o pessoal (36,7% da despesa total) e com a aquisição de bens e serviços (38,9%).
Joaquim Ricardo criticou ainda o facto dos documentos com as contas não apresentarem o parecer do Revisor Oficial de Contas nem o relatório de conclusões de auditoria, documentos que, embora não obrigatórios, «são de primordial importância para a tomada de posição já que poderão conter recomendações importantes».
Quanto à execução orçamental, o vereador do MPT avisou que a receita total não foi suficiente para cobrir as despesas efectuadas. «Gastou-se o que se não Tinha», concluiu Joaquim Ricardo.
A vereadora Sandra Fortuna, a quem coube fazer a declaração de voto em nome dos eleitos do PS, colocou também o assento tónico no aumento da dívida a terceiros, alertando para o risco da Câmara deixar de ter capacidade para proceder ao pagamento dessas mesmas dívidas. A dívida acumulada ronda os 9 milhões de euros, o que inquieta os socialistas: «estamos preocupados, pois a Câmara aproxima-se da insolvência, o que só pode ser fruto de uma má gestão, porque a dívida aumenta de ano para ano. Não se conhece nenhum PEC para evitar esta subida de dívidas», disse a vereadora do Casteleiro para justificar o voto de abstenção dos eleitos do PS.
plb

As crianças das escolas do Sabugal viajaram nas rotas da história do contrabando nos Fóios. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
Vodpod videos no longer available.

jcl

Há cerca de dois meses fui contactado pela Dr.ª Ana Morgado, da Câmara Municipal de Sabugal, a solicitar a minha colaboração relativa a umas jornadas de convivência com alunos dos dois lados da fronteira.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaContactámos com o Ayuntamiento de Navasfrias e a Mancomunidad del Alto Águeda e marcou-se uma reunião com autarcas, professores e funcionárias desta última instituição.
Foi com muito gosto que, passados alguns dias, acompanhei a Dr.ª Ana Morgado, as professoras Maria do Céu Chapeira, Fátima Bárbas e a funcionária Silvina tendo sido efectuada uma reunião com autarcas espanhóis, professoras e técnicas da Mancomunidad del Alto Águeda que tem sede em Fuenteguinaldo.
Para quem não souber o que é a Mancomunidad informo que é uma associação das localidades dessa zona que se designa por Alto Águeda. Dezanove pueblos.
O principal objectivo da parte portuguesa era levar as crianças a tomarem contacto com a linha de fronteira e também com a realidade do contrabando.
Para que tudo corresse na perfeição, como correu, uma semana antes fizemos o percurso tendo visitado a casa dos contrabandistas. É um enorme barroco com uma cavidade onde cabem cerca de vinte pessoas.
Os quatro autocarros que transportaram as cento e sessenta crianças chegaram à praça de Foios por volta das dez e meia e depois de devidamente estacionados todas as crianças saíram tendo tomado o pequeno almoço junto do edifício do Centro Cívico que teve as portas abertas para que crianças e adultos pudessem usas as casas de banho.
A Junta de Freguesia de Foios teve o prazer e honra de oferecer os cafés a todos os adultos. Professoras, auxiliares, condutores e alguns pais.
Por volta das onze e meia os autocarros chegavam a um largo existente no alto da Serra das Mesas.
Depois de devidamente estacionados todas as pessoas desceram e ouviram as explicações que lhes foram transmitidas.
De seguida fez-se o percurso até à casa dos contrabandistas cuja distância é apenas de cerca de cento e cinquenta metros.
As crianças, acompanhadas pelas respectivas professoras e educadoras, fizeram esse pequeno percurso algo amedrontadas porque sabiam que iam visitar, em plena serra, a casa dos contrabandistas.
Confesso que foi muito bonito. As professoras e funcionárias que prepararam e executaram a peça (drama) estão, na verdade, de parabéns.
Duas fardadas de guardas-fiscais e mais três vestidas de contrabandistas executaram uma peça de se lhe tirar o Chapéu.
Quando as crianças iam chegando à dita casa eis que saem as três contrabandistas, com os respectivos carregos quando, num ápice, são surpreendidas e apanhadas pelos dois guardas fiscais (obrigado a quem lhes emprestou as fardas).
As crianças estavam algo surpreendidas e um pouco assustadas quando a cerca de cinquenta metros foi disparado um tiro, para o ar, sem que até eu soubesse de onde tinha vindo e quem teria disparado.
Os guardas-fiscais tentavam arrebatar os carregos às contrabandistas e estas choravam e suplicavam dizendo-lhes que eram pobres e que tinham os filhos em casa a pedir pão.
No meio de tanta barafunda os guardas-fiscais acabaram por compreender a situação, daquelas três pobres contrabandistas, e a história acabou com um final feliz.
Após a cena, com um megafone, explicou-se tudo muito bem às criancinhas tendo todas compreendido a situação e agradeceram com uma grande salva de palmas.
Da casa dos contrabandistas fez-se o percurso até à nascente do rio Côa onde a maioria das crianças beberam água.
Foi-lhes dada uma breve explicação, relativamente à nascente, que começa brotando uma pequena quantidade de água indo depois engrossando até chegar a Vila Nova de Foz Côa onde desagua no rio Douro.
Recordo-me de uma criança ter dito que esse não podia ser o rio que passava na Rapoula uma vez que aí já era muito grande.
Houve ainda tempo para se lhe mostrar um marco fronteiriço que tem numa das faces o P de Portugal e noutra face o E de España.
Visto que já era um pouco tarde e porque os espanhóis nos esperavam no parque “El Bardal”, mais concretamente no Centro de Interpretação da Natureza, os quatro autocarros, um carro da Câmara, a carrinha da Junta de Freguesia de Foios e um jipe dos Bombeiros do Soito, rumam todos até Navasfrias, via Aldeia do Bispo, onde chegámos apenas com um quarto de hora de atraso.
Junto do Centro de Interpretação da Natureza encontravam-se as autoridades autárquicas, técnicas da Mancomunidad del Alto Águeda, vários fotógrafos e elementos da Rádio Televisão da província de Salamanca.
Já dentro do Centro de Interpretação o Sr. Alcalde, Celso Ramos, proferiu umas palavras de boas vindas tendo agradecido o facto de se ter escolhido esse bonito parque. «EL BARDAL».
Após esta recepção toda a gente entrou no coração do parque, onde se encontram imensas mesas distribuídas como que a esperar por tanta gente.
Depois do almoço, e tal como estava combinado, os quatro autocarros deslocaram-se à zona das minas de volfrâmio, que dista três quilómetros de Navasfrias, na direcção de El Payo.
Como a visita às minas só pode ser feita por grupos de quinze ou vinte alunos, enquanto uns faziam as visitas outros faziam jogos que intercambiavam com outros alunos espanhóis.
Assim terminou uma bonita e proveitosa jornada pedagógica que certamente ficará guardada, para sempre, na mente dos alunos e adultos que nela participaram.
Informo ainda que estas actividades se vão prolongar pelos dias de amanhã quinta feira, 26 e sexta feira 27.
Vão, naturalmente, participar outros alunos e professores e haverá outras contrabandistas e guardas fiscais.
Estas importantes jornadas são, naturalmente, apoiadas pelo Agrupamento de Escolas de Sabugal, Câmara Municipal, Junta de Freguesia de Foios, Ayuntamiento de Navasfrias, Mancomunidad del Alto Águeda e Associação Humanitária dos Bombeiros do Soito.
Faço votos para que nos dois dias restantes o bom tempo nos continue a acompanhar.
Parabéns a quem organizou e a quem participou.
Fora das quatro paredes muito se aprende!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, dia 24 de Maio, dois votos de congratulação ao escritor Manuel António Pina, há muito radicado na cidade, por ter sido galardoado com Prémio Camões 2011.

As propostas de congratulação para com o escritor sabugalense foram apresentadas pelo vereador da CDU, Rui Sá, e pela vereadora do Conhecimento e Coesão Social, Guilhermina Rego, do CDS.
Apesar de terem sido votadas em separado, ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade na reunião da Câmara Municipal.
Recorde-se que, no passado dia 12 de Maio, Manuel António Pina ganhou o Prémio Camões, o maior prémio de literatura em língua portuguesa.
Entretanto Manuel António Pina é um dos nomes em destaque na Feira do Livro do Porto, que a Avenida dos Aliados acolhe até ao dia 12 de Junho.
Durante o evento está prevista a realização de quinze debates com escritores e outras personalidades da cultura. Manuel António Pina, vai participar em 4 de Junho, com José Tolentino Mendonça, no debate «A volúvel matéria das palavras», que incluirá a leitura de poemas por Alberto Serra.
plb

A revitalização de uma aldeia como o Casteleiro é fundamental para as gerações actuais e futuras. E isso acontece também com a dinamização de iniciativas como a Festa da Caça, que este ano vai para a segunda edição, depois da belíssima experiência do ano passado.

A minha terra sempre foi terra de caça e de caçadores. Eu mesmo, não: nunca fui à caça. Mas sou excepção, mesmo. E devia ser bom nisso: atirador especial em Mafra, Operações Especiais / Ranger em Lamego (1971/72)… Tenho a «obrigação» de não falhar no tiro instintivo – que é o que a caça é… Só que me dá pena da bicharada, sei lá!
Mas adiante.
A Festa da Caça vai acontecer daqui por quinze dias: de 10 a 12 do mês que vem – sexta (feriado), sábado e domingo.
O programa está praticamente fechado e dele destaco, para lá das iniciativas dedicadas à Caça propriamente dita, os seguintes momentos especiais de cultura:
– dia 10, às 18 horas: Fanfarra Sacabuxa anima a Festa.
– dia 11, às 22: Banda Virgem Suta.
– dia 12, às 17: Cantares do Fundão.
As ruas vão estar sempre animadas por grupos especialistas nessa tarefa.
Mais uma vez, portanto, uma grande Festa.
E também uma absoluta novidade de que tomei conhecimento com muito carinho: vai acontecer no Casteleiro, pela mão de duas dezenas de artistas, em estreia mundial, a recriação da Caça ao Gambuzino.
Atenção: o gambuzino existe. É um ser da nossa imaginação de crianças. À noite, ao serão ao ar livre em grupo de famílias, o Sr. José Carlos (Mendes Figueiredo), nosso vizinho sempre brincalhão, mandava-nos, aos miúdos, ir ali mesmo à ponta do aqueduto da Cabina Eléctrica esperar com uma saca os gambuzinos que os grandes iam enxotar lá de cima, da outra ponta do aqueduto. Isto, pelas nove e meia, dez. Mandavam as regras que por ali ficássemos até os gambuzinos «saírem»… ou seja: até que os meus pais me mandavam destroçar, digamos assim, por volta das 11 e meia – que ao outro dia havia «escola». E dos gambuzinos, ate hoje, nem rasto – claro. Nunca vi nenhum. E vocês? Li na net que são pássaros ou peixes. Isso é que é imaginação. Pois se nunca ninguém viu nenhum… que raio!
No ano passado, foi a estreia da Festa da Caça do Casteleiro: era a 1ª edição e foi o que se viu: toda a gente encantada. Não perca agora a segunda edição – melhorada e ampliada para três dias…
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A Rede de Judiarias de Portugal, com sede em Belmonte, está a estudar, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), uma candidatura a fundos para recuperação dos centros históricos dos municípios associados, anunciou hoje o secretário-geral do organismo. O Sabugal, que não integra a rede de judiarias, está fora do projecto.

Jorge Patrão, que também preside à Entidade Turística da Serra da Estrela, disse ontem, dia 24 de Maio, em Belmonte, à margem da apresentação da rede promovida pela embaixada de Israel, que «ainda não há verbas definidas», mas já há «caminho aberto» para o projecto.
Apesar de alguns dos municípios não estarem situados na Região Centro, aquele responsável refere que a candidatura será tratada com a CCDRC, que depois coordenará a vertente financeira com as restantes comissões regionais.
A candidatura permitirá «valorizar o património judaico e dignificar os espaços turísticos em que esse património se insere».
A Rede de Judiarias de Portugal foi constituída em Março de 2011 e integra os municípios de Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor e Trancoso.
Fazem também parte da estrutura as entidades regionais de Turismo do Douro, Serra da Estrela, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve e ainda a Comunidade Judaica de Belmonte.
Ehud Gol, embaixador de Israel em Portugal, aplaudiu a criação da rede, depois de já ter visto nascer uma estrutura semelhante em Espanha, há 16 anos.
Na apresentação de hoje, que serviu também para assinalar o 63.º aniversário da independência de Israel, aquele responsável disse esperar que a ligação entre municípios e entidades «sirva para dar a conhecer a história judaica de Portugal».
plb (com Lusa)

Alguns poemas populares alusivos às festas de São João, da autoria de Ilídio Gonçalves Clemente, natural da freguesia de Vale de Espinho, Concelho do Sabugal, a residir em Lisboa.

Carlos ClementeEstá chegando a grande festa
A festa de São João
É a maior festa da terra
Ninguém pode dizer que não

Nas vésperas chega o fogo
Toda a noite a rebentar
Chega também a filarmónica
Toda a gente vai dançar

Da capela para a igreja
Vai Santo António a se juntar
Cada um no seu andor
Cada um em seu altar

Essa noite é de alegria
e não vos digo mais nada
Logo ao romper da manhã
a música toca a alvorada

Há baile toda a noite
no nosso Largo das Eiras
Essa noite tudo dança
Tanto casadas como solteiras

Á noite lê-se a fama
Como é nossa tradição
Todos querem ouvir versos
na noite de São João

Esta festa de São João
Estamos todos a esperar
É a melhor festa da Terra
Disso nos podemos orgulhar

Este ano os mordomos não aceitaram
Que a festa fosse para a frente.
Quem aceitou fazer a festa
Foi o Sr. Carlos Clemente.

Ilídio Gonçalves Clemente

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Equipa do Bricosolidário do Sabugal em acção no Parque de Implantação Empresarial do Alto do Espinhal
Clique na imagem para ampliar

Data: 23 de Maio de 2011.
Local: Zona de Localização Empresarial do Sabugal (ZLES) no Alto do Espinhal.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A equipa do Bricosolidário do Sabugal em acção na ZLES. Sem comentários…
Para saber mais: Aqui.
admin-ca

A empresa municipal Sabugal+ está em apuros, face à demora do Tribunal de Contas em autorizar a transferência de verbas a partir do Município. Porém os responsáveis políticos da Câmara só podem queixar-se de si próprios, em especial o presidente (que também preside à empresa), já que nos mandatos anteriores foi vereador da maioria e vogal do conselho de administração da malfadada empresa.

António Robalo - Presidente - Câmara Municipal SabugalApesar de participada pela Câmara e estando sob a sua tutela, a verdade é que o Município do Sabugal e a Sabugal+ são pessoas jurídicas distintas.
Em 3 de Janeiro de 2011 foi celebrado entre o Município e a empresa o «contrato de gestão» para prestação de serviços no decurso de 2011, nomeadamente a prática desportiva, cultural, recreativa e de lazer. Para esse efeito o contrato prevê a transferência, ao longo do ano, de uma verba que ronda os 900 mil euros. Porém, sendo o montante a transferir superior a 350 mil euros, o «contrato» teve que ser remetido ao Tribunal de Contas.
Tardando o tribunal em proferir o almejado visto, e correndo a empresa risco de ruptura financeira, a 28/03/2011 o presidente aventurou-se a transferir da câmara para a empresa uma verba de 150 mil euros. Informou a demais vereação que executara o acto após consultar colegas autarcas dos municípios vizinhos, que lhe disseram que nunca assinaram qualquer contrato de gestão.
Sucedeu que o Tribunal pediu esclarecimentos, e o presidente resolveu dar nova explicação, desta feita fundamentada em lei: actuou nos termos de uma norma que obriga os municípios a transferir verbas para as empresas municipais a fim de equilibrarem os resultados de exploração negativos. Primeiramente disse que os resultados negativos se tinham verificado em anos anteriores. Depois corrigiu, afirmando que a verba era para fazer face a resultados negativos previstos para o corrente ano de 2011.
De facto, a legislação em vigor obriga, no caso de o resultado de exploração anual se apresentar negativo, a uma transferência de verbas para equilibrar as contas do exercício. Contudo essa transferência só pode ser garantida com a celebração de um contrato de gestão e, no caso da Sabugal+, após o visto do Tribunal de Contas, que ainda não foi proferido, pelo que a transferência dos 150 mil euros configura um acto ilegal.
Por outro lado, a lei proíbe taxativamente quaisquer outras formas de subsídios à exploração, ao investimento ou em suplemento a participações de capital. Isso é aliás consonante com as proibições de auxílio do Estado às empresas públicas em geral. Toda a comparticipação financeira tem que assumir a forma de uma contrapartida, materializada na celebração de um contrato de gestão, que identifique a missão, as obrigações assumidas, os objectivos, e os métodos de controlo.
O presidente poderia dizer que herdou uma armadilha, já que as presidências anteriores, quer da Câmara, quer da empresa, nunca celebraram os obrigatórios contratos de gestão. Contudo António Robalo foi vereador durante 12 anos e integrou, como vogal, o conselho de administração da empresa municipal, pelo que também é responsável pelos anos de incumprimento das obrigações legais por parte das duas entidades.
Desde 2007 que as empresas municipais estão sujeitas as regras de absoluta transparência nas relações com os Municípios que as tutelam, daí a obrigatoriedade da celebração de contratos de gestão para a definição dos termos em que os serviços são prestados.
Este triste caso, cuja resolução legal se desconhece, tem de servir de lição para todos, sobretudo para os que exercem funções públicas e que se gabam de saber «contornar a lei». Lembro aqui os casos das obras ilegais na ligação à A23 (sem projecto e sem estudo de impacto ambiental) e da instalação do novo parque empresarial do Sabugal (não previsto no PDM e sem prévia urbanização do espaço). O primado da lei tem de aplicar-se a tudo o que se faz, pois só dessa forma se constrói para não ter que derrubar a seguir.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Final da Segunda Guerra Mundial, as potências do Eixo são derrotadas, prevalecem como sistemas dominantes as Democracias Liberais e o Comunismo Soviético.

António EmidioMas junto a estes dois sistemas, o comunismo Soviético e as Democracias Liberais, aparecem as ditaduras da Península Ibérica governadas por Salazar e Franco, são duas ditaduras pertencentes a um mundo já ultrapassado que era necessário banir. Mas a verdade é que essas ditaduras se mantiveram até meados dos anos setenta. Porquê? Irei referir-me somente a Portugal que é o que me interessa neste artigo. Repito, porque ficou Salazar no poder em Portugal, sendo uma ditadura aparentada com as potências derrotadas? Depois do célebre discurso do Presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, a 12 de Março de 1947, começa a nova ordem do pós Guerra: a Guerra Fria, que se tratou de um confronto não bélico de «Baixa Temperatura» entre o Bloco Soviético e as Democracias Liberais. Acontece que Salazar era um feroz anticomunista, isso deu-lhe muita margem de manobra para poder sobreviver, assim como sobreviveu. Um relatório dos Serviços Secretos dos Estados Unidos dizia que Salazar como político, tinha conseguido, mesmo com uma «branda ditadura», manter a estabilidade política e económica do País, depois das turbulências da República parlamentar. O relatório salienta que Salazar era um homem inteligente, de firmes crenças religiosas, grande capacidade de trabalho e uma ascética vida privada. Apresentava o seu sistema político como um equilíbrio entre a forma de governo democrático e totalitário, sem ter as falhas de um ou de outro. E agora a razão principal porque se manteve no poder: o relatório destacava a sua aversão ao comunismo. O governo norte-americano afirmava que a verdadeira ameaça para a paz mundial era o expansionismo soviético, todos aqueles que lutassem contra esse expansionismo seriam bem vindos. Desta maneira, os «pecados» cometidos por Salazar e o Estado Novo eram secundários, o que interessava era o seu visceral anticomunismo.
E se por acaso os Estados Unidos e as Democracias Liberais Europeias, tivessem substituído Salazar e o Estado Novo por uma Democracia Parlamentar, Democracia de partidos, Portugal estaria a passar pelos mesmos problemas que presentemente está a passar? Difícil de dizer, mas uma coisa é certa, não teria os mesmos vícios dos quais enferma e talvez se libertasse destes mesmos problemas com mais facilidade. Os quarenta anos de Estado Novo marcaram negativamente a nossa mentalidade, basta ver que depois do 25 de Abril de 1974, muitos dos homens, a maioria, que substituíram as elites políticas do Estado Novo, comportaram-se da mesma maneira que essas elites, procura de dinheiro, prestigio, de poder e de influência.
Pergunto novamente, há alguma culpa na história pela presente situação política e económica de Portugal neste momento histórico? Convém lembrar que os países que mais problemas económicos têm presentemente na Europa, Portugal, Espanha e Grécia, saíram há pouco tempo de prolongadas ditaduras. A União Europeia gerou neles uma certa ilusão de se verem livres dessas mesmas ditaduras e o não regresso a elas. Também pensaram que a entrada na União Europeia faria deles prósperos países em matéria económica. Puro engano, ninguém, nem nenhum país da U. E. é solidário com eles e, mais dia menos dia, serão «convidados» a sair da zona euro, e até da União Europeia. Isto, se ela não colapsar primeiro e, por completo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Quando os grandes espíritos se encontram é um verdadeiro acontecimento. Mas quando os grandes espíritos se encontram à volta de uma boa mesa, onde o Bucho Raiano é senhor e rei, então é uma autêntica festa. Por natureza, o bucho é todo vaidoso. Vai da sua fisionomia. Aproveita a barriga para se ufanar e se mostrar todo pimpão.

o anfitrião apresenta o Senhor Bucho da esquerda para a direita: Pinto da Silva, Carvalho Rodrigues, Anfitrião, Pina Monteiro, Lopes da Silva e respectivas esposas, e ainda Alice e Guilherme conversando com o Gen. Pina Monteiro

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– À mesa não há melhor do que eu, pretende ele dizer.
– Cala-te, diria o anfitrião. Não fales muito depressa porque ainda vamos ver. Tens de convencer os convivas e, sobretudo, as senhoras e as crianças, porque, isto já não é como dantes. A variedade é tanta que já não estamos condenados a comer-te por tradição. Tens de te impor pelo sabor e pelo bom gosto para superares a tradição, porque, se assim fosse, então ficarias reduzido ao teu interior beirão raiano e só os que lá iam, no Inverno, é que teriam a coragem de te comer.
O Senhor Bucho compreendeu a observação e ficou calado, até porque à mesa do anfitrião se encontravam personalidades que não se compadeceriam do seu carácter anarquista e impulsivo, ás vezes quase sem educação. Se tudo aquilo é porco, o que é que se poderá esperar?
Pois é, mas ele é também muito inteligente. No centro da mesa, a sensibilidade intuitiva permite-lhe usar da sua argúcia para observar cada um dos convivas à sua volta. É o único que percebe quem gosta ou quem não gosta.
Já agora, Senhor Chanceler, permita-me que introduza algumas inovações na confecção do Senhor Bucho, pois temos de acompanhar a evolução dos tempos, à luz de novos conhecimentos científicos. Para evitar que se martirize durante 3 ou 4 horas a cozer dentro do molho inicial, o anfitrião decidiu espetar numerosos palitos à volta da barriga. Deste modo, o Bucho não corre o risco de rebentar e todo o molho gordurento sai pelos orifícios dos palitos. Evita-se aquela antiga receita de o envolver numa meia ou num saco de plástico. Que horror! O Prof. Carvalho Rodrigues, com o seu olho científico-clínico, e que se encontrava ao meu lado, confirmou que se tratava de um verdadeiro método para tirar as gorduras ao bucho.
Ficamos com vontade de saber se haveria alguma relação entre o Bucho e as invasões francesas. Teríamos de investigar se os franceses ou os ingleses teriam saboreado esta iguaria nas nossas terras raianas. E o editor Joaquim Pinto da Silva achava que poderia ser matéria para um próximo livro. O Tenente-Coronel Lopes da Silva, que já escreveu sobre a cavalaria no tempo das invasões francesas, prometeu-nos a sua preciosa ajuda.
E o Bucho continuava atento, a ouvir histórias de Casal de Cinza, do austero e míope Cónego Messias Coelho (não se podia dizer tudo por respeito pela sobrinha ali presente, e que bela coincidência!), grande teólogo da Guarda, venerador de cães por serem mais inteligentes que os homens e sobretudo as mulheres que considerava desprezíveis se não tivessem um mínimo de argúcia.
Já íamos fazer a reconstituição da Batalha do Sabugal, mas o General Artur Pina Monteiro achou por bem reservá-la para o próximo dia 31 de Maio, na Livraria Orfeu, onde ele próprio se propõe apresentar o livro “O Sabugal e as Invasões Francesas”. Mas que honra! Talvez por culpa do Bucho, divagou-se até à Flandres, para evocar a comemoração da batalha de La Lys, onde quase todos os presentes tinham acompanhado o General Pina Monteiro que ali representou, com a maior dignidade, as Forças Armadas Portuguesas. Recuámos até à guerra da restauração da independência de Portugal, às constantes escaramuças, ainda por escrever, (os historiadores estão muito preguiçosos, dizia o Prof. Carvalho Rodrigues!) entre os espanhóis e os portugueses da raia beirã.
O Bucho já mal ouvia, tinha quase desaparecido no interior de cada um de nós. Perante as qualidades inigualáveis do seu sabor, já todos pretendiam ter origens nas terras do Bucho, nem que fosse por um cabelo. Claro que quanto ao General Pina Monteiro e ao cientista Prof. Carvalho Rodrigues não restavam dúvidas. O Bucho reconheceu-os logo. Também não se fez rogado em reconhecer o historiador militar que já tinha percorrido em pensamento, em estudo e na realidade as nossas boas terras beirãs, e igualmente o editor que, por portas e travessas, recebe, na sua mansão da Foz, as cristalinas águas do Côa, indispensáveis na confecção do famoso Bucho Raiano.
Não admira, pois, que um jantar de Bucho Raiano, tão longe das nossas terras, possa torná-las tão presentes como se estivéssemos ali ao pé.
Joaquim Tenreira Martins

Na noite de 21 de Maio, militares da GNR do Núcleo de Protecção Ambiental de Pinhel detiveram um homem de 48 anos de idade, quando pescava ilegalmente na barragem de Vascoveiro, concelho de Pinhel.

Segundo o comunicado semanal da GNR, o pescador furtivo, que é residente na cidade da Guarda, viu serem-lhe apreendidas as duas canas de pesca que tinha consigo, assim como diverso material utilizado no exercício da pesca. O mesmo foi presente ao Tribunal Judicial de Pinhel, sendo-lhe aplicada a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência, enquanto aguardar pelo resultado do inquérito criminal.
Em 18 de Maio, o Comando Territorial levou a efeito uma operação de fiscalização de trânsito, com particular incidência na condução sem habilitação legal e sob o efeito do álcool, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes. Na operação foram fiscalizados 109 veículos e condutores, tendo sido elaborados 13 autos de contra-ordenação por diversas infracções.
No decurso da semana transacta a GNR registou em todo o distrito da Guarda 22 acidentes de viação. Os sinistros verificaram-se pelos seguintes motivos: 13 por colisão, sete por despiste e dois por atropelamento. Destes acidentes resultaram sete feridos leves.
Durante a semana em apreço, as Secções de Programas Especiais realizaram diversas acções de sensibilização por todo o distrito.
plb

Na semana de 23 a 27 de Maio os cabeças de lista dos partidos com assento parlamentar candidatos ao círculo eleitoral da Guarda serão entrevistados em directo, a partir das 11 horas, na Rádio Altitude. Num formato inovador vários cidadãos foram convidados a gravar previamente as perguntas que gostariam de formular aos candidatos no debate público da antena da rádio. Do mesmo modo, aproveitando a dinâmica da Rádio Altitude nas redes sociais, os seguidores no Facebook poderão colocar questões para serem respondidas ao longo da semana pelos entrevistados.

Estúdio - Rui Isidro - Ana Manso e Fernando Cabral - Foto de Rádio Altitude

A Rádio Altitude agendou para a semana de 23 a 27 de Maio entrevistas em directo, a partir das 11 horas da manhã, a cada um dos candidatos dos partidos com assento parlamentar. Num formato inovador vários cidadãos estão a ser convidados a formular perguntas, previamente gravadas. Do mesmo modo, aproveitando a dinâmica da Rádio Altitude nas redes sociais, os seguidores no Facebook poderão colocar questões para serem respondidas, durante as entrevistas, pelos cabeças de lista.
A série de entrevistas terá início na segunda-feira, dia 23, com José Pedro Branquinho (CDU), seguindo-se Manuel Meirinho, do PSD (terça-feira, dia 24), Paulo Campos, do PS (quarta-feira, dia 25), Emília Bento, do CDS-PP (quinta-feira, dia 26), e António José Baptista, do Bloco de Esquerda (na sexta-feira, dia 27).
Para terça-feira, 31 de Maio, a partir das 21.30 horas, está planeado um debate público entre os cabeças de lista dos principais partidos, que terá lugar no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda. António José Baptista (BE), Emília Bento (CDS-PP), José Pedro Branquinho (CDU), Manuel Meirinho (PSD) e Paulo Campos (PS) debaterão entre si as ideias, os programas e as propostas de cada candidatura, respondendo também, no final, a questões colocadas pelo público.
O Café Concerto do TMG estará aberto, sendo a assistência limitada à lotação da sala (aproximadamente 200 pessoas). O debate será gravado, para transmissão na Rádio Altitude durante a «Manhã Informativa» de quinta-feira, dia 2 de Junho.
A cobertura das acções de campanha será feita por diferentes equipas de reportagem da Rádio e integrada nas edições informativas habituais: na Manhã Altitude (entre as 7h00 e as 11h00) e nas edições das 12h30 e das 18h00.
Entre 23 de Maio e 3 de Junho, de segunda-feira a sexta-feira, a edição informativa das 18 horas incluirá um espaço de análise e comentário da campanha, com diferentes painéis de participantes, formados não só por colaboradores da Rádio Altitude em programas da actual temporada – «O Mundo Aqui» (segunda-feira), e «Quarto Poder» e «Semana Cruzada» (sexta-feira) – que durante estas duas semanas não terão, por isso, as habituais edições.
Esta operação informativa culminará com a emissão especial a iniciar às 19 horas de domingo, 5 de Junho, para acompanhamento da noite eleitoral.
A Rádio Altitude mantém, assim, a aposta na entrevista, no debate, na reportagem, no cruzamento de ideias e na ampla participação dos públicos – tal como faz ao longo das várias temporadas de programação, numa estação primordialmente informativa.
Além de ser a mais antiga rádio local portuguesa (em emissão desde 1948), é a rádio do distrito mais ouvida na Guarda, na região (Viseu, Guarda e Castelo Branco) e no Interior Norte, de acordo com os dados do Bareme Rádio 2010 da Marktest, o estudo-padrão sobre as audiências de rádio em Portugal.

1 – O Capeia Arraiana aceitou o desafio e deixou a seguinte questão aos cabeças de lista: «Se concordam e defendem a redução de deputados de 230 para o mágico número de 181 aproveitando para dar um sinal de que estão dispostos a «colaborar» nos sacrifícios que estão a pedir aos portugueses?»
2 – A imagem do arquivo da Rádio Altitude que ilustra esta notícia pertence ao programa «Quarto Poder» moderado por Rui Isidro e que coloca frente-a-frente os ex-deputados Ana Manso (PSD) e Fernando Cabral (PS).

jcl (com Rádio Altitude)

Enquanto por cá discutimos quem ganhou o debate entre Dupont e Dupond, na noite de sexta-feira passada, ou então a televisão transmite directos sobre a chegada da equipa do Futebol Clube do Porto, após a sua vitória na Liga não sei de quê, os nosso vizinhos espanhóis estão a dar uma lição ao mundo.

João Aristides DuarteAcampados há vários dias na Puerta del Sol, em Madrid, grupos de manifestantes jovens e menos jovens estão a fazer uma Revolução. Essa revolta já alastrou a diversos países europeus e de outros continentes.
Ninguém os demove da Puerta del Sol, que se transformou na Praça Tahrir da Europa. Apesar de o Governo ter proibido essas manifestações, alegando que se estava em período de reflexão eleitoral, o certo é que os manifestantes não desmobilizam. Sabe-se que os Sindicatos da Polícia espanhóis já declararam que não vão
O que pedem os manifestantes na Puerta del Sol? Coisas tão simples como «Liberdade de Expressão», «Reforma da Lei Eleitoral» e «Nacionalização da Banca».
Em alguns dos cartazes que os manifestantes exibem pode ler-se: «Assim, não!», «Banqueiros ladrões», «Povos da Europa, Levantai-vos» ou «PP e PSOE, o mesmo capital».
Os manifestantes começaram por ser uma espécie de «Geração à Rasca» espanhola, mas a revolta depressa alastrou e comprometeu outras gerações.
Realmente é de admirar que surja na Europa um cartaz onde está escrito «Liberdade de Expressão», uma vez que essa mesma Europa se diz tão democrática. Cartazes desse teor fazem-me lembrar os que eram exibidos pelos manifestantes pró-democracia, nos idos de 1989, na RDA.
Afinal, parece que, por esta Europa tão civilizada e tão democrática, algo também está podre. É bem verdade que, quando se verificam tantas situações escandalosas, como os prémios aos gestores, as benesses aos banqueiros que arruínam a economia, as pessoas se revoltem… Os partidos do «arco da governação», em Espanha (sempre o PP ou o PSOE) acham que está tudo anestesiado com a «bola» e nunca pensaram que isto fosse mesmo a sério. Mas está a ser.
João DuarteÉ por serem sempre os mesmos a governar, em Espanha, que se pede a reforma da Lei Eleitoral, de modo a que se termine com esse bipartidarismo que só pode levar à frustração. É aquele estilo de «ora governas tu, ora governo eu», a única coisa que muda são mesmo os «boys», porque de resto é tudo igual. Em Portugal é a mesma coisa. Só não vê quem não quer. Já sobre os «banqueiros ladrões» em Portugal, nem vale a pena falar… O escândalo é tamanho que daria para uma série de Revoluções. Mas os tais “brandos costumes” são capazes de explicar alguma coisa.
No entanto, por cá, as pessoas estão mesmo anestesiadas e não se revoltam. Até tinham mais razões para o fazer, uma vez que irão sofrer com as medidas decididas pela Troika estrangeira e pela Troika portuguesa (PS/PSD/CDS). Serão os portugueses masoquistas? Ou, dito de outra maneira, quando é que os portugueses começam a ser como os espanhóis?
O título da minha crónica tem a ver com a imagem que a acompanha: realmente, eu estou completamente à vontade sobre isso. Desde a época em que pude votar, nunca, «jámé» os partidos do «arco da governação» contaram com o meu voto. E já lá vão mais de 30 anos. Uma coisa é certa: nunca tive, assim, razões para me arrepender do meu voto.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A «Caça ao Gambuzino» é a grande novidade da 2ª edição da Festa da Caça do Casteleiro, que se realiza nos próximos dias 10, 11 e 12 de Junho. Cerca de 20 artistas, actores, bailarinos e músicos vão efectuar uma performance artística em percurso rural sob o signo do gambuzino. Um espectáculo único desenvolvido pela Associação Cultural Bica do Imaginário exclusivamente para a Festa da Caça, com início previsto para as 19h de sábado, dia 11 de Junho.

Depois do êxito alcançado na primeira edição, a Junta de Freguesia aposta num programa de qualidade e diversificado, este ano alargado a três dias. O objectivo maior de dinamizar a Aldeia, numa luta contra a progressiva desertificação, é assumido nesta Festa numa valorização clara das vertentes culturais, de animação, do património e dos produtos locais.
Na área musical destaque maior para um concerto dos «Virgem Suta», (dia 11, 22H), com entrada livre, que se realizará num espaço especialmente preparado para o momento. A programação musical conta ainda com o Grupo de Música Popular da Casa do Povo de Alpedrinha (dia 10, 16h), Fanfarra Sacabuxa (dia 10, 18h), Grupo Lua Nova (dia 10, 21.30h), Desertuna (dia 10, 23h), Ranchos Folclóricos dos Três Povos e Valverde (dia 12, 15h) e Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão (dia 12, 17h). Durante os dias de Festa existirá animação de rua em permanência com acordeonistas, grupo «3kuaz4», “O Dedo Mindinho”, grupos de bombos e um grupo de alunos da Escola Técnica e Artística de Nisa.
Os visitantes da Festa da Caça são convidados a percorrer as ruas e largos da Aldeia e a visitar cerca de 30 stands com produtos e artesanato local e da região, a efectuar passeios a cavalo e de charrette, praticar tiro com arco, besta e zarabatana, paintball, escalada, tiro virtual, demonstração de falcoaria e a deliciar-se com as maravilhas da gastronomia beirã nas tasquinhas que estarão abertas em permanência.
Nesta edição a Caça estará em foco com uma largada de perdizes (dia 10, 9h), uma Prova de Santo Huberto (dia 11, 9h), demonstração de cães de parar (dia 11, 16h), demonstração de caça com aves de rapina (dia 11, 17h), mostra de cães de caça e da Serra da Estrela (dia 12, 11h).
António José Marques (Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro)

A necessidade de alertar as populações para o perigo de incêndio no verão que se aproxima levou a GNR, através do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) a executar um programa de prevenção que passa por diversas sessões de esclarecimento, que também passam pelo concelho do Sabugal.

A principal preocupação é com a necessidade de limpar os terrenos em redor de casas isoladas e de povoações envolvidas por floresta ou por mato.
O Comando Territorial da GNR da Guarda está já no terreno para esclarecer os principais factores ligados à prevenção de incêndios florestais e à defesa da floresta. As acções fazem-se no quadro do Plano Distrital de Prevenção relativo a aglomerados populacionais, edificações isoladas e perímetros florestais.
O SEPNA está a proceder ao levantamento das situações de maior risco, de modo a alertar para a necessidade de uma intervenção urgente. Ao mesmo tempo os homens da GNR estão já no terreno a exercer também a acção fiscalizadora, verificando as situações de flagrante incumprimento da legislação em vigor.
Entre Janeiro e Maio deste ano, o SEPNA levantou 29 autos a particulares que não procederam à limpeza dos terrenos, salientou o tenente-coronel Silva Lourenço à Lusa, acrescentando que houve ainda outros casos detectados que foram «relatados e enviados à entidade administrativa competente» para que sejam accionados os mecanismos legais que conduzam à eventual aplicação de coima.
«Há casos em todos os concelhos do distrito da Guarda», disse ainda o responsável da GNR.
Uma primeira acção foi efectuada em Aldeia de Santo António, concelho do Sabugal, no dia 19 de Maio, onde foram explicados procedimentos mais comuns, como em situações de incumprimento de limpeza de terrenos, investigação de incêndio, recolha de água para análise e fiscalização de pescadores na albufeira da barragem da Senhora da Graça, no Sabugal.
O SEPNA da Guarda dispõe de um total de 47 homens, que será em breve reforçado com mais dois elementos.
Na área de competência do SEPNA da Guarda incluem-se os Parques Naturais da Serra da Estrela e do Douro Internacional e a Reserva Natural da Serra da Malcata.
No concelho do Sabugal o SEPNA tem ainda agendadas outras acções de sensibilização durante as próximas semanas. As sessões ainda previstas acontecerão às 21h00, nas Juntas de Freguesias de Fóios (a 26 de Maio), Águas Belas (a 2 de Junho), Casteleiro (a 9 de Junho) e Nave (a 16 de Junho).
plb

O comício do Partido Socialista em Évora contou com uma participação multicultural e multiracial. A destoar apenas a cor laranja do turbante do indiano. Ele há coisas!

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Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

O Turismo de Portugal e o Município da Guarda assinaram, no dia 20 de Maio, a escritura de compra e venda do Hotel Turismo, que se converterá na nova Escola de Hotelaria e Turismo da Guarda.

A nova escola da Guarda será a primeira especializada em Saúde e Bem-Estar, e estará voltada para o apoio ao sector do turismo na região, especialmente nos distritos da Guarda e de Viseu.
Em comunicado o Turismo de Portugal refere que este processo é «a resposta às necessidades formativas do sector turístico nesta Região, contribuindo para a criação de emprego qualificado e para a melhoria dos serviços, em linha com os objectivos do Plano Estratégico Nacional do Turismo».
A abertura da Escola está prevista para 2013, após um investimento de 12 milhões de euros, e terá capacidade para 250 alunos. A oferta educativa abarcará a Hotelaria, a Saúde e Bem-Estar, bem como o Turismo Cultural e Paisagístico, contando com um hotel e um restaurante de aplicação, um auditório e um refeitório para alunos.
O projecto será desenvolvido em colaboração com o Instituto Politécnico da Guarda, que já detém competências em matéria de formação superior nas áreas da Gestão do Turismo e da Saúde e que será igualmente um parceiro nesta iniciativa formativa.
Acrescendo à formação inicial de jovens (cursos de especialização tecnológica e em contexto real de trabalho), desenvolverá formação contínua de profissionais no activo e o reconhecimento e certificação de competências (através do Centro Novas Oportunidades) para integração e reintegração na vida activa.
O ainda actual Hotel Turismo é um edifício dos anos 1940, projectado por Vasco Regaleira e em vias de classificação, localizado no centro da cidade da Guarda. A Escola de Hotelaria e Turismo, que lhe irá suceder, estará distribuída por cinco pisos, numa área superior a oito mil metros quadrados.
plb

A primeira Capeia Arraiana realizada em Lisboa aconteceu na Praça de Touros do Campo Pequeno no dia 4 de Junho de 1978. A Capeia agendada para este ano de 2011, acontecerá precisamente no dia em que, há 33 anos aconteceu essa iniciativa primordial, pela qual se deu a conhecer ao país a mais genuína tradição da raia sabugalense.

No sábado, dia 3 de Junho daquele ano de 1978, realizara-se no parque do Seminário dos Olivais o habitual convívio de sabugalenses, organizado pela Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, ao qual acorreram centenas de pessoas. Porém esse ano, o convívio teria continuidade, pois programara-se para o dia seguinte uma Capeia Arraiana. Tratava-se de trazer à Capital do País uma tourada original e exclusiva das terras raianas do concelho do Sabugal, na qual se usava um instrumento de madeira a que o povo chamava forcão, ao qual se agarravam mais de 20 jovens, que assim desafiavam o touro.
O nome do espectáculo, «Capeia Arraiana», foi ideia dos organizadores do evento. «Capeia», por chamarem assim às touradas em praça improvisada nas zonas fronteiriças de Portugal e de Espanha. «Arraiana», por se tratar de uma tradição da Raia. A designação ficou registada no subconsciente das pessoas e em breve assim passou a ser genericamente designada a tourada com forcão.
Esse memorável domingo de há 33 anos, iniciou-se com uma partida de futebol entre uma equipa da Casa do Concelho do Sabugal e outra da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, que os raianos venceram por 7-0. De seguida houve almoço de convívio na sede da Casa do Concelho, juntando os jogadores aos dirigentes da associação e a alguns elementos do corpo activo dos Bombeiros do Sabugal, contando com a participação do Dr Lopes, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
Findo o almoço realizou-se um cortejo até ao Campo Pequeno, onde a tourada teve lugar. As bancadas encheram-se de sabugalenses e de amigos do Sabugal, para assistirem a algo nunca antes acontecido e para alguns decerto inimaginável: o forcão iria lidar os touros na catedral da tauromaquia portuguesa. Seria até sacrilégio, mas o certo é que o espectáculo teve lugar, envolvido em imensa alegria e emoção.
A Capeia realizou-se na sequência de uma ideia apresentada por Francisco Engrácia (o saudoso Chico), de Vila Boa, à direcção da Casa do Concelho do Sabugal, que esta aceitou com muita relutância e apenas após uma comissão de associados ter garantido que, havendo prejuízos, eles seriam cobertos.
O objectivo, para além da divulgação da tradição raiana, era ajudar os Bombeiros Voluntários do Sabugal (na altura a única corporação do concelho). Ultrapassados os primeiros receios a organização avançou e a Capeia constituiu um enorme êxito.
Dos 224 contos de «lucro» alcançado, 67 contos (30%) foram para os Bombeiros do Sabugal, que desde essa primeira experiência ficaram para sempre ligados à reedição sucessiva da Capeia em Lisboa.
Paulo Leitão Batista

Vivemos em tempos de irresponsabilidade e absoluta falta de orientação, sendo disso claro exemplo a destruição das árvores de fruto que antigamente eram cuidadas com tanto carinho pelo interesse para a sã alimentação do povo e para o desenvolvimento da economia.

Ventura ReisQuem, tendo atingindo já a minha provecta idade, ou até sendo um pouco mais novo, não recorda as amoreiras que existiam no principal largo das aldeia do concelho do Sabugal? A amoreira era uma árvore muito protegida. As suas folhas serviam de alimento ao benéfico bicho-da-seda, e o seu fruto era o alimento da canalha que antigamente povoava as aldeias em grande número.
Depois deram em dizer mal das amoreiras. Aventaram que as amoras amadurecidas caíam sobre as roupas de quem procurava a sombra e sobre as pedras da calçada, deixando manchas roxas que dificilmente se conseguiam limpar. Outra crítica era o mosquedo que se juntava ao redor das amoreiras, como se isso não tivesse acontecido a vida inteira… Por razões de higiene lançaram-se no crime do abate massivo de tão importante espécie vegetal, roubando às aldeias da Beira um elemento que manifestamente as caracterizava.
Antigamente a amoreira era uma das árvores classificadas de interesse público, pelas razões que acima aduzi. Nessa conformidade a lei vigente proibia expressamente o corte, arranque, transplantação ou destruição, por qualquer meio, de amoreiras sem autorização prévia da Direcção Geral do Fomento Agrícola. O indivíduo que as cortasse, arrancasse, danificasse ou, por qualquer forma, as fizesse perecer, fosse qual fosse o seu estado de vegetação, ficava sujeito a apanhar multa ou prisão correccional.
O Decreto 18:604, de 12-07-1930, que esteve em vigor durante décadas, fixava a multa em 50 escudos por árvore afectada e a pena de prisão correccional de 5 a 15 dias, sendo esta penalidade imposta em juízo.
Mas não era apenas a amoreira que merecia cuidados. Outras árvores benfazejas eram protegidas pela lei, com especial incidência nas árvores de fruto, essenciais para a alimentação das pessoas e para o desenvolvimento da economia nacional.
As regras iam ao ponto de obrigarem todos os viveiristas a informar anualmente a Divisão de Estatística Agrícola da quantidade de árvores de fruto vendidas, discriminada por espécie e com indicação dos concelhos de destino.
A ideia que presidia era a da defesa das árvores de fruto, embora também houvesse preocupações quanto à floresta, que era sobretudo complementar à actividade agrícola.
Hoje a agricultura foi destruída e os campos abandonados. O desmazelo provocado por essa irresponsabilidade trouxe o matagal, pasto apetecível dos incêndios que, ainda assim, são o que vale para limpar os campos de giestas, silvas, piornos, tojos e toda a demais casta de arbustos inúteis que povoam a paisagem.
Falta-nos quem tenha mão nesta balbúrdia, quem imponha regras equilibradas e as faça cumprir, no interesse do presente e do futuro de Portugal.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Decorreu na Casa Municipal da Cultura da Mêda uma sessão de esclarecimento sobre o programa VITIS direccionada aos agricultores e viticultores do concelho com a presença do presidente do Município de Mêda, Armando Carneiro, do presidente da Adega Cooperativa de Mêda, Fernando Jesus, e do representante do Ministério da Agricultura, Júlio Félix. A iniciativa contou com a participação de mais de 200 agricultores/viticultores do concelho de Mêda.

Programa VITIS - Mêda

Os temas debatidos na sessão de esclarecimento para agricultures e viticultores do concelho da Mêda incidiram essencialmente na possibilidade de laboração de uvas de fora da Região Demarcada do Douro nas instalações da Adega Cooperativa de Mêda, nos incentivos disponíveis para a reconversão ou replantação da vinha (Programa VITIS) e no papel decisivo que a agricultura tem na estratégia de desenvolvimento concelhio que o Município pretende incentivar.
No âmbito das candidaturas ao VITIS, o presidente da Adega Cooperativa de Mêda, Fernando Jesus, demonstrou o interesse da mesma em realizar uma candidatura agrupada, uma vez que este tipo de candidatura traz mais benefícios quer para a Adega Cooperativa quer para os agricultores. Referiu ainda os esforços que a direcção da Adega Cooperativa está a fazer, no sentido de cumprir com os pagamentos aos agricultores sem com isso desequilibrar a tesouraria da Cooperativa.
César Figueiredo, vice-presidente da autarquia, fez uma breve síntese da situação actual do sector agrícola no concelho de Mêda, aproveitando para referir todas as diligências que têm sido encetadas pelo Município, no sentido de acelerar a recuperação financeira da Adega Cooperativa uma vez que a mesma desempenha um papel fundamental para os agricultores, prova disso é o facto da Adega Cooperativa poder já a partir da vindima de 2011, receber nas suas instalações uvas provenientes de vinhas instaladas fora da Região Demarcada do Douro.
O representante do Ministério da Agricultura, clarificou todos os aspectos técnicos relacionados com o Programa VITIS e da importância de todos os agricultores interessados, recorrerem a este programa como uma oportunidade de reconverter as vinhas que apesar de cultivadas necessitam de intervenção, de forma a melhorar a produção em termos qualitativos e quantitativos. Também ele demonstrou os benefícios associados ao facto, de em vez das candidaturas individuais serem executadas candidaturas agrupadas.
No final da sessão houve ainda lugar a uma prova de vinho (Branco e Rosé) resultado da vindima de 2010 da Adega Cooperativa de Mêda.

O Programa VITIS anda a ser discutido e explicado no concelho da Mêda…
Curiosamente as «Jornadas do Mundo Rural» com a presença do ministro da Agricultura tiveram lugar no Sabugal no dia 26 de Abril de 2010. Um ano depois seria interessante saber que já foi feito no denominado «inovador projecto-piloto para a agricultura do Sabugal»…
jcl (com C. M. Mêda)

À semelhança daquilo que aconteceu, há já muito tempo, em Espanha, Vilar Formoso e Nave de Haver também alguns jovens de Foios se organizaram tendo criado algumas Peñas.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaEstas Peñas são, no fundo, associações de jovens que têm um espaço comum para poderem conviver. Quase a fazer lembrar as antigas e típicas tabernas. Aí cozinham, bebem uns copos, cantam, tocam e dançam.
De entre as quatro ou cinco que foram criadas em Foios há duas que já visitei e confesso que gostei. Por isso dou os meus parabéns aos fundadores a quem já tive oportunidade de lhes dizer que na qualidade de Presidente da Junta estarei disposto a ajudar sempre que possível e necessário.
As ditas peñas designam-se por: «Peña Q TaPariu» e «Peña da Castaña».
Encontram-se instaladas em casas antigas tendo os fundadores trabalhado no restauro do interior e exterior dos respectivos espaços.
Qualquer delas está equipada com fogão, frigorífico, grelhador, garrafeira, balcão e mesas que também eles construíram.
Confesso que admiro esses grupos de jovens que encontraram mais uma forma de viver e conviver num espírito de compreensão e de interajuda.
A rivalidade entre eles não existe. Bem pelo contrário. Quando muito bem entendem visitam-se e comem refeições conjuntamente.
Reconheço e valorizo estas iniciativas e não me restam dúvidas de que esses grupos de jovens estão cada vez mais entusiasmados e agarrados aos Foios.
Continuai unidos e animados. Parabéns.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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